segunda-feira, 17 de agosto de 2026

TROVAS DO FILEMON

 






TROVAS DO FILEMON



O vento sopra do mar
e entre folhas e arvoredos
parece até soluçar
murmurando seus segredos.

                    Num vaivém sibila o vento,
ruge forte a tempestade,
- e o som parece um lamento
de quem chora de saudade.

Ouço o marulhar das águas
varrendo a areia da praia,
só não varre aquelas mágoas
que em meu viver fez tocaia.

Lê e escreve o tempo inteiro
algo mais edificante...
É assim CARLOS RIBEIRO
ROCHA altaneira, pensante!

O REINO DAS MÃOS QUE FALAM E O VALE DO ECO MUDO - JOSÉ FELDMAN

 






O Reino das Mãos que Falam e o Vale do Eco Mudo 


José Feldman

  

Aproximem-se, ó buscadores da verdade, pois Mustafá agora vos levará para além das montanhas de Qaf, a um lugar onde o som não encontra eco, mas a alma grita em cores. Preparem seus corações para conhecerem a terra de Al-Samat (O Silêncio Absoluto).

 

Havia um país escondido entre desfiladeiros de cristal, onde nenhum pássaro cantava e nenhuma fonte de água fazia barulho ao cair. Naquela terra, todos os habitantes eram surdos desde o nascimento. Mas não pensem, ó Sheik, que era um lugar de tristeza. Pelo contrário, era o reino da visão interior.

 

Lá, as pessoas não usavam a língua para negociar ou amar. Elas desenvolveram a Língua de Sinais de uma forma tão sublime que cada movimento de dedo era como um verso de poesia. Quando um jovem se apaixonava, ele não recitava odes; ele dançava com as mãos sob a luz da lua, e o ar parecia vibrar com a música que ninguém ouvia, mas todos sentiam.

 

Certo dia, um viajante estrangeiro, um mercador barulhento vindo de terras distantes, entrou no país. Ele gritava suas mercadorias com uma voz poderosa, mas ninguém se virava. Ele tocava trombetas de bronze, mas os guardas apenas sorriam e lhe ofereciam tâmaras. O estrangeiro, sentindo-se ignorado, começou a sentir uma fúria crescente. 

 

— “Eles são tolos!, gritava ele. Não ouvem a minha grandeza!”

 

Um ancião do lugar, percebendo a angústia do homem, aproximou-se. Ele não disse uma palavra, mas tocou o peito do mercador e depois apontou para o horizonte. Com gestos lentos e cheios de dignidade, ele explicou que, naquele país, o barulho era considerado uma fumaça que escondia a verdade.

 

O mercador passou meses ali. Aprendeu que, para 'ouvir' naquela terra, era preciso observar o bater do coração do próximo. Aprendeu que o silêncio era a montaria celestial que levava o pensamento mais longe. Ele viu que, sem o ruído das discussões, não havia discórdia. Os julgamentos eram feitos em absoluto silêncio, onde os juízes liam a verdade nos olhos dos acusados, pois os olhos não sabem mentir como a boca.

 

Quando o mercador finalmente partiu, ele levava consigo o maior tesouro: a capacidade de ouvir o que não é dito. Ele voltou para sua cidade e, embora ainda pudesse falar, tornou-se o homem mais sábio de seu povo, pois sabia que as palavras mais importantes de Allah (Deus) são escritas no silêncio entre um suspiro e outro.

 

Mustafá fechou os olhos por um momento, sentindo a brisa da noite de Bagdá, e concluiu:

 

 

"A lição deste relato, ó Nobre Sheik, é que a verdadeira audição não reside nos ouvidos, mas na atenção que damos à alma alheia. Muitas vezes, o excesso de barulho do nosso próprio orgulho nos impede de entender a linguagem do universo. Quem muito fala, pouco ouve; mas quem abraça o silêncio, descobre que as mãos podem dizer o que a voz jamais alcançaria.”


(FONTE: " ECOS DO DESERTO", DE JOSÉ FELDMAN)


O ENGENHO DE MADEIRA - ANTÔNIO DA COSTA E SILVA

 




O ENGENHO DE MADEIRA

Antônio da Costa e Silva


Na remansosa paz da rústica fazenda,

À luz quente do sol e à fria luz do luar,

Vive, como a expiar uma culpa tremenda,

O engenho de madeira a gemer e a chorar.


