sexta-feira, 11 de setembro de 2026

MENSALÃO: UM JULGAMENTO INCOMPLETO - FILEMON MARTINS

 




MENSALÃO: UM JULGAMENTO INCOMPLETO                                                                     

“Mensalão. O maior escândalo da política brasileira, um esquema de compra de votos de parlamentares, denunciado no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT – Partido dos Trabalhadores)”.

                                                                 
      O esquema foi denunciado pelo então deputado federal Roberto Jefferson (PTB) em junho de 2005 ao jornal Folha de São Paulo. Na época, Roberto Jefferson, era acusado de envolvimento em licitações praticadas por funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), ligados ao PTB, do qual ele era presidente. Acuado por uma investigação, ele denunciou o escândalo do Mensalão.

      Segundo o deputado Roberto Jefferson, parlamentares da base aliada do PT recebiam uma “mesada” para votarem a favor dos projetos do governo. Havia também “mensaleiros” que seriam do PL (Partido Liberal), PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), PP (Partido Progressista), PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro), incluindo o próprio PT (Partido dos Trabalhadores).

      Assim, deu-se início a Ação Penal nº 470, no Supremo Tribunal Federal, que, em novembro de 2013 determinou a execução das penas dos condenados. Inicialmente, 25 tiveram prisão decretada, posteriormente um deles foi absolvido ao ter os recursos aceitos pela Corte Suprema. Enfim, nas idas e vindas, Lula escapou, afirmando que nada sabia do Mensalão. Seus companheiros também o pouparam, enquanto seus homens de confiança caíram, Lula se manteve no cargo e se reelegeu em 2006, para infelicidade do país.

      No mês de março de 2014, o Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu o julgamento dos réus acusados no esquema de corrupção, ou seja, a compra de votos com o objetivo de obter apoio político na Câmara pelo PT nos primeiros anos do mandato de Lula. Dos 40 denunciados, apenas 24 foram condenados ao fim do julgamento.

      Na noite do dia 27/08/2003, o então presidente Lula comemorava sua primeira e grande vitória na Câmara dos Deputados. Com 357 votos a favor e 123 contra, era aprovada a Reforma da Previdência,

que taxou pensionistas e aposentados do serviço público federal.

     Nove anos depois, o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que o governo comprou votos para aprovar essa e outras propostas por meio do Mensalão. E foi assim que o Juiz mineiro Geraldo Claret de Arantes considerou a votação inválida ao julgar um processo sobre pensão de uma viúva de servidor público. Houve um roubo, o ladrão foi preso e condenado. Não há motivo para deixar o produto do roubo com a família do ladrão. O próprio ministro Celso de Mello, na época, afirmou que o “caso deve ser enfrentado pelo Supremo Tribunal Federal”. Ele comparou a validade das reformas aprovadas, como a da Previdência Social, à legalidade de sentenças proferidas por juízes corruptos: “É o mesmo que ocorre com um juiz corrupto, no qual suas sentenças podem ser anuladas mesmo que estejam em trânsito julgado”.

      Diante de tudo que foi aprovado pelo Congresso na época, fim do caso Mensalão? - Não! Em entrevista recente, Lula disse que o “julgamento do Mensalão foi 80% político e apenas 20% foi jurídico”. Mais uma bravata do político do PT.      Mas, é muito bom voltar ao assunto, porque o tema vai ficando esquecido: as leis que foram aprovadas entre 2003 e 2005, a reboque do mensalão são ilegítimas. Não é preciso ser advogado para responder. Muitos partidos políticos exploram em seus programas, assuntos como Fator Previdenciário, Reajuste da Tabela de Imposto de Renda etc. Mas não mencionam a taxação de inativos e pensionistas, embutida na Reforma.  - Por que será? Ora, como eu existem outros, se depois de 21 anos de trabalho na Empresa Folha da Manhã S/A; depois, por concurso público, na Prefeitura de São Paulo e por fim também mediante concurso público no Judiciário Federal, agora aposentado, por que tenho que continuar pagando 14% do meu salário? Será que ao me tornar um fantasma vou precisar de outra aposentadoria? Tenho certeza de que nosso sindicato, o SINTRAJUD, entrou com ação na justiça para derrubar essa injustiça cometida contra pensionistas e aposentados do serviço público federal ou pelo menos reduzir o percentual de desconto. Mas, até agora, nada. Fomos enganados. O que era para ser transitório, transformou-se em permanente. Já estamos em 2026.

