sexta-feira, 12 de junho de 2026

A MUSA ENFERMA - CHARLES BAUDELAIRE

 




A MUSA ENFERMA

Charles Baudelaire  (1821-1867)



A morte é que consola e que nos faz viver

O alvo desta vida e a única esperança

Que, como um elixir, nos dá fé e confiança,

E forças para andar até o anoitecer.



Em meio à tempestade e à neve a se desfazer,

E a luz que em nosso lívido horizonte avança,

E a pousada que um livro diz como se alcança,

E onde se pode descansar e adormecer.



E um arcanjo que tem nos dedos imantados

Sono eterno e o dom dos sonhos extasiados,

E arruma o leito para os nus e os desvalidos;



E dos deuses a glória e o místico celeiro

E a sacola do pobre e o seu lar verdadeiro

O pórtico que se abre aos Céus desconhecidos!

 

(FONTE: ALMANAQUE CHUVA DE VERSOS 364, JOSÉ FELDMAN)

 

quinta-feira, 11 de junho de 2026

EM SENDO ASSIM... - CLEIDE CANTON

 



EM SENDO ASSIM...

Cleide Canton

 

Em sendo assim, deponho minha espada.

Recolho meus tropeços mas não choro.

Meus ais não se ouvirão nem eu imploro

por chuvas de verão na minha estrada.

 

A lenda que criei foi apagada

e o canto que eu não canto é mais sonoro.

Os versos que inda faço e não decoro

valseiam numa página virada.

 

Minhas mãos que aplaudiam sem cessar

cada nuvem que pairava sobre o mar,

descansam nesta fase vespertina.

 

Mas o olhar ainda brilha de esperança

ao ouvir um sorriso de criança

em meio à multidão que desafina.

 

(FONTE AVBAP)

AMANDO... E VIVENDO... - FILEMON MARTINS

 




AMANDO... E VIVENDO...

Filemon Martins

 

Como é bom viver amando

um grande amor de verdade

neste eterno amanhecer.

O mundo fica bonito,

o coração mais alegre,

bate forte a inspiração.

 

O céu, embora nublado,

transmite tanta emoção

molhando até os meus olhos.

A natureza se exibe

com flores, cores, perfumes,

neste universo de amor.

 

Como é bom viver amando

neste mundo multicor

um grande amor de verdade.

A vida é sempre um presente

quando se vive contente

sob os aplausos do amor.

A FORÇA DE UM ABRAÇO - SÁ DE FREITAS

 






A FORÇA DE UM ABRAÇO

SÁ DE FREITAS




Como é bom o calor de abraço amigo,

Quando algo de ruim nos turva a vida,

Quando dói, lá na alma, uma ferida

E o coração na paz não encontra abrigo.



Como é bom um abraço no momento,

Em que a gente se vê sem esperança,

Sem rumo a divagar como criança,

Pelas ruas sombrias do tormento.



Ah! Esse abraço vem e nos envolve,

Mesmo que virtual a dor dissolve,

E nos coloca novamente em pé.



Um longo abraço nos devolve a calma;

Um terno abraço fortalece a alma;

Um abraço amigo nos renova a fé.



(FONTE AVBAP)



TROVAS DO FILEMON

 




TROVAS DO FILEMON

 

No meu viver apagado

tive só uma riqueza:

teu olhar – iluminado,

velando a minha tristeza.

   

Quando fores escolher,

faça-o com o coração.

Quem aprendeu conviver,

vive melhor, meu irmão!

   

Fazer o bem, meu irmão,

na terra só traz prazer.

Com certeza o coração

se renova pra viver.


Velhos tempos - que saudade

da infância que tive outrora!

Meus sonhos - fatalidade,

um por um foram embora.

TROVAS DO FILEMON

 





TROVAS DO FILEMON

 

Um exemplo a ser seguido,

crer e amar como ninguém,

que este gesto comovido

não machuca, só faz bem.

 

Abrindo a boca dos ventos,

farfalhando em arvoredos

nascem sonhos, sentimentos

que sufocam nossos medos.

 

Com tanto brilho e beleza,

a vida começa, agora,

prometendo, com certeza,

a luz de uma nova aurora.


Perpassa uma brisa mansa

beijando as águas do mar,

enquanto a tarde descansa

e espera a noite chegar.

