domingo, 25 de outubro de 2026

A POESIA DE GIÓIA JÚNIOR - FILEMON MARTINS

 




    A POESIA DE GIÓIA JÚNIOR

                                                                                                                                        

     RAFAEL GIÓIA MARTINS JÚNIOR, nascido em 09 de agosto de 1931, em Campinas – São Paulo, poeta que se destacou no cenário do evangelismo brasileiro e na poesia cristã brasileira. Poeta, Jornalista, Radialista, Político e Professor universitário. Foi Presidente do Sindicato dos Profissionais do Rádio e da Associação dos Radialistas do Estado de São Paulo. Foi Vereador em São Paulo e como Deputado Estadual, foi Presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, tendo sido também Deputado Federal.

     Escreveu, entre outros, os seguintes livros: “O CÂNTICO NOVO”, “MENINO POBRE”, “APARECEM AS FLORES NA TERRA”, “ESTÁTUAS DE SAL”, “CANTO MAIOR” e “BEM-ME-QUER.”

Foi membro ilustre da Igreja Batista de Vila Mariana, sob a responsabilidade do Pastor batista Dr. Rubens Lopes, excelente cronista e autor de livros, como “UM POUCO DE SOL”, cuja apresentação foi feita pelo poeta Gióia Júnior. Foi conferencista naquela e em outras Igrejas, além de ter sido, em certa ocasião, Orador Oficial da Convenção Batista Brasileira. Político de honra ilibada.

     Conciliou a vida pública com religião e poesia ao mesmo tempo. Exerceu os cargos eletivos de Vereador, Deputado Estadual e Federal, que lhe foram conferidos por eleitores das mais diferentes comunidades evangélicas, com dignidade e sabedoria. Nunca se deixou levar pelo fascínio do poder. Pertenceu também à Maçonaria, tendo sido membro da Academia Maçônica de Letras do Brasil.

     Foi casado com Dinorá Fernandes Gióia Martins, com quem teve sete filhos, Rafael, Rodrigo, Renata, Nilton, Ana Carolina, Rubens e Thiago.

O Escritor Mário Ribeiro Martins, no livro “ESCRITORES DE GOIÁS”, no capítulo “POETAS DO EVANGELISMO BRASILEIRO” faz referência ao trabalho de Gióia Júnior, afirmando: “A poesia de Gióia Júnior é expressivamente humana, o que se observa em um dos seus versos: “Menino pobre do meu bairro, grita, / para que escutem tua voz tremente, / amargurada, enfraquecida e aflita: /Pelos irmãos que dantes não gritaram, / clama nas ruas angustiosamente, / exige o pão que os homens te roubaram!”

     O poeta Cassiano Ricardo, falando sobre Gióia Júnior, afirmou: “Li (o poema JESUS, ALEGRIA DOS HOMENS) e verifiquei estar diante de um poeta que surpreende pela espontaneidade, pelas coisas generosas que diz, pelo “sentimento do mundo” que lhe é peculiar.”
Gióia Júnior trouxe a poesia do coração, uma poesia inspirada, harmônica, jorrando livre como a fonte, falando de fé, de esperança, de amor e de alegria. Mas falando também de sua gênese, de sua luta, como escreveu no soneto antológico “MINHA GÊNESE”: “Trago em meu sangue o germe da peleja.../ Venho da luta em que o gigante velho, / tendo atacado a tradição da Igreja, / abraçou a verdade do Evangelho. / Venho da guerra... O Gladiador ousado/não conhece a derrota, sangra, cai, / mas levanta-se além, revigorado - / - venho da luta ingente de meu Pai. / Queira Deus que essa fibra de gigantes/ seja o cerne da minha fronte ousada, / seja a força da minha inspiração. / Vede que são iguais nossos semblantes: / Vem chegando meu Pai da derrubada/ e eu vou partindo para a plantação!”

     Sobre a poesia do vate Gióia Júnior, Oliveira Ribeiro Neto, afirmou: “Sua poesia brota pura, sentida e humana, ao mesmo tempo castigada e simples, como uma fuga de Bach, no entusiasmo do seu amor a Deus.” No poema “GANGORRA” há uma lição de moral para todos: “A gangorra é como a vida, / nos movimentos que tece;/ quando eu desço você sobe, / quando eu subo você desce.../ Você, que ficou no alto, / não deve de mim sorrir;/ você terá que descer, / quando eu tiver que subir!”