      Continuo reafirmando aquilo que escrevi no meu livro “FAGULHAS”, referindo-me às reformas aprovadas no governo do PT, através da Emenda Constitucional nº 41, à custa do mensalão: “se não houver anulação desses atos, teremos um caos, porque, por enquanto, ainda contamos com um povo bom e honesto, não obstante o exemplo que vem dos governantes brasileiros”. E acrescento: sem anulação de tudo o que foi aprovado com a compra de votos, chegaremos à conclusão de que o crime compensa e muito.

      Não é por acaso que vivemos tempos tenebrosos no Brasil, com extrema violência, roubos e crimes em todas as cidades e lugares, além de desonestidade em todos os segmentos da sociedade brasileira.

      Estamos em 2026 e é difícil imaginar como anda a consciência daqueles que planejaram tal manobra, cujos resultados são nefastos para o país, aumentando a miséria, a pobreza, a dependência do povo, cada vez maior, ao sistema assistencialista do governo, que prefere ter o domínio do povo pelo cabresto, embora a propaganda oficial pinte uma realidade bonita, mas que nós, mortais que andamos pelas ruas, sabemos que não existe.

      É preciso mudar. Mudar tudo: Congresso, Senado, STF e, especialmente, o comandante do navio Brasil, que, há muito tempo está à deriva.

 

 

FILEMON MARTINS

ESCRITOR E POETA

DA CONFRARIA BRASILEIRA DE LETRAS

DO CLUBE BAIANO DA TROVA

DA ACADEMIA DE LETRAS DE IPAUSSU/SP

 

 


 

 


AGONIA DE UM PAIS, CHAMADO BRASIL - FILEMON MARTINS

 




          

       AGONIA DE UM PAÍS, CHAMADO BRASIL

 

 

                 Enquanto o Brasil está mergulhado numa crise política e moral, sem precedentes na história da República, o governo continua fazendo promessas, que fizera em outros carnavais, mas nunca cumpriu. Agora, pede mais um mandato, tentando enganar o eleitor crédulo, que votou, confiou e por fim, constata que o comandante do navio Brasil jamais se incomodou em cumprir o que fora prometido em sucessivos anos.

                 Ao longo do mandato, viajou, gastou, esbanjou, como se fosse o proprietário único do dinheiro, que é do povo, de quem trabalha e produz, de quem paga altos impostos e taxas e pouco recebe de benefícios para a coletividade. As preocupações e prioridades são outras, não investigar e livrar a cara de mensaleiros, dinheiro sobrando na cueca, responsáveis pelos descontos indevidos dos aposentados do INSS.

        Parece que ao governo não interessam o combate às organizações criminosas, ao tráfico de drogas, ao comércio ilegal, ao aumento da violência e a política de valorização dos trabalhadores. O que importa é aumentar impostos e taxas, a fim de arrecadar mais, com o objetivo escancarado de perpetuar o partido no poder, custe o que custar. Nossos governantes não compreendem que os recursos públicos não lhes pertencem, enquanto as leis não forem cumpridas com rigor, a impunidade continuará medrando e nunca teremos um Brasil decente.

        Precisamos construir, juntos, um Brasil justo e livre, no qual o cidadão de bem possa crescer, viver, trabalhar, estudar e orgulhar-se de sua Pátria e não esta com os poderes da República todos corrompidos, beneficiando políticos trambiqueiros, desonestos, interesseiros, que só sabem negociar gordas propinas na antessala do Palácio do Planalto.

