domingo, 3 de maio de 2026

SER MÃE - ADALBERTO BOANERGES VIEIRA

 


                                        (JARDIM DA LALINHA, IPUPIARA, BAHIA)




         SER MÃE

                   Adalberto Boanerges Vieira 



Ser mãe é dar a vida em prol de uma outra vida;

Ser mãe é prolongar a obra da criação;

Ser mãe é aumentar a sua imensa lida;

Ser mãe é realizar a mais nobre missão.


Ser mãe é ser amada e ser sempre querida;

Ser mãe é ter no peito um santo coração;

Ser mãe é já viver alegre e entristecida;

Ser mãe é ser real e viver na ilusão.


Ser mãe é espargir da bondade uma luz...

Ser mãe é ter a ideia da Mãe de Jesus;

Ser mãe é ser eterna e viver entre amores...


Ser mãe é possuir uma benção dos céus;

Ser mãe é cooperar na grande obra de Deus;

Ser mãe é já viver entre espinhos e flores...



(Do livro “POESIAS EVANGÉLICAS”, página 15)

PREMONIÇÃO - FILEMON MARTINS

 




 

PREMONIÇÃO

Filemon Martins

 

Cansado, eu me refaço da jornada

e vejo além para onde vou seguir,

percebo e descortino a minha estrada

que é cada vez mais curta no porvir.

 

Não devo ficar triste na calçada,

é preciso avançar, sem oprimir,

aproveitar o que resta da alvorada,

para fazer o bem e refletir.

 

Se já fiz, se não fiz, o desengano

de viver nesta terra como humano

vivendo como vive um aprendiz.

 

Terei, então, no mundo conseguido,

mostrar amor aquele que, iludido,

sempre foi nesta vida um infeliz.


PERDOA-NOS... - FILEMON MARTINS

 



PERDOA-NOS... 

Filemon Martins



Perdoa-nos, Senhor, 
porque entramos no Século Vinte e Um, 
mas nada sabemos do Amor e da Bondade. 
Perdoa-nos, Senhor, 
pela prepotência dos homens, 
pela frieza da informática, com seus números e códigos de barras. 
Perdoa-nos, Senhor, 
porque entramos no Século Vinte e Um 
e continuamos a destruir a natureza. 
Perdoa-nos, Senhor, 
porque somos fracos e egoístas, 
agressivos e intolerantes 
para com o nosso próximo. 
Perdoa-nos, Senhor, 
porque entramos no Século Vinte e Um, 
mas continuamos insensíveis 
aos problemas humanos. 
Perdoa-nos, Senhor, 
porque entramos no Século Vinte e Um, 
mas a desigualdade continua, 
a miséria cresce, o medo aumenta, 
a corrupção se agiganta, 
a guerra e a violência 
se espalham pelo mundo. 
Perdoa-nos, Senhor, 
porque fomos à lua, hasteamos bandeiras, 
mas não conseguimos saciar a fome 
dos que habitam na Terra. 
Perdoa-nos, Senhor, 
porque temos um País rico, 
um povo humilde e bom, 
trabalhador e honesto, 
mas continuamos pobres. 

Contudo, ensina-nos, Senhor, 
no sofrimento, a buscar a Fé, 
a buscar o Amor, mesmo na guerra, 
semeando a Paz e a Esperança 
nos caminhos do Planeta Terra.

TROVAS BRASILEIRAS

 




TROVAS BRASILEIRAS


O julgar precipitado

pode em um erro incorrer;

assim, o mais acertado

é não julgar sem saber.

JESSÉ FERNANDES DO NASCIMENTO


Sonhei um sonho tão triste!...

Sonhei que o mundo acabou...

- Logo depois, tu partiste,

e o sonho se confirmou...

JOSÉ OUVERNEY


O acerto, sim, amedronta!

Mas creio que estamos quites:

Para os meus erros sem conta

Deus tem perdão sem limites!

PEDRO ORNELLAS


Creio. E essa crença me ampara

quando estou em aflição,

porque Deus não desampara

mesmo que eu caia no chão.

FILEMON MARTINS

MÃE - IMAGEM DE AMOR - JOSÉ BRITTO BARROS

 




MÃE - IMAGEM DE AMOR

Pastor José Britto Barros


Neste teu dia, ó doce Mãe, em festa

queremos te prestar nossa homenagem,

pois sendo tu quem és, nobre ou modesta,

tens fé, valor, firmeza e coragem.


Morando na cidade ou na floresta,

na paz do lar ou na cruel voragem,

aqui, ali, além, se manifesta

o amor heroico, de que és a imagem.


Não há que duvidar, tu és famosa!

Pois na vida, às vezes, como a rosa

esparge entre os espinhos terno olor!


E para te explicar, ó mãe querida,

nunca haverá por certo nesta vida

uma palavra senão esta: AMOR!


