sábado, 10 de outubro de 2026

VOCÊ PRECISA CONVIDÁ-LO

 




Você Precisa Convidá-Lo

Numa grande galeria de artes de Viena, a capital austríaca, o período das grandes exposições é aguardado com ansiedade pelo público.

Um jovem pintor, já de algum renome, havia pintado um lindo quadro. A galeria promoveu a exposição por todo o país, cuja entrada seria gratuita. No dia de apresentá-lo ao público, compareceram as autoridades do local, fotógrafos, jornalistas, e muita gente, pois o pintor era reconhecidamente um grande artista.

Chegado o momento, tirou-se o pano que velava o quadro. Houve caloroso aplauso. Era uma impressionante figura de Jesus batendo suavemente à porta de uma casa. O Cristo parecia vivo. Com o ouvido junto à porta, Ele parecia querer ouvir se lá dentro alguém respondia. Houve discursos e elogios. Todos admiravam aquela obra de arte.

Porém, um observador curioso achou uma falha no quadro:

a porta não tinha fechadura. E foi perguntar ao artista:

— Sua porta não tem fechadura! Como se fará para abri-la?

— É assim mesmo — Respondeu o pintor. — Esta é a porta do coração humano. Só se abre do lado de dentro.

 

 

“Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo.” — Apocalipse 3:20

 

“Contudo, a todos os que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus” — João 1:12

 

“Pois ele é o nosso Deus, e nós somos o povo do seu pastoreio, o rebanho que ele conduz. Hoje, se vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o coração” — Salmo 95:7-8




(E-BOOK - "HISTÓRIAS PARA GUARDAR DO ESQUECIMENTO", ORG. SAMMIS REACHERS)


REFLEXÕES SOBRE O HOMEM - MÁRIO RIBEIRO MARTINS

 





REFLEXÕES SOBRE O HOMEM.