        É bom recordar as palavras de Lula no governo: “QUE NINGUÉM SE ILUDA SOBRE MINHA FIDELIDADE ÀS MINHAS ORIGENS. ESTE É UM GOVERNO DE HOMENS E MULHERES PROBOS. CHEGOU A HORA DA COLHEITA DO MUITO QUE PLANTAMOS”. Bonito, não é mesmo? Muito bom. Mas, infelizmente dentro do governo existem duas frentes distintas, uma é aparente e outra, a real. A aparente é a que se vê na televisão e nas redes sociais. Tudo bem arrumado, certinho, bonito, saúde a contento, educação, transportes, segurança pública, agricultura, tudo perfeito na propaganda oficial. Mas, a real é exatamente o oposto e o povo, infelizmente, quase nem percebe.

        Volta e meia ou sempre surgem denúncias de corrupção, tráfico de influência, favorecimentos, nepotismo, troca de favores, apenas a ponta de um gigantesco “iceberg”, que o brasileiro – cidadão de bem, jamais conhecerá. Pior é que estes maus exemplos são copiados em quase todos os Municípios e Estados brasileiros, onde o partido do governo administra.

        Diante deste quadro triste e desolador, é difícil ser otimista, ainda que reste a Fé e a decência de muitos cidadãos lutando, de uma forma ou de outra, contra essa corja privilegiada que se apossou do Brasil e se julga dona do dinheiro público, presentes no Executivo, Legislativo e Judiciário, onde perpetuam falcatruas para todos os gostos. Até quando o Brasil vai aguentar?

 

FILEMON MARTINS

ESCRITOR, CRONISTA E POETA

DA CONFRARIA BRASILEIRA DE LETRAS

DA ACADEMIA DE LETRAS DE IPAUSSU, SP

 


quinta-feira, 10 de setembro de 2026

O BRASIL ESTÁ DOENTE? - SAUL RIBEIRO DOS SANTOS

 

O BRASIL ESTÁ DOENTE?

 

 

 

O título acima expressa uma metáfora. Geralmente doença é um sinal de alerta e exige providências. A corrupção é uma doença. Doente aqui, não é literal, mas num sentido figurado, uma comparação.

 

                       

       Os casos de corrupção dominam os noticiários. A corrupção é uma doença grave. A doença tem cura e, conforme dizem os entendidos, o remédio é amargo. E mais, o paciente não pode esperar muito tempo. O paciente é o Brasil com suas necessidades e complicações.

       Comentaristas de assuntos políticos afirmam que a cura para essa doença que assola o nosso país depende da atitude dos eleitores nas eleições de 2026. Será que estamos extrapolando os limites da honestidade e da retidão?

              O Brasil precisa da famosa injeção de honestidade. A corrupção pode ser considerada como uma doença grave. Já falamos aqui sobre este tema. Estou ansioso para seguir em frente e passar para outro tema, mas a questão é que toda semana aparece uma sequência de denúncias de casos graves.

             O caso da corrupção, conforme noticiam canais de redes sociais na internet, explodiu porque mexeram de modo profundo nas contas dos aposentados do INSS. Nessa trilha diariamente aparecem casos novos. A Da. Euzimar, compareceu à Câmara e mostrou seu demonstrativo dos valores que recebe mensalmente do INSS informando que o desconto, no caso dela, vinha desde 2024.

             Se você morou por algum tempo na zona rural sabe que algumas plantas permitem ao lavrador fazer a soqueira. Poucos dias depois desse trabalho nascem os brotos. Pois é assim, de modo semelhante, as autoridades vão descobrindo casos que precisam ser seguidos e esmagados. Jornais e outros canais de comunicação informam que surgem novos casos. Lemos que aparecem casos de empréstimos consignados não solicitados pelos aposentados ou pensionistas. O valor chega a uma soma muito alta, por volta de 90 bilhões de reais.

          Pois é. Certamente os efeitos da corrupção influenciarão os resultados das campanhas para as próximas eleições em 2026. Os atuais políticos eleitos que estão no exercício do mandato precisam assumir a posição com muita atenção. Nada de afrouxar as rédeas do controle, mas combater os casos de corrupção e seus participantes. A cura do Brasil depende dos políticos eleitos.