     Gióia Júnior, com seus versos cheios de emoção e mesclados de humanidade, simplicidade e saudade, fez sucesso na Televisão e no Rádio, quando declamava suas poesias, entre as quais, “ORAÇÃO DA MAÇANETA”, “FICA, SENHOR, COMIGO!” e a “GANGORRA.” Sonetista primoroso, emociona com “A CASA BRANCA”: “Entre as lembranças do passado, existe/ a casa branca de portão fechado,/ jardim florido e quarto perfumado:/ sonho doirado de um menino triste!/ Fiz-te o projeto, fiz-te a planta, fiz-te/ desde o alicerce aos cumes do telhado;/ viste o desenho e, para meu agrado,/ num delicado gesto consentiste.../ Garoto inquieto, para seu regalo,/ o próprio tempo em sua ingenuidade,/ vendo o castelo, foi desmoroná-lo.../ A casa branca já não mais existe;/ resta somente o escombro da saudade:/ amargo sonho de um menino triste!”

     Gióia Júnior foi saudado por Mário Barreto França e ao lado de Jônatas Braga formou a tríade dos maiores poetas evangélicos do Brasil. Hoje, mais do que nunca vale a pena ler a poesia de Gióia Júnior. Mas, como ler, se todos os seus livros estão esgotados? Bom seria se alguma editora evangélica reeditasse sua obra completa, com ampla divulgação.

     Do livro “O CÂNTICO NOVO”, página 42, extraímos o soneto FÉ: “Peço e confio plenamente. Venço/pelo poder da fé. Poder bendito/que faz de um pensamento um infinito/e faz de um grão de areia um ser imenso. Peço e confio plenamente. Penso/no poder invencível e inaudito/que no passado, de um valor restrito/fez um gigante de um vigor intenso. ...E nada temo, espero confiante/alimentado, não num sonho errante, /mas na certeza das vitórias ganhas. Peço e confio. Rogo e deposito/meus desejos nas mãos do Deus bendito/e sou capaz de transportar montanhas!”

     Faleceu em São Paulo, a 04.04.1996, com 65 anos. Seu pai, Raphael Gióia Martins, depois de ter sido padre, tornou-se Pastor da Primeira Igreja Batista do Brás, em São Paulo, por muitos anos, ainda na Rua Maria Marcolina, no bairro do Brás.

No Brasil, de memória curta, de políticos interesseiros e mentirosos, faz muita falta o político e intelectual Gióia Júnior, que pôde escrever versos, como estes: “Não negues nunca o pão ao que te bate à porta, / nem o trates jamais de maneira violenta. /Amar é o sumo bem e, se o pão alimenta, /o gesto vivifica e a palavra conforta. /Vê no desconhecido a velha folha morta/que, às tontas, voluteia agarrada à tormenta;/ama-o como a ti mesmo. O amor constrói, sustenta, /encoraja, encaminha, ensina, instrui e exorta. /Não o faças, porém, visando recompensa:/o interesse amesquinha e desvirtua a crença. /Ama pelo prazer que o próprio amor produz. /Ao que te pede o pão não o negues jamais, /nem queiras ver, depois, teu nome nos jornais;/faze-o, com humildade, em nome de Jesus!”

     Está presente nos livros “ESCRITORES DE GOIÁS” e “MISSIONÁRIOS AMERICANOS e ALGUMAS FIGURAS DO BRASIL EVANGÉLICO”, de Mário Ribeiro Martins. É verbete da ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho Botelho, edição revista e atualizada, em 2001.

Durante algum tempo, apresentou pela Rádio Bandeirante, o programa “CHEGA DE PROSA”, com Gióia Júnior, onde falava sobre assuntos variados e declamava seus versos escritos com sensibilidade e emoção. Terminava o programa com a expressão, que o caracterizou: “E CHEGA DE PROSA” ... Gióia Júnior dá nome a duas praças em São Paulo, uma na Vila Prudente e outra no Itaim Bibi.