Mário Ribeiro Martins*



O homem, como ser vivo, composto de matéria e como espécie animal que é, pertence à natureza. Mas, como ser racional, atuante e criador, pertence à historia. Como ser pertencente à natureza e à historia, o homem é abrangente, porque ele não está apenas na natureza e na historia, mas interpreta a natureza e a historia.
Dentre todos os elementos vinculados à natureza e à historia, o mais problemático deles é o homem. Apesar disto é o centro da criação e por isto feito à imagem e semelhança de Deus. Encontrar-se no mundo justamente com outros homens é a grande realidade enfrentada e vivida pelo ser humano.
Nem sempre importa ao homem saber de onde veio, embora seja importante saber para onde vai. A natureza vibra pelas paisagens, pelas tempestades, pela brisa, mas não fala. Os animais também não falam, embora reajam de forma convincente.
O homem não apenas vibra, mas reage e fala, dialogando porque ele tem consciência de si e dos outros. Que seria o mundo, com o seu mutismo, sem o homem? Exatamente o mesmo que uma lanterna mágica sem luz: nada. Ao homem coube quebrar o silencio, emprestando vida às coisas. Ao homem coube a transformação dos homens em homem, precisamente porque o homem solitário não seria verdadeiramente homem, mas uma coisa, entre tantas outras.
Ao mundo coube a integração do homem no processo existencial. Sem ele, o existente vivo e corporal seria inerte e não sobreviveria.
Sobre esta posição do homem no universo, escreveu Karl Jaspers: "O homem está sozinho no mundo imenso e mudo. Foi preciso que o homem surgisse para emprestar linguagem ao mutismo das coisas. O silencio da natureza ora lhe parece estranho, inquietante, impiedosamente indiferente, ora lhe parece favorável, despertando-lhe confiança e apoiando-o. O homem acha-se sozinho em meio a uma natureza de que, não obstante, é parte".
Nietzsche, ao fazer uma reflexão sobre o homem, chegou a dizer: "O homem é o animal que jamais se define".
A vida do homem é uma vida de decisões. E se, porventura, o homem não tivesse natureza, teria uma história e essa historia nunca terminaria. O homem não pode estar satisfeito, porque se o tivesse, estaria contrariando toda a sua estrutura. Afinal de contas, ele é a pergunta que mantém a historia em suspense. Sem o desabrochamento do homem, o mundo seria um verdadeiro caos. O mundo sem Deus seria um desastre, mas o mundo sem o homem voltaria ao nada.
A indefinibilidade produz entre outras coisas a sua dignidade. E é por isso que o homem é como é. Ele reconhece a si mesmo e também aos outros. Não adianta interrogar o homem, esperando dele uma imagem verdadeira e valida. Isto seria contrariar a historia e provocar conflitos maiores.
A dignidade, no entanto, está intimamente relacionada com a liberdade. Só o respeito à pratica da liberdade torna possível a pratica do respeito à dignidade da pessoa humana. A liberdade é um direito inviolável da pessoa. A liberdade não é outra coisa, senão a capacidade que tem o individuo de se determinar sem ser coagido.
Embora se fale de liberdade física, civil e política e que são apenas liberdades exteriores, a verdadeira liberdade é aquela auto-determinação psicológica em que o homem apela para o testemunho da consciência.
Julian Marias, interpretando o maior filósofo espanhol ORTEGA Y GASSET, quanto à historicidade da vida humana, argumenta: “O homem encontra-se vivendo a uma altura determinada dos tempos, em certo nível histórico. A sua vida é feita de uma substância peculiar, que é o seu tempo. Enquanto o tigre é sempre o primeiro tigre que estreia o ser tigre, o homem é herdeiro de um passado, de uma serie de experiências humanas pretéritas, que condicionam o seu ser e as suas possibilidades”.
O homem não somente vive no mundo, mas também interpreta o mundo. Por causa dessa interpretação o seu mundo é formado de conjunto de crenças, de idéias, de usos e problemas. E muitas vezes o homem se deixa ofuscar exatamente porque se esconde atrás das interpretações e não tem coragem de enfrentar e vencer o seu Modus Vivendi.
O pior de tudo é que o homem sabe que essa situação é real, porque se não soubesse seria o mais perfeito dos seres, porquanto não enfrentaria a problemática do dualismo, do ser e não ser.
O homem se encontra perdido e por isso precisa conseguir uma certeza radical em que possa se fundamentar para continuar a viver ou pelo menos para que a vida tenha sentido. De alguma maneira, é essa a razão suprema por que o homem filosofa. Seu filosofar não é para continuar a existir propriamente, mas para ter justificação a sua existência. Afinal de contas, a filosofia procede do homem e para o homem.
Inegavelmente, o homem é o mais grave problema da historia, não exatamente pelo que é, mas pelo que não é. As certezas do homem são muitas, mas todas elas colidindo umas com as outras e sem fundamento ultimo. A situação do homem é um perene dualismo, porquanto ele não está nunca em puro saber, nem tão pouco num puro não saber. A verdade, para ele, é insuficiente e por isso se considera sempre em estado de ignorância. Com efeito, como diz ORTEGA Y GASSET “o homem vai sendo e não sendo”.
O homem é um presente que já foi passado e que será futuro, precisamente porque é historia, faz e vive a historia. Seu momento de existência não é apenas o agora, mas também o amanhã, como já foi o ontem. O homem não pode ser conhecido, nem também definido pela sua dimensão cognoscente. A faculdade de conhecer é apenas uma das coisas a acompanhar o ser humano, porem não é tudo. O conhecimento deriva-se da vida e acontece na vida, mas o homem não é apenas vida, é a interpretação, a justificativa, ele se encontra na vida. (FILOSOFIA DA CIÊNCIA, Goiânia, Oriente, 1979, página 193).



MÁRIO RIBEIRO MARTINS - ERA PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.