                Pelas notícias e pelas conversas entre os cidadãos das cidades grandes e pequenas, há muita lama escorrendo em muitos setores. Há muita gente importante que estão entre os sujos e os mal lavados. A verdade prevalecerá. Nosso desejo é que o povo brasileiro esteja ao lado da verdade e da honestidade.

            A Pérsia era um poderoso império da antiguidade, especialmente no tempo do rei Assuero. Ao ler a Bíblia encontramos relatos de casos interessantes. Surgem dois personagens importantes, que foram Esther, a rainha e Mardoqueu, que era um homem judeu, grande e honesto administrador, que no império foi o segundo depois do rei. No último capítulo do livro de Esther, que é o capítulo n° 10, no final do versículo 3 daquele capítulo, nos deparamos com o seguinte relato nas Escrituras Sagradas:

           Mardoqueu foi agradável para com a multidão, procurando o bem do seu povo e trabalhando pela prosperidade de toda a sua nação.

             Vemos assim, que se isto foi possível em terras distantes naquele tempo, também é possível no Brasil neste nosso tempo.

 

                    

 Saul Ribeiro dos Santos

Contador e economista aposentado.

Natural de Ipupiara – BA.

saul.ribeiro1945@gmail.com

 

 


INCOERÊNCIAS POLÍTICAS - FILEMON MARTINS

 




                  INCOERÊNCIAS POLÍTICAS

 

 

               A cada dia que passa, aumenta a incoerência já existente na política brasileira. O governo do PT continua atrelado à corrupção já sobejamente conhecida por todos. Não é nenhuma novidade para aqueles que sabem ouvir e interpretar textos, que onde está o PT, sobra corrupção.

               Aliás, onde há muito dinheiro e nenhuma fiscalização, o partido deita e rola. Ao longo destes mandatos, que o povo ingenuamente outorgou, elegendo Lula e Dilma à presidência da República, o partido foi desenvolvendo seu projeto de poder, colocando em pontos estratégicos pessoas de sua confiança.

               No momento certo, cobraram-se os favores. Foi assim que um ministro do STF, sozinho, libertou Lula para concorrer às últimas eleições. Destruíram a Operação Lava Jato porque isso interessava aos vigaristas que se apropriam indevidamente do dinheiro público (do povo). Hoje, vemos o Congresso Nacional com 513 deputados, o Senado Federal com 81 senadores, todos, absurdamente todos calados. O STF, aparelhado ao longo dos anos, transformou-se num polo ditatorial, onde tudo se faz, menos cumprir e proteger a Constituição Federal.

               Chegando ao fim do seu terceiro mandato, Lula pretende ganhar mais um mandato com as mesmas promessas que fez anteriormente e não as cumpriu. Ora, os resultados do governo, no Brasil, são desastrosos. Esbanjou, gastou, como se fosse o dono do dinheiro do povo e ainda pretende um quarto mandato para continuar ludibriando o cidadão, enquanto seus asseclas vão continuar com as negociatas escusas. Hora de mudar, Brasil! Mude o Congresso. Mude o Senado Federal. Mude o STF.

 

FILEMON MARTINS

ESCRITOR, CRONISTA E POETA

DA CONFRARIA BRASILEIRA DE LETRAS

DO CLUBE BAIANO DE TROVA, SALVADOR, BAHIA.

      


EINSTEIN E A EXISTÊNCIA DE DEUS

 



 

Einstein e a existência de Deus

 

 

Durante uma conferência com vários universitários, um professor da Universidade de Berlim desafiou seus alunos com esta pergunta: ”Deus criou tudo o que existe?”.

Um aluno respondeu com grande certeza:

— Sim, Ele criou!

— Deus criou tudo? — Perguntou novamente o professor.

— Sim, senhor — respondeu o jovem.

O professor indagou:

— Se Deus criou tudo, então Deus fez o mal? Pois o mal existe, e partindo do preceito de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau? 

O jovem ficou calado diante de tal resposta e o professor, feliz, se regozijava de ter provado mais uma vez que a fé era uma perda de tempo.