 

quarta-feira, 10 de junho de 2026

OBSERVAÇÕES DO AMIGO ARDAGA SOBRE O MEU LIVRO "FAGULHAS"

 




OBSERVAÇÕES DO AMIGO ARDAGA SOBRE O LIVRO DE FILEMON MARTINS:
Caras irmãs e caros irmãos espalhados pela Mãe Gaia:


“Depois de passarmos pela ditadura militar, depois de recuperamos a democracia, o povo readquiriu o direito de votar e escolher seus governantes. Alimentamos novos sonhos, novas esperanças, imaginamos um Brasil digno, decente, menos desigual e mais justo para com seus filhos, mas a falta da caráter, a podridão, a ganância, a desonestidade de nossos políticos cresceram assustadoramente, amparados pela impunidade que toma conta do País.
A corrupção, ou melhor, os corruptos desviam verbas da educação, saúde, habitação, segurança, saneamento básico, transportes, destroem florestas, sugando o suor dos trabalhadores e dos aposentados do
Brasil inteiro, para suas contas bancárias no Brasil e no exterior.
Pior é que, aos poucos, novos escândalos vão surgindo e os velhos vão caindo no esquecimento.”

“Não faz muito tempo, tivemos um presidente neoliberal que chamou os
aposentados de vagabundo. Uma ministra de estado disse que o povo era apenas ‘um detalhe’. Para o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti,, ‘reclamar do nepotismo é coisa de fracassado’.
Agora Lula diz que o brasileiro é comodista, ‘incapaz de levantar o traseiro para buscar juros mais baratos’.
(...)
Ao contrário do que propalava em sua campanha eleitoral, o presidente
acolheu em seu governo pessoas de reputação duvidosa, para fazer reformas e gerir recursos públicos. Como extirpar a corrupção e a fraude, se o próprio governo mantém em seu seio, devedores do INSS e fraudadores de todo jaez?
(...)
Imaginem se o presidente e o pelotão de elite do PT estivessem na oposição, o que diriam da nomeação de ministros que frequentam as páginas dos jornais com escândalos todos os dias? E o que dizer das promessas de campanha feitas ao sabor do vento, que o presidente não cumpriu e jamais irá cumpri-las?
O que existe, de fato, é um plano de poder. Não importa os meios. Não importa como. O que antes era antiético agora é ético, o que era imoral, agora é moral. Tudo se resolve com um troca-troca de favores, a muque do ‘mensalão’.”

“É necessário que o cidadão brasileiro ponha sua memória a funcionar e, através do voto, possa expurgar do Congresso Nacional estes ‘profissionais’ da política que nada acrescentam ao país, mas estão preocupados apenas com suas contas pessoais. Não é tarefa fácil, porque de um lado, estão os representantes dos banqueiros, dos capitalistas, dos defensores das privatizações do patrimônio público, cujos resultados já conhecemos: o dinheiro escapa pelo ralo da improbidade administrativa e o país fica sem patrimônio, sem dinheiro e continua devendo e... muito.
Do outro lado, estão os falsos moralistas que pregavam a ética, a moralidade e uma vez no Poder, tornaram-se elite e armaram esquemas mirabolantes para engordarem suas contas pessoais. Não é possível confiar em quem prometeu e nada fez para cumprir do que prometera. Não é prudente continuar com quem teve em seu redor uma verdadeira quadrilha apropriando-se do dinheiro público, no entanto ‘não sabia de nada, nunca viu nada’ e consequentemente não fez nada. A elite, os banqueiros, os capitalistas e a Comunidade Internacional não têm do que reclamarem.
Mas o povo que acreditou e confiou, agora está diante do descalabro atual e com certeza tem do que reclamar: menos educação, menos emprego, menos saúde, menos segurança, menos investimentos, menos pesquisas e mais impostos, mais evasão de divisas, mais corrupção, mais falcatruas e mais descaso com as estradas brasileiras. Acorda, Brasil!”

Fonte: “Fagulhas”, de Filemon F. Martins, Editora Scortecci

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Como é sadio na convivência intelectual há muito em que concordamos e há muito, também, que vemos diferente. O Filemon (ainda) vê, no país, uma democracia. Eu já não só não a vejo, mas afirmo: NUNCA houve aqui.
Há uma coisa etiquetada de “democracia eleitoral”. Que nós (reles
povão) permite escolher entre merda e bosta de quatro em quatro anos.
Sem que fizesse alguma diferença substancial. E mesmo aquilo que promete ser diferente e contra, antes de chegar ao doce bolo do poder vulgo carta branca (verde-amarela?) de roubar o que quiser e puder, imediatamente após eleição vitoriosa cumpre com o papel secular: rouba a todo vapor. (Você mesmo o descreveu acima.)

