terça-feira, 13 de fevereiro de 2024

QUEM FOI ISAAC BARRETO RIBEIRO?

 



QUEM FOI ISAAC BARRETO RIBEIRO?

Mário Ribeiro Martins

 

ISAAC BARRETO RIBEIRO, de Barra do Rio Grande, Bahia, 1925. Filho de Arthur Ribeiro Sobrinho e de Angélica Barreto Ribeiro. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou. Pegou o vapor na cidade da Barra, margens do São Francisco e foi para Pirapora, Minas Gerais, alcançando de trem, Belo Horizonte.

Formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina de Minas Gerais, em Belo Horizonte.

Casou-se, por volta de 1942, com Clotildes (Lolita) Dias Ribeiro, com quem teve os filhos Alex, Daisy, Marta e Fernando. Alex Dias Ribeiro é ex-piloto de Fórmula 1.

Dona Clotildes Fraga Dias (nome de solteira) é filha de João Fraga Dias e de Cremehilda Ribeiro Dias (de Castro Alves, Bahia, 1906, esta, autora do livro de poemas FOLHAS ESPARSAS e falecida em 13/04/1984). Dona Clotildes teria nascido em Poções, Bahia, por volta de 1927.

Quanto ao Doutor Isaac, pela instrumentalidade do Engenheiro Bernardo Sayão, companheiro de Juscelino Kubitschek, foi trabalhar na Colônia Agrícola de CERES, no interior de Goiás.

Em 22/12/1956, com 31 anos, foi visitar a Cidade Livre e o Catetinho, em Brasília. Mudou-se posteriormente para Anápolis, onde trabalhou no Hospital Evangélico Goiano, de propriedade de James Fanstone.

Depois de algum tempo, foi morar e trabalhar na Cidade Livre, em Brasília. É considerado um dos primeiros Médicos de Brasília, eis que foi o primeiro a instalar uma Clínica Particular, na Cidade Livre, hoje Núcleo Bandeirante. Antes, porém, no dia 04/12/1956, chegou o Médico mineiro Edson Porto no Canteiro de Obras da NOVACAP.

Na esquna da Avenida Central, com Dom Bosco, Isaac Barreto construiu em madeira, o Centro Cirúrgico de Brasília, inaugurando-o em 03/05/1957, data da Primeira Missa de Brasília, onde fazia partos, consultas, raios X e laboratórios.

Em setembro de 1957, juntamente com outros, fundou a Primeira Igreja Batista de Brasília, na qual tocava harmônio e regia o coro da congregação.

Em 06/02/1959, fundou, junto com outros, a Associação Médica de Brasília, de que foi seu Primeiro Presidente. Participou da primeira equipe de médicos do Hospital IAPI, hoje HOSPITAL JK. Fez o discurso, em nome da Cidade Livre, quando Juscelino desceu de helicóptero, na avenida central, para visitar a região.

Depois de 1962, foi corista e instrumentista da Igreja Memorial Batista de Brasília. Sua irmã Miriam Barreto Ribeiro, foi professora do autor destas notas, no antigo Fundão de Brotas (hoje Ipupiara), Bahia, por volta de 1949, quando este autor tinha 06 anos de idade e ela morava com seu parente Coronel Arthur Ribeiro. Quanto a Isaac Barreto Ribeiro, após fazer curso de Direito, terminou se torrnando Perito Criminal e em seguida Promotor de Justiça no Distrito Federal.

É mencionado no livro OS PIONEIROS DA CONSTRUÇÃO DE BRASÍLIA (1992), de Adirson Vasconcelos. Em 2000, quando Brasília completou 40 anos, o Doutor Isaac completou 75 anos de idade. É referido no livro DICIONÁRIO GENEALÓGICO DA FAMÍLIA RIBEIRO MARTINS (Goiânia, Kelps, 2007), de Mário Ribeiro Martins e Filemon F. Martins.

