quarta-feira, 20 de maio de 2026

RELATOS DA PRIMEIRA VIAGEM EM 2026 - 3ª PARTE - SAUL RIBEIRO DOS SANTOS

 

RELATOS DA PRIMEIRA VIAGEM EM 2026 (3ª. parte)

 

Viajar é importante. Agrega e fortalece os conhecimentos. Bom Jesus da Lapa, Ipupiara e Brotas de Macaúbas são Municípios que mostram histórias interessantes.

 

    Como foi dito na parte anterior, dependemos uns dos outros e todos dependemos de Deus. Ninguém vive isolado ou sozinho neste mundo. Em Bom Jesus da Lapa, há poucos anos, foram abertas vagas para primeira turma do GGT-Grupo de Guias Turísticos. Em Lençóis, Andaraí, Palmeira e outras cidades da Chapada Diamantina, há mais tempo foram formados Grupos de Guias Turísticos.

Em Bom Jesus da Lapa, podemos dizer que visitar e observar o Rio São Francisco é quase uma obrigação dos turistas, especialmente aqueles de primeira vez. No dia 30 de março, por volta das 9 horas, eu fui ao local onde há mais de 20 anos chamávamos de cais, e fiquei observando. O veio ou talvegue do rio mudou de lado, pois o maior volume d’água está na parte do poente, em frente ao bairro chamado Barrinha. Não fiquei 5 minutos só ou desacompanhado. Chegou um senhor e falou: vou descer para calafetar o meu barco. Antes de ele descer conversamos por alguns minutos e ouvi as explicações daquele senhor experiente. Me explicou que a maior parte das cidades ribeirinhas estão na margem direita do rio, até chegar na Barragem de Sobradinho.    

           

         Barrinha, um bom local para almoçar e lazer da pesca.


     No mercado municipal do centro é de todo proveito visitar a parte onde estão os boxes de exposição e venda de peixes. O visitante vai encontrar peixes considerados nobres e preferidos por muitos consumidores locais, de outros Municípios e até de outros Estados. Há variedade de peixes como dourado, tambaqui, pescadinha, surubim e outros.

           

               Mesa de Peixes

        Em Bom Jesus aproveitei os dias para rever e conversar com alguns amigos. Não faltam assuntos para se conversar, inclusive sobre a situação da região e do Brasil. Estamos em 2026, portanto é um ano de campanhas políticas. É necessário cautela e muita prudência para não se exagerar no assunto. Não esqueci de, por duas vezes, passar pela oficina do meu amigo Catarino. Fica ali na Av. Manoel Novais, próximas da Praça Marechal Deodoro, atual Praça da Fé. Fui convidado e, é claro, aceitei o convite para almoçar na casa do casal. Participei e saboreei o almoço gostoso.

                   

                                   Sr. Catarino e sua esposa.           


   Estive presente nos cultos de louvor e adoração na Igreja Adventista do bairro São Gotardo e na 1ª Igreja Batista, no centro da cidade, onde tenho muitos parentes, irmãos de fé e muitos amigos. A igreja é um lugar importante, onde, prestando a devida atenção, colhem-se informações essenciais. Ouvi, aprendi e estive meditando no que foi falado sobre a preciosidade do que está escrito no livro de Isaías, capítulo n° 41 e versículo 10. 

     Para finalizar quero citar uma máxima, um lema entre os políticos brasileiros dos primeiros anos do século XX e até 1930. 

O coronel Artur Ribeiro, irmão do meu avô paterno, recebeu a patente do 298° Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional. Ele subia ao palanque e tinha muita facilidade ao discursar em público. Dirigia e dominava bem a palavra.



                     Foto de Artur Ribeiro

       Artur Ribeiro gostava de citar e sempre pronunciava em alto e bom tom um provérbio do imperador Júlio César, que dizia o seguinte: “Mais vale ser o primeiro na aldeia do que o segundo em Roma”. É algo para se pensar. 

Na próxima semana, estaremos escrevendo e falando sobre Ipupiara, uma cidade não muito distante da margem direita do Rio São Francisco.




Saul Ribeiro dos Santos

Contador e economista aposentado.

Natural de Ipupiara

saul.ribeiro1945@gmail.com


RUGAS - DOMINGOS SOUSA

 



RUGAS

Domingos Sousa

(poeta maranhense)


Tenho rugas no rosto e cada ruga

tem para mim um preço especial:

das lágrimas que o tempo dá e enxuga,

são os sulcos deixados por sinal...


