BLOG LITERÁRIO DO FILEMON
terça-feira, 26 de maio de 2026
QUANDO A NOITE... - FILEMON MARTINS
ROSA DE ESPINHOS - MÁRIO BARRETO FRANÇA
ROSA DE ESPINHOS
Mário Barreto França
Dizes sorrindo que a mulher é rosa
de folhas e de pétalas macias,
que, como um sonho, toda venturosa,
do homem na vida lhe perfuma os dias.
Ah! doutra forma não contemplarias
a flor que representas, caprichosa,
cujo perfume é incenso de alegrias
que alguém que te ama, respirando goza!
Mas... encantada do teu próprio encanto,
tu te esqueces, talvez, que tens espinhos
como todas as rosas... E, portanto,
Sorris na indiferença das mulheres...
Mas eu te quero sempre em meus caminhos,
apesar dos espinhos com que feres.
(LIVRO "DE JOELHOS", PÁGINA 143)
MANHÃ DE MAIO - OLAVO BILAC
PRIMEIRO SONETO DE BILAC PUBLICADO NA IMPRENSA:
MANHÃ DE MAIO
Lá fora, a natureza, alegre e verdejante,
Expande-se ao calor do sol da primavera...
Gorjeia a patativa um canto inebriante,
E como que sorri contente o azul da esfera.
Parece que a campina, esplêndida e brilhante,
Em vestir-se de rosa e de jasmim se esmera,
Como a noiva gentil que, trêmula e hesitante,
Com cuidado se veste e o lindo noivo espera...
E enquanto, em frente a mim, duas pombinhas mansas,
Mais brancas que a alma ingênua das crianças,
Conversam sobre o amor, beijando-se em delírio...
Eu penso em ti, compondo esta canção florida,
Que quisera enviar-te, oh! minha flor querida!
Escrita a tinta azul nas pétalas de um lírio.
(LIVRO "VIDA E POESIA DE OLAVO BILAC", PÁGINA 43, DE FERNANDO JORGE)
segunda-feira, 25 de maio de 2026
TROVAS DO FILEMON
ESCADA DE TROVAS - FILEMON MARTINS
MINHA CASA - CARLOS RIBEIRO ROCHA
HISTÓRIA DE VIDA DE MÁRIO RIBEIRO MARTINS, CONTADA POR ELE MESMO.
HISTÓRIA DE VIDA DE MÁRIO RIBEIRO MARTINS, CONTADA POR ELE MESMO
Nasci em Ipupiara, Bahia, no dia 07 de agosto de 1943. Filho de Adão Francisco Martins e Francolina Ribeiro Martins. Fui alfabetizado pela minha tia, Almerinda Ribeiro e pela professora Miriam Ribeiro Barreto, irmã de um dos primeiros médicos de Brasília, Dr. Isaac Ribeiro.
Em Morpará, na Bahia, estudei com a professora Zélia Magalhães, de saudosa memória e terminei o primário com a professora Maria Jerônima Magalhães Mariani, conhecida como professora "DONA".
Em Bom Jesus da Lapa, na Bahia, estudei no Ginásio Bom Jesus, do saudoso Dr. Antonio Barbosa, mas terminei o curso no Ginásio São Vicente de Paulo, tendo sido Orador da Turma e, pelo primeiro lugar, ganhei uma viagem a Salvador, Capital do Estado, acompanhado das freiras do Colégio.
No Recife, Pernambuco, em 1963, estudei no Colégio Americano Batista, onde concluí o curso clássico, tendo como colegas, entre outros, o poeta Marcus Acciolly. Ainda no Recife, terminei o curso de Bacharel e Mestre em Teologia, no Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil, onde também fui Professor. Na Universidade Católica de Pernambuco, concluí o curso de Filosofia Pura. Na Universidade Federal de Pernambuco, terminei o curso de Sociologia e Ciências Sociais. Fui Professor da Universidade Católica do Recife e da Universidade Federal Rural de Pernambuco. Escrevi para os jornais DIARIO DE PERNAMBUCO, JORNAL DO COMMERCIO e JORNAL BATISTA, este, do Rio de Janeiro. Fui consagrado Ministro Evangélico, tornando-me Pastor Batista no Recife, graças à instrumentalidade da missionária Zênia Birzniek.
No Recife, em 1971, nasceu minha primeira filha, Nívea Zênia dos Santos Martins. Em 1975, mudei-me para Anápolis, como co-pastor da Primeira Igreja Batista e Professor da Faculdade de Filosofia. Em 1978, após ter concluído o curso de Direito, na Faculdade de Direito de Anápolis, fiz concurso público para Promotor de Justiça, atividade na qual permaneço. Em Anápolis, em 1977, nasceu a minha segunda filha, Nívea Keila dos Santos Martins.
Em 1989, casei-me com a estudante, hoje Juíza de Direito, Dra. Amália de Alarcão Ribeiro Martins. Escrevi os seguintes livros: GILBERTO FREYRE, O EX-PROTESTANTE; MISCELÂNIA POÉTICA; SOCIOLOGIA DA COMUNIDADE; ESBOÇO DE SOCIOLOGIA; BREVE HISTÓRIA DOS BATISTAS DE PERNAMBUCO (em co-autoria com Zaqueu Moreira de Oliveira); FILOSOFIA DA CIÊNCIA; SOCIOLOGIA GERAL & ESPECIAL; JORNALISTAS, POETAS E ESCRITORES DE ANÁPOLIS; ESTUDOS LITERÁRIOS DE AUTORES GOIANOS; ESCRITORES DE GOIÁS; DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE GOIÁS (NO PRELO).
Além de Promotor de Justiça, sou Presidente da Federação das Instituições Culturais de Anápolis. Membro da Academia Goiana de Letras, Cadeira 37. Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, da União Brasileira de Escritores de Goiás e da Associação Goiana de Imprensa.