Outro estudante levantou a mão e disse:

— Posso fazer uma pergunta, professor?

— Lógico — foi a resposta do professor.

O jovem ficou de pé e perguntou:

— Professor, o frio existe?

— Que pergunta é essa? Lógico que existe, ou por acaso você nunca sentiu frio?

Com uma certa imponência, o rapaz respondeu:

— De fato, senhor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é a ausência de calor. Todo corpo ou objeto é suscetível de estudo quando possui ou transmite energia, o calor é o que faz com que este corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos se não temos calor.

— E, existe a escuridão? — Continuou o estudante.

O professor respondeu temendo a continuação do estudante: — Existe!

O estudante respondeu:

— Novamente comete um erro, senhor, a escuridão também não existe. A escuridão na realidade é a ausência de luz. A luz pode-se estudar, a escuridão não! Até existe o prisma de Nichols para decompor a luz branca nas várias cores de que está composta, com suas diferentes longitudes de ondas. A escuridão não!

Continuou:

— Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina o raio de luz. Como pode saber quão escuro está um espaço determinado? Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim?! Escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz presente.

Finalmente, o jovem perguntou ao professor:

— Senhor, o mal existe?

Certo de que para esta questão o aluno não teria explicação, o professor respondeu:

— Claro que sim! Lógico que existe. Como disse desde o começo, vemos estupros, crimes e violência no mundo todo, essas coisas são do mal!

Com um sorriso no rosto o estudante respondeu: — O mal não existe, senhor, pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência do bem, é o mesmo dos casos anteriores; o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus. Deus não criou o mal. Não é como a fé ou como o amor, que existem como existem o calor e a luz. O mal é o resultado da humanidade não ter Deus presente em seus corações. É como acontece com o frio quando não há calor, ou a escuridão quando não há luz.

Por volta dos anos 1900, este jovem foi aplaudido de pé, e o professor apenas balançou a cabeça permanecendo calado… Imediatamente, o diretor dirigiu-se àquele jovem e perguntou qual era seu nome. Ele respondeu:

— ALBERT EINSTEIN, senhor! 

 

“O ser humano vivencia a si mesmo, seus pensamentos como algo separado do resto do universo – numa espécie de ilusão de ótica de sua consciência. E essa ilusão é uma espécie de prisão que nos restringe a nossos desejos pessoais, conceitos e ao afeto por pessoas mais próximas. Nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão, para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza em sua beleza. Ninguém conseguirá alcançar completamente esse objetivo, mas lutar pela sua realização já é por si só parte de nossa liberação e o alicerce de nossa segurança interior.”

Albert Einstein

 

 

“Falando novamente ao povo, Jesus disse: ‘Eu sou a luz do mundo. Quem me segue, nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida’.” — João 8:12

 

“Diz o tolo no seu coração: ‘Não há Deus.’” Salmos 53:1

 

“Esta é a mensagem que dele ouvimos e transmitimos a vocês: Deus é luz; nele não há treva nenhuma.” — 1 João 1:5



(E-BOOK "HISTÓRIAS PARA GUARDAR DO ESQUECIMENTO", ORG. DE SAMMIS REACHERS)

 

 

 

 

 


quarta-feira, 9 de setembro de 2026

POR QUE TANTAS MENTIRAS? - FILEMON MARTINS

 




POR QUE TANTAS MENTIRAS?

 

                      

       Nestes últimos tempos, o domínio da mentira tem prevalecido sobre a verdade. A mentira, repetida e colorida com vivas cores, tem manipulado grande parte da sociedade que, aos poucos, vai assimilando a banalização da violência, da falta de caráter, da imoralidade, da corrupção, do crime e da desonestidade, aceitando, de forma passiva o que acontece, como se tudo fosse normal.

       A mentira virou coisa normal, rotina em todos os escalões do governo. Mente-se no Congresso, onde 513 deputados, a grande maioria diz amém às presepadas do presidente. Mente-se no Senado Federal, onde 81 senadores conhecem as mentiras do governo e do STF e são incapazes de dar um pio. Mente-se na Suprema Corte, que nunca foi tão pequena, injusta e desobediente à Constituição Federal quanto agora.