São testemunhas mudas dessa fuga,

fuga da vida, a fuga mais real,

iguais a um parasita que algo suga,

levando a mocidade ao seu final.


São os anos, os dias, os momentos,

a vida amargurada, a dor sentida

e vigílias das noites de tormentos!


Também o são - o espelho me mostrou -

na face descorada e envelhecida,

as pegadas do tempo passou...


(LIVRO "ANUÁRIO DE POETAS DO BRASIL" - 1980 - 2º VOLUME, PÁGINA 131)

O TEMPO - RITA ROCHA

 





O TEMPO
Rita Rocha



Debruço-me à janela de outro tempo...

na face, ainda as marcas e a ferida.

Expondo-me ao soprar do contratempo,

esqueço-me da hora e da partida.



O vento não me traz nenhum relato

das dores que inda marcam minha alma,

nem mesmo apaga o resto do retrato,

para que eu fique enfim um pouco calma.



Contanto, me distrai a fantasia;

chegando rota e já esfumaçada,

solfeja um canto de melancolia

por entre a vã cortina desfiada...



O tempo passa, nunca em mim se arrasta;

segue veloz, tão rápido, implacável,

que nem me enxerga e, lépido, se afasta,

ventando rumo ao fim, o inevitável...



Santo Antônio de Pádua - RJ - Brasil

(FONTE AVBAP)

terça-feira, 19 de maio de 2026

SUFOCO - FILEMON MARTINS

 



SUFOCO

Filemon Martins


Tenho certeza de que muitas pessoas têm histórias para contar. Mas enquanto elas não se decidem, vou registrando aqui minhas peripécias pela vida afora. Já faz alguns anos que o diabetes me pegou. De então, tenho perambulado por Unidades Básicas de Saúde, CLÍNICAS, CONSULTÓRIOS E HOSPITAIS à procura de amenizar os problemas decorrentes da enfermidade.
Embora eu colabore com o tratamento, sempre difícil e complexo, os resultados não são animadores. Em 2015/2016 informei ao médico que minhas mãos estavam diferentes. Exame daqui, exame dali, o médico me disse que eu estava com uma Neuropatia Periférica, oriunda do diabetes e por isso a perda da sensibilidade nas mãos e nos pés. Em certo momento tive que fazer uma cirurgia de hérnia umbilical e o médico responsável me pediu uma série de exames, entre eles, uma tal de Cintilografia, que marquei e fui fazer no Laboratório El Diagnósticos, na Penha. Chegando lá, depois de preencher a ficha, uma funcionária nos orientou que eu deveria sair um pouco e comer muita gordura, tipo carne vermelha, mostarda, bacon, maionese, molhos e outros alimentos gordurosos que normalmente você não consome no dia a dia e andar 30 minutos. Depois, voltar para fazer o exame. Fiz tudo isso e voltei. Ocorre que quando entrei na máquina, a médica me abordou e disse que não comi gordura o suficiente. Fui levado para uma sala e lá uma moça me trouxe um pão francês enorme, lambrecado de manteiga e uma caixa de leite integral, equivalente a um litro. Agora, o senhor vai comer esse pão, tomar esse leite e depois vamos tentar fazer o exame. Comi o pão e tomei o leite, mas no final senti vontade de ir ao banheiro. Olhei para o lado e lá estava o banheiro na mesma sala me convidando. Fui. Na hora de sair, quem disse que eu conseguia abrir a porta. Faltou força nas mãos ou a porta travou. E agora? Só eu estava na sala, não havia mais ninguém, minha esposa me esperava em outra sala e sequer imaginava o que estava acontecendo. Minha mochila com o celular estavam com ela. Que fazer? Olhei em torno e havia uma pequena janela no alto da parede. Impossível chegar até lá. Bati na porta e nada. Fiquei em silêncio tentando ouvir alguém passar por ali ou mesmo tentar usar o banheiro e nada. Batia mais forte, nada. Depois de algum tempo ali preso, ouvi passos de alguém, bati outra vez na porta e gritei: ¨tem alguém aí¨? Era um médico, talvez me procurando, respirei aliviado. Ele perguntou quem eu era e disse: - ¨fique calmo. Vamos tirar você daí. Mantenha-se tranquilo¨. E continuou falando: ¨vou chamar o pessoal da manutenção¨. Não demorou muito e ouvi o rapaz da manutenção desparafusando a fechadura. Bate aqui e acolá e gritou:  – afaste-se da porta. Em seguida, ouvi o miolo da fechadura cair dentro do banheiro e a porta se abrir. Que alívio! Fui conduzido para fazer o bendito exame e passando perto de minha esposa, ela comentou: ¨você demorou demais¨. E eu respondi: - também pudera, eu estava preso no banheiro. Agora, quando vou entrar em algum banheiro verifico se a fechadura é fácil de abrir ou não. Depois do sufoco, aprendi a lição.