Apesar de sua importância para os Batistas, não é referido no livro HISTÓRIA DOS BATISTAS NO BRASIL, de José dos Reis Pereira (Juerp, 2001), na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001 ou DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO (2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é suficientemente estudado, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural.

 

(LIVRO MISSIONÁROS AMERICANOS E ALGUMAS FIGURAS DO BRASIL EVANGÉLICO, PÁGINAS 203/206)


LUGAR VAZIO E ESSA QUE EU HEI DE AMAR

 


LUGAR VAZIO

Gióia Júnior


 

Há sempre na distância uma cadeira vaga 

à espera de um que parta e que já tenha escrito 

"nas páginas de luz do livro do infinito" 

a sua salvação que nunca mais se apaga! 


Perdida pelo espaço a vista se embriaga, 

tentando ir muito além do seu poder restrito, 

mas só o coração descobre a imensa plaga 

envolta no mural de jaspe e de granito... 


Ganhei o meu lugar de preço incalculável 

das mãos de Jesus Cristo e espero recebê-lo 

depois de atravessar o caudaloso rio! 


Amigo, vem chegando o dia memorável, 

medita no problema, atende ao meu apelo: 

não deixes para sempre o teu lugar vazio!!! 


Campo Grande, 1946 


ESSA QUE EU HEI DE AMAR,

Gióia Júnior


 

Essa que eu hei de amar (como dissera 

o Guilherme de Almeida certo dia). 

Há de ter a pureza da poesia 

e a frescura jovial da primavera. 


Não sei se é loira ou se morena e esguia, 

sei que a donzela a quem minh'alma espera 

não possui a ilusão da fantasia, 

nem o manto rosado da quimera... 


Não me importa que seja pobrezinha, 

quero apenas que seja sempre minha... 

Não me importa que esteja até descalça... 


Que encantamento provarei ao vê-la: 

Tanto mais pura quanto mais singela, 

tanto mais bela quanto menos falsa! 


São Paulo, fevereiro de 1948


(ORAÇÕES DO COTIDIANO, VERSÃO DIGITAL ENVIADA PELO AMIGO SAMMIS REACHERS)

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

VIAGEM CULTURAL

 



VIAGEM CULTURAL

Filemon Martins

 

 

Numa dessas ocasiões, minha filha Maíse estava em gozo de férias e pôde nos acompanhar na viagem à Ipupiara, Bahia, onde ficaríamos alguns dias. Programamos passar, pelo menos, uma semana em Salvador, a capital baiana. Em Ipupiara, visitamos parentes e amigos da cidade e dos arrabaldes. Uma amiga Odete Durães Filha, proprietária do Hotel Ipupiara, e também de um apartamento em Salvador, nos cedeu gentilmente o apto, onde pudemos passar uma semana.

Chegando em Salvador pela manhã, rumamos para o apartamento e o transformamos num dormitório. Todos os dias estávamos batendo pernas.  Na parte da manhã fomos conhecer algumas praias de Salvador, entre outras, PRAIA DO PORTO DA BARRA, PRAIA DO FAROL DA BARRA, PRAIA DE ITAPUÃ, JARDIM DE ALÁ E PIATÃ.

Adotamos para banhos a praia de piatã, onde íamos pela manhã e almoçávamos lá mesmo. Foi quando descobri que minha filha gostava de comida fora de casa, almoçava bem, peixe, frango a passarinho, e o que mais viesse.

Visitamos o famoso Pelourinho, Mercado Modelo, Farol da Barra, entre outros. Visitamos também alguns shoppings, como IGUATEMI, hoje Shopping da Bahia, Salvador Shopping, entre outros, além das ruas comerciais no centro de Salvador, que logo conquistou minha filha Maíse. No Mercado Modelo vimos e compramos alguma coisa, por exemplo, uma tela pintada por artista de lá e uma baiana.

Estivemos em inúmeras Igrejas, especialmente no Convento e na Igreja São Francisco, a mais famosa de Salvador, onde, na época, só era permitido fotografar nos corredores do convento, mas um cidadão se prontificou fotografar dentro da Igreja os três turistas de São Paulo.

