quarta-feira, 2 de setembro de 2026

A IMPORTÂNCIA DO PERDÃO - SAMMIS REACHERS

 




A Importância do Perdão


 O pequeno Zeca entrou em casa após a aula batendo forte os pés no assoalho. Seu pai, que se preparava para ir ao quintal cuidar da horta, notou o mau humor do filho e o chamou para conversar. Zeca, oito anos, acompanhou o pai desconfiado. Antes que ele dissesse qualquer coisa, disparou irritado: — Pai, estou com muita raiva. O Enzo não devia ter feito aquilo comigo. Quero tudo de ruim para ele. O pai, um homem simples, mas cheio de sabedoria, escutou o filho em silêncio. O menino continuou: — Ele me humilhou na frente dos meus amigos. Não aceito. Queria que ele ficasse tão doente que não pudesse nem ir à escola! Sem dizer uma palavra, o pai caminhou até um abrigo no fundo do quintal, de onde tirou um saco pesado cheio de carvão. Zeca o seguiu, curioso e calado. Quando o saco foi aberto, antes que o menino pudesse perguntar qualquer coisa, o pai lhe propôs: — Filho, faz de conta que aquela camisa branca que está secando no varal é o seu amigo Enzo, e que cada pedaço de carvão é um pensamento ruim que você está mandando para ele. Quero que você jogue todo o carvão do saco na camisa — até o último pedaço. Depois eu volto para ver como ficou. Zeca achou que seria uma brincadeira divertida e pôs mãos à obra. O varal ficava longe, e poucos pedaços acertavam o alvo. Uma hora depois, exausto, ele terminou a tarefa. O pai, que observava tudo de longe, aproximou-se e perguntou: — Filho, como você está se sentindo agora? — Cansado — respondeu o menino —, mas contente, porque acertei bastante! O pai olhou para ele com calma e carinho, e disse: 8 — Venha comigo até o meu quarto. Quero lhe mostrar uma coisa. Conduziu o filho até diante de um grande espelho. Que susto! O rosto de Zeca estava tão enegrecido que só era possível ver os dentes e os olhinhos brilhando. O pai, então, disse ternamente: — Filho, você viu que a camisa no varal quase não se sujou. Mas olhe para você. É exatamente isso que acontece com o mal que desejamos aos outros: por mais que nossos pensamentos possam tentar prejudicar alguém, a borra, os resíduos, a fuligem — tudo fica em nós mesmos. Depois, pousou a mão no ombro do filho e completou com voz pausada: — Por isso, lembre-se sempre: Cuide dos seus pensamentos — eles se transformam em palavras. Cuide das suas palavras — elas se transformam em ações. Cuide das suas ações — elas se transformam em hábitos. Cuide dos seus hábitos — eles moldam o seu caráter. Cuide do seu caráter — ele controla o seu destino.


 “Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou.” — Colossenses 3:13 

 “Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial de vocês também lhes perdoará.” — Mateus 6:14 

 “Livrem-se de toda amargura, indignação e ira, gritaria e calúnia, bem como de toda maldade. Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo.” — Efésios 4:31-32 9



SAMMIS REACHERS nasceu em Niterói, mas desde sempre é morador de São Gonçalo, ambos municípios fluminenses. Sammis é poeta, escritor, antologista, editor. Autor de vários livros de poesia, contos, crônicas e romances. É professor de Geografia, licenciado em História e graduado em Biblioteconomia. 

A CIDADE DAS ESTÁTUAS QUE CHORAM - JOSÉ FELDMAN

 




A Cidade das Estátuas que Choram


  

Após sete meses de calmaria em Bagdá, o espírito de Aldhiyb Al-Abyad tornou-se inquieto como um falcão engaiolado. Ele armou uma nova nau, o Falcão do Índico, e partiu para além das ilhas de Waq-Waq. Contudo, uma correnteza desconhecida, fria como o hálito de um morto, arrastou o navio para uma enseada cercada de penhascos de basalto.

 

No centro da enseada, erguia-se uma metrópole de arquitetura magnífica, com torres de marfim e cúpulas de lápis-lazúli. Mas não se ouvia o grito dos mercadores nem o riso das crianças. O silêncio era interrompido apenas por um som constante, como o cair de uma chuva leve sobre mármore.