Também por isso repito: Enquanto o povo desumanizado – do Mundo – não
assimilar as oportunidades inerentes aos anarquismos (plural!) e, também, seus feitos enquanto por períodos breves como na Espanha pré-fascista em Ação através governos genuinamente populares – e não manter interiorizadas as mentiras e distorções implantadas pelos (que estão no poder) que têm razão de temê-los (as inerentes oportunidades
dos anarquismos), não haverá mudança essencial. E se a Rede Sustentabilidade da Marina e da Heloisa milagrosamente chegaria pelo
funcionalismo da “democracia eleitoral” ao poder, e se ela – a Rede –
mais milagrosamente ainda, não se corromperia..., ainda estaríamos longe de uma Democracia Plena. Do efetivo Poder do Povo.

Tampouco acredito mais (já acreditei!) que nem você naquela máxima do “Bom Povo Brasileiro” vítima dos governantes ruins. O Brasileiro não só vota nos bandidos por ingenuidade. Mas porque admira. E faria a mesma coisa se estiver numa posição privilegiada (nos picos do poder).
É, num lado explicável pelo poder corrosivo do próprio poder. Mas é, também enraizado culturalmente no povo: o Jeitinho Brasileiro é que criou e recria com cada dia o monstro do Jeitão Brasileiro. Da Liga dos Campeões da Corrupção. Onde só craque joga. Do Sarney até Odebrecht. Os intocáveis da Cleptocracia que mata quem estiver no seu caminho.

E a esperança que, como se diz aqui com frequência, nunca morre, no meu caso já tá meio moribundo. Porque com cada ano que passa (to falando agora da minha permanente experiência empírica aqui no Nordeste) percebo que fica cada vez mais difícil de encontrar uma pessoa com a qual sequer conversar, trocar ideia. Porque trata-se de um segmento de Brasileiras e Brasileiros em vias de extinção. Não é acaso que sempre quando puder me “refugio” nas vilas mais remotas da Chapada Diamantina (de preferência SM luz-para-todos). Onde ainda há um punhado de velhos não contaminados pelo ópio bombeado diariamente nas cabeças da nação. Que, entretanto, não conseguem mais passar seus valores (e sua independência) pros seus filhos e netos. A concorrência da cultura do fútil e da submissão e do consumismo-über-alles divulgada e atiçada pela mídia de idiotização e do controle em massa é adversário forte demais pra esses velhos. Se resignam. Esperando a morte levar eles pro um mundo menos alienado.

Gosto muito, entre alguns outros aspectos culturais da nossa região, uma boa cachacinha artesanal. E são uns dos poucos momentos felizes que tenho quando reunido com uns velhos (quase todos eles acima de 70) num botequim numa vila nalgum ermo por aí. Gente que ainda tem a qualidade de ouvir. Quase extinta já! Gente que só fala quando tem algo a dizer. Mais rara que nem diamante. Não só aqui, na Chapada Diamantina!

Mas no momento que entra um dos típicos “novos baianos” (ou pernambucanos ou paraibanos, tanto faz) pego e corro. Pouco ou nada importa se for roceiro ou (pior!) “doutor da cidade”. Porque é garantia que a interminável e insuportável gritaria de banalidades repetitivas (pre-fabricadas e inseridas no sujeito) começa. Tortura (pra mim) que não me submeto mais. Antes, amigo-da-onça! Prefiro tomar minha pinga boa em casa ou no mato, muito obrigado.
E são ESSES (formados por Xuxa, Faustão e Datena...), meu caro amigo otimista Filemon, que estão substituindo gradativamente os velhos. Em termos de VOTOS inclusive.

E isto não me dá esperança nenhuma (que o país acordará). Antes medo.
(Mas espero muito de estar errado! Oxalá!)

Um Mundo – Um Amor – Muitas Culturas

PS: Escrevendo (e assim revivendo) estes horrores reais do país me custa muita energia. E só consigo, que nem agora mesmo, numa escura tarde chuvosa (aleluia!) com um contrapeso emocional. Escutando a belíssima gravação de Rigoletto de Verdi do ano 1989 com Luciano Pavarotti, June Anderson (...) e a “Orchestra del Teatro Comunale di Bologna”.
Isto (me) ajuda a aguentar de ter que remoer o que vivemos aqui, diariamente, ainda em escrito.