(LIVRO "ENCANTAMENTO DO MUNDO E OUTRAS IDEIAS, PÁGINAS 171/173)

SÚPLICA - OSÉAS ARAÚJO

 




SÚPLICA

OSÉAS ARAÚJO – RIO DE JANEIRO

 

Corrupção, fraudes,

desemprego, fome,

ETs, anões...

 

Deus!...

Repassai

para nós

(por favor)

Teu Sermão.

E para os ¨escribas¨,

ensinai

como se faz

uma Nação!

 

Pois quem tem fome,

não deve ter fé,

e quem não tem fé,

não tem firmeza

nem discernimento

para distinguir

um homem de bem

de um ladrão!

 

(FONTE: A FIGUEIRA, 2002)

 


TROVAS BRASILEIRAS

 




TROVAS BRASILEIRAS


Despedida, a liberdade,
te esqueci, ponto final!
- Mas me mandaste a saudade
no perfume de um postal!

Ana Cristina de Souza - São Paulo/SP

Na força do pensamento...
Transforme a vida em prazer.
E até mesmo contra o vento...
Sinta o gosto de viver!

Ana Maria Guerrize Gouveia - Santos/SP

Fugindo pela janela,
o ¨don juan¨quis ¨dar no pé¨.
– Um fantasma!, - gritou ela.
E o marido: – Agora é!

Angélica Villela Santos - Guaratinguetá/SP (1935 – 2017) Taubaté/SP –

Dou-te a mão à palmatória…
Foi minha a culpa, confesso;
mas, não te darei a glória
do perdão, que não te peço!

Antonio Carlos Teixeira Pinto - Brasília/DF











OTIMISMO - MÁRIO BARRETO FRANÇA

 






OTIMISMO

MÁRIO BARRETO FRANÇA



Não murmures, mas busca a paz querida,
Não forces a conquista da abastança
E nem te precipites, pois na vida
Quem corre cansa, e quem caminha alcança.


Sê moderado em tudo, e, sem ganância,
Trabalha honestamente pra viver.
Quem ampara a velhice e instrui a infância,
Cumpre no mundo histórico dever.


Tem sempre para todos um sorriso,
Como um plácido oásis no deserto.
Quem ama faz da terra um paraíso;
Quem crê faz deste mundo um céu aberto.


Não maltrates ninguém; sê otimista
E das ideias faze força e luz.
Quem para a Pátria um marginal conquista,
Um novo crente para Deus conduz.


(LIVRO “VEJO A GLÓRIA DE DEUS”, PÁGINA 43)

TRIBUTO A ALLAN D. GENTIL JINKINGS - FILEMON MARTINS

 




TRIBUTO A ALLAN D. GENTIL JINKINGS

 

 

Hoje, 10 de outubro de 2026 faz 6 anos que o nosso filho Allan nos deixou. Não temos condições de discutir os desígnios de Deus, mas dói saber que partiu ainda moço quando tinha muito o que fazer e oferecer, especialmente à sua esposa, Joelma de Barros Jinkings e quatro filhos, Bruno, Natália, Vinicius e Manuela.

Allan, nosso filho faleceu a 10/10/2020, por complicações da covid-19, no Hospital em Suzano/SP – e foi sepultado no Cemitério da Paz, em Poá, São Paulo.

 

NA ÉPOCA, ESCREVI ESTE SONETO EM SUA HOMENAGEM:

 

    ALLAN DENIZARD GENTIL JINKINGS

             (17/09/1971 – 10/10/2020)

 

Por que partiste, Allan, assim tão cedo,

estás agora em outra dimensão,

mas esta dor, meu Deus é um degredo,

um sofrimento atroz no coração.

 

Eras trabalhador, não tinhas medo,

o teu sorriso aberto era canção,

um farfalhar de brisa no arvoredo

que o Criador levou de nossa mão.

 

Partiste para sempre desta vida,

nenhum adeus sequer pôde nos dar,

um despedir de forma dolorida...