 

Ao desembarcar, Aldhiyb e seus homens ficaram petrificados de assombro. Em cada praça, em cada janela e em cada trono, havia pessoas feitas de pedra cinzenta. Eram estátuas tão perfeitas que se podia ver o medo congelado em seus olhos. E desses olhos, ó Rei, brotavam lágrimas reais, que corriam pelos rostos de pedra e inundavam as ruas, formando riachos de tristeza.

 

No grande palácio, Aldhiyb encontrou o Rei daquela cidade, também transformado em pedra, exceto por sua língua.

 

— "Ó viajante das terras vivas," lamentou o Rei de Pedra. "Fomos punidos por nossa soberba. Construímos uma cidade tão bela que acreditamos ser deuses, e o Gênio do Silêncio tocou-nos com sua mão de gelo. Só o som de uma alegria sincera pode quebrar este encanto, mas quem pode rir em um vale de lágrimas?"

 

Os marinheiros de Aldhiyb, tomados pela melancolia do lugar, começaram a chorar. Mas o Lobo Branco sabia que a tristeza é o alimento daquele feitiço. Ele lembrou-se das histórias que contava aos seus filhos e, com sua voz poderosa, começou a entoar os versos mais cômicos e absurdos dos Contos de Juha, o bobo sábio.

 

Aldhiyb dançou de forma ridícula entre as estátuas, imitando os trejeitos dos vizires pomposos de Bagdá e contando anedotas sobre camelos que falavam grego. Um a um, seus marinheiros começaram a rir, primeiro timidamente, depois com gargalhadas que ecoaram como trovões pelas cúpulas de lápis-lazúli.

 

Ao som do riso, o gelo invisível rachou. A pele de pedra das estátuas descascou como argila seca, e a vida retornou à cidade. O Rei, agora de carne e osso, abraçou Aldhiyb e cobriu seu navio com diamantes que tinham o formato das lágrimas que outrora caíam.

 

Aldhiyb Al-Abyad retornou a Basra não apenas mais rico, mas com a lição de que o riso é a única arma capaz de derreter a dureza do mundo.



("ECOS DO DESERTO", JOSÉ FELDMAN)

ESCRITOR, POETA, TROVADOR, PESQUISADOR


CONFIDENTE - FILEMON MARTINS

 


       (FOTO DE MAISE J. MARTINS, EM ITANHAÉM-SP)



CONFIDENTE
Filemon Martins


 Velho mar, meu eterno confidente,
quantas vezes chorei ao confessar:
esta mágoa que fere, inconsequente,
e o tempo que não pode mais voltar.

E me dizes assim, naturalmente:
- só o amor é capaz de te curar,
enquanto tuas ondas, mansamente,
os meus pés, com carinho, vêm beijar.

Exerces sobre mim grande fascínio,
porque tens sobre todos o domínio
e és tão frio nas tuas mutações.

Ao contrário de ti, eu sofro tanto,
e fico aqui a derramar meu pranto,
onde sepulto as minhas ilusões!

NUNCA MAIS... - FILEMON MARTINS

 



NUNCA MAIS... 
           
Filemon Martins



Nunca mais vou chorar... Minha memória 
quer esquecer o rumo percorrido. 
Quanto tempo passou, estou perdido, 
nada fiz que mudasse a minha história. 


Sonhos perdidos - minha trajetória 
foi procurar o teu amor sofrido, 
mas nunca fui por ti correspondido, 
busquei em vão no amor a minha glória. 


E segui pela vida, num suplício, 
fiz penitência e muito sacrifício 
para encontrar um pouco de carinho. 


Nunca mais te esqueci... Confesso agora: 
meu coração descrente ainda chora, 
- nunca mais encontrei o meu caminho.

ACERTO DE CONTAS - FILEMON MARTINS

 




     ACERTO DE CONTAS

 

 

               Nada mais salutar que uma eleição para propiciar aos eleitores a oportunidade de fazer uma avaliação do efetivo desempenho de deputados (estaduais e federais), governadores, senadores e presidente da República do Brasil. Os eleitores terão a chance de fazer um acerto de contas, após 4 (quatro) anos de mandato dos eleitos.

               É tempo de averiguar o que foi realizado, promessas não cumpridas, desvios de verbas com vantagens pessoais e má administração do dinheiro público. É necessário que os eleitores estejam conscientes de que dispõem de uma única arma: o voto. Esse é o momento de saber usar (e bem) o voto. Votando bem, os maus candidatos à reeleição serão barrados e servirão de exemplo para os novos que pretendam trilhar o caminho da corrupção, fazendo da política, a arte de enganar.