Focalizado em meu livro “FAGULHAS”, páginas 34/38.


Esclarecimento: Para escrever este texto, o autor utilizou informações extraídas dos livros “ESCRITORES DE GOIÁS”, “MISSIONÁRIOS AMERICANOS e ALGUMAS FIGURAS DO BRASIL EVANGÉLICO” de Mário Ribeiro Martins, da Enciclopédia de Literatura Brasileira, de Afrânio Coutinho e J. Galante e dos sites

http://reocities.com/paris/theatre/4002/index.htm - organizado pela família do poeta.

www.museudatv.com.br/biografias/Gioia. E alguns dados da memória do autor, portanto, possíveis de eventuais equívocos.



Filemon Martins

Escritor, cronista e poeta

 


sábado, 24 de outubro de 2026

SEU RETRATO - DJANIRA PIO

 





SEU RETRATO
Djanira Pio


Na caixa velha
esquecida num canto
encontrei coisas antigas.

Lembranças tão esquecidas
de estradas esmaecidas.
Bem no fundo havia seu retrato.
Um três por quatro desbotado
mostrando um quase sorriso.

Rememorei esse tempo
tão longe que tenho certeza
foi nosso.
E lá se foi o seu retrato.


(ANTOLOGIA 16, POSTAL 

CLUBE, PÁGINA 52)












TROVAS DO FILEMON

 




TROVAS DO FILEMON

 

No passado fui petista,

mas com tanta decepção,

agora sou realista,

voto contra a corrupção.

 

Meu amigo brasileiro,

recordando o mensalão,

que castigo, companheiro,

sustentar tanto ladrão.

 

O candidato promete,

o povo acredita e vota.

Nunca faz e pinta o sete,

e acha que o povo é idiota.

 

Com tanto brilho e beleza,

a vida começa, agora,

prometendo, com certeza,

a luz de uma nova aurora.


LIMPEZA FINAL - FILEMON MARTINS

 




                    LIMPEZA FINAL

 

 

      Amanhã, dia 25 de outubro de 2026 é chegado o momento de terminar a faxina, iniciada no 1º turno das eleições.

      Não deixe de comparecer, levando, além do título de eleitor, sua vontade de ajudar o Brasil. Antes, consulte sua consciência, seus valores morais, éticos e religiosos para saber fugir dos corruptos, enganadores, exploradores do povo que sofre, trabalha, luta diariamente para ganhar algumas migalhas.

      O Brasil é um país maravilhoso, com um povo bom e humilde, por isso desperta a inveja e o ódio de grupos que estão tentando destruir tudo que nossos pais nos ensinaram, para viver em harmonia com outras pessoas, como honestidade, justiça, respeito, solidariedade, tolerância, igualdade, religiosidade, tendo Deus, como criador de todas as coisas, inclusive o ser humano, homem e mulher.

      Não se deixe levar por falácias, observando que o grupo que governa o país já está no poder há 20 anos. Se não cumpriu promessas, não fez até agora, não fará nunca. São só promessas para angariar votos. O atual comandante do Brasil já disputou 7 eleições. Só não disputou em 2010 e 2014 quando Dilma, também do PT foi eleita. Não preparou ninguém para sucedê-lo. Sempre se apresentou como candidato do partido.

      Porventura, não havia ninguém preparado para governar o Brasil ou seria só ele, o iluminado? É muita pretensão, o que, aliás, é comum entre os ditadores, pessoas que se alinham a ele com admiração.

      Não desista do Brasil, não somos “artistas”, que moram em outros países, mas querem que o Brasil continue estagnado, sem crescimento, sem boa educação, saúde e sem segurança. Vamos resgatar o Brasil das mãos desta quadrilha instalada em Brasília, com ramificações em muitos Estados da Federação, para que o país possa trilhar caminhos diferentes, com melhor administração dos recursos públicos.

      Chega de marasmo e de promessas ao vento. Meu avô, Gasparino Francisco Martins é quem tinha razão: “Se o homem promete e não cumpre, não tem palavra, não tem valor, portanto, não merece respeito”.