 

Tua partida é um longo anoitecer,

nosso destino agora é aguardar

nosso dia também de te rever!

 

 


sexta-feira, 9 de outubro de 2026

QUEM FOI O BAIANO MILTON SANTOS? - MÁRIO RIBEIRO MARTINS

 




QUEM FOI O BAIANO MILTON SANTOS?
                                                   
Mário Ribeiro Martins*

     
MILTON SANTOS (Milton de Almeida Santos), de Brotas de Macaúbas, Bahia, 03.05.1926, escreveu, entre outros, “O CENTRO DA CIDADE DE SALVADOR” (1959), “O TRABALHO DO GEÓGRAFO NO TERCEIRO MUNDO” (1971), “O ESPAÇO DIVIDIDO” (1975), “POR UMA GEOGRAFIA NOVA” (1978), “ESPAÇO E SOCIEDADE” (1979), “PENSANDO O ESPAÇO DO HOMEM” (1982), “ESPAÇO E MÉTODO” (1985), sem dados biográficos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos publicados. Após os estudos primários em sua terra natal (de onde também procede o autor destas notas), deslocou-se para outros centros, onde também estudou.
Filho de professores primários, aprendeu a ler e a escrever aos cinco anos de idade, sem frequentar qualquer escola, pois era orientado pelos pais, na vetusta Brotas de Macaúbas. Filho de Adalgisa Umbelina de Almeida Santos e Francisco Irineu dos Santos. Aos oito, já dominava a álgebra e dava os primeiros passos no francês.
Em 1936, mudou-se para Salvador, sendo matriculado, com dez (10) anos de idade, no Instituto Baiano de Ensino. Descendente de escravos emancipados antes da Abolição, pensou fazer engenharia, mas desistiu ao saber da discriminação contra negros na Escola Politécnica de Salvador.
Concluído o Ginásio, matriculou-se na Faculdade de Direito, da Universidade da Bahia, onde se formou em 1948, quando tinha 22 anos de idade. Tornou-se Advogado em Ilhéus, no interior baiano, durante algum tempo, quando também lecionou Geografia nas escolas da cidade. De volta a Salvador, continuou lecionando e trabalhando como Repórter do jornal A TARDE.
Nos anos seguintes, viajou para a França. Em 1958, quando tinha 32 anos, terminou o Doutorado em Geografia, pela Universidade de Estrasburgo, no interior da França. De volta à Bahia, em 1959, escreveu seu primeiro livro sobre a cidade de Salvador.
Atuou como jornalista, tendo acompanhado Jânio Quadros numa viagem a Cuba, em 1960, época em que já era um geógrafo conhecido em seu Estado. Tornou-se amigo e profundo admirador de Jânio, chegando a ser subchefe da Casa Civil e representante do governo federal em seu Estado. Mas se decepcionou com a renúncia do então presidente, em agosto de 1961.
Em 1964, presidiu a Comissão Estadual de Planejamento Econômico, órgão do governo baiano. Durante sua permanência na comissão, foi autor de propostas polêmicas, como a de criar um imposto sobre fortunas. Durante o regime militar, combinou as atividades de redator do jornal "A Tarde", de Salvador, e a de professor universitário. Na época, defendeu posições nacionalistas e denunciou as precárias condições de vida dos trabalhadores do campo.
Por causa de suas posições políticas, acabou sendo demitido da Universidade Federal da Bahia e passou 60 dias preso no quartel do Bairro de Cabula, em Salvador. Só foi libertado porque sofreu um princípio de infarto e um derrame facial.