               Não se pode generalizar, evidentemente, mas o Brasil, como um todo, precisa de bons políticos e bons administradores. A má administração do dinheiro do povo, a roubalheira, o descaso, a incompetência, o tanto faz na política, acabam propiciando ao eleitor, um certo desânimo e desencanto no que diz respeito às eleições.    Observa-se que o desalento, a falta de entusiasmo é geral, porque os eleitores têm percebido que as eleições, em que pesem seu valor para a democracia, não mudam quase nada. Só aumentam os escândalos que a imprensa quando quer e pode, divulga diariamente.

               Por outro lado. a fiscalização do dinheiro público em todas as esferas, é deficiente e praticamente nula. Enquanto isso, a impunidade reina soberana beneficiando os infratores. O judiciário tem sérias dificuldades em fazer valer os princípios elementares da Justiça e do Direito, e quando o faz, tem dificuldades em reaver o que foi desviado para “paraísos fiscais”.

               É fundamental que os eleitores sejam fiscalizadores dos candidatos, dos partidos, daqueles que os apoiam, lembrando o velho ditado: “Dize-me com quem andas e eu direi quem tu és”. Muitos candidatos que estão pleiteando um cargo eletivo, são fichas-sujas, é só fazer uma pesquisa rápida. Outros, apresentam filhos/filhas, netos e netas, mas pertencem a mesma árvore da corrupção e do mau caráter, adeptos da “lei do Gerson, levar vantagem em tudo”. Fique esperto. Fuja deles!

               Conclusão: a importância da eleição para o cidadão comum, como nós, é exatamente esta: a possibilidade de dizer NÃO através do voto. NÃO aos políticos corruptos; NÃO aos cínicos e interesseiros; NÃO aos que prometem e não cumprem; NÃO aos caras-de-pau, oportunistas e aventureiros, que, infelizmente, a Justiça Eleitoral não consegue barrar. NÃO aos políticos milionários, que se enriquecem cada vez mais, ilicitamente, às custas da miséria e do sofrimento do povo brasileiro.

 

FILEMON MARTINS

ESCRITOR, CRONISTA E POETA

DA CONFRARIA BRASILEIRA DE LETRAS

ACADEMIA DE LETRAS DE IPAUSSU – SP

CLUBE BAIANO DE TROVA, SALVADOR, BAHIA       


terça-feira, 1 de setembro de 2026

VENDEDORES DE ILUSÕES - FILEMON MARTINS

 




 

VENDEDORES DE ILUSÕES

 

      Não se pode negar que os políticos se tronaram os maiores vendedores de ilusões ao povo brasileiro. O eleitorado que tem votado no Partido dos Trabalhadores e a sociedade, como um todo, sempre sonhou com mudanças efetivas em prol de quem trabalha e produz, com uma política econômica honesta e eficiente em favor do Brasil.

      Mas o que constatamos é que o objetivo de quem governa ou finge governar só beneficia grupos poderosos, larápios disfarçados de empresários e até vestidos de toga, como vem acontecendo sistematicamente no governo petista.

      O desemprego aumentou tanto que, para compensar, o assistencialismo virou regra. Para quem ainda ostenta um emprego, o arrocho salarial é cada vez mais visível. Impostos e taxas abastecem o governo, que gasta pomposamente. Planos de Saúde cada vez mais caros, medicamentos, especialmente para idosos, nem se fala. Compras em supermercados cada dia, é mais escassa.

      É impossível mencionar uma reforma que tenha beneficiado o trabalhador brasileiro. Algumas reformas encampadas pelo governo petista, nestes três ou quatro mandatos, quase todas iniciadas no governo de FHC, prejudicaram o trabalhador/servidor, medidas aprovadas pelo Congresso Nacional, que, com raras exceções, diga-se, está cheio de súditos de Lúcifer.

      O Partido, que no início se dizia ético, defensor da moral e da honestidade, age exatamente ao contrário. Puseram um fantoche à frente dizendo bravatas, enquanto nos bastidores do poder, os corruptos levam o dinheiro dos aposentados, da educação, da saúde, segurança pública e pesquisas.

