RELATOS
DA PRIMEIRA VIAGEM EM 2026 (3ª. parte)
Viajar
é importante. Agrega e fortalece os conhecimentos. Bom Jesus da Lapa, Ipupiara
e Brotas de Macaúbas são Municípios que mostram histórias interessantes.
Como foi
dito na parte anterior, dependemos uns dos outros e todos dependemos de Deus.
Ninguém vive isolado ou sozinho neste mundo. Em Bom Jesus da Lapa, há poucos
anos, foram abertas vagas para primeira turma do GGT-Grupo de Guias Turísticos.
Em Lençóis, Andaraí, Palmeira e outras cidades da Chapada Diamantina, há mais
tempo foram formados Grupos de Guias Turísticos.
Em Bom
Jesus da Lapa, podemos dizer que visitar e observar o Rio São Francisco é quase
uma obrigação dos turistas, especialmente aqueles de primeira vez. No dia 30 de
março, por volta das 9 horas, eu fui ao local onde há mais de 20 anos
chamávamos de cais, e fiquei observando. O veio ou talvegue do rio mudou de
lado, pois o maior volume d’água está na parte do poente, em frente ao bairro
chamado Barrinha. Não fiquei 5 minutos só ou desacompanhado. Chegou um senhor e
falou: vou descer para calafetar o meu barco. Antes de ele descer conversamos
por alguns minutos e ouvi as explicações daquele senhor experiente. Me explicou
que a maior parte das cidades ribeirinhas estão na margem direita do rio, até
chegar na Barragem de Sobradinho.
Barrinha, um bom local para almoçar e lazer da pesca.
No mercado municipal do centro é de todo
proveito visitar a parte onde estão os boxes de exposição e venda de peixes. O
visitante vai encontrar peixes considerados nobres e preferidos por muitos
consumidores locais, de outros Municípios e até de outros Estados. Há variedade
de peixes como dourado, tambaqui, pescadinha, surubim e outros.
Mesa de Peixes
Em Bom
Jesus aproveitei os dias para rever e conversar com alguns amigos. Não
faltam assuntos para se conversar, inclusive sobre a situação da região e do
Brasil. Estamos em 2026, portanto é um ano de campanhas políticas. É necessário
cautela e muita prudência para não se exagerar no assunto. Não esqueci de, por
duas vezes, passar pela oficina do meu amigo Catarino. Fica ali na Av. Manoel
Novais, próximas da Praça Marechal Deodoro, atual Praça da Fé. Fui convidado e,
é claro, aceitei o convite para almoçar na casa do casal. Participei e saboreei
o almoço gostoso.
Sr.
Catarino e sua
esposa.
Estive
presente nos cultos de louvor e adoração na Igreja Adventista do bairro São
Gotardo e na 1ª Igreja Batista, no centro da cidade, onde tenho muitos
parentes, irmãos de fé e muitos amigos. A igreja é um lugar importante, onde,
prestando a devida atenção, colhem-se informações essenciais. Ouvi, aprendi e
estive meditando no que foi falado sobre a preciosidade do que está escrito no
livro de Isaías, capítulo n° 41 e versículo 10.
Para finalizar quero citar uma máxima, um
lema entre os políticos brasileiros dos primeiros anos do século XX e até
1930.
O coronel
Artur Ribeiro, irmão do meu avô paterno, recebeu a patente do 298° Batalhão de
Infantaria da Guarda Nacional. Ele subia ao palanque e tinha muita facilidade
ao discursar em público. Dirigia e dominava bem a palavra.
Foto de Artur Ribeiro
Artur Ribeiro gostava de citar e sempre pronunciava em alto e bom tom um provérbio do imperador Júlio César, que dizia o seguinte: “Mais vale ser o primeiro na aldeia do que o segundo em Roma”. É algo para se pensar.
Na próxima
semana, estaremos escrevendo e falando sobre Ipupiara, uma cidade não muito
distante da margem direita do Rio São Francisco.
Saul
Ribeiro dos Santos
Contador e
economista aposentado.
Natural de
Ipupiara
saul.ribeiro1945@gmail.com