Para visitar a Cidade Baixa, fomos conhecer o Elevador Lacerda, que liga a Praça Tomé de Sousa, na Cidade Alta com a Praça Cairu, na Cidade Baixa, inaugurado parcialmente em 1873, um transporte público, que virou ponto turístico de Salvador.

Um capítulo à parte foi nossa visita à Ilha de Itaparica, porque compramos os tickets para três pessoas, eu, esposa e a filha Maíse. Chegando no Terminal Marítimo, na hora do embarque minha esposa se recusou a entrar na Lancha Grande, minha filha decidida não abriu mão do passeio. Negociamos, mas não houve jeito. Minha mulher ficou nos esperando na Marina e nós, eu e a filha embarcamos nessa aventura para conhecer a Ilha.      

Maíse adorou o passeio, não parou de fotografar grandes embarcações que cruzavam o mar, bem assim um grupo de golfinhos e cardumes de peixes que passavam fazendo graça. Visita memorável, mas preocupado com a mulher que não quis fazer companhia pra gente. Depois de dar uma voltinha pela Ilha, voltamos. Enquanto isso, minha mulher que ficou na Marina nos aguardando havia levado uma sacola com caquis e os devorou todos, embora estivesse com dinheiro para comprar lanche ou almoçar.

Parece que tivemos sorte naquela semana, tendo em vista o que se ouve e vê pela televisão. Durante aqueles dias não houve chuvas, não presenciamos nada que pudesse desabonar a cidade de Salvador. E olha que só à noite chegávamos no apartamento para dormir. Os dias ensolarados e bonitos aproveitamos para bater pernas, inclusive para algumas ruas do centro, onde o comércio é uma grande muvuca. Findo o nosso tempo em Salvador, voltamos para Ipupiara, onde ficamos o restante de nossas férias. Depois de tudo isso, voltamos ao batente. Voltamos a São Paulo, com muita vontade de lá voltar.

 

 

Obs.: Agradecimentos a Maíse, minha filha, que me fez lembrar de muitos lugares por onde passeamos e curtimos. Pena que naquela época não havia celular. Era a máquina fotográfica mesmo.  

 

 


PREFEITOS DO MUNICÍPIO DE BARRA DO MENDES - PARTE V, FINAL

 



MUNICÍPIOS DA CHAPADA DIAMANTINA


PREFEITOS DO MUNICÍPIO DE BARRA DO MENDES   


(Parte V, Final)

Saul Ribeiro dos Santos

📧saul.ribeiro1945@gmail.com

 

    

    A seguir apresentamos os nomes dos prefeitos do Município de Barra do Mendes.  Antes, porém, é importante relatar que pela Lei Estadual n° 1.203/17 de 21/07/1917 assinada pelo governador Antônio Muniz de Aragão, amigo do coronel Militão Coelho, Barra do Mendes tornou-se Município independente de Brotas de Macaúbas. Seu intendente (administrador ou prefeito) foi o capitão Adelino Rodrigues Coelho. Essa arrumação não durou muitos anos porque o coronel Militão Coelho foi derrotado pelas tropas do coronel Horácio de Matos, perdendo assim o prestígio político. A independência durou até maio de 1920, quando pela Lei Estadual n° 1.388/20 de 24/05/1920 o Município foi reanexado a Botas de Macaúbas. Registre-se que extraoficialmente Jordão (atual Ipupiara) foi sede do Município abrangendo Barra do Mendes e Morpará no período agosto de 1919 até 24 de maio de 1920, por ordem do coronel Horácio de Matos, antes da Lei que autorizou a reanexação. Naquele tempo era assim mesmo, a palavra de um coronel influente tinha muita força.