      Justamente o partido que fez promessas mirabolantes, continua a prometer os mesmos sonhos para uma plateia de incautos, alguns por conveniência, outros porque a massa cinzenta que vai de uma orelha a outra, é curta e escassa.

      Pobre Brasil! O partido nunca teve um projeto de governo, mas sempre teve um projeto para permanecer no poder, custe o que custar. É o vale tudo. Daí o aparelhamento de pontos estratégicos, como algumas instituições que hoje envergonham o Brasil perante a Comunidade Internacional.

      Não será tarefa fácil, mas é extremamente necessário que a sociedade brasileira consiga separar o joio do trigo, expurgando os corruptos, corruptores, fraudadores e aventureiros do meio político, sem a influência nefasta dos propagandistas de plantão, que recebem fortunas para transformar o “diabo” em santo.

   

¨Bendito o homem cuja fama não brilha mais que a sua consciência¨.

ESCRITOR INDIANO: RABINDRANATH TAGORE (1861 - 1941)

 

Filemon Martins

Escritor, cronista e poeta

Da Confraria Brasileira de Letras

Do Clube Baiano de Trova, Salvador, Bahia

   


RECORDAÇÃO - FILEMON MARTINS

 




O saudoso amigo Antônio Monteiro, de São Paulo, certo dia me enviou correspondência com o seguinte bilhete:

“Filé, com a ajuda da excelente memória que Deus me deu, transcrevi para este papel, também escrito a máquina de escrever, estes lindos versos em forma de TROVAS, que você tão humildemente me enviou, por volta dos idos de 1968, ainda em Morpará (Ba), há 52 anos. É para o amigo ver, olhar, apreciar, lembrar e recordar os versos de sua própria autoria.” Abraços, Antônio Monteiro

 

Eis os versos:

 

RECORDAÇÃO

Filemon Martins

 

Recordo aqueles tempos de criança,

aquelas tardes que não voltam mais,

quando corria cheio de esperança

em busca dos meus sonhos e ideais.

 

Recordo aquela quadra venturosa,

os versos que escrevia no Sertão,

quando vivia em busca de uma rosa

que me amasse de todo o coração.

 

Hoje, recordo com saudade imensa

aqueles campos, flores naturais;

mas não tenho consolo ou recompensa,

pois esse tempo não me volta mais.

 

Sonho acordado vendo aquela serra (*)

que às vezes contemplava comovido,

admirando a beleza que se encerra

nos matagais do meu torrão querido.

 

Recordo o meu estudo de criança

e com saudades lembro os ideais,

e aqueles dias cheios de esperança

cheios de flores, sonhos irreais.

 

Por isso vivo a recordar os sonhos

e aqueles tempos de venturas tais,

tempos que para mim foram risonhos,

mas que na vida não desfruto mais.

 

(*) – SERRA DO CARRANCA, em Ipupiara, Bahia

 

Nota do autor: eu tinha 18 anos quando escrevi este poema, que, graças ao amigo Antônio Monteiro, não se perdeu no tempo. Minha gratidão, amigo.. com eternas saudades.

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

TROVAS DO FILEMON

 


                                    (FOTO DE MAISE, EM ITANHAEM)


TROVAS DO FILEMON


Nesta vida, meu amigo

a Lei é justa e eficaz:

É o retorno que bendigo

de tudo que a gente faz.


O trouxe a semente

deixando-a presa no chão.

A chuva foi um presente

deu vida nova ao Sertão.


Rui Barbosa - grande brilho,

longa estrada percorreu.

Nunca foi um andarilho,

escreveu, fez e venceu.


Queira ou não - chega a velhice

no decorrer desta vida,

a lembrar, alguém já disse:

que começou a descida. 



COMPANHEIROS - ELVIRA DRUMMOND

 




COMPANHEIROS

Elvira Drummond


Convivem, lado a lado, na calçada,

à espera de um olhar benevolente...

contentam-se com pouco ou quase nada,

(a fome altera a cor do que se sente)


E cada sobra chega abençoada

(sustenta o corpo débil e carente):

migalha por migalha é partilhada,

num pacto que agiganta a dor silente...


É fácil dividir qualquer fartura,

mas repartir o pouco? Só ternura...

o amor fatia tudo, até os grãos.


E ao ver um ser humano e um cão faminto

compartilhar miséria e amor, eu sinto

que ali havia apenas dois irmãos!


