quinta-feira, 19 de março de 2026

TROVAS BRASILEIRAS

 



TROVAS BRASILEIRAS


Não sei quem é mais feliz,
quem é mais abençoado,
se é quem recebe ou quem diz
um simples "muito obrigado"!
VANDA FAGUNDES QUEIROZ


Eu trago minha alma aflita,

bem vês ciúme em meu rosto;

o mal é seres bonita

e os outros terem bom gosto!

APARÍCIO FERNANDES 


No palco do meu viver,

com a mente distraída,

eu sou ator sem saber

neste teatro de vida.

ARI SANTOS DE CAMPOS 

Nunca me entrego aos fracassos,
o amor, tanto me seduz…
Que, preso à cruz dos teus braços,
esqueço da minha cruz!
PROFESSOR GARCIA



 

A VISITA DA FELICIDADE - JOSÉ FELDMAN

 




A VISITA DA FELICIDADE

José Feldman


TROVA DE LUCÍLIA A. T. DECARLI


A felicidade é rara

e bem poucos a conhecem...

Os que a viram "cara a cara",

nunca mais dela se esquecem!



A felicidade, dizem, é uma dama rara. Não é dessas que se encontra todos os dias na praça, nem das que se deixam levar por promessas vazias ou abraços apressados. Ela tem seus próprios caprichos e, ao que tudo indica, gosta de aparecer quando menos se espera — mas nunca por acaso.

Certa vez, ouvi dizer que um homem a viu de perto. Era um sujeito simples, desses que a vida insiste em testar. 

Trabalhava duro, sonhava pouco, mas guardava um sorriso no canto dos lábios, como quem sabe que, mesmo em dias nublados, há um sol por trás das nuvens. Um dia, enquanto varria o quintal ao som do vento, ali, entre as folhas secas e a poeira da estrada, ela apareceu.

A felicidade chegou sem avisar, como uma brisa que refresca sem pedir licença. Não trazia roupas luxuosas, nem se anunciava com fanfarra. Era apenas uma sensação — um calor que lhe subiu pela espinha ao ouvir o riso de seu filho brincando no quintal, ao sentir o cheiro do café fresco vindo da cozinha, ao perceber que, naquele instante, nada lhe faltava. 

Ele parou. Olhou ao redor e percebeu: ela estava ali.

Mas a felicidade, como sabemos, não é dessas que ficam para sempre. Ela tem o hábito de visitar e partir, deixando atrás de si um rastro de saudade. 

O homem sabia disso; não tentou prendê-la, não fez perguntas, nem exigiu explicações. Apenas a contemplou, “cara a cara”, como quem sabe que momentos assim nos transformam. Quando ela se foi, deixou consigo algo precioso: a memória do instante.

E é isso que os que a viram carregam consigo. 

A felicidade, quando surge, não precisa durar uma eternidade para ser inesquecível. Basta um momento, uma fagulha, e ela finca raízes no coração de quem a viveu. Porque, no fundo, não é ela que é rara — rara é a nossa capacidade de reconhecê-la.

Então, se por acaso a felicidade lhe fizer uma visita, não a obrigue a ficar. Apenas a viva. 

E quando ela for embora, não a lamente. Afinal, os que a viram, mesmo que por um breve instante, nunca mais dela se esquecem.

 

 

           


quarta-feira, 18 de março de 2026

TROVAS BRASILEIRAS

 




TROVAS BRASILEIRAS
 

Ao homem, por Deus, foi dado,
astúcia e simplicidade
e por isso, abençoado,
com o dom da piedade.
Fabiano Wanderley


Na minha vida pacata
que levo desde menino,
tenho sido um acrobata
no circo do meu destino.
Filemon Martins


Deus, garimpeiro maior,
vai, no seu mister profundo,
salvando o que há de melhor
pelos garimpos do mundo...
Flávio Roberto Stefani


Aquelas nuvens esparsas
nos horizontes risonhos
bem parecem lindas garças
no lago azul dos meus sonhos.
Francisco Alcaniz 


(FONTE:TROVAS DOCE ACONCHEGO Nº 4, ORG. DE JOSÉ FELDMAN)

QUEM FOI MÁRIO RIBEIRO MARTINS? - FILEMON MARTINS

 



Hoje faz dez (10) anos que o mano Mário Ribeiro Martins nos deixou. Em sua homenagem republico o texto que escrevi na época do seu falecimento.