TROVAS DE JESSÉ NASCIMENTO

 




TROVAS DE JESSÉ NASCIMENTO

(ANGRA DOS REIS/RJ)


A formiga, na labuta,
nos dá profunda lição;
não se curva ao peso e à luta,
vive em perfeita união.

Ah, relógio, meu amigo,
teus ponteiros, como correm!
O tempo voa contigo
e com ele os sonhos morrem...

Após tantos desenganos
e conselhos não ouvidos,
chego ao final dos meus anos
sem ter meus dias vividos.

“Aproveite a promoção”,
na loja, a faixa dizia;
aproveitou-a o ladrão,
num cochilo do vigia.


(ALMANAQUE CHUVA DE VERSOS 
Nº 435/JOSÉ FELDMAN)

FRAGMENTO DO POEMA "O FLAMBOYANT" - MOISÉS ARCANJO FILHO

 



FRAGMENTO DO POEMA ¨O FLAMBOYANT¨
Moisés Arcanjo Filho


Na Praça Santos Dumont
Um Flamboyant foi plantado,
Por mãos carinhosas e meigas
Aquele Flamboyant foi cuidado
Cresceu muito e floresceu
E foi por todos admirado.


Salve, ó árvore sagrada
Presente do Criador,
Que a todo planeta Terra
Com todo cuidado enfeitou,
Que presente tão valioso
Das mãos de Nosso Senhor!


Ó, Flamboyant saudoso
Quantas vezes tão florido
Onde as aves iam cantar.
Hoje totalmente destruído
Sobrou um monte de pedaços
Daquele Flamboyant querido.


Quantas árvores como esta
Já foram destruídas
Para satisfazer interesse
Deixando áreas desprotegidas,
Mãe natureza chorando
Uma ingratidão sem medidas.


(FOCALIZADO EM MEU LIVRO ¨FAGULHAS¨, PÁGINAS 93/95)

QUEM FOI JOÃO ARCI NETTO? - FILEMON MARTINS

 




QUEM FOI JOÃO ARCI NETTO?

            (Justa Homenagem)

Filemon Martins

                                                         


JOÃO ARCI NETTO nasceu em 12 de outubro de 1936. Filho de Maria Guaranésia Arci e Francisco Arci. Era irmão de Nelson Arci, culto e inteligente. Casou-se com Dª Iracy Carvalho Arci, com quem teve três filhos, João Arci Júnior, Jair Francisco Arci e Ana Maria Arci Gaglioni. Tinha quatro netos, a saber, Caroline (filha de Júnior), Nathália e Henrique (filhos de Jair) e Thábata (filha de Ana Maria Arci Gaglioni).
Quando eu o conheci em 1969, ele já gerenciava o Departamento de Créditos e Cobranças, da Empresa Folha da Manhã S/A, proprietária dos Jornais Folha de S. Paulo, Folha da Tarde, Cidade de Santos, Última Hora e Notícias Populares. Naquela época, oriundo da Bahia, o que sempre me chamava a atenção era o fato de nosso gerente, ser formado em Química. Com o passar do tempo, percebi que ele era, de fato, um administrador nato. Nesta época, o Jornal cresceu assombrosamente. Trabalhei com ele por quase 20 (vinte) anos. Até hoje me recordo das lições do Mestre João Arci Netto. Por fim, ele se aposentou e eu continuei por lá. Mas as coisas já não eram como antigamente, não havia mais aquela sensatez e fidalguia que só o nosso gerente tinha. Saturado da empresa privada, prestei concurso público e fui trabalhar na Prefeitura do Município de São Paulo, e, posteriormente também por concurso público, no Judiciário Federal, onde depois me aposentei.

João Arci era um homem do qual se podia dizer que tinha uma alma altamente iluminada. Com todas as suas atribuições inerentes ao cargo, era comum ele se preocupar com funcionários jovens, que, por um motivo ou outro, faltavam as aulas. Sou testemunha destes fatos: ele mandava alguém averiguar junto à família e às vezes na própria escola conversar com a Diretora para saber o que estava acontecendo com aquele estudante. Se confirmados os fatos, ele chamava o funcionário para uma conversa ao pé do ouvido... E tentava ajudá-lo. Já naquela época, ministrava cursos aos funcionários, como DINÂMICA DO DESENVOLVIMENTO PESSOAL, a fim de que pudessem melhorar seu desempenho pessoal. Contratava cursos através do SENAI, que eram ministrados na sede da Empresa, ENSINO CORRETO DO TRABALHO – TWI, RELAÇÕES HUMANAS NO TRABALHO – TWI e MÉTODOS NO TRABALHO – TWI.