 

 

Filemon Martins

Escritor, cronista e poeta     

 


sexta-feira, 23 de outubro de 2026

TEMPOS AGITADOS E ATÉ CONFUSOS NA POLÍTICA E NA ECONOMIA - (PARTE 2 - FINAL)

 

TEMPOS AGITADOS E ATÉ CONFUSOS

NA POLÍTICA E NA ECONOMIA (Parte 2 - final)

 

Hoje vamos fugir um pouco do assunto atual – as eleições do 2° turno. O Brasil está com a taxa de juros entre as mais altas do mundo. O peso dos juros está sendo empurrado e jogado nas costas dos brasileiros.



 

            

 Todos os brasileiros, especialmente os mais simples, os que ganham até dois salários mínimos, estão sentindo o peso causado pela alta taxa dos juros. Por isso o povo percebe que a economia não está sendo bem administrada.

Muitos comentaristas falam que o Brasil está com a segunda taxa de juros mais alta do mundo. Os juros formam um componente que atinge em cheio todas as empresas em todos os setores. Mineradoras, indústrias, prestadoras de serviços, agropecuária, e também as do comércio varejista. Todos adicionam esse custo financeiro ao preço dos seus produtos. Assim a inflação sobe alguns degraus, tudo fica mais caro e chega ao bolso do consumidor. Não é só o tomador de empréstimo que sofre com o peso dos juros.

Atualmente a taxa básica de juros no Brasil está em mais de 12% a.a. É uma taxa muito alta. Um patamar bem elevado, mais alto do que em vários países ao nosso redor, como no Chile e outros países aqui perto. No Chile a taxa básica de juros não passa de 4%.

Mas, qual é a causa, o que motiva a taxa de juros ir parar nas nuvens? O governo é o maior tomador de empréstimos. Todos sabem que o governo criou alguns impostos e adicionou aos já existentes. Foi o resultado da reforma tributária de 2023/24.

Inicialmente o governo com seu Ministro da Fazenda chamou a reforma de “Arcabouço Fiscal”. Vocês se lembram? A arrecadação de impostos e taxas aumentou muito, mas atualmente o governo gasta mais do que arrecada. Isso faz precisar tomar mais dinheiro emprestado para cobrir os gastos. O governo emite títulos, papéis do governo com prazo de recompra e vende para os bancos. Nesse caso, o que fazem os bancos? Eles observam risco de calote e assim aumentam um pouco mais a taxa dos juros para empréstimos às empresas e para as pessoas físicas. Isso faz aumentar o preço final das mercadorias e serviços. Significa que o peso dos juros vai para os consumidores. É o consumidor que está pagando a conta da gastança.

Preparem-se para 2027. Muitos economistas, tributaristas e comentaristas políticos falam que para o próximo ano tem mais, pois nos últimos dias antes das eleições o governo abriu a torneira dos benefícios, concedendo perdão de dívidas aos microempreendedores MEI. No final de tudo, quem paga a conta é o povo.   

 


Saul Ribeiro dos Santos

Cont. e economista aposentado

Natural de Ipupiara – BA.

📧 saul.ribeiro1945@gmail.com

 


quinta-feira, 22 de outubro de 2026

A HORA É ESSA - FILEMON MARTINS

 





                 A HORA É ESSA

 

 

          As eleições, para presidente da República, no Brasil, acontecem de quatro em quatro anos. O eleito ou escolhido pelo povo tem esse período para mostrar ou provar porque foi eleito, administrando os recursos públicos, oriundos dos muitos impostos que o povo paga. Ele não governa sozinho, para ajudá-lo existem duas casas que são o Congresso Nacional, com 513 deputados e o Senado Federal, com 81 senadores. E para dirimir questões constitucionais, o Supremo Tribunal Federal.

          Esperava-se do governo e dos demais poderes da República, um pouco mais de respeito e honestidade na administração do dinheiro arrecadado dos impostos e taxas que pagamos. Se você tem um carro, paga IPVA, se tem casa, paga IPTU, se pega a estrada, paga o pedágio, se vai ao mercado, farmácia ou qualquer estabelecimento comercial, paga imposto etc.

          Se você produz, paga imposto, se você trabalha, paga a Contribuição da Previdência, se é pensionista ou inativo do serviço público federal, continua pagando contribuição (14%). Não há como escapar. Nem todos temos “amigos” para nos emprestar casa, apartamento, sítio, fazenda ou custear nossas despesas, como tem o atual presidente da República.

