segunda-feira, 13 de julho de 2026

MEU PONTO DE VISTA - FILEMON MARTINS

 




MEU PONTO DE VISTA

Filemon Martins

 

Parece que tudo que aprendemos com nossos pais, como Respeito, Honestidade, Caráter, discernir o que é certo, o que é errado e praticar sempre o Bem, já não tem mais valor. O poder econômico sufocou todas essas virtudes. Tudo o que você imaginar o dinheiro compra, não só bens materiais, mas também as Leis que nos regem através da Constituição Federal. Ora, as Reformas, sejam elas trabalhistas ou previdenciárias nunca deram resultado, porque não se mexeu no problema. – E qual é o problema? – O que causa esse rombo nas contas públicas tem nome, chama-se CORRUPÇÃO e IMPUNIDADE. Tanto uma quanto a outra são defendidas pelos políticos com unhas e dentes. O fim da Operação Lava Jato foi uma prova deste sistema corrupto. O Governo e a Receita Federal nunca tiveram coragem de publicar uma lista oficial dos devedores do INSS. A sociedade não conhece, oficialmente, esses caloteiros que causam rombo nas contas públicas. Depois de algum tempo, descaradamente jogam o prejuízo nas costas de quem trabalha e produz. Há coisas estranhas e erradas pairando sobre o Brasil. Temos um partido político que ministra aulas de como não trabalhar. Um país assim não pode dar certo. A sociedade brasileira, pessoas de bem, éticas e honestas não podem admitir que fichas sujas estejam à frente de ministérios e repartições importantes que gerenciam os recursos públicos. Segundo os jornais e a televisão, descobriu-se agora, (pasmem!) que emendas parlamentares foram encaminhadas para o ex-deputado Eduardo Cunha. Ora, o cidadão está sem mandato na Câmara, e onde anda o órgão fiscalizador interno? É casa da “mãe Joana”? Ah, sim, deve haver cúmplices lá dentro.

Não faz muito tempo, descobriu-se os descontos indevidos dos aposentados do INSS, e alguém se beneficiou com este dinheiro. Quem? Deve ser segredo de Estado.

Enquanto isso, os servidores aposentados e pensionistas do Serviço Público Federal foram enganados pelo “Mensalão” do Lula em 2002/2003, com a taxação de inativos. A promessa é que seria um período transitório, mas o desconto de 14% continua todo mês, após a aposentadoria. Trata-se de um roubo oficializado. Para quem apelar? A justiça? Até agora só engavetou tudo o que diz respeito.

Enfim, essa administração maléfica dos recursos públicos (desvios de verbas), impedem que investimentos sejam feitos na saúde, educação, segurança pública, desenvolvimento social e infraestrutura para o bem de todos os brasileiros. Os conchavos de políticos que atuam nos Ministérios e no Congresso Nacional já foram reprovados pelo povo. Não penalize o Brasil em troca do “Bolsa Família” e outras esmolas. Seja patriota e responsável: PONHA A MÃO NA CONSCIÊNCIA E NÃO ELEJA E NEM REELEJA CORRUPTOS!   

 


TROVAS BRASILEIRAS

 




TROVAS BRASILEIRAS


Eu não maldigo a saudade

que invade a minha emoção!

Maldigo tanta maldade

que fere o meu coração.

Abel B. Pereira


O tempo nos leva tudo,

nossa fé, nossa esperança

e as ilusões de veludo,

quando era bom ser criança.

Humberto Del Maestro


Nesta vida hostil, azeda

e desespero sem par,

rogo a Deus que nos conceda

a coragem de sonhar.

Miguel Russowsky


A paz que tanto buscamos

para a sofrida existência,

depende do que guardamos

no cofre da consciência.

Hilemar de Araújo Costa



PESSIMISMO - HILDEMAR DE ARAÚJO COSTA

 




PESSIMISMO

Hildemar de Araújo Costa


Enquanto avanço neste mar de lama,

vencendo os anos e perdendo a vida,

sou figurante do terrível drama,

num palco incerto de incessante lida.


Eu sei que a morte sutilmente trama

contra a esperança, por demais vencida.

O tempo ilude mas, depois, derrama

os desenganos na ilusão sentida.


E neste jogo de infortúnio e sorte

fica difícil predizer se a morte

merece a crença que define horrores.


É que este mundo, desfazendo o encanto,

transforma a vida na razão do pranto,

deixando a morte receber as flores!

NAMORADOS - NEIDE BARROS RÊGO

 




NAMORADOS

Neide Barros Rêgo


Manhã azul. Dois jovens namorados,

calças arregaçadas na canela,

vão descalços, alheios, abraçados;

o olhar dele, encantado, preso ao dela.