Ringe e range, rouquenha a rígida moenda,

E ringindo e rangendo, a cana a triturar,

Parece que tem alma, advinha e desvenda

A ruína, a dor, o mal que vai, talvez, causar.


Movida pelos bois tardos e sonolentos,

Geme, como a exprimir, em doridos lamentos,

Que as desgraças por vir sabe todas de cor.


Ai! dos teus tristes ais! moenda arrependida!

- Álcool! para esquecer os tormentos da vida

E cavar, sabe Deus! um tormento maior!


(FONTE: "COMPOSIÇÕES ESCOLARES", PÁGINA 18) 

QUEM FOI BEVENUTO RIBEIRO? - MÁRIO RIBEIRO MARTINS

 


                  (FOTO CEDIDA POR SAUL RIBEIRO DOS SANTOS)



QUEM FOI BEVENUTO RIBEIRO?

Mario Ribeiro Martins*





Bevenuto Ribeiro dos Santos nasceu na Mata do Evaristo (perto de Ipupiara, Bahia), em 08.09.1910. Filho de Marcolino Ribeiro dos Santos e Arcanja Ribeiro dos Santos. Bevenuto casou-se com Lindaura Ribeiro (Mata do Evaristo, 14.04.1914), com quem teve os filhos Jair Ribeiro dos Santos e Filemon Ribeiro dos Santos. Lindaura era filha de Gasparino Ribeiro dos Santos e Antonia Rosa. Jair casou-se com Eurídice Ribeiro e foi Vereador e Vice-Prefeito de Bom Jesus da Lapa, por volta de 1978. Sobre Filemon ainda não achei informações consistentes. Espero ajuda.
Voltando a Bevenuto, era funcionário do antigo DNOCS (Departamento Nacional de Obras Contra a Seca), em Bom Jesus da Lapa, Diácono da Igreja Batista. A ele devo a minha iniciação como Pregador e Discurseiro, eis que me levava para fazer “pregações” e também para discursar em “comícios políticos”.
Em 1975, com 65 anos de idade, foi consagrado Pastor Batista. Foi Pastor da Igreja Batista de Bom Jesus da Lapa até 1980. Faleceu em 1992, com 82 anos.
Além de mim, com ele vivia também Floriza Ribeiro, que se casou com Policarpo (Militar e era irmã da Dona Lindaura. Depois da minha saída de Bom Jesus da Lapa para estudar no Recife, em 1963, Bevenuto Ribeiro foi consagrado Pastor da Igreja Batista. Não mais tive noticias.
Dona Lindaura foi funcionária dos Correios e Telégrafos, em Bom Jesus da Lapa, até aposentar-se. Em 1962, quando era ginasiano, com 19 anos, residi em sua casa durante um ano. Muito bem tratado. Era eu o encarregado de montar numa bicicleta e levar uma garrafa de café, com lanche, para o seu trabalho. Nesta época, ela tinha 48 anos.
Em 1963, fui estudar no Recife, primeiro no Colégio Americano Batista e depois no Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil. Em seguida, tornei-me Pastor da Igreja Batista de Tejipió. Não mais tive notícia do casal Bevenuto e Lindaura. Posteriormente, mudei-me para Anápolis, como co-pastor da Primeira Igreja Batista, ao lado do Pastor Isaias Batista dos Santos. Em seguida, fiz concurso para PROMOTOR DE JUSTIÇA, aposentando-me em 1998, já como PROCURADOR DE JUSTIÇA. Continuei sem noticias concretas do casal.
Estando em Ipupiara, Bahia, agora em agosto de 2010, encontrei-me com o amigo e parente Salomão Ribeiro que me disse: “DONA LINDAURA ESTÁ VIVA E LÚCIDA EM BOM JESUS DA LAPA. VÁ VISITÁ-LA”.
De 1962 para 2010, são 48 anos que não via a Dona Lindaura. Assim, no DOMINGO 5 DE AGOSTO DE 2010, sai de Ipupiara, sozinho e fui para Bom Jesus da Lapa. Cheguei por volta de 10 horas da manhã e fui direto para a casa dela. Ela estava na Igreja Batista, bem perto de sua casa. Mas, o Saul estava em casa. Foi meu colega de Ginásio, em 1962.
Fomos os dois juntos para a Igreja Batista. As lembranças foram muitas. Quantas vezes fiz pregações do púlpito daquela igreja! A Dona Lindaura estava sentada lá na frente, participando de tudo, inclusive do Coro e de outras atividades.
Terminado o culto, fui cumprimentá-la depois de 48 anos! Ela que tinha sido para mim, uma MÃE, uma PROFESSORA.
Fomos para a sua casa. Nada mudou. Tudo igual. O telhado sem forro. Os quartos na mesma disposição. Só faltava mesmo o TAMBOR DE AGUA, no qual caí em 1962. É que quem chegava muito tarde em casa, não passava mais pela porta que estava trancada. Tinha de pular o muro, pelo fundo.
Pulei o muro, mas me esqueci de que Bevenuto tinha colocado um tambor cheio de água para as necessidades da casa, eis que ainda não havia água encanada.
O almoço foi preparado por Agripina, esposa do Saul, Quesia e companheiras. Antes do almoço, conversei muito com Dona Lindaura. Ela, com seus 96 anos, vaidosa, pinta o cabelo. Terminado o almoço, peguei o carro e segui para Santa Maria da Vitória.
Foi a mais justa visita que fiz em toda a minha vida. Rever Dona Lindaura, depois de 48 anos, estando ela com 96 anos. O restante da viagem pode ser lido no WWW.BLOGDOMARIOMARTINS.ZIP.NET.