          Mas, o que se viu nestes três ou quatro mandatos do PT foi malas de dinheiro, grande soma guardada, escondida num apartamento em Salvador, cujo proprietário foi investigado pela Polícia Federal e inúmeros escândalos que foram noticiados pela imprensa.  

        O povo, uma parte, passou a conhecer melhor os políticos. Outros, nem tanto. Não conseguem enxergar um palmo adiante do nariz, infelizmente. Vamos torcer para que haja uma mudança, que estenda seu manto sobre o Congresso, o Senado Federal e, por que não? O STF, que precisa urgente de correção.

          Nossa esperança, como brasileiro, nascido no Sertão da Bahia, é que um dia, quem sabe, o povo acordará desta apatia e se livrará dos exploradores e bravateiros. Mas, como se diz no Sertão: ¨achar um político honesto é mais difícil que tirar leite de onça¨.

          Contudo, é preciso mudar. Do jeito que está, não pode ficar. O comandante do navio só sabe gastar pomposamente o dinheiro que deveria servir para a construção de habitações decentes, saúde, educação, segurança, pesquisas e manutenção de estradas.

          A Bíblia sempre advertiu: “Ai daqueles que fazem leis injustas, que escrevem decretos opressores, para privar os pobres dos seus direitos e da justiça os oprimidos do meu povo, fazendo das viúvas sua presa e roubando dos órfãos”! Isaías 10: 1-2.

 


Filemon Martins

Escritor, cronista e poeta

Da Confraria Brasileira de Letras

Do Clube Baiano de Trova, Salvador, BA

Da Academia de Letras de Ipaussu, SP

 


quarta-feira, 21 de outubro de 2026

TROVAS DO FILEMON

 




TROVAS DO FILEMON


Segue uma estrada florida

quem, na verdade, tiver

a glória de ter, na vida,

um coração de Mulher!


"Nos golpes frios do vento"

nem sempre há só desventura,

que, às vezes, o sofrimento

traz mais vida à criatura.


No mundo do desamor

ao poeta, nada importa,

se na saudade e na dor

a inspiração o conforta.


Levanto, de madrugada,

cheio de sonhos e medos,

e nessa noite encantada

ouço todos teus segredos.


(LIVRO "SONETOS & TROVAS")




O CRISTÃO E AS ELEIÇÕES 2026 - SAUL RIBEIRO DOS SANTOS

 


O CRISTÃO E AS ELEIÇÕES 2026

 

O cenário político atual do Brasil apresenta-se muito nebuloso e obscuro. Grande parte da política e dos políticos do Brasil estão contaminados. Portanto, prezado eleitor, seja responsável. Ao escolher o lado certo você está ajudando o Brasil no trabalho de reparação dos desvios.

 

          No dia 25 de outubro de 2026, vamos eleger o presidente que vai administrar o Brasil nos próximos 4 anos. A democracia nos dá o direito de escolha, mas exige honestidade por parte de cada eleitor. Significa que temos grande responsabilidade no que poderá acontecer neste país. Escolher e votar num candidato não é como torcer por um time de futebol.

          O cristão é inteligente, é responsável e sabe discernir as coisas, mesmo neste tempo de política muito polarizada. Vamos ter cuidado para não votar em candidato que desrespeita as liberdades fundamentais dos seres humanos. Adotar uma posição neutra não convém. Esteja em oração sincera nestes dias que antecedem ao 2º turno das eleições. Peça a Deus sabedoria para não cair em falsas promessas e propostas enganosas. Não caia em ideologia (sistemas de ideias) bonitas, porém enganosas. Cuidado com ideias mirabolantes.

          Se você pensa em votar em um candidato, mas já ouviu o nome dele em atos de corrupção, fuja desse nome (mesmo que seja o nome de pastor ou líder religioso). Lembre-se de que o dinheiro público pertence ao povo e não pode ser desviado dos objetivos, transferido e nem gasto ao bel prazer dos políticos. O dinheiro público (que todos pagam por meio dos impostos) deve ser aplicado nas áreas da saúde, da educação, melhorar as rodovias, socorrer em casos de enchentes, secas prolongadas etc.  Seja um defensor pelo direito de nascer, pois o ser humano foi criado por Deus. Defenda a liberdade religiosa, defenda o respeito às pessoas, às empresas e a outras instituições.