Caminham pela praia deslumbrados

não pela natureza pura e bela.

Estão embevecidos, concentrados

nas palavras de amor ditas a ela.


E, ao ver este casal apaixonado,

deixando marcas fundas, paralelas

na areia fofa e úmida do chão,


meu triste coração, desencantado,

marcado por pisadas e sequelas,

quer retornar ao tempo da ilusão.

domingo, 12 de julho de 2026

CÂNTICO DA ESPERANÇA - FILEMON MARTINS

 


                                    (JARDIM DA LALINHA, IPUPIARA, BAHIA)


CÂNTICO DA ESPERANÇA

Filemon Martins

 

Depois de palmilhar estrada afora,

a vida, sutilmente, me ensinou

que em cada dia nasce nova aurora

e me diz que a Esperança não findou.

 

Na vida muitos sonhos vão embora,

outros chegam... Nem tudo terminou.

A Luz há de brilhar a qualquer hora,

que um futuro melhor já começou.

 

- Ó vós que andais sozinhos pelo mundo

achando que o passado é charco imundo,

praticai sempre o bem seja a quem for.

 

Porque no coração – templo sagrado,

o sonho há de voltar – iluminado -

trazendo sempre uma lição de Amor!

DESEJO DE GASTAR MAIS - SAUL RIBEIRO DOS SANTOS

 

DESEJO DE GASTAR MAIS

 

O governo do Brasil tem fome e sede de mais dinheiro. Contudo, o governo não produz. O governo só tem dinheiro porque arrecada impostos e taxas do povo.

 Economistas e os que trabalham com finanças afirmam que o governo gasta muito e gasta mal. São muitos os trabalhadores leigos no assunto, mas sentem o peso dos impostos, taxas e contribuições. Sentem porque pagam a conta dos impostos. E para conseguir mais dinheiro o governo sente a necessidade de tributar ou taxar mais.

A situação fiscal é grave e quase insuportável. O governo precisa controlar as suas próprias contas e gastar menos. Mas, acontece o contrário, cada ano gasta mais dinheiro. Parece aquela história do homem que tenta enxugar gelo. Enxuga, enxuga, mas nunca aparece a porção seca. De acordo com as notícias dos jornais, a situação é grave, quase insuportável.

O governo gasta muito e o povo não consegue sentir os benefícios, a não ser o Programa Bolsa Família. Na verdade, esse programa deveria ajudar criar condições para as famílias ganharem dinheiro e chegar ao ponto de dizer “não preciso mais do Bolsa Família”, assim o auxílio ficaria para outra família necessitada.

Todos os impostos recaem nas costas do povo através do aumento de preços dos produtos e serviços. A população precisa comprar e pagar alimentos e remédios para sobreviver. Mas os impostos não oneram só os alimentos. Máquinas e automóveis ficam mais caros. Os automóveis são taxados de 48% a 51%. A gasolina recebe alta dose de etanol, e assim o desgaste do carro é maior. 

Muitas pessoas não conseguem pagar as contas e apertam o cinto dos gastos. Outros compram pelo cartão de crédito ou fazem dívidas nos bancos. A quantidade de pessoas endividadas está aumentando. Todos os brasileiros estão querendo saber o que deve fazer para estancar a sangria, a saída do dinheiro indo para o governo. A resposta está com os nossos governantes.


Saul Ribeiro dos Santos

Contador e economista aposentado.

Natural de Ipupiara – BA.

📧saul.ribeiro1945@gmail.com    

 

 

 


CRESTOMATIA DE TROVAS

 




CRESTOMATIA DE TROVAS

(SELEÇÃO DE JOSÉ FELDMAN)  



Perdão no amor que se apruma 

sem guardar mágoas, constrói. 

É flor que enfeita e perfuma  

as mãos de quem o destrói.

Antonio Juraci Siqueira 

Belém/PA


 

Procura longa e constante, 

num sempre querer achar…

Um sonho louco e distante, 

impossível de alcançar…

Antonio Manoel Abreu Sardenberg

São Fidélis/RJ


Nas águas do São Francisco 

rumo aos sertões, por etapa, 

a seca é quem corre o risco 

de ser migrante do mapa!

Austregésilo de Miranda Alves

Senhor do Bonfim/BA


 

Destino é força que esmaga.

Credor austero, tremendo, 

manda a conta e a gente paga  

sem saber que está devendo… 

Barreto Coutinho

Limoeiro/PE (1893 – 1975) Curitiba/PR


 

Nesta terra dividida, 

cada ser que aqui viveu, 

foi página desta vida,

que a própria vida escreveu! 