("OS ESCOLHIDOS", PÁGINA 22)

TROVAS BRASILEIRAS

 


                      (FOTO DE LAURENTINA, EM IPUPIARA, BA)



TROVAS BRASILEIRAS


Amo o meu jardim pequeno

cheio de avencas e asplênios,

qual Jesus, terno e sereno,

a pregar entre os essênios.

HUMBERTO DEL MAESTRO


Eu perdi por ter achado

a vida que não pedi:

por não estar ao teu lado,

por ter vivido sem ti.

SILVÉRIO DA COSTA


Aquela rede que um dia

foi nosso leito perfeito,

hoje balança vazia

na varanda do meu peito.

FRANCISCO JOSÉ PESSOA


Gosto da vida pacata,

homens simples dos sertões,

pois vejo usando gravata

por aqui muitos ladrões.

FILEMON MARTINS

CADEIRA VAZIA - FILEMON MARTINS

 




                 CADEIRA VAZIA

 

        Não poucas vezes, nos debates programados, a cadeira destinada ao candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, permaneceu vazia. No Palácio do Planalto, aliás, há muito que ela esteve vazia, pois tudo o que se passava ali ao redor dele, nunca foi visto e pouco soube, conforme disse repetidas vezes.

        Agiu como se fosse uma marionete manipulada por outras pessoas. Grande parte da população brasileira, já perdeu a esperança de ver políticos honestos, éticos, que trabalhem para o bem da coletividade e do País que administram e representam. O que vemos agora é uma baixaria com escândalos e conchavos para não investigar ninguém.

        Recentemente, soubemos pela imprensa que houve uma “reunião”, envolvendo o presidente do Brasil, do Congresso e do Senado e o assunto teria sido: “defesa da democracia”. A defesa do povo, do cidadão fica para depois das eleições, a saber: mais impostos, taxas, fábricas e lojas fechando no Brasil inteiro.

        Cá de nosso canto, vemos as próximas eleições como um teste de vergonha, nada de esquerda ou direita, é uma prova de nível ético, de honestidade, de valores, já que a alternância de poder é salutar e faz bem ao sistema democrático. Primeiro, segundo e terceiro mandatos dão a entender que são donos absolutos do poder, enfim donos do dinheiro público e podem gastar nababescamente.

        Da forma que está, a corrupção campeia pelos corredores do poder, a política está apodrecida, infectada pela falta de honestidade, pela imoralidade, pela conivência dos que deveriam fiscalizar e implementar projetos sérios em prol do povo brasileiro, zelando pela correta aplicação do dinheiro, oriundo dos altos impostos e taxas cobradas da sociedade.

        É preciso mudar. O povo não pode contentar-se com esmolas que, com certeza lhe custarão o futuro dos seus filhos, a vida, a saúde, a dignidade e a perspectiva de um Brasil melhor, mais justo, feliz e humano.

        O Planalto, o Congresso, o Senado e agora o STF não estão a favor do Brasil. Estão, sim, defendendo seus próprios interesses. Mudar é necessário. É preciso buscar, dentro de nós, uma força superior, como disse Bruce Barton: “AS GRANDES REALIZAÇÕES SÓ SÃO POSSÍVEIS POR AQUELES QUE ACREDITAM POSSUIR, DENTRO DE SI, ALGUMA FORÇA SUPERIOR ÀS CIRCUNSTÂNCIAS”.

 

FILEMON MARTINS

ESCRITOR E POETA

DA CONFRARIA BRASILEIRA DE LETRAS

DO CLUBE BAIANO DE TROVA – SALVADOR, BAHIA.


PERFIL BIOGRÁFICO DE SALOMÃO RIBEIRO DOS SANTOS - JAVANER SALOMÃO RIBEIRO

 




PERFIL BIOGRÁFICO DE SALOMÃO RIBEIRO DOS SANTOS

 

             Salomão Ribeiro dos Santos nasceu em 7 de maio de 1934, em Ipupiara, Bahia. Filho de Manoel Ribeiro Primo e Guiomar Ribeiro Barreto, mas adotado por Artur Ribeiro dos Santos e Solina Amorim Barreto, cresceu numa família tradicional, reconhecida por sua contribuição para o desenvolvimento da região.