           A nossa fé e conduta cristã não se limita ao ambiente religioso, temos responsabilidade também diante das urnas. Vamos exercer o nosso direito de cidadania com a sabedoria que nos é concedida por Deus através do Espírito Santo. Para o crente, responsabilidade moral e temor a Deus são condições inegociáveis.

          Por último, vale reforçar o alerta: Vamos votar em candidato honesto e comprometido com a verdade, pois isso pode ser considerado como um canal para melhorar a vida das famílias, para que o Brasil seja um país próspero, com justiça e respeito a todos.

           Lembre-se do que está escrito em Prov. capítulo 29 e versículo 2, que diz o seguinte: “Quando o justo governa, o povo se alegra, mas quando o ímpio domina, o povo geme”.

 

                                


  Saul Ribeiro dos Santos

  Contador e economista aposentado

  Natural de Ipupiara – BA.

  saul.ribeiro1945@gmail.com

 

 


terça-feira, 20 de outubro de 2026

O POETA - FILEMON MARTINS

 




                 O POETA

 

          Ele é o intérprete do povo. Amante do alvorecer, do pôr do sol, da canção da brisa, do cantar dos pássaros e do murmúrio das cascatas. Paladino do amor e da verdade. Um sonhador, como dizem alguns.

          Escreve porque tem necessidade. Não pode parar de escrever, e se o fizesse, certamente morreria. Faz parte da alma do povo. Vive e sofre com o povo. Canta as alegrias e tristezas do seu povo, seus sentimentos, suas esperanças, suas angústias, emoções, sonhos e desventuras, chorando com os que choram e sorrindo com os mais felizes e venturosos na esperança de um mundo melhor, mais justo, mais feliz e mais humano.

          Ninguém melhor que ele para sentir o desespero da humanidade, que sofre com o peso da injustiça, do desprezo e da exploração dos simples e desvalidos. Não emudece ante as ameaças dos que, levados pela obsessão do poder, pela inveja e pelo egoísmo fazem calar à força os que denunciam a opressão, a corrupção e o erro.

          A poesia é sua companheira inseparável e confidente, através dela consegue ver em rostos alegres, corações que derramam lágrimas de saudade e mágoa. Saudade de tudo: O que passou, o que não vem, o que há de vir. Mágoa, por um sonho desfeito diante da realidade adversa.

          O poeta nasce, disse alguém, mas não morre. Porque seu verso é eterno. Assim, talvez o mundo fosse mais alegre e solidário, se houvesse mais tempo para a poesia.

          Porque quando tudo parece estar perdido, quando a descrença invade nossos corações, ele, uma vez mais, vê surgir em meio às trevas do medo, do esquecimento e do abandono, um raio de luz e de esperança, como se fora um farol a guiar um viajor perdido na amplidão do mar.

          Que nunca te cales, poeta, e que continues a despertar corações insensíveis e consciências cauterizadas, “porque se te calares, as pedras clamarão”. (S. Lucas 19:40).

 

 

Filemon Martins

Escritor, cronista e poeta


TROVAS PARA O DIA DO POETA - OLIVALDO JÚNIOR

 






TROVAS PARA O DIA DO POETA
 20 de outubro

Olivaldo Júnior


Todo mundo acelerado,
com a mente tão confusa,
e o poeta ali sentado,
à mercê de sua musa...


Cada estrela matutina,
decadente, sem fulgor,
ao poeta, é vã menina
que sucumbe à própria dor...


O poeta está doente,
sem vontade de viver...
Mas um verso, de repente,
faz o pobre renascer!...


Renascido da ilusão,
o poeta se constrói;
das estrofes, tira o pão
cujo tempo não corrói...


Pelas letras - uma a uma,
o poeta forma o verso;
logo, logo, após a bruma,
vê brotar seu universo.


Sou poeta, meu amor,
faço versos cada instante;
como fosse beija-flor,
beijo a flor do amor faltante.