 

 

QUEM FOI MÁRIO RIBEIRO MARTINS?

 Filemon Martins

 

 

        Mário Ribeiro Martins nasceu a 07/08/1943, no agreste da Bahia, na cidade de Ipupiara, Região da Chapada Diamantina. Filho de Adão Francisco Martins e Francolina Ribeiro Martins. Aprendeu as primeiras letras nas cidades de Ipupiara, Morpará e Xique-Xique, tendo concluído o curso ginasial no Colégio São Vicente de Paulo, em Bom Jesus da Lapa.

        No Recife, fez o curso Clássico no Colégio Americano Batista Gilreath, onde também estudara Gilberto Freyre nos idos do ano de 1907. No Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil bacharelou-se em Teologia em 1970. Na Universidade Católica de Pernambuco licenciou-se em Filosofia Pura, onde também fez Licenciatura em Sociologia. Em 1972, bacharelou-se em Ciências Sociais, na Universidade Federal de Pernambuco. Ainda em 1972 terminou o Mestrado em Teologia, com especialização em História do Cristianismo, defendendo a tese “O Radicalismo Batista Brasileiro”. 

        Tornou-se professor na Universidade Católica de Pernambuco, na Universidade Federal Rural, no Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil e na Escola Superior de Relações Públicas.

        Escreveu para os jornais, “DIÁRIO DE PERNAMBUCO” e “JORNAL DO COMMERCIO”, ambos do Recife, ao lado de MAURO MOTA, ORLANDO PARAHYM, NILO PEREIRA, ALBERTO CUNHA MELO e outros.

        Em 1973, na Espanha, fez cursos de Especialização na área de Educação Moderna e Sociologia, no Instituto de Cultura Hispânica de Madrid, além de Administração Pública, na Escuela Nacional de Alcalá de Henares. De volta ao Brasil, publicou: “GILBERTO FREYRE, O EX-PROTESTANTE” (São Paulo - Imprensa Metodista, 1973), uma contribuição biográfica focalizando aspectos interessantes da vida do Mestre de Apipucos, posteriormente traduzido para o espanhol por Jorge Piñero Marques.

        Em 1975, transferiu-se para Anápolis – Goiás, onde se dedicou ao Magistério Superior, como professor da Faculdade de Filosofia Bernardo Sayão e da Faculdade de Direito. Depois de ter concluído o curso de Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, na Faculdade de Direito de Anápolis, em 1976, tornou-se, através de Concurso Público de Provas e Títulos, em 1978, Promotor de Justiça de Abadiânia, atuando também em Corumbá de Goiás e depois, Anápolis.

        Aposentado em abril de 1998, como Procurador de Justiça do Estado de Goiás, transferiu-se para Palmas, Tocantins, onde passou a residir. Desde então, tem-se dedicado a atividades literárias, fazendo palestras, seminários e conferências sobre literatura goiana e tocantinense, bem como pesquisando material para novos livros. Fez curso de Pós-Graduação em Administração Pública, no III Ciclo de Estudos de Política e Estratégia, num convênio entre a Universidade do Tocantins e a ADESG (Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra), quando estudou no Rio de Janeiro para complementação do curso, através de visitas aos diversos Ministérios e Instituições Públicas.