* Eu conheci o Ardaga em Ipupiara, Bahia, mas ele residia em Piatã, também na Bahia, e como educador Austríaco, estava pesquisando sobre a morte de Carlos Lamarca, ocorrida em Pintada, distrito de Ipupiara, BA. 



TROVAS DE J. G. DE ARAÚJO JORGE

 




TROVAS DE J. G. DE ARAÚJO JORGE


Por certo a pior solidão
é aquela que a gente sente
sem ninguém no coração...
no meio de muita gente...

Praias longe, em solidão,
fora de todas as rotas,
tal como o meu coração
só com o sonho... das gaivotas...

Enriquece quem mais tira...
Trabalhar? Lenta agonia...
Democracia? Mentira!
Simples Dinheirocracia...

Ó liberdade, o teu crime
é ser burguesa também
e servir a esse regime
em que “só vale quem tem”!

   (Livro TREVOS DE QUATRO VERSOS, - TROVAS, 1964)

TROVAS DE CARLOS RIBEIRO ROCHA


 


TROVAS DE CARLOS RIBEIRO ROCHA


Risque o ódio, companheiro,
mesmo o de graves momentos,
coração não é lixeiro
de guardar ressentimentos.

Trova às vezes é mulher
com muito amor e paixão,
minha andorinha que quer
sozinha fazer verão.

Por certo sou um “banzai”
de homem cá do Sertão,
porém, de minha alma sai
a trova que é um trovão.

Em minha vida, uma briga
acontece, de alto porte:
É o azar fazendo intriga
para não dar vez à sorte.


(Do livro 28 SONS - TROVAS)

TROVAS DO JERRY FILHO

 




TROVAS DO JERRY FILHO



Já dizia um certo nobre
ao filosofar aos seus:
“aquele que empresta ao pobre,
simplesmente dá... Adeus!”

Cada trovinha que escrevo,
muito feliz, qual um bravo
- de quatro folhas – é trevo,
- de amores – é lindo cravo!

Pela sombra do destino
o qual traça a diretriz,
viajo desde menino
na ilusão de ser feliz.

Nesta vida amargurada
onde o mal se opõe ao bem,
a poesia é nossa fada
no Universo ou mesmo além.


(Revista A FIGUEIRA, 1998, página 06)

ESTRAGOS E DORES CAUSADOS PELO DESEMPREGO - SAUL RIBEIRO DOS SANTOS

 

ESTRAGOS E DORES CAUSADOS PELO DESEMPREGO

 

O Brasil está passando por um cenário bem adverso, na política e na economia. Esse ambiente desfavorável continua desestimulando empresários, investidores e consumidores, fazendo aumentar a desconfiança.


 