       Afonso Romano de Sant’Anna, de saudosa memória, em seu poema A IMPLOSÃO DA MENTIRA, diz tudo: “Mentiram-me. Mentiram-me ontem e hoje mentem novamente. Mentem de corpo e alma completamente. E mentem de maneira tão pungente que acho que mentem sinceramente. Mentem, sobretudo impunemente. Não mentem tristes, alegremente mentem. Mentem tão nacionalmente que acho que mentindo história a fora vão enganar a morte eternamente. Mentem, mentem e calam, mas nas frases falam e desfilam de tal modo nuas que mesmo o cego pode ver a verdade em trapos pelas ruas. Sei que a verdade é difícil e para alguns é cara e escura, mas não se chega à verdade pela mentira nem à democracia pela ditadura. (...) Mentem partidariamente, mentem incrivelmente, mentem tropicalmente, mentem hereditariamente, mentem, mentem e de tanto mentir tão bravamente constroem um país de mentiras diariamente”.

       Diante do que acontece no Brasil, não seria necessário acrescentar nada, mas o que é pior é que continuam mentindo para o povo, uma vez que os reajustes salariais só ocorrem para os escalões superiores, numa troca de favores, enquanto impostos, alimentos, medicamentos vão aumentando assustadoramente, onerando o povo e o trabalhador cada vez mais.

       Já virou praxe o governo afirmar que está no caminho certo. Que caminho certo é este que nos leva ao caos em todos os setores? Veja a educação: o índice de analfabetismo no Brasil continua alto. Na Bahia, onde o PT governa há 20 anos, o índice de analfabetismo garante a liderança do estado neste quesito vergonhoso. Este índice favorece aos políticos profissionais, mas cria mais um problema para a sociedade, já que pessoas nesta condição tem dificuldade de acesso ao mercado de trabalho e acabam sendo marginalizadas no processo de seleção das empresas.  Vivem excluídos sem obter crescimento profissional. São levados pelo vento da desinformação que reina, em boa parte, nas redes sociais.

       Indústrias, fábricas e lojas estão fechando as portas, pressionadas com altos impostos e taxas. Dessa forma, os trabalhadores são forçados a entrarem para os programas assistenciais do governo, sem perspectiva de futuro melhor.

       Assim, essa organização que se apossou do governo vai continuar vendendo ilusões e sugando o sangue, o suor e o bolso dos trabalhadores, servidores, pensionistas e aposentados do Brasil.

       Chega de mentiras! O povo precisa reagir e através do voto, nas próximas eleições, expurgar esses gastadores do dinheiro público. Democracia significa que o poder emana do povo e é exercido pelos cidadãos ou através de seus representantes, é o que informa os dicionários. Ora, se este ou aquele representante não faz o seu trabalho com decência, ele é prejudicial e deve ser substituído por alguém decente ou que se aproxime deste padrão.

       Não reeleja esses falastrões oportunistas que vivem e querem continuar como parasitas no governo.

Se quiser e for inteligente, você pode dizer: Não à corrupção, às falcatruas, à gastança, sem limites de quem hoje governa o país.

 

FILEMON MARTINS

ESCRITOR, CRONISTA E POETA

DA ACADEMIA DE LETRAS DE IPAUSSU – SP

DA CONFRARIA BRASILEIRA DE LETRAS

DO CLUBE BAIANO DE TROVA, SALVADOR, BAHIA

 

(Fragmentos do livro FAGULHAS, página 114, de Filemon F. Martins)

 


GRINALDA DE TROVAS - FILEMON MARTINS

 




GRINALDA DE TROVAS

Filemon Martins

 

Quero um mundo de ventura

mundo de paz, meu anelo,

porque do amor, da ternura,

- nenhum poema é mais belo.

 

Nenhum poema é mais belo,

quando o amor dá segurança,

o mundo vira um castelo

e inspira tanta esperança.