        Escritor, Cronista, Poeta, Sociólogo, Pensador, Mestre em Teologia, Ecologista, Filósofo, Jurista, Dicionarista, Biógrafo, Historiador, é autor de vários livros, entre outros: “CORRENTES IMIGRATÓRIAS NO BRASIL” (1972), “SUBDESENVOLVIMENTO-UMA CONCEITUAÇÃO ESTÁTICA E DINÂMICA” (1973), “SOCIOLOGIA DA COMUNIDADE” (1973), “MISCELÂNEA POÉTICA” (1973), “GILBERTO FREYRE, O EX-PROTESTANTE” (1973), “ESBOÇO DE SOCIOLOGIA” (1974), “FILOSOFIA DA CIÊNCIA” (1979), “SOCIOLOGIA GERAL & ESPECIAL” (1982), “LETRAS ANAPOLINAS” (1984), “JORNALISTAS, POETAS E ESCRITORES DE ANÁPOLIS” (1986), “ESTUDOS LITERÁRIOS DE AUTORES GOIANOS” (1995), “ESCRITORES DE GOIÁS” (1996), “DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE GOIÁS” (1999), “DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DO TOCANTINS” (2001), “CORONELISMO NO ANTIGO FUNDÃO DE BROTAS” (2004), “RETRATO DA ACADEMIA TOCANTINENSE DE LETRAS” (2005), “DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS” (2007), “DICIONÁRIO GENEALÓGICO DA FAMÍLIA RIBEIRO MARTINS” (2007), “A CONSCIÊNCIA DA LIBERDADE E OUTROS TEMAS” (2008), “MANIFESTO CONTRA O ÓBVIO E OUTROS ASSUNTOS” (2009), “ENCANTAMENTO DO MUNDO E OUTRAS IDEIAS” (2009) “CONFLITO DE GERAÇÕES E OUTRAS PROVOCAÇÕES” (2010) “RAZÃO DO MEU VIVER E OUTRAS AMENIDADES” (2011).

        Em “MISCELÂNEA POÉTICA” revelou-se um excelente sonetista compondo sonetos como estes: MEDO DAS TREVAS – “Nos dolentes caminhos desta vida,/parei chorosamente pra pensar:/vi o passado – que grande ferida!/Vi o presente – que tempo vulgar! Com quase a minha fé desfalecida,/desvendei o futuro a me acenar:/contemplei minha nau quase perdida,/do encapelado mar se retirar. Encosta, encosta, encosta foi meu brado./Quando saiu meu grito desvairado,/a nau chegou ao cais lá no porvir. Que tremenda visão eu tive agora!/Que sonho! Que beleza! Amável hora,/pois acordei morrendo de sorrir.”

        VERGEL – “No meu lindo vergel de experiências,/colho versos de amor e de saudade;/vejo neles excelsa claridade/dos sonhos meus e das reminiscências. Passo horas e horas vendo estas essências,/do meu jardim, da rica mocidade;/busco aqui, busco ali sublimidade,/todos são versos, são resplandecências. Vivo dias e noites escrevendo/e minuto por hora vou relendo/os versos que me traz a inspiração. Extingue-se o prazer se perco um verso/e sinto toda a dor deste universo/quando me falta a rima em perfeição.”

        Em “CONFLITO DE GERAÇÕES E OUTRAS PROVOCAÇÕES” uma série de artigos e crônicas publicadas em jornais e revistas ao longo de sua trajetória literária: “A história jamais resolverá o conflito entre a juventude e a velhice. Não é que a juventude seja inevitavelmente inimiga da velhice. O fato é que o ponteiro de equilíbrio entre as duas gerações tem estado em direção da juventude. Constituindo a maioria populacional, os jovens, como não poderia deixar de ser, brilham mais intensamente. Daí o uso de expressões, como “o mundo é dos jovens” e outras. Isto, porém, não dá o direito de negar à velhice grandes realizações em todos os tempos.” Do mesmo livro, o artigo sobre a IMPORTÂNCIA DA FILOSOFIA, “Não se pode negar a importância da Filosofia em qualquer faceta da vida humana. Embora o centro de gravidade dos interesses do homem esteja, modernamente, no campo da ciência e da tecnologia, exerce a Filosofia um atrativo impar e tem sua presença marcante no mundo moderno... A Filosofia tem um presente e terá um futuro como teve um passado de vinte e cinco séculos. Não tivesse ela a sua grandeza e a sua significação já teria sido abandonada pelo homem, como sói acontecer com tudo aquilo que é inútil ou que se torna desnecessário.”