(LIVRO "DOCE MÃE, QUERIDA MÃE, IMORTAL!!!", PÁGINA 31)

sábado, 2 de maio de 2026

MINHA PAIXÃO - FILEMON MARTINS

 




MINHA PAIXÃO
Filemon Martins

 
Não consigo entender porque partiste,
deixando-me sozinho em terra estranha.
Hoje, não tenho paz e sou mais triste,
porque sem ti, o amor não me acompanha.

Como esquecer a mágoa que me assiste,
- se a saudade chegou cheia de manha?
Teu perfume de flor ainda insiste
em aumentar a minha dor tamanha...

Por que fugiste assim, minha poesia,
eras tu meu querer, minha alegria,
a energia que vibra no meu ser.

Tu és da minha casa, a grande porta,
a inspiração ardente que conforta
para escrever meu verso até morrer.

SENTIMENTOS VAGOS - MARCOS TORQUATO

 


                            (FOTO DE KEISE JINKINGS MARTINS, EM ITANHAÉM)


SENTIMENTOS VAGOS

Marcos Torquato


Tudo me corrói,

Tudo me consome,

Tudo por esse amor,

Tudo isso me traz dissabor.


São tantas desilusões,

São tantas emoções,

São tantos precipícios,

São tantos princípios.


Sentimentos inúteis,

Sentimentos úteis,

Sentimentos opacos,

Sentimentos vagos.


Todos estes momentos

fazem parte de nossas vidas.


(LIVRO "DEVANEIOS DE UM POETA", PÁGINA 35)

MILITÃO RODRIGUES COELHO - FILEMON MARTINS

 



MILITÃO RODRIGUES COELHO –  (CORONEL DA GUARDA NACIONAL – UMBAÚBA-1859/PILÃO ARCADO-1919)

 

Filemon Martins

 

Nascido em Umbaúba* – Militão

Forjou o seu caráter desde cedo.

Amou Barra do Mendes com razão

E se fez coronel sem mais segredo.

 

Comandando batalhas no Sertão,

Venceu guerras sangrentas sem ter medo.

Ao seu povo doou o coração

E nunca se curvou, mesmo em degredo.

 

Em vida foi sincero e hospitaleiro,

Não tolerou, porém, o traiçoeiro,

E, se caiu, jamais foi de joelho...

 

Morreste com certezas visionárias,

Bem haja o teu valor e as glórias várias,

Coronel Militão Rodrigues Coelho!

 

*Umbaúba – Distrito de Ipupiara, Bahia.

TROVAS DO FILEMON

 



TROVAS DO FILEMON

 

No Sertão ninguém contesta,

o povo celebra e canta.

Chuva farta faz a festa,

fartura para quem planta.

    

Trago, cravado, no peito,

um agridoce desejo:

viver um sonho perfeito

na doçura do teu beijo.

    

Quanta beleza nas águas

tão claras de Piatã.*

Lá sepultei minhas mágoas

naquela linda manhã. 


(* Uma das praias mais bonitas de Salvador, Bahia)









TROVA DE A. A. DE ASSIS

 



TROVA DE A. A. DE ASSIS 


Que tristeza ouvir um santo,

um sábio, um poeta, um rei,

ao peso do desencanto,

dizer ao mundo: – Cansei!


A.A. de Assis - Maringá/PR

 

REVISITANDO CASTRO ALVES

 





REVISITANDO CASTRO ALVES (1847-1871)

 

¨E existe um povo que a bandeira empresta

Pra cobrir tanta infâmia e cobardia!...

E deixa-a transformar-se nessa festa

Em manto impuro de bacante fria!...

Meu Deus! Meu Deus! Mas que bandeira é esta, que impudente na gávea tripudia?...

Silêncio!... Musa! Chora, chora tanto

Que o pavilhão se lave no teu pranto...

 

Auriverde pendão de minha terra,

Que a brisa do Brasil beija e balança,

Estandarte que a luz do sol encerra

Às promessas divinas da esperança...

Tu, que da liberdade após a guerra,

Foste hasteado dos heróis na lança,

Antes te houvessem roto na batalha,

Que servires a um povo de mortalha!...¨

 

Considero estes versos do poeta baiano um dos mais belos e significativos da Língua Portuguesa. 

sexta-feira, 1 de maio de 2026

TROVA DE ADEMAR MACEDO

 




TROVA DE ADEMAR MACEDO


A mais triste solidão

que os seres humanos têm

é abrir o seu coração…

olhar e não ver ninguém!


  Ademar Macedo - Santana do Matos/RN, 1951 – 2013, Natal/RN 

TROVA DE ALBA HELENA CORRÊA

 






TROVA DE ALBA HELENA CORRÊA


Retorno à praça da infância:

é o mesmo antigo jardim!

Só eu mudei, na distância…

Ah! Que saudade de mim!


Alba Helena Corrêa - Niterói/RJ