Aconselhado por amigos, aceitou convite para lecionar no exterior. Nomeado Professor da Universidade de Bordeaux (interior da França), lecionou também na Universidade de Sorbonne, em Paris. Seguiu para os Estados Unidos, tendo trabalhado no Instituto de Tecnologia de Massachusetts. Foi professor das Universidades de Paris (França), Columbia, em Nova York (EUA), Toronto (Canadá) e Dar Assalaam (Tanzânia). Também lecionou na Venezuela e Reino Unido.
Só regressou ao Brasil em 1977, com 51 anos de idade, na época da "distensão". Mudou-se para São Paulo, tornando-se professor, em 1984, da Faculdade de Filosofia, Ciências Humanas e Letras da USP (FFLCH), consultor da OIT (Organização Internacional do Trabalho), da OEA (Organização dos Estados Americanos) e da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura).
Com o passar do tempo, tornou-se especialista em problemas urbanos dos países subdesenvolvidos, tendo sido Consultor dos Governos da Argélia e de Guiné-Bissau. Fez-se reconhecido internacionalmente, tendo sido professor na França, nos Estados Unidos, na Tanzânia e na Venezuela, entre outros. Expoente do movimento de renovação crítica da Geografia.
Por concurso público de provas e títulos, tornou-se Professor Titular da Universidade de São Paulo. GEÓGRAFO BRASILEIRO. Escritor, Ensaísta, Pesquisador. Memorialista, Intelectual, Educador. Cronista, Contista, Ficcionista. Literato, Conferencista, Produtor Cultural. Administrador, Orador, Poeta.
Em 1994, ganhou o Prêmio Internacional de Geografia VAUTRIN LUD, bem como o Prêmio Homem de Ideias, do JORNAL DO BRASIL e ainda o Prêmio Gilberto Freyre de Brasilidade, da Federação do Comércio de São Paulo.
Ao longo de sua carreira de mestre, recebeu 12 (doze) títulos de DOUTOR HONORIS CAUSA, de diferentes Universidades estrangeiras. Era membro da Comissão de Justiça e Paz, da Arquidiocese de São Paulo, desde 1991.
Em 1997, com 71 anos de idade, esteve na Universidade Federal de Goiás, em Goiânia, quando falou sobre “O PAPEL DO INTELECTUAL NO SÉCULO XXI”. Escrevia para o jornal FOLHA DE SÃO PAULO.
Faleceu em São Paulo, em 24.06.2001, com 75 anos de idade, sendo enterrado no Cemitério da Paz, no Morumbi. Pai de dois filhos, um deles Rafael Santos. Na MOSTRA MULTICULTURAL MILTON SANTOS, promoção da Universidade Federal de Goiás, em junho de 2002, uma homenagem lhe foi prestada pelo professor de Geografia da USP, Francisco Capuano Scarlato, que fez conferência sobre a sua vida e obra.
O grande pecado do baiano Milton Santos foi, tendo nascido em Brotas de Macaúbas, na Chapada, jamais ter dado a devida importância à CHAPADA DIAMANTINA, não no sentido de mencionar em seus livros de Geografia, mas no sentido de estudá-la e DIVULGÁ-LA com mais vigor, eis que nela nascera.
Apesar de sua importância, não é mencionado no livro BAIANOS ILUSTRES, de Antonio Loureiro de Souza, não é referido na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001 ou DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO (2001), da Fundação Getúlio Vargas e nem, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.
É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br (extinto)