        Considerado o maior Biobibliógrafo do Brasil, segundo LICINIO LEAL BARBOSA, advogado criminalista, professor titular da Universidade Católica de Goiás, manteve via Internet o DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL com mais de 40 (quarenta) mil biografias, dentro de ENSAIOS, no site www.usinadeletras.com.br, além de publicar crônicas, artigos e discursos.

        É membro da Academia Goiana de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, da Associação Goiana de Imprensa, da União Brasileira de Escritores de Goiás, da Academia Anapolina de Filosofia, Ciências e Letras, de Anápolis e da Academia Goianiense de Letras.

        Em outros Estados, é membro da Academia de Letras do Estado do Rio de Janeiro, da Academia Evangélica de Letras do Brasil, da Academia de Letras Municipais do Brasil, em São Paulo, da Academia Tocantinense de Letras e da Academia Pernambucanas de Letras e Artes.

        Algumas opiniões sobre o autor: “Mário Ribeiro Martins foi lançado por este jornal com uma série de artigos sobre Gilberto Freyre e sua adolescência religiosa, sendo hoje um dos melhores articulistas deste e de outros órgãos da imprensa”. José dos Reis Pereira (Jornal Batista-Rio de Janeiro, 31.12.74). “Um simpático Dr. Mário Ribeiro Martins publicou há pouco um opúsculo – GILBERTO FREYRE, O EX-PROTESTANTE. Pena que não me tenha ouvido outras vezes. Eu lhe teria contado coisas talvez de interesse para o seu estudo”. Gilberto Freyre (Folha de São Paulo-SP, 29.03.81). “Quero cumprimentá-lo pelo seu livro “FILOSOFIA DA CIÊNCIA”, de excepcional qualidade, pela modernidade do texto, onde faz referência não somente às minhas obras, entre as quais, FILOSOFIA DO DIREITO, mas também ao Instituto Brasileiro de Filosofia que tive o prazer de fundar, em 1949, na capital paulista”. Miguel Reale, (in O Popular-Goiânia-23.10.79). “O presente trabalho – FILOSOFIA DA CIÊNCIA – publicado pela Editora Oriente, em Goiânia, de autoria do ilustre professor Mário Ribeiro Martins, não se restringe aos seus objetivos pedagógicos, mas busca, sobretudo, reafirmar a grandeza e a significação da investigação filosófica, através da qual o homem se descobre como ser no mundo, daí a razão por que se trata de um livro do mais alto valor, essencial à reflexão filosófica”. Benedicto Silva (Informativo da Fundação Getúlio Vargas - Rio de Janeiro – 10.06.81).

        “Pelo inestimável valor e magnitude de sua gigantesca obra, Mário Ribeiro Martins tem lugar garantido na honrosa galeria dos maiores escritores e homens de letras do Brasil”. Adrião Neto – Teresina, Piauí, 25.11.2004. “Prezado acadêmico Mário Martins, agradeço, sensibilizado, o obséquio de 2 (dois) exemplares (para a Academia e para mim), de seu belo DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS, de fina sensibilidade e de importância histórica para as letras nacionais, retribuindo-lhe com o meu CEM SONETOS, publicado em 2006”. Ives Gandra da Silva Martins (Presidente da Academia Paulista de Letras, 07.12.2006).

          Seus trabalhos literários estão publicados em vários jornais e revistas, entre os quais, “Revista Nacional”, do Rio de Janeiro; “Correio do Ceará” de Fortaleza; “Diário da Manhã”, de Goiânia; “Jornal da Paraíba”, de Campina Grande; “O Progresso” de Dourados, MS; “Tribuna Piracicabana” de Piracicaba, SP; jornal “Manchester”, jornal “O Popular” de Goiânia, “Revista Brasília”, DF.

        Publicou artigos de crítica literária, em diferentes jornais, sobre uma infinidade de autores goianos e nacionais, entre os quais, José Mendonça Teles (O Anápolis-30.08.82); Modesto Gomes da Silva (O Anápolis-13.09.82); Gilberto Mendonça Teles (Correio do Planalto-31.1181); Bernardo Élis (Correio do Planalto-12.12.81); Jaime Câmara (Correio do Planalto-28.11.81); Paulo Nunes Batista (Correio do Planalto-29.05.81); Carlos Ribeiro Rocha (O Popular-10.07.77); Ursulino Leão (O Popular-13.11.77); Gilberto Freyre (O Popular-30.07.78, Correio do Planalto-série de 18 artigos, 5.07.80 a 13.09.80, Jornal do Commercio, Recife-04.10.72, Jornal Batista-RJ-16.07.72, Diário de Pernambuco-09.01.75.