         Por falta de informações substanciais na Prefeitura ou na Câmara de Vereadores, fomos orientados a pedir socorro ao Prof. Liandro Antiques, que com seu arquivo particular nos prestou informações esclarecedoras muito valiosas, pelo que muito agradecemos a este guardião das informações históricas do Município e de toda esta vasta região. Eis os nomes dos gestores e o período em que administraram o Município ao longo da sua história:

 §  Aurelino Alves Barreto                                               1959 a 1963 

§  Francisco Vieira Tosta                                                 1963 a 1967

 §  Aurelino Alves Barreto                                               1967 a 1971

 §  Álvaro Campos de Oliveira                                        1971 a 1973

 §  Florisvaldo Sodré de Araújo                                      1973 a 1977

 §  Aníbal Campos de Oliveira                                        1977 a 1983

 §  Valdomiro Figueiredo Bastos                                     1983 a 1989

 §  Aníbal Campos de Oliveira                                         1989 a 1993

 §  Manoel Gabriel dos Santos                                         1993 a 1997

 §  José Carlos Sodré dos Santos                                     1997 a 2000

 §  José Carlos Sodré dos Santos                                    2001 a 2004

 §  Manoel Gabriel dos Santos                                        2005 a 2008

 §  Manoel Gabriel dos Santos                                         2009 a 2012

 §  Armênio Sodré Nunes                                                 2013 a 2016

 §  Armênio Sodré Nunes                                                 2017 a 2020

 §  Antônio Barreto de Oliveira, eleito no dia 15 de novembro de 2020 para o período 2021 a 2024

 

 OUTRAS INFORMAÇÕES

 

Aniversário do Município – Dia 14 de agosto. Evento cívico comemorando a emancipação política e administrativa. Foi em 14 de agosto de 1958. Prefeito, vereadores e outras autoridades comparecem e participam da solenidade. Geralmente constam na agenda das escolas: Hasteamento das bandeiras do Brasil, do Estado da Bahia e do Município. Palestra(s) relembrando os fatos históricos. Apresentação da banda musical e outras atrações. A comemoração da data é uma realização da Prefeitura Municipal, organizado pela Secretaria Municipal de Educação, envolvendo todas as escolas e colégios, todos os anos.

Arquivo Público Municipal – Aqui está a memória do Município. Órgão municipal criado em 06/09/1999 conforme Lei Municipal n° 640/99. Possui um considerável acervo histórico e cartorial com os registros que contam a história desta unidade municipal. 

Biblioteca Pública Municipal - Criada em 10/10/1985 conf. Lei Municipal n° 305/85. Este é outro instrumento de grande utilidade para os estudantes e todas as pessoas amantes da boa leitura. A Biblioteca Pública deste Município possui um acervo de quatro mil volumes, que estão à disposição dos interessados, desde que sigam as orientações da Secretaria competente.

 

 

Estátua do Coronel Militão – Escultura erigida em praça pública no dia 14/08/1984. Busto em bronze, uma homenagem ao coronel Militão Rodrigues Coelho, grande líder político local no início do século XX.

 

 ÚLTIMA PARTE

 

     Em Barra do Mendes estão presentes agências de repartições e órgãos públicos federais, estaduais e municipais que dão apoio aos empresários locais, aos novos empreendedores e ao povo em geral. Aqui estão presentes e prestam relevantes serviços as seguintes repartições, entre outras:

 

·  Destac. da 3ª. Cia. do 7° BPM  sob o comando estabelecido em Irecê.

·  Delegacia de Polícia

·  Polícia Civil

·  Posto de Identificação RG

·  Fórum Alberic Campos

·  CRAS, Centro de Referência e Assistência Social

·  EBDA – Empresa Baiana de Desenvolvimento Agropecuário

·  Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Barra do Mendes

·  Ag. dos Correios da EBCT

·  Cartório Eleitoral da 114ª. Zona Eleitoral do TRE – BA.

·  Cartório do Registro de Pessoas Naturais

·  Cartório do Registro de Títulos e Protestos

·  Cartório dos Registros de Imóveis

·  SINE/BA, Sistema Nacional de Emprego – setor Bahia.