*MÁRIO RIBEIRO MARTINS - ERA PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.

domingo, 16 de agosto de 2026

REVISITANDO A INFÂNCIA - FILEMON MARTINS

 








REVISITANDO A INFÂNCIA
Filemon Martins


Refaço, de memória, a longa estrada,
caminhos que trilhei desde menino.
De manhã cedo, ainda na alvorada,
eu preparava a terra, meu destino.

Tempos depois, aposentei a enxada,
para estudar, no chão diamantino.
A vida era feliz lá na Chapada,
quando brilhava a luz do sol, a pino...

Tudo passou, bem sei, tão de repente,
meu coração, parece, anda descrente
e o sentimento, quantas vezes, trunca...

Hoje, guardo no peito, com cuidado,
lembranças que marcaram meu passado
e uma saudade que não passa nunca...

SALMOS DE DAVI RIMADOS (SALMO 23) - GERALDO PERES GENEROSO (IN MEMORIAM)

 


                   (FOTO DE MAISE J. MARTINS, EM ITANHAÉM)



SALMOS DE DAVI RIMADOS (SALMO 23)

  GERALDO PERES GENEROSO IPAUSSU SP.

 

SENHOR, que é o meu pastor e me sustenta,

plácido, em prados verdes faz deitar-me.

Conduz-me às águas que a alma dessedenta

e pelas vias retas me orienta.

Nem a sombra da morte me é alarme.

 

Não temo mal algum, estou Contigo,

seguro, me protege o teu cajado,

e até, se em meu encalço, o inimigo,

ameaçar-me com a vida em perigo,

ainda assim a ti estou confiado.

 

De júbilo meu cálice está pleno,

aprendi a beber Tuas alegrias.

E sob o Teu teto sinto-me sereno,

sob o qual habitarei por longos dias.

 

(Do livro SALMOS DE DAVI RIMADOS, VOLUME 1, GERALDO PERES GENEROSO, 1ª EDIÇÃO-2008, PÁGINA 29)      

O TEAR DO HORIZONTE E O SOPRO DE IDRIS - JOSÉ FELDMAN

 




O Tear do Horizonte e o Sopro de Idris


José Feldman

  

Aproxime-se, ó Sheik, pois para entender o voo, é preciso conhecer as mãos que deram alma aos fios. O criador daquela maravilha não era um mercador de posses, mas um humilde zahid (eremita) chamado Idris, que vivia em uma caverna nas Montanhas de Qaf, onde as nuvens tocam a terra.

 

Idris não buscava ouro, mas o conhecimento místico. Ele passou quarenta anos em isolamento, observando como as águias cortavam o vento e como a luz do alvorecer se entrelaçava com a névoa dos vales.

 

Ele não usava lã de ovelha comum. Dizem que Idris subia ao pico mais alto durante as noites para colher os fios de prata que a lua deixava cair sobre os despenhadeiros. Para as cores, ele não usava pigmentos de mercado; ele colhia o azul do céu refletido nas águas de um lago sagrado e o dourado do último raio de sol antes do crepúsculo.