Campos Sales

Lucélia/SP, 1940 – 2017, São Paulo/SP


 

Nós somos duas tipóias 

na ajuda às forças escassas - 

quando fracasso, me apoias, 

te apoio, quando fracassas!...

Carolina Ramos


MINHA CASA - FILEMON MARTINS

 




MINHA CASA


Filemon Martins



Em frente à minha casa há um jardim

onde os pássaros cantam saltitantes.

Lá dentro há café, beiju e aipim

e a mesa é farta para os visitantes.



A grama verde, as flores e o 

jasmim

acolhem beija-flores

 cintilantes
.
Uma grande varanda que diz

 sim

a quem chega de plagas tão

 distantes.



Em minha casa tenho

 alguns armários
,
e os livros - meus amigos

 necessários

que me ensinam a crer num

 sonho bom.



Creio no amor e em dias

 fulgurantes

enquanto os versos brotam

 abundantes

,
vou escrevendo e assino

 Filemon.

ORAÇÃO DO ABANDONO - ROBERT KENNEDY

 




ORAÇÃO DO ABANDONO 

Robert Kennedy 


Em Tuas mãos, ó Deus, eu me abandono. Vira e revira esta argila, como o barro na mão do oleiro. Dá-lhe forma e depois, se quiseres, esmigalha-a, como se esmigalhou a vida de John, meu irmão. Pede, ordena! Que queres que eu faça? Elogiado e humilhado, perseguido e incompreendido, caluniado e consolado, sofredor e inútil para tudo, não me resta senão dizer a exemplo de Tua Mãe: “Faça-se em mim segundo a Tua palavra”. Dá-me o amor por excelência, o amor da cruz; não o da cruz heroica que poderia nutrir o amor-próprio, mas o da cruz vulgar, que carrego com repugnância, daquela que se encontra cada dia na contradição, no esquecimento, no insucesso, nos falsos juízos, na frieza, nas recusas e nos desprezos dos outros, no mal-estar e nos defeitos do corpo, nas trevas da mente, na aridez e no silêncio do coração. Então, somente Tu saberás que te amo, embora eu mesmo nada saiba. Mas isto basta!


(REVISTA AMPLITUDE, Nº 8, JULHO DE 2026, REVISTA CRISTÃ DE LITERATURA E ARTES)

ESCRÚPULO - JOANYR DE OLIVEIRA

 




ESCRÚPULO

 Joanyr de Oliveira 


Deito o poema na aragem, 

longe dos sacrilégios. 

Os vassalos do metal, 

os abismos, os delírios, 

os tímpanos de pedra e cal, 

as destras mãos na rapina 

e as sinistras nos fuzis, 

os decibéis desvairados 

com quatro pedras nas mãos, 

as volúpias dos cifrões, 

os parlatórios e fossas, 

as fomes palacianas, 

os lobos condecorados 

pelos guantes do Sistema 

não fazem jus ao poema.


(REVISTA AMPLITUDE, Nº 8, JULHO DE 2026 - REVISTA CRISTÃ DE LITERATURA E ARTES) 

AS MERCADORIAS INVISÍVEIS - JOSÉ FELDMAN

 




As Mercadorias Invisíveis


José Feldman

  

Aproxime-se ainda mais, ó Sheik, pois agora entro no terreno do mistério. No Mercado de Silêncio, as prateleiras que os olhos mundanos veem como vazias estão, na verdade, repletas de milagres para aqueles que purificaram sua visão.

 

Quando um homem atravessa o tahara (ritual de purificação) e alcança o estado de ikhlas (sinceridade absoluta), ele deixa de ver apenas tapetes e vasos. Ele começa a enxergar as Mercadorias da Alma.

 

Dizem que, em certas bancas de mármore branco, é possível encontrar o Frasco de Lágrimas de Gratidão. Não é um objeto que se pegue com a mão, mas uma essência que o coração aspira. Quem a 'compra' — oferecendo em troca um momento de verdadeira humildade — recebe o dom de nunca mais sentir amargura, pois seus olhos passam a ver a bênção em cada grão de areia do deserto.

 

Há também o Tecido do Tempo Perdido. Os puros de coração veem meadas de fios dourados que flutuam no ar. Ao tocar esses fios em silêncio, o viajante recupera a sabedoria de todas as horas que desperdiçou com palavras vãs ou raiva inútil. É como se o destino divino permitisse que a alma se remendasse, tornando-se inteira novamente.

 

Vi uma vez um velho miskin (humilde) parado diante de uma banca que parecia deserta. Ele estendeu as mãos vazias e, de repente, seus dedos se fecharam sobre