 

      O Poder Executivo deste Município criou a GCMBM - Guarda Civil Municipal de Barra do Mendes, que tem como objetivo zelar e proteger o patrimônio público, se fazer presente e atuar onde for necessário para orientar e proteger a população, dentro da sua competência jurídica.

      Igrejas cristãs - Por oportuno vale relatar que no Município de Barra do Mendes existem várias igrejas cristãs. Todas fazem parte da história deste Município. A Bíblia Sagrada informa que: “Igreja cristã”, é a comunidade ou o conjunto dos fiéis unidos pela mesma fé, que reconhece Jesus Cristo como único Senhor e Supremo Legislador. (1) São instituições religiosas compostas de pessoas que professam a fé cristã e tem o objetivo de retransmitir a mensagem conforme a ordem de Jesus Cristo, que é o fundador e Senhor da Igreja cristã. 

       A Igreja mais antiga e com o maior número de seguidores neste Município é a Igreja Católica Romana, cuja implantação nesta parte da Chapada Diamantina se deu na mesma época em que chegaram os primeiros moradores. A igreja foi por muito tempo, durante mais de três séculos, a Igreja oficial a exercer as funções religiosas no tempo do Brasil-colônia e durante o governo imperial até 1889, ano da Proclamação da República. 

       É importante citar que em 24 de fevereiro de 1891 foi promulgada a 1ª. Constituição da República do Brasil. A nova Constituição estabeleceu separação entre Igreja e Estado. O Brasil tornou-se um Estado laico. Esse termo teve origem na França, no século XVIII, para exprimir ou manifestar o princípio da separação das sociedades civil e religiosa, em que a Igreja deixa de exercer qualquer papel político oficial e ao mesmo tempo o Estado não se intromete nos assuntos da Igreja. (2) A partir da promulgação da 1ª. Constituição Republicana o Brasil abriu espaço para outras igrejas exercerem o direito de liberdade religiosa.

      Portanto, outras igrejas cristãs, de confissão evangélica, estão presentes no Município de Barra do Mendes, gozando de bom conceito perante a população. São igrejas que possuem templo próprio e há vários anos fixaram raízes nesta boa terra. Por falta de espaço citaremos tão-somente até seis denominações religiosas evangélicas. Eis os nomes de algumas igrejas em plena atividade neste Município:

    ·  Assembleia de Deus 

·  Congregação Cristã no Brasil

·  Pentecostal Deus é Amor

·  Presbiteriana

 

      Mais informações referentes a esse tema estão em páginas anteriores, na parte sobre religião. Para finalizar estes relatos é necessário informar que outras igrejas evangélicas, com denominações diferentes, estão presentes no Município de Barra do Mendes e realizam seus cultos. Existem também outras instituições e agremiações religiosas que confessam outras crenças.

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Este texto é parte integrante do esboço do livro Chapada Diamantina, em elaboração.

 

       (1)   Orlando S. Boyer, pesquisador e escritor de assuntos bíblicos em seu livro Pequena Enciclopédia Bíblica, pág. 319 – Editora Vida, 29ª. impressão ano 2000. 

        (2)   Enciclopédia Universo, vol. VI pág. n° 3.023, Editora Delta e Editora Três, Rio de Janeiro – 1973.

 

 SOBRE O AUTOR

SAUL RIBEIRO DOS SANTOS é casado com a Drª Agripina Alves Ribeiro, com quem tem os filhos Raquel Ribeiro dos Santos, Esther Ribeiro dos Santos e Arão Wagner Ribeiro.

Autor do livro DECISÕES & DECISÕES, publicado em 2013 pela Gráfica e Editora Clínica dos Livros, de Feira de Santana, Bahia.

Colaborador assíduo do Blog Literário do Filemon e trabalha no projeto do livro CHAPADA DIAMANTINA, em elaboração.