Ao morrer, serei poeta
bem maior que fui em vida,
dando à rima luz completa,
na obscura despedida.


Mogi Guaçu, São Paulo, 16 de outubro de 2018.

MUDANÇA, A ÚNICA SAÍDA - FILEMON MARTINS


 



         MUDANÇA, A ÚNICA SAÍDA.

           

                                                      

          Tempos atrás, acompanhei uma reportagem, onde a televisão mostrava um empresário jovem e rico, tentando convencer a prefeita da cidade de Rosana, no interior de São Paulo, a participar dos seus negócios. A certa altura do diálogo, a prefeita perguntou qual o valor da propina paga aos vereadores do Município, que já participam do esquema, ao que ele respondeu: “não se fala de propina, nunca se diz propina, a gente fala de parceria, a gente firma uma parceria comercial e aí você recebe R$ 3,4,5,10,20 mil, não sei de quanto você precisa, depende”.

          A prefeita gravou tudo e o caso foi para o Ministério Público. O empresário, segundo a notícia, estava foragido. Não sei o desfecho do caso.

       Em Brasília também é comum estas parcerias entre o governo e alguns empresários. Não se sabe onde está o maior cinismo, se no governo, que adia votações e parte para a compra de votos ou se, entre os políticos, deputados e senadores que atrás de verbas, cargos e vantagens pessoais, vendem seus votos.

          Lá, igualmente, não se fala em propina, compra de votos. Esse verdadeiro balcão de negócios, que funciona descaradamente é feito através da chamada Parceria Comercial Política, sem nenhum constrangimento pelos políticos brasileiros.

          O Presidente, não obstante sua conhecida habilidade, já provou ser avesso a problemas e em seus discursos inflamados, acaba proferindo inúmeras bravatas para enganar os desinformados e cabeças menos esclarecidas. E no Brasil, diga-se a verdade, eles formam uma legião, como convém aos poderosos.

          Necessitamos, com urgência, de uma Reforma Interior em cada ser humano. Reformas superficiais não resolvem os problemas. São valores morais, éticos, educativos e religiosos que poderão nos resgatar de tantas peripécias que aumentam a desigualdade no Brasil.

          Daí, que precisamos, com mais urgência ainda, de uma mudança no comando do país. Há muitos vícios que devem ser debelados, cortados pela raiz, para surtir bons efeitos na administração pública federal. A dívida brasileira, segundo dados oficiais, está quase impagável, decorrente dos gastos desenfreados e supérfluos do atual presidente. Sem mudança, nada se fará.

          Só com a mudança será possível a retomada de desenvolvimento no país. Certos de que a partir desta mudança, teremos menos violência, crimes, roubos, desordem e mentiras. Que os novos políticos no Congresso e no Senado Federal entendam, de uma vez por todas, que a coisa pública deve ser tratada como bem da coletividade e não para aumentar o patrimônio pessoal de quem detém o poder.

          Assim, cremos nós, teremos um Brasil mais justo, mais igual, mais humano, mais feliz, onde todos possam trabalhar em paz e viver com dignidade.

É o que desejamos para o Brasil!

 


 

Filemon Martins

Escritor, cronista e poeta


segunda-feira, 19 de outubro de 2026

TROVAS DOCE ACONCHEGO DAS TROVAS - ORG. DE JOSÉ FELDMAN

 




TROVAS DOCE ACONCHEGO DAS TROVAS Nº 5, ORG. DE JOSÉ FELDMAN

 

Enquanto a rede balança,

tenho um pensamento louco:

eu deixei de ser criança

mas ainda sou um pouco…

Janske Niemann Schlenker - Curitiba/PR

 

Eu sou mesmo a calmaria.

Eu sou mesmo a tempestade:

feliz na tua alegria,

tempestuosa na saudade...

Jaqueline Machado - Cachoeira do Sul/RS

 

O vivente caminheiro,

se palmilha senda escura,

na esperança tem luzeiro

que no coração fulgura.

Jérson Brito - Porto Velho/RO

 

Não adormeças teus sonhos,

não os esqueças, jamais;

os dias são mais risonhos

pra aqueles que sonham mais.

Jessé Nascimento - Angra dos Reis/RJ