 

O tear de Idris era feito de madeira de sidra (árvore celestial), e cada vez que ele passava a lançadeira, ele sussurrava uma evocação divina. Ele não estava apenas tecendo um objeto, estava tecendo uma confiança. Ele dizia que o tapete não voaria por causa de magia negra, mas por causa da leveza da alma de quem o comandasse.

 

'Este tapete', dizia Idris aos poucos que o visitavam, 'é um espelho do coração. Se o coração for pesado como o chumbo da ganância, o tapete será como uma pedra. Se o coração for leve como a provisão dado por Alá aos pássaros, o tapete será como uma asa.'

 

Quando o tapete ficou pronto, ele brilhava com uma luz que cegava os desonestos. Idris o entregou a um viajante pobre, pedindo apenas que ele o usasse para espalhar a misericórdia pelo mundo. Infelizmente, através de gerações de cobiça e trocas indignas, o tapete acabou nas mãos de Mansur, o mercador que vocês conheceram na história anterior.

 

Mustafá limpou o suor da testa e olhou para as mãos calejadas dos súditos, concluindo com sua sabedoria:

 

 

"O ensinamento desta história, ó nobres ouvintes, é que a obra reflete o sani. Tudo o que criamos com pressa e desejo de lucro desaparece com o tempo, mas o que é feito com excelência e devoção carrega uma centelha de eternidade. O tapete de Idris falhou com o ladrão porque o roubo é uma âncora de ferro, e ninguém pode alcançar a elevação enquanto carregar o peso do que tirou de outrem.”



(FONTE: "ECOS DO DESERTO", DE JOSÉ FELDMAN)



FESTA DE LUZ - ANTÔNIO CARLOS CÔRTES

 




 

FESTA DE LUZ

Antônio Carlos Côrtes



Férias noturnas.
Sacada praia  Salinas
Sobre as dunas
Olhava luz
Em meio relevo Corcel
Cavalo branco  crinas
Vejo lança S. Jorge
Atenção na lua
Espelho do sol reluz
Astro  rejeitou amante
Esta chorou lágrimas
Muita dor, fez marés
Inundou rios e o mar
O amor acontece
Bem longe do mirante
Escondido na sombra
Brumas, anoitece
Na areia ato de amar
Sem ninguém zombar
Lágrimas da luz
Nos corações
Se transformam
Filhas estrelar
Cobrem o bar bem longe
Do Leblon
Lente zoom
No céu de neon
Em pleno levante
Colado no Morro
Dois irmãos
Garçom, mais um!

Côrtes. 14.08.2026


sábado, 15 de agosto de 2026

TROVAS - ESCADA - FILEMON MARTINS

 




TROVAS – ESCADA

            Filemon Martins


E colhe amor à vontade

quem aprendeu conviver,

que a própria felicidade

é pelo amor convencer.

 

Planta a paz, planta carinho

quem cultiva só o bem.

Nunca se sente sozinho,

nunca magoa ninguém.

 

A semente da bondade

floresce no coração,

para o bem da Humanidade

o amor não faz distinção.

 

Quem semeia em seu caminho

bondade, paz e perdão,

espalha amor, de mansinho,

ajudando o seu irmão!


NO TOPO:


QUEM SEMEIA EM SEU CAMINHO

A SEMENTE DA BONDADE

PLANTA A PAZ, PLANTA CARINHO

E COLHE AMOR À VONTADE.

            Filemon Martins









TERRA RARA - JOAQUIM RODRIGUES DE NOVAIS

 




 

TERRA RARA

Joaquim Rodrigues de Novais


 

Ipupiara, rocha de águas cristalinas,
       maravilhosa terra fértil da Chapada
                       Diamantina.
       Cidade pacata do interior da Bahia,
      nosso querido Sertão, sessenta e oito
       anos de emancipação, é um cantinho
             da Bahia em comemoração.
        
       São lindas suas Serras nessa época,
     um céu azul anil,

cachoeiras e cascatas
      preservamos nossas matas,

somos um povo varonil.

     Antigo Fundão, depois Jordão, hoje Ipupiara, onde
             pode estar firmada em Rochas 

de Terras Raras.
                   
                 Entre outras mil tu és amada
             terra rara do Brasil.

Parabéns!

