JOSÉ BRITTO BARROS
JOSÉ BRITTO BARROS
INDELÉVEIS
Delminda Silveira de Sousa
Da juventude minha, fortes, vivos,
indeléveis, fieis, profundos traços,
Ecos dos sonhos meus, nos brandos laços
De simples versos tímidos, cativos;
Convosco, gratos sonhos redivivos
Da Poesia aos mágicos abraços,
Quero este livro abrir, e dos regaços
Da alma soltar meus cantos expansivos.
Corações que sofrestes sem conforto,
Almas que um ideal chorastes morto,
Como, perdido o meu, chorando o vi.
Eis o livro querido da minha alma:
Buscai consolação, conforto, calma
Nos indeléveis que vos deixo aqui!
(FONTE: "A FIGUEIRA", 2001, PÁGINA 11)
(FOTO DE MAISE J. MARTINS, EM ITANHAÉM-SP)
Divenei Boseli/SP
Fugindo à solidão, a largos passos,
nos braços da ilusão fui por aí,
fingindo a exatidão com que senti
a túrgida emoção de outros abraços.
ergui nova paixão sem embaraços,
forjando a frouxidão dos nervos laços
depois da ebulição que consegui.
o autêntico prazer que só quem ama
conhece, e só acontece isso, porque
do fel com que matei, num gesto louco
o louco amor que eu tive por você.
(JARDIM DA LALINHA, IPUPIARA, BAHIA)
Que corrompem os ideais de Liberdade...
(FOTO DE MAÍSE J. MARTINS, EM ITANHAÉM-SP)
(IPUPIARA, BAHIA)
A POLÍTICA BRASILEIRA MOSTRA
SINAIS DE FRAQUEZA
Muitos políticos brasileiros
vivem como se não bastassem os problemas com os números da economia, seguem
gastando muito dinheiro arrecadado com os impostos que o povo (ricos e
pobres) paga.
Não faz muito tempo, foi no
dia 18 de julho próximo passado, eu li reportagem publicada no jornal Folha de
S. Paulo uma matéria que falava sobre a sanha e o avanço arrecadatório do
governo Lula. Falava também sobre o avanço dos gastos do governo. Note bem,
falava sobre gastos e não sobre investimentos. Todos sabem que investimentos no
país significa crescimento.
A economia de qualquer país,
de qualquer empresa e também de qualquer família (rica ou pobre) tem
duas pontas. Uma ponta é a entrada de dinheiro. A outra é por onde sai o
dinheiro. No caso do governo, os setores responsáveis pelos recursos
financeiros, dinheiro que entra pelo pagamento dos impostos pelo povo, não pode
apresentar valor menor do que aquele apresentado na ponta da saída. Não pode, mas isso vem acontecendo.
Os gastos do governo são
muitos e apresentam valor total astronômico. Isso faz o déficit público
aumentar. A taxa básica de juros sobe. O custo do dinheiro sobe. Os empréstimos
para o governo rolar a dívida ficam mais caros, os empréstimos para as empresas
sobem também. E acontece o pior – os gastos descontrolados do governo sobem e a
conta vai para o povo pagar. O consumidor final paga as contas (o governo
tira dos impostos).
Não bastasse o aumento dos
gastos ocasionados pelo descontrole, os casos de corrupção aumentam e nos
mostram que a política brasileira está doente. Para melhorar a situação da
economia será preciso usar remédios e nesses casos os remédios são fortes e por
vezes amargos. A verdade é que a política brasileira está precisando tomar uma
forte injeção de moral. Casos de corrupção, esse tema será assunto para o nosso
próximo encontro aqui no Blog Literário do Filemon.
A Bíblia diz que “O rei justo
traz estabilidade ao país, mas o amigo de impostos o leva à ruína” (Edição
revista e atualizada no Brasil, 3ª ed. da Sociedade Bíblica do Brasil, 2019,
Barueri – SP.).
Saul
Ribeiro dos Santos
Contador e economista aposentado.
Natural de Ipupiara – BA.