Nesta semana vamos entrar em temas diferentes daqueles apresentados nas semanas anteriores. Vemos que os brasileiros de todas as partes estão sofrendo os efeitos do subemprego ou do desemprego. Os especialistas em economia e negócios afirmam com argumentos insofismáveis e mostrando números da conclusão a que chegaram, dizendo que o Brasil está mergulhado em dificuldades. Afirmam que uma política passiva, como a benesse (a bolsa) entregue nas mãos (dinheiro que não advém do trabalho) não resolve os estragos. Além disso, a médio e longo prazos fazem piorar a situação. Enquanto isso vai acontecendo, todos assistem a elevação do desemprego. Falam que no Brasil temos cerca de 20 milhões de famílias sendo beneficiadas pelo Programa Bolsa Família. Isso significa aproximadamente 48 milhões de pessoas penduradas no Bolsa Família. E a tendência é aumentar. Esse auxílio deverá ser temporário, até que o nosso patrício sofredor consiga um emprego. Acontece que muita gente em condições de trabalhar, não se move na busca interessada por um emprego. É como dizem no interior do Nordeste, o fulano não levanta uma palha, mas recebe os trocados todo mês. Vemos que o sistema está criando ociosos. Enquanto isso vai acontecendo, todos assistem a elevação do desemprego no Brasil. Só o Estado de Santa Catarina apresenta números favoráveis em registros trabalhistas. Por outro lado, no Nordeste tem muita gente desempregada. O seguro-desemprego é um instrumento útil e muito necessário ao trabalhador quando perde o emprego. É um patrimônio do trabalhador que ameniza os estragos causados após o ser demitido sem justa causa. Todos os responsáveis pela área de RH nas empresas percebem os males imediatos causados pelo desemprego. No entanto, o desemprego causa também males sociais graves, como desajustes na família, maus hábitos profissionais etc., forçando e fazendo surgir a necessidade de nova formação profissional ou um retreinamento na profissão anteriormente registrada em carteira profissional. O fechamento de uma empresa causa o desemprego de muitos trabalhadores e possivelmente perda para os credores onde o trabalhador demitido havia comprado a prazo ou contratado serviços, como cartão de crédito, escola dos filhos. É claro também que a partir do dia da demissão a pessoa vai diminuir as compras nas lojas e supermercados. O comércio e a economia do país sofrerão danos. Quando grande quantidade de trabalhadores perde o emprego, o estrago na economia é imenso e assusta os economistas. Isso traz um grande desperdício de mão de obra de trabalhadores habilitados e competentes. As políticas passivas de assistencialismo não resolvem o problema. A tendência é agravar a situação, tornando as coisas mais difíceis. O que o governo precisa fazer é diminuir impostos e criar condições para que muitas empresas venham para o Brasil. Facilitar a exportação de produtos brasileiros, criar condições para que as empresas aumentem as vendas, admitam mais trabalhadores e recolham mais impostos em função do aumento das vendas. Assim todos serão beneficiados (empresários, trabalhadores e governo). Para finalizar queremos dizer que a Bíblia apresenta solução para todos os casos. A Bíblia não é um manual de economia e não é esse o seu objetivo. No entanto ela não aprova a ociosidade (a pessoa viver na preguiça, sem trabalhar). A Bíblia mostra que o trabalho dignifica o trabalhador. Na carta que o apóstolo Paulo escreveu aos Efésios, no capítulo 4 e verso 28 ele orienta o trabalhador a fazer tudo bem-feito. Fazer o que é bom e útil para a comunidade.



 

Saul Ribeiro dos Santos

Contador e economista aposentado

Natural de Ipupiara – BA.

saul.ribeiro1945@gmail.com


terça-feira, 9 de junho de 2026

QUEM É LAURENTINA DOS SANTOS NOVAIS ? - FILEMON MARTINS

 




QUEM É LAURENTINA DOS SANTOS NOVAIS?

Filemon Martins

 

LAURENTINA DOS SANTOS NOVAIS nasceu em São Paulo a 04/02/1957. Filha do poeta e trovador Jeremias Ribeiro dos Santos e de Guiomar Ribeiro Martins.

Ama a poesia e escreve por vocação. A poetisa aos 15 anos escreveu um hino dedicado ao CENTRO EDUCACIONAL DE IPUPIARA, com o título ¨LUZ NO SERTÃO¨. Fragmentos desse hino: ¨Dos rincões desta terra querida, /deste forte e gigante Brasil, /a semente da luz do saber/já chegou ao Sertão varonil! Levantai a Sagrada Bandeira, /vivo símbolo de nossa Nação, /dando vivas aos nossos heróis/que lutaram por nós no Sertão¨!

De família grande, são seus irmãos: Jeremias Ribeiro Filho (falecido), Gasparino Martins Neto, Carlos Alberto Ribeiro Santos, Mário Ribeiro Santos, David Wilson Ribeiro Santos, Jônatas Ribeiro Santos, Rubens Ribeiro Santos (falecido), Guiomar Martins Santos, Mary Ruth Martins Santos, Noemia Isabel Martins Santos e Maria Janete Martins Santos.

Residiu em São Paulo por algum tempo, quando colaborou com alguns jornais, entre outros, A GAZETA ESPORTIVA, NOTÍCIAS POPULARES e O RADAR, de Apucarana, Paraná. Pertence ao CLUBE DA TROVA DO VALE DO PARAÍBA.

Participou do ANUÁRIO DE POETAS DO BRASIL – 4º volume, páginas 297/302, organizado pelo saudoso poeta Aparício Fernandes, Rio de Janeiro.

Retornando à Ipupiara, tornou-se professora da rede pública, onde se aposentou.

Casou-se com Osvaldo Rodrigues Novais, de Ipupiara, com quem teve os filhos: Valdilaura dos Santos Novais, Jaqueline dos Santos Novais e Mylena dos Santos Novais.

Escreveu JARDIM FLORIDO, que, no entanto, permanece inédito.

Reside atualmente em Ipupiara, Bahia, onde sua casa é, de fato, um jardim florido, bem cuidado e extremamente lindo.