Este é o resumo da minha história de vida.
(Mário Ribeiro Martins deu o seu depoimento para o Museu da Pessoa em 9 de maio de 1997 através do nosso site na Internet)
Obs.: Mário Ribeiro Martins escreveu e publicou 36 livros e faleceu em 18/03/2016.
TROVAS DO FILEMON
TROVAS DE CARLOS RIBEIRO ROCHA
TROVAS DE EDUARDO V. VISCONTI
O GRITO DO POETA - FILEMON MARTINS
O GRITO DO POETA
domingo, 24 de maio de 2026
SOTAQUES SINFÔNICOS - ANTÔNIO CARLOS CÔRTES
SOTAQUES
SINFÔNICOS
Antônio
Carlos Côrtes *
Noite 8 maio 26
Casa da OSPA lotada
Paulo Dorfman
Sinfonia carnaval
Feliz da vida quase desmaio
É muita alegria
Foram três movimentos
Ritmo brasileiro
No varal
Diria Jackson do Pandeiro
Tudo é coco!
Espetáculo harmônico
Segue Alexandre Ritter Contrabaixo em Concerto
Blues daquele jazzista
Incomoda o racista
Hampton, Ellington e Baker
Encantada viagem d'alma
Lembrando-nos a transição
Afinal magistral Harpa.
Será que no céu ouviremos
Orquestras música erudita?
Regente Manfredo, cuja palma
Desenhou no ar Bernstein
Oitiva de olhos fechados
Violinos lembravam ciganos
Violoncelo quase calados
Mas acordados pela flauta
Lembrei passeio em Inhotim
Com solo de oboé
Sublinhado pelo flautim
Festa fizeram clarinete
Somados ao fagote
Fixo na Trompa
Espaço para trompete
Lentamente abri os olhos
Ouvindo Trombone
Tuba
Tímpano
Toda percussão vem
Pensei estar a sonhar
Mas sem querer acordar
O paraíso é aqui
Porto Alegre é o Éden!
*DA ACADEMIA RIO-GRANDENSE DE LETRAS
EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA DO MUNDO - FILEMON MARTINS
EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA
DO MUNDO
Filemon Martins
Estamos
testemunhando uma revolução tecnológica fantástica no mundo. Este avanço da
tecnologia tem nos trazido muitas coisas boas, outras nem tanto. O mundo está
mudando numa velocidade extraordinária.
Hoje, resolvi ativar
meu lado obtuso: ando me esforçando para aprender a lidar com o moderno, tentando,
aos poucos, me adaptar aos novos tempos. Entre as coisas positivas, com o
advento da internet, há que se mencionar a rapidez das comunicações, a precisão
das imagens transmitidas. Com um clique é possível saber o que acabou de
acontecer, fatos e datas históricas, além da interação social entre os indivíduos.
Há inúmeros benefícios na medicina, educação e trabalho. O conhecimento se
tornou mais democrático, desde que se possa pagar e caro pela internet. Novas
frentes de trabalho foram criadas e vem se transformando numa força dinâmica na
educação da sociedade. Mas, como sou das antigas, quase obsoleto, acho que há
certo exagero em algumas coisas. Já é sabido que o uso prolongado pode gerar
dependência em alguns indivíduos, afetar a saúde com dores musculares, estresse
interferindo entre o trabalho profissional e a vida pessoal. Pessoalmente. por
exemplo, meu cérebro se nega a aprender dialogar com robôs. É certo que existem
robôs humanos e máquinas. Não importa, não consigo me relacionar com ambos. Outro
dia, por mensagem fiz uma pergunta à operadora de saúde, na qual sou
conveniado: - “vocês fazem o exame de Cintilografia? Se sim, em qual unidade”? A
resposta chegou em seguida com uma pergunta: - “Em que podemos ajudá-lo”? Pronto,
fiquei empacado. Como vou explicar, se a minha pergunta foi bem clara e em bom
português? Mas tem coisa pior: com uma
consulta agendada com antecedência, fui ao hospital e me apresentei, fornecendo
RG, CPF, carteira do convênio, mas o pessoal exige o reconhecimento facial pelo
celular. Ora, fiquei imaginando, devo ser um idiota, será que fui fazer turismo
no hospital?
Outra coisa que o meu cérebro se nega a aceitar.
Vou ao restaurante e não há livro ou caderno cardápio, mas há um QR Code para
visualizar o cardápio, via celular. Se estou acompanhado, tudo bem, mas se
estou sozinho, ali não fico, procuro outro restaurante, onde eu possa ler e
escolher.
Alguns ricaços no
mundo com o advento da (I.A) Inteligência Artificial, já apregoam a
possibilidade de substituir trabalhadores, professores, pela IA, como se fosse um
benefício para a sociedade. Esquecem que as máquinas precisam de humanos para
acioná-las. Alunos precisam ser educados e educar é uma tarefa inerente ao
professor. Já estamos sentindo os efeitos da falta de educação que os pais, em
casa, deveriam dar. Hoje, estamos presenciando crianças, jovens e adolescentes
carentes, inseguros, sendo induzidos à brincadeiras extremas que, em alguns
casos, levaram à morte, embora em casa, não lhes falte nada. Outros,
tornaram-se assassinos da própria família.
Há, por outro lado,
impactos ambientais se não houver descarte adequado para todo este lixo eletrônico.
No Brasil e em outros países também a desigualdade social dificulta o acesso à
tecnologia que, pode gerar desequilíbrio na educação de alguns alunos, ficando
uns com mais oportunidades que outros.
Mas, vamos em frente
porque a mudança é irreversível. Salve-se quem puder!





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