*Mário Ribeiro Martins era escritor e Procurador de Justiça do Estado de Goiás.

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

VOLTANDO À MINHA TRINCHEIRA - FILEMON MARTINS

 




      VOLTANDO À MINHA TRINCHEIRA

 

 

          Depois de alguns dias do 1º turno das eleições, no Brasil, estamos de volta. Agora, analisando ambos os lados, da corrida presidencial. É possível observar um certo otimismo de um lado e o desespero que toma conta do outro lado, tal a avalanche de informações e textos oportunistas que estão surgindo nas redes sociais.

          Há um assunto pouco falado e quase nada comentado que versa sobre a responsabilidade dos partidos políticos, quando acolhe seus filiados. Não parece prioridade, mas deveria ser um dos requisitos para a filiação em qualquer partido político, honestidade e ética.

          O que se percebe é que os próprios partidos permitem a filiação e candidatura de pessoas famosas, nem sempre éticas e honestas, mas que agregam muitos votos para a legenda. Deste modo, o eleitor escapa de um golpe e cai na armadilha do outro.

          Quando eleitos, ao invés de exercitarem o respeito e a moral, passam a mendigar ministérios, cargos em comissão ou altos postos na administração federal, onde podem barganhar à vontade. Ora, a prática mostra com clareza que, para pleitear a reeleição basta contratar uma boa agência de publicidade, um marqueteiro inteligente, dar algumas esmolas ao pobre eleitor e pronto.

          As pesquisas, quase sempre pouco confiáveis, garantem o 1º lugar a quem paga mais. Pelo menos foi o que ocorreu no 1º turno das eleições presidenciais, quando um candidato esteve à frente, contrariando os resultados da apuração oficial. Pelo que vi, diga-se a verdade, uma ou duas pesquisas mostraram o outro candidato à frente, confirmando o percentual de votos apurados.

          Para o 2º turno das eleições marcadas para 25 de outubro de 2026, os gatilhos serão disparados com mais força e maior intensidade. Pelo que já pude ler, inclusive, nas redes sociais, há informações absurdas tentando enganar sua “excelência”, o eleitor. Um verdadeiro vale tudo para não perder as mordomias.

          É imprescindível que agora o eleitor redobre o cuidado e seja consciente para limpar o Palácio do Planalto, e alguns Palácios de Governo estadual, que tem servido como “agência de viagens” nacionais e internacionais, sem quaisquer benefícios para o Brasil.

          O eleitor, enfim, não pode admitir que corruptos, demagogos e políticos sem caráter continuem subtraindo o dinheiro dos cofres públicos, que deveria ser investido em educação, saúde, saneamento básico, segurança, construção de casas e hospitais, pesquisas e manutenção de estradas pelo país.

          Vamos crer que o eleitor seja capaz de discernir o joio do trigo e punir, através do voto, quem não soube ou não quis administrar bem este país continental, belo e exuberante que pertence a todos os brasileiros.

 

 

Filemon Martins

Escritor, cronista e poeta

Da Confraria Brasileira de Letras

Do Clube Baiano de Trova, Salvador, Bahia


quarta-feira, 7 de outubro de 2026

ELEIÇÕES BRASILEIRAS - 2026 - FILEMON MARTINS

 




         ELEIÇÕES BRASILEIRAS – 2026

 

 

          Primeiro turno das eleições, no Brasil, já concluído. O território brasileiro é muito grande, daí que nem todos os estados conseguiram eliminar figuras carimbadas pela corrupção, envolvidas em falcatruas.

          Alguns estados elegeram governadores já no primeiro turno, pelo menos 20 estados já liquidaram a fatura. Destes 20, 3 ficaram com o PT, caso da Bahia, Ceará e Piauí. Os demais foram divididos entre estes partidos:

PL – 5; PSD – 4; REPUBLICANOS – 3; PP – 2; PSDB – 1; MDB – 1; PODEMOS – 1.

          Para a Presidência da República, a disputa será entre FLÁVIO BOLSONARO (PL) e LULA (PT) em 25 de outubro de 2026, data do 2º turno das eleições.

          A disputa promete ser acirrada e até dia 25 de outubro, vamos ouvir e assistir muitos doutores da Lei, escribas e fariseus tentando convencer o povo que, se Lula não continuar, será o fim do mundo. Afirmam com tamanha convicção que o governo do PT é melhor, como se fôssemos cegos e idiotas para não perceber a contradição do discurso.

          Alguns eleitores votam conscientes, pensando na coletividade. Outros, porém, votam sonhando com os lucros advindos da exploração dos pobres e miseráveis. O que deve acontecer é que Lula precisa se afastar, descansar, usufruir do que já tem (não sabemos, mas a Receita Federal sabe). Mas, há um grupo por trás do Lula, que são parasitas dos recursos públicos (dinheiro do povo). Estes, sequer, sonham em perder a mordomia.