 

 


domingo, 11 de fevereiro de 2024

O TEMPO - RITA ROCHA

 

                                        (FOTO DO PRIMO SANDRO, DE IPUPIARA, BAHIA)


 O TEMPO

 Rita Rocha



Debruço-me à janela de outro tempo...

na face, ainda as marcas e a ferida.

Expondo-me ao soprar do contratempo,

esqueço-me da hora e da partida.


O vento não me traz nenhum relato

das dores que inda marcam minha alma,

nem mesmo apaga o resto do retrato,

para que eu fique enfim um pouco calma.


Contanto, me distrai a fantasia;

chegando rota e já esfumaçada,

solfeja um canto de melancolia

por entre a vã cortina desfiada...


O tempo passa, nunca em mim se arrasta;

segue veloz, tão rápido, implacável,

que nem me enxerga e, lépido, se afasta,

ventando rumo ao fim, o inevitável...


Santo Antônio de Pádua - RJ - Brasil

(FONTE AVBAP)


LEMBRANDO CASTRO ALVES

 



LEMBRANDO CASTRO ALVES

Filemon Martins

 

Antonio Frederico de CASTRO ALVES, nascido na Fazenda Cabaceiras, Curralinho, hoje cidade de Castro Alves, Bahia, um dos mais populares poetas do Brasil, escreveu versos admiráveis, entre outros, O NAVIO NEGREIRO – Tragédia no mar, do qual extraímos parte da VI estrofe:

“E existe um povo que a bandeira empresta/pra cobrir tanta infâmia e cobardia!... /E deixa-a transformar-se nessa festa/em manto impuro de bacante fria!... /Meu Deus! Meu Deus! Mas que bandeira é esta,/que impudente na gávea tripudia?!.../Silêncio!...Musa! chora, chora tanto/que o pavilhão se lave no teu pranto.../Auriverde pendão de minha terra,/que a brisa do Brasil beija e balança,/Estandarte que a luz do sol encerra/às promessas divinas da esperança.../Tu, que da liberdade após a guerra,/foste hasteado dos heróis na lança,/antes te houvessem roto na batalha,/que servires a um povo de mortalha!...”

Parece que o poeta baiano escreveu estes versos, que considero um dos mais belos e significativos da Língua Portuguesa, nos dias atuais. Se hoje não temos a escravatura a que se referia o poeta, continuamos escravos do analfabetismo, da corrupção, da política de exclusão social, do desemprego, do crescimento da miséria, da fome, da violência, do medo, dos preconceitos, da falta de investimentos em educação, saúde e da submissão ao poder econômico dos países ricos e exploradores. Aqueles que vivem em seus gabinetes atapetados e não têm contato com o povo, não percebem ou fingem não perceber como tem aumentado o exército de desempregados e consequentemente da fome e da miséria.

O ex-presidente José Sarney, em artigo publicado na Folha de S. Paulo, pondera que “no nosso velho estilo de malhar o país, o noticiário ressalta o negativo e esquece o grande salto. As manchetes resumem esses cem anos como o século da desigualdade.”

Por outro lado, ex-presidente, é bom lembrar que não malhamos o Brasil, mas sim aqueles que têm tido a responsabilidade de dirigir os destinos do País e não enxergam o futuro. Nasci e cresci no interior da Bahia e, em busca de dias melhores, como outros o fizeram, me transferi para São Paulo e sempre ouvi falar em programas de erradicação do analfabetismo. Aos 74 anos, constato, entristecido, que pouco se fez para alcançar tal objetivo. A educação, no Brasil, assim como a saúde, transportes, saneamento básico e qualidade de vida, nunca foram prioridades de nenhum governo. Todos, todos mesmo vão sucateando a educação, transporte, segurança pública, além de subtrair direitos dos trabalhadores de forma injusta e criminosa.