        Outros artigos do autor na Internet, www.usinadeletras.com.br, sobre LICINIO BARBOSA E SEUS DEUSES E DEMÔNIOS, O GOVERNO DO TOCANTINS E A SEDE DA ACADEMIA, A INJUSTIÇA DOS CORREIOS COM AS BIBLIOTECAS, MIRORÓS (Bahia) – UM PROJETO INACABADO, RESTRIÇÕES À ENCICLOPÉDIA BARSA, VIAGEM PELOS RIOS TOCANTINS E ARAGUAIA, QUEM FOI JÚLIO PATERNOSTRO? O BRASIL ESTÁ VIRANDO UM PAÍS DE CORRUPTOS? A LEI BURLANDO A LEI, A SOJA COMO DESASTRE ECOLÓGICO, IOGA: RELIGIÃO OU TERAPIA? A CONSTRUÇÃO DO ROMANCE EM MOURA LIMA E OUTRAS FACETAS, ENCICLOPÉDIA LITERÁRIA E A ENTREVISTA DE JOÃO UBALDO RIBEIRO, UM BAIANO ILUSTRE (Milton Santos), CORONELISMO NO ANTIGO FUNDÃO DE BROTAS E DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL DE A a Z.   

        Está vinculado à “Sociedade de Homens de Letras do Brasil”, no Rio de Janeiro, à “União Brasileira de Escritores do Amazonas” e à “Associação Goiana do Ministério Público”.

        É biografado por Luiz Vital Duarte no livro “RUY BARBOSA – SUA OBRA, SUA PERSONALIDADE”, 1984. Figura no livro de José Mendonça Teles “GENTE & LITERATURA”, como um dos nomes ligados à literatura goiana. É biografado também no “DICIONÁRIO DE ESCRITORES PIAUIENSES DE TODOS OS TEMPOS”, de Adrião Neto, no “DICIONÁRIO DE ESCRITORES DE BRASÍLIA”, de Napoleão Valadares e no livro “A POESIA GOIANA no Século XX”, de Assis Brasil. 

        É verbete na “ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA”, de Afrânio Coutinho, edição do MEC-1990 e no “DICIONÁRIO LITERÁRIO BRASILEIRO”, de Raimundo Menezes. É referenciado no “DICIONÁRIO DE POETAS CONTEMPORÂNEOS”, de Francisco Igreja-1991. Citado no “DICIONÁRIO DA INTERNATIONAL WRITERS AND ARTISTS ASSOCIATION”, de Teresinha Pereira, USA-1994. Mencionado no livro “SOCIEDADE GOIANA”, de Artur Rezende e presente em várias Antologias de poesia e prosa, entre as quais, “VENTANIA”, de Gabriel Nascente, “PLURICANTO”, de Joanyr de Oliveira e “ANUÁRIO DE POETAS BRASILEIROS”, de Aparício Fernandes-RJ.

        Por tudo isso e muito mais, Mário Ribeiro Martins foi um dos nomes mais expressivos na Literatura Brasileira, em especial nos campos da Sociologia, Filosofia e História.

Faleceu a 18/03/2016 em Palmas, Tocantins, onde residia, tendo sido velado na sede da Ordem dos Advogados do Brasil, seção de Palmas e recebido homenagens da Academia Tocantinense de Letras, Academia Palmense de Letras e do Ministério Público do Tocantins. Seu corpo foi velado também no salão da Igreja Batista de Ipupiara, tendo sido sepultado no cemitério da cidade de Ipupiara, onde nasceu, com a presença de parentes, amigos e admiradores.

 

Deixou a mulher e duas filhas do primeiro casamento e quatro netos. No campo da Literatura deixou 36 obras publicadas. 