          Oxalá dia 25 de outubro tenhamos a confirmação da mudança em andamento. O Brasil precisa! O povo acredita! Do jeito que está, não pode permanecer!

 

Filemon Martins

Escritor, cronista e poeta

Da Confraria Brasileira de Letras

Do Clube Baiano de Trova, Salvador, Bahia

         


terça-feira, 6 de outubro de 2026

QUANDO CHEGA A PRIMAVERA... - FILEMON MARTINS

 




QUANDO CHEGA A PRIMAVERA...

                                              

                                   

          A primavera chegou com sua beleza e fascínio. A natureza faz o seu espetáculo. Uma nova paisagem se vislumbra nas cidades e nos campos. Folhas e flores voam ao sabor dos ventos. Quase sempre, folhas, flores, frutos e borboletas misturam as cores da terra e do céu. Move-se, nesse cenário, um sentimento agridoce que faz da nossa alma um tabernáculo.

          De graça a natureza cria e recria paisagens, desafiando a dureza dos corações humanos que não encontram tempo para apreciar a beleza da vida e os encantos da terra. Meu coração parece uma catedral abandonada, onde a solidão desfila todos os dias, todas as horas e todas as noites. Inspira-me versos. Fico impregnado de saudade. Se o céu é azul, doce é o meu pensar. Meu coração não fala, mas sente com emoção, com devoção.

          Sou, como tantos outros, um passageiro da terra num trem desgovernado, que não consigo parar. Para rever um rosto que se foi, um companheiro que partiu. Mas estou consciente: - são coisas do coração. Inexplicáveis. Inconcebíveis. Não há como parar a condução. A viagem continua. Fico debruçado na janela do tempo que passa veloz e contemplo a imensidão do Universo. Descubro que o meu olhar é triste. Vejo-me por dentro e agora me sinto um passageiro do “TITANIC” à deriva no mar de sonhos. Navego com o coração. Descubro decepções em cada porto da vida.

          Às vezes, imagino que estou voltando. - Mas, por onde já andei? Não sei. Mas sei que sinto dor, angústia e saudade. Essa dor que desafia os avanços da Medicina. As teses da Física. No coração há um sopro de um Deus que ninguém explica, mas que existe. Que movimenta todo o Universo. Mas até quando? Mistério insondável.

          Assim como as folhas, flores, frutos e borboletas, nada é permanente. Tudo se transforma, já dizia Lavoisier. Também o ser humano, com suas limitações, fantasmas e imperfeições. Contudo, Cristo é eterno. Detenho-me diante da ternura do Nazareno. Esbarro no mistério da vida. Da vida que passa tão rapidamente. Penso no mistério da fé. Quisera ter o dom da fé. Será que me perdi nas indagações que fiz? Nas respostas que não tive? Enfim, são emoções e lembranças que guardo no meu coração.

 

Filemon Martins

Escritor, cronista e poeta

Da Confraria Brasileira de Letras

Do Clube Baiano de Trova, Salvador, Bahia.

 


MINHA PAIXÃO - FILEMON MARTINS

 




MINHA PAIXÃO
Filemon Martins

 
Não consigo entender porque partiste,
deixando-me sozinho em terra estranha.
Hoje, não tenho paz e sou mais triste,
porque sem ti, o amor não me acompanha.

Como esquecer a mágoa que me assiste,
- se a saudade chegou cheia de manha?
Teu perfume de flor ainda insiste
em aumentar a minha dor tamanha...

Por que fugiste assim, minha poesia,
eras tu meu querer, minha alegria,
a energia que vibra no meu ser.

Tu és da minha casa, a grande porta,
a inspiração ardente que conforta
para escrever meu verso até morrer.