Frederico Valente Coelho trabalhou na Folha de São Paulo, no ano de 1975, o Fredy, era Office boy na época e trabalhava com a D. Dirce, secretária de João Arci Netto e me enviou seu depoimento, via e-mail: “Quando li o que você escreveu, percebi que você conseguiu em poucas linhas mostrar quem realmente ele era. Me lembro que minha vida era muito difícil, em muitas das vezes não tinha o que comer, me lembro que não tinha como trabalhar e estudar em Guarulhos, então entrou na minha vida o Sr. João e conseguiu uma vaga no Colégio, um dos melhores, bem próximo da Folha. Foi difícil, pois saía às onze horas da noite e caminhava até a estação da Luz para tomar o ônibus para Guarulhos. Pois o tempo em que trabalhei com o Sr. João, nunca precisei comprar material escolar, pois o mesmo através de um caixa formado pelos executivos da empresa ajudava a todos que não tinham condições de comprar os devidos materiais. Fiquei muito triste em saber que esse bom homem se foi. Hoje, sou alguém na vida porque tive um empurrão do Sr. João Arci Netto. Que Deus o tenha.”

Valmir José também trabalhou na Folha de S. Paulo, no período de 1976/1979 e prestou seu depoimento via whatsApp, dizendo o seguinte: "Eu também fui aconselhado pela Dona Dirce (secretária de João Arci)  e pelo Sr. João Arci a voltar aos estudos, havia um funcionário do RH, Sr. Ronaldo, que sabendo da minha dificuldade, conseguiu uma vaga em uma escola Pública, no bairro da Vila Guilherme. Também foi o Sr. João quem me ajudou a voltar a estudar, nos anos 1978/1979".

O meu amigo JOÃO ARCI NETTO silenciou no dia 27 de abril de 2010, em São Paulo. Agora, com certeza, trilha um caminho de luz no plano espiritual. Perdi um amigo, perdi um irmão e perdi um leitor. Parodiando o grande Mário Barreto França, posso dizer: “ELE ERA BOM; CHORAI COMIGO, A AUSÊNCIA INCONSOLÁVEL DESTE AMIGO, A AUSÊNCIA INCONSOLÁVEL DESTE IRMÃO!” Que Deus dê à família o conforto necessário para suplantar a dor e prosseguir com fé pela vida e pelo exemplo que ele nos deixou.


Obs.: Um agradecimento especial a sua filha Ana Maria Arci Gaglioni, pelas informações que me passou via e-mail, sem as quais seria impossível escrever este texto.


segunda-feira, 18 de maio de 2026

COLUNA DE MARIA THEREZA CAVALHEIRO

 



COLUNA DE MARIA THEREZA CAVALHEIRO

 

Nascido em uma família de poetas, Filemon Francisco Martins é antigo leitor e colaborador desta coluna. Dedicado ao soneto e à poesia livre, trovador experiente, apreciado cronista e articulista, pesquisador paciente e responsável.

Filemon Martins é autor de vários livros, entre os quais “Anseios do Coração” (2011), com poemas, sonetos e trovas; “Fagulhas” (2013), ensaios e “Sonetos e Trovas” (2014).

Com o advento da internet, Filemon Martins passou a publicar seus versos e assim também de outros autores, no Blog Literário do Filemon e, eventualmente em sua página no Facebook.

Seus versos são sonoros, bem metrificados, com técnica perfeita, e expressam criatividade e talento.

Espírito inquieto está sempre em busca de novas formas e experiências literárias, e, em seu livro mais recente, realiza curiosas “Escadas de Trovas” e “Grinalda de Trovas”, quando glosa outros poetas ou seus próprios quartetos.

Filemon Martins explica: “A Escada de Trovas é composta por quatro quadras, a partir de uma a que chamamos de “mãe”. Então, de baixo para cima, construímos uma nova trova, utilizando sempre a sequência de um verso da trova “mãe”.  Esclarece: A Grinalda de Trovas também é construída com quatro quadras, utilizando-se sempre o primeiro verso da trova ‘mãe’ no final da estrofe e começo de outra trova”. Eis um exemplo seu, glosando a própria trova:

GRINALDA DE TROVAS - CRIANÇA

(1ª)

Quero um mundo de ventura,

mundo de paz, meu anelo,

porque do amor, da ternura,

-         nenhum poema é mais belo.