 

 

 


O ECO - GIÓIA JÚNIOR

 



O ECO


GIÓIA JÚNIOR (atendendo pedido da leitora Ely, de Fortaleza – Ceará).



O que posso fazer se a vida, a glória fez-ma
rotineira, a ilusão não muda, é sempre a mesma.
Que fazer se o prazer é sempre essa utopia
de um minuto feliz! A maior alegria
é ligeira, é fugaz como uma gargalhada,

... inunda a sala e cessa e volta para o nada...
Que fazer para ter alguma recompensa?
Mecânico e fatal o eco responde: ...pensa...


Pensar? Como, pensar? Perder a mocidade
no egoísmo sem razão dessa inutilidade...
Pensar apenas? Não, teria acaso um fim,
pensar, pensar, pensar... de mim e para mim?
Esgotar a existência em um plano ilusório,
sozinho usufruir da paz de um escritório?
Quero menosprezar a vida dissoluta...
Mecânico e fatal o eco responde:...luta...


Lutar... porque lutar... ver bandeiras ao vento,
tambores e clarim, galões e fardamentos,
ver o sangue jorrar em vis revoluções,
ver Césares, Pompeus, Felipes, Napoleões...
Lutar... porque lutar, se essa glória que embriaga
tem o brilho na aurora e no poente se apaga...
Quero mais, muito mais... quero a brasa que inflama.
Mecânico e fatal o eco responde:... ama...


Amar... amei a vida e a vida é tão ingrata...
“Traz o pó que alimenta o micróbio que mata”...
Não, de modo nenhum, permaneço na teima...
“A fogueira que aquece é a mesma que nos queima.”
Amar, de que nos vale amar se o amor é vário,
se ao beijo tem sequência as dores do calvário...
Quero fugir do mundo e procurar a calma...
Mecânico e fatal o eco responde:... alma...


Alma... quando escutei essa palavra, quando
meditei, vi que havia uma força operando
além da compreensão... vi que o meu ódio acerbo
era a minha impotência ante o mando do Verbo.
Quando, porém, notei que a paz aurifulgente
está em nós firmada... algo puro, inerente
ao nosso próprio ser... chama viva e sagrada
que opera no interior sem depender de nada.


Alma... quando notei que em meu corpo carnal
morava um universo, uma essência imortal,
entreguei-me a Jesus e firmado em seu nome,
na vivificação matei a minha fome.
Pensei... soube pensar em seu reino... lutei
sem medo de derrota ao lado do meu Rei...
Amei aos meus irmãos. E agora em mim revive
a encantadora voz do eco bradando: VIVE!


São Paulo, Julho de 1948.

(Do livro “O CANTICO NOVO” – páginas 25/26)

TROVAS BRASILEIRAS

 




TROVAS BRASILEIRAS

Soberana, a vida ensina

como vencer qualquer prova:

pressões, a gente elimina;

prazos... a gente renova!

JOSÉ OUVERNEY


Uma luz quase apagada...

Um sonho chegado ao fim...

Eis o pedaço do nada

que tu fizeste de mim.

CONCEIÇÃO ASSIS


Não temo o mar traiçoeiro

e as ondas em desatino,

porque Deus é o timoneiro

do barco do meu destino.

EDUARDO A. O. TOLEDO


Não me fascina, na vida,

poder ou fama alcançar,

que a vitória merecida

é pelo Amor triunfar!

FILEMON MARTINS

 

TROVAS BRASILEIRAS

 



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Amor é o garoto arteiro,

que tem o dom surpreendente
de, com seu arco flecheiro,
flechar o peito da gente. 

P. DE PETRUS


Amar – a todos é dado.
Basta viver, simplesmente.
Mas amar e ser amado
é sina de pouca gente. 

CORRÊA JÚNIOR


Dá-me as pétalas de rosa
desta boca pequenina:
vem com teu riso, formosa,
vem com teu beijo, divina! 

OLAVO BILAC


Deslumbra, quando está nua,
a mulher que eu vivo a amar:
- seu corpo é feito de lua
e leva estrelas no olhar! 

ENO THEODORO WANKE