 

                 IPUPIARA, 05/08/2026


OBS.: O excelente poema do poeta Joaquim Rodrigues de Novais já estava comigo, mas em virtude de minha internação, só agora pôde ser publicado.    
               


HOMENAGEM AOS PAIS - PR CLÓVIS NOGUEIRA

 




HOMENAGEM AOS PAIS

Pr Clóvis Nogueira



Ao longo dos anos que já vivi, compreendi que todo homem, mesmo sem escrever uma única palavra em um pedaço de papel, é um escritor. Isso mesmo, um escritor do livro da sua própria vida.
Lembro-me de quando participei da cerimônia fúnebre de uma pessoa muito querida em minha cidade. Observei que os condolentes faziam a leitura das páginas do livro que aquela pessoa havia escrito nos corações deles. As páginas falavam de honestidade, humildade, sinceridade e muitas outras virtudes. Aquela experiência marcou a minha vida para sempre. Ali, na casa do luto, considerei que a vida de todo homem pode ser comparada a um livro — não um livro físico como este, mas um escrito nas tábuas do coração das pessoas com as quais convivemos. Chegará o tempo em que não estaremos mais aqui; todavia, o livro da nossa vida continuará e, da forma como vivemos, assim será lido. O sábio rei de Israel disse: “O justo anda na sua integridade; felizes lhe são os filhos depois dele. A memória dos justos é abençoada, mas o nome dos ímpios apodrecerá” (Provérbios 20:7; 10:7). É possível para um homem continuar falando depois da sua morte? Sim, é possível! “... Abel, mesmo depois de morto, ainda fala” (Hebreus 11:4).

Hoje, aos 59 anos de idade, cheguei à conclusão de que já escrevi muitas páginas no livro da minha vida, e creio que ainda escreverei mais algumas. Minha oração é para que Deus nos capacite nessa tarefa e que nossos filhos se alegrem quando ouvirem a leitura do livro das nossas vidas.


(Trecho do livro, “O LIVRO DA MINHA VIDA”)
Pr. Clóvis Nogueira



NOTA DO BLOG LITERÁRIO: O texto já estava comigo. Ocorre que passei o Dia dos Pais, no hospital. Daí, o atraso na publicação. 


AGRADECIMENTO - FILEMON MARTINS

 




 

AGRADECIMENTO

 

Estive internado no hospital Nipo Brasileiro, dias 6 a 14 de agosto de 2026, onde fiz uma cirurgia no pé direito.

Agradeço a Deus, que me permitiu continuar por aqui mais um pouco; à família, que se fez presente fisicamente e em orações. À equipe do hospital, médicos, enfermeiras, técnicos, auxiliares, pessoal da copa, da limpeza, enfim todos que adentraram ao quarto 360 do hospital naquele período.

Agora, a recuperação continua em casa com medicamentos, curativos e acompanhamento médico.

Lembrando a poetisa Stela Câmara Dubois: “Oh! Que me falte o amparo nos escolhos,

falte-me o pão e a luz dos próprios olhos,
PORÉM, NUNCA ME FALTE A GRATIDÃO!

 

                               Filemon Martins

 


quarta-feira, 5 de agosto de 2026

HOMENAGEM A DONA ZÊNIA - JOSÉ BRITTO BARROS

 




HOMENAGEM A D. ZÊNIA

JOSÉ BRITTO BARROS

 

RASTILHOS DE TUA LUZ AURIFULGENTES
BRILHAM DIZENDO QUE TU FOSTE EMBORA
DESSE FULGIR FICAMOS NÓS CARENTES
E PARA TI COMEÇA A NOVA AURORA!


DEIXASTE-NOS EXEMPLOS EXCELENTES
DE UM VIVER LINDO; E ESTÁS NO CÉU AGORA...
TEU MUNDO VIU AS FORMAS DIFERENTES
DO TEU AGIR E TUA PARTIDA CHORA.


TODA A ESPERANÇA QUE MANTINHAS VIVA
PERMANECEU VIBRANTE, FORTE E ATIVA
E A TUA FÉ FOI FIRME ATÉ O FINAL!


HOJE PARTISTE PARA O ETERNO ABRIGO
A VIVER JUNTO AO TEU MAIOR AMIGO,
E ASSIM TEU GALARDÃO É MAGISTRAL!


João Pessoa, 9 de novembro de 2012