(2ª)

Nenhum poema é mais belo

quando o amor dá segurança,

o mundo vira um castelo

e inspira tanta esperança.

(3ª)

E inspira tanta esperança

este quadro que revelo:

nenhuma paz é tão mansa

do que um sorriso singelo.

(4ª)

Do que um sorriso singelo

nunca nos foge a lembrança.

Vejo assim sem paralelo

no rosto de uma criança.

TROVA MÃE

Nenhum poema é mais belo

e inspira tanta esperança,

do que um sorriso singelo

no rosto de uma criança.

Filemon Martins

 

(JORNAL O RADAR, TEXTO DE MARIA THEREZA CAVALHEIRO, EM MARÇO DE 2016)


QUANDO TUDO DESABA - EBER JAMIL

 




QUANDO TUDO DESABA

Eber Jamil

 


Quando tudo desaba

Algo fica em pé: A minha fé.

Quando tudo desaba

Há algo que possa fazer: Interceder.

Quando tudo desaba

Tenho motivo para sorrir,

Porque Jesus é minha força motriz.

Quando tudo desaba

Aprendo a humildade

Porque só em Cristo

Há possibilidade.

Quando tudo desaba

Há alguém para me socorrer:

Jesus Cristo, o Rei.

Quando tudo desaba

Chego a conclusão

Que dizer “tudo acabou”

É um engano,

Porque em tudo

Deus tem um plano.


(BLOG POESIA EVANGÉLICA, SAMMIS REACHERS) 

LEMBRANÇA - DJANIRA PIO

 




LEMBRANÇA
Djanira Pio


Ontem
passeei sob o luar.
Havia essência de flores
e vozes de insetos
pela relva.
Tudo era belo.
Até mesmo a tristeza
suave
da lua descorada.
Nuvens calmas pelo céu
distante e azul.
Árvores solitárias
e pássaros noturnos,
tudo me fazia lembrar,
nem tristezas
nem recalques,
apenas um gesto,
apenas um gesto
ou uma frase
deixadas para trás.

A ALEGRIA - MÁRIO BARRETO FRANÇA

 



A ALEGRIA

Mário Barreto França

 

Venho do reino das consciências puras

Para o país dos puros sentimentos;

Das boas obras faço mil venturas

E das belas ações áureos talentos.

 

Ponho na alma que aos outros se oferece

A sublime renúncia de quem ama,

A celeste harmonia de uma prece

Que em cascatas de bênçãos se derrama.

 

E esse gozo interior, com que premeio

O que salva na vida um desgraçado,

Vibra e canta feliz dentro do seio

O concerto do amor recompensado.

 

Faze, pois, dessa força que te resta

O poema sublime das virtudes,

Para que o mundo se apresente em festa

Na pureza das suas atitudes.

 

(O Louvor dos Humildes, página 168)

O PERDÃO - FILEMON MARTINS

 




O PERDÃO
          Filemon Martins   

MOTE

Soubesse perdoar mais
um gesto nobre e cristão.
Um mundo cheio de paz
nasceria do Perdão.

GLOSA

SOUBESSE PERDOAR MAIS
melhor a vida seria
que só o amor é capaz
de nos trazer alegria.

Enquanto houver neste mundo 
UM GESTO NOBRE E CRISTÃO
o amor duradouro e fundo
fará bem ao coração.

Bondade nunca é demais
quando se vive em amor.
UM MUNDO CHEIO DE PAZ
longe da guerra e da dor.

Seria o mundo decente
vivendo sem ambição.
A nossa paz, certamente,

NASCERIA DO PERDÃO.



NUNCA MAIS... - FILEMON MARTINS

 




NUNCA MAIS...
 
           Filemon Martins



Nunca mais vou chorar... Minha memória 
quer esquecer o rumo percorrido. 
Quanto tempo passou, estou perdido, 
nada fiz que mudasse a minha história. 


Sonhos perdidos - minha trajetória 
foi procurar o teu amor sofrido, 
mas nunca fui por ti correspondido, 
busquei em vão no amor a minha glória. 


E segui pela vida, num suplício, 
fiz penitência e muito sacrifício 
para encontrar um pouco de carinho. 


Nunca mais te esqueci... Confesso agora: 
meu coração descrente ainda chora, 
- nunca mais encontrei o meu caminho.