 

E inspira tanta esperança

este quadro que revelo:

- nenhuma paz é tão mansa

do que um sorriso singelo.

 

Do que um sorriso singelo,

nunca nos foge à lembrança,

vejo assim sem paralelo

no rosto de uma criança.

******

Nenhum poema é mais belo

e inspira tanta esperança,

do que um sorriso singelo

no rosto de uma criança.

terça-feira, 8 de setembro de 2026

O GÊNIO DOS VENTOS CONTRÁRIOS - JOSÉ FELDMAN

 




 O Gênio dos Ventos Contrários


  

Um navio navegava em direção às Ilhas das Especiarias quando o céu se tornou verde como uma esmeralda doente. De um redemoinho que unia o mar às nuvens, surgiu o Gênio dos Ventos Contrários, um ser cujas narinas sopravam furacões e cujos braços eram feitos de névoa.

 

— "Volte!" rugiu o gênio. "Eu sou aquele que sopra para trás todos os sonhos dos homens. Minha lei é o retrocesso, e ninguém avança contra o meu sopro!"

 

Durante sete dias, o navio lutou. Para cada milha navegada à frente, o Gênio soprava o Falcão do Índico duas milhas para trás. Os marinheiros estavam exaustos e as velas em farrapos. Foi então que o capitão, em vez de amaldiçoar o vento, ordenou que todos os seus homens se reunissem no convés para um ato inusitado.

 

— "Não lutem contra o que não podem segurar!" gritou. "Lembrem-se daqueles que nos ajudaram na jornada do lobo e da princesa. Usem o fôlego não para gritar de medo, mas para agradecer!"

 

Começou a entoar nomes: agradeceu ao mergulhador cego pela sua audição, agradeceu aos marinheiros que arriscaram a vida nas sete fontes e agradeceu até mesmo à Princesa Lulwa, que lhe dera o dom de ouvir os pássaros.

 

Ele percebeu que o Gênio se alimentava da frustração e da resistência. Ao ouvir as palavras de gratidão, que são leves e doces, o gênio — que nunca recebera nada além de súplicas e ódio — hesitou. O capitão então usou o grão de areia mágico no ouvido para escutar o pássaro que voava acima da tempestade. O pássaro lhe disse: "O vento só é contrário para quem não sabe para onde ir."

 

O capitão entendeu. Ele ordenou que as velas fossem recolhidas e que o navio navegasse em zigue-zague, usando a própria força do sopro do Gênio para impulsionar a quilha em ângulos agudos. Ao ver que o navio não oferecia resistência, mas sim uma dança de gratidão e astúcia, o Gênio dos Ventos Contrários minguou até se tornar uma brisa suave.

 

— "Tua alma é leve demais para que meus pulmões te alcancem," murmurou o gênio antes de desaparecer.

 

O navio chegou ao seu destino antes de qualquer outro, pois até o que era contra acabou por ajudá-lo.



(FONTE "ECOS DO DESERTO", JOSÉ FELDMAN)


ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA - FILEMON MARTINS

 




ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA

(Desabafo de um cidadão apolítico)

 

 

       Não sou adepto de palavrões, termos chulos, pornográficos e muito menos de violência qualquer que seja ela. Mas, os fatos que estão ocorrendo no Brasil merecem um tratamento de choque. Um amigo outro dia me falou: se eu fosse autor de novelas, minha novela seria sucesso garantido todos os dias. Perguntei: e por quê? – Ele me respondeu: “quando um personagem fizesse alguma maldade, no outro dia eu mandaria aplicar-lhe uma boa surra. Se persistisse na maldade, eu dobraria a surra até que ele aprendesse a lição e se transformasse, ainda que fosse na marra”.