             Ao longo de sua trajetória, exerceu a função de Guarda Fiscal, desempenhando suas atividades com responsabilidade, ética e dedicação ao serviço público.

             Posteriormente, montou uma pequena farmácia, a qual ficou amplamente conhecida e respeitada em Ipupiara e região.

             Salomão conquistou o respeito e a confiança dos moradores, por sua dedicação, competência e disposição para ajudar e servir ao próximo. Casado em primeira e segundas núpcias, foi pai de oito filhos: Artur Salomão, Solina Guiodete, Isabel Maria, Armirandy Salomão, Ana Solimar, Javaner Salomão, Noadson Salomão e Manoel Salomão.

             Homem de trabalho, honradez e espírito comunitário era estimado em toda cidade, deixou um legado de serviço e cuidado que permanece vivo na memória de seus familiares, amigos e de todos que conviveram com ele, de forma direta ou indiretamente.

             Sua história confunde-se com a própria história de Ipupiara, onde sua atuação profissional e seu amor à cidade marcaram gerações.

             Salomão Ribeiro dos Santos faleceu em 17 de fevereiro de 2020, com quase 86 anos, deixando saudades e uma lembrança de dedicação à família, à profissão e à comunidade.

 

JAVANER SALOMÃO RIBEIRO

FILHO E EMPRESÁRIO EM IPUPIARA, BAHIA.


domingo, 30 de agosto de 2026

BRASIL, PAÍS DA CORRUPÇÃO? -- FILEMON MARTINS

 




BRASIL, PAÍS DA CORRUPÇÃO?



      Em certa ocasião, o ministro CELSO DE MELLO, do Supremo Tribunal Federal deixou o Brasil de luto, dizendo: “O STF NÃO PODE SUBMETER-SE Á VONTADE DE MAIORIAS CONTINGENTES".

      De lá para cá, a situação só piorou. A chamada “Suprema Corte” nunca foi tão pequena quanto agora.

Mas, queira ou não, pode submeter-se aos caprichos do poderio econômico dos políticos do PT. Pobre Brasil! Até o Judiciário Federal dobra-se aos mandos e desmandos dos que desgovernam o país. Parece que o povo brasileiro ainda tem que protestar muito para fazer do Brasil, um país decente, justo e imparcial, porque não há dúvida, para muitos políticos brasileiros, o crime compensa e muito.

      Diante do que ocorreu no carnaval do Rio de Janeiro, com exaltação à corrupção desenfreada, ao escrever estas linhas, o coração aperta, quase sem forças, sem esperança no futuro para nossos filhos, filhas e netos e eu me lembro do poema A IMPLOSÃO DA MENTIRA, do saudoso Poeta AFFONSO ROMANO DE SANTANA, cujo primeiro fragmento transcrevo:

A IMPLOSÃO DA MENTIRA

Affonso Romano de Santana


Mentiram-me. Mentiram-me ontem

e hoje mentem novamente. Mentem

de corpo e alma, completamente.

E mentem de maneira tão pungente

que acho que mentem sinceramente.

Mentem, sobretudo, impune/mente.

Não mentem tristes. Alegremente

mentem. Mentem tão nacional/mente

que acham que mentindo história afora vão enganar a morte eterna/mente.


Mentem. Mentem e calam. Mas suas frases falam. E desfilam de tal modo nuas que mesmo um cego pode ver

a verdade em trapos pelas ruas.


Sei que a verdade é difícil

e para alguns é cara e escura.

Mas não se chega à verdade

pela mentira, nem à democracia

pela ditadura.

                   *****

      Assim, o Brasil caminha para o caos, numa repetição triste e vergonhosa do que já vimos e assistimos.

Empresas centenárias estão falidas, como a ECT (correios), que já esteve no topo da eficiência, e agora, amarga um período de desânimo entre os seus funcionários. Postei um livro outro dia para Feira de Santana, na Bahia. Demorou quase dois meses para chegar. Não se trata de um fato isolado, há outros livros até para São Paulo, na mesma situação. 

     O pior é que pessoas que estão levando dinheiro de poderosos, tentam nos convencer de que o Brasil está no rumo certo, como se fossemos um bando de idiotas.  

      Acorda, Brasil!

 

 

Filemon Martins

Escritor e poeta

Da Confraria Brasileira de Letras

Do Clube Baiano de Trova, Salvador, Bahia.