Dizer que a “saúde é universal, que temos salário mínimo, garantias individuais, direitos sociais e somos a segunda democracia do mundo ocidental” não enche barriga de ninguém, nem satisfaz a busca da sociedade brasileira por dias melhores, por um Brasil decente, digno, com oportunidades iguais para seus filhos, e grande não somente na dádiva da Natureza, que, a bem da verdade nunca soubemos valorizar e aproveitar.

Utilizar os serviços e tecnologia de hospitais como o Albert Einsten, Sírio Libanês ou Incor, em São Paulo, não é a mesma coisa que frequentar hospitais públicos da rede municipal ou estadual. Estudar na USP e na FATEC, além de ser menos oneroso, não é a mesma coisa que estudar em Universidades, que, embora pagas e caras, não oferecem um ensino esmerado.

O que se questiona é que não avançamos. O próprio José Sarney, no mesmo artigo, reconhece que em seu governo, éramos a oitava economia do mundo e em (2022) somos a 12ª (décima segunda). Por que não avançamos? Dirão os tecnocratas de plantão que a economia do mundo mudou. Sim, mas mudou para todos. Por que, então, recuamos? Ao longo do tempo, nossos governadores de Estado nunca deram maior importância aos verdadeiros problemas sociais. Sempre procuraram soluções paliativas, sem debelarem as causas da doença. Já faz algum tempo (2003) que foi aprovado e sancionado pelo Presidente da República, o Estatuto do Idoso, agora Estatuto da Pessoa Idosa, que merece aplausos, porque preenche uma lacuna até então existente e vamos torcer para que, na prática, funcione. Espera-se que os nossos políticos trabalhem para o bem da sociedade e não como é de costume acontecer, mais uma Lei a servir de propaganda nas eleições futuras.

Enquanto isso, vemos imagens na televisão e lemos em jornais as falcatruas, os acordos de partidos políticos que geram tanto dinheiro, que já não cabem na bolsa, no bolso do paletó, na meia, na cueca e nos sapatos, com a conivência da Suprema Corte.

Acorda, Brasil!

 

 


INFORMAÇÃO

 



INFORMAÇÃO:


Ontem à noite, através de Evandro, filho do poeta Joaquim Rodrigues de Novais, de Ipupiara, recebemos a notícia de que o poeta sofreu um infarto, encontrando-se hospitalizado. Nós, aqui do Blog Literário do Filemon nos unimos em oração pedindo a Deus o pronto restabelecimento do poeta e que ele retorne brevemente às suas atividades literárias abrilhantando o nosso Blog e também às suas atividades agrícolas do dia a dia. É o que desejamos.


Filemon Martins

sábado, 10 de fevereiro de 2024

SEM FRONTEIRAS

 

                           (FOTO DO PRIMO SANDRO, IPUPIARA, BAHIA)


SEM FRONTEIRAS

Filemon Martins



Viajo com as nuvens. Sou poeta.

Gosto de dar vazão ao pensamento.

Sou capaz de chegar ao firmamento

e voltar para a terra como atleta.


Na terra, pego a minha bicicleta,

vou pedalando mesmo contra o vento,

enquanto os versos nascem no acalento

de uma paixão suave e não secreta...


Não há fronteiras, pois o amor é brando,

poetas são assim, vivem sonhando

com um mundo feliz e mais humano. 


Não importa se a vida é muito breve,

importa o amor que faz o peso leve,

quando o perdão se torna soberano.



CONFIDENTE - FILEMON MARTINS


 


CONFIDENTE

Filemon Martins 


Velho mar, meu eterno confidente, 

quantas vezes chorei ao confessar: 

esta mágoa que fere, inconsequente, 

e o tempo que não pode mais voltar. 


E me dizes assim, naturalmente: 

- só o amor é capaz de te curar, 

enquanto tuas ondas, mansamente, 

os meus pés, com carinho, vêm beijar. 


Exerces sobre mim grande fascínio, 

porque tens sobre todos o domínio 

e és tão frio nas tuas mutações. 


Ao contrário de ti, eu sofro tanto, 

e fico aqui a derramar meu pranto, 

onde sepulto as minhas ilusões!