       Pois bem, a onda de crimes, roubos, assassinatos praticados, especialmente nas grandes cidades espalham-se pelo Brasil e merecem que se aplique a teoria do meu amigo. Esses episódios me remetem ao ano de 1982 quando Franco Montoro foi eleito governador em São Paulo. Assim que ele assumiu o governo, desencadeou-se uma onda de protestos e quebra-quebra no centro de São Paulo. Seus adversários políticos gritavam na televisão: - ¨cadê você Montoro? Esse governador é frouxo, não tem pulso para governar¨. E Montoro mandou investigar e descer o cacete, logo se descobriu grupos opositores infiltrados incitando o povo a quebrar e destruir lojas e bancos. O povo, como sempre, usado como massa de manobra, partia para o confronto, enquanto os “infiltrados” saíam fora e ficavam assistindo a barbárie de camarote.

       Não demorou muito e Montoro pôs ordem na casa. Infelizmente, algumas pessoas ou grupos só aprendem na pancada. Não há como aliviar. É aí que entra a teoria do meu amigo: investiguem e prendam. Descubram quem são os mandantes responsáveis e os punam. Persistindo a criminalidade como está ocorrendo nas cidades brasileiras, o cidadão de bem ficará refém de bandidos, que agem às claras, porque sabem que a impunidade reina no país. Se o judiciário não cumprir o seu papel, com seriedade e justiça, teremos dias sombrios neste imenso país, chamado Brasil. Só assim nos livraremos de tanto crime, tanto assalto, tanta barbaridade, tanto corrupto infiltrado em todos os segmentos da sociedade, especialmente na política, roubando o povo que pouco possui.        Precisamos, com urgência, recuperar a credibilidade perdida para termos um Brasil melhor, mais justo, mais feliz e mais humano. É urgente mudar!

       O resto são interesses escusos de quem não quer perder dinheiro ilícito oriundo de propinas e muitos negócios escusos.

       Mas, para isso acontecer, precisamos de um Poder Judiciário sério, isento e ético, o que, convenhamos, está escasso em nossos dias. Ou o Senado Federal e o Congresso Nacional deixarem de ser um balcão de negócios e legislarem em favor do Brasil e dos brasileiros. Até aqui, a impunidade no Brasil tem sido a raiz de todos os males.

     A Bíblia diz: “Ai daqueles que fazem leis injustas, que escrevem decretos opressores, para privar os pobres dos seus direitos e da justiça os oprimidos do meu povo, fazendo das viúvas sua presa e roubando dos órfãos”! Isaías 10: 1-2

     É urgente mudar. Se não mudarmos, o resultado será sempre o mesmo que já estamos assistindo.

Se alguém acha que está bom assim, que durma com a consciência tranquila.

 

FILEMON MARTINS

ESCRITOR, CRONISTA E POETA

DA CONFRARIA BRASILEIRA DE LETRAS

DO CLUBE BAIANO DE TROVA, SALVADOR, BAHIA

 

 


MEDITAÇÃO - MÁRIO BARRETO FRANÇA

 




MEDITAÇÃO

Mário Barreto França


"... E quando a morte vier!..." - O pensamento para,

como suspenso assim por uma exclamação;

e o homem, que se julgava alguma coisa rara,

sente bater medroso e fraco o coração.


- Contempla a reticência astral do céu!... Repara

a agonia do luar que quis ser lindo!... Em vão

buscarás alcançar o que teu sonho criara

pra seres imortal ou teres perfeição.


E quando a morte vier... Hás de ser tão pequeno,

olhos baços fitando este céu tão sereno,

nesta noite infinita em que irás mergulhar...


E um silencio profundo há de deixar-te mudo.

Homem! desperta e crê no teu Criador, que é tudo

o que buscas, em vão, em ti mesmo encontrar.



(LIVRO "NO JARDIM DO SENHOR", PÁGINA 27)

TROVAS DO FILEMON

 


                                                                  (PAI E FILHA)


TROVAS DO FILEMON


No mundo do desamor
ao poeta, nada importa,
se na saudade e na dor
a inspiração o conforta.

“É um prazer bem diferente”
que sinto nos braços teus,
quando sorris, docemente,
dando vida aos sonhos meus.

Nenhum poema é mais belo
e inspira tanta esperança,
do que um sorriso singelo
no rosto de uma criança.

Quando a dor invade o peito,
castigando o coração;
amigo é aquele sujeito
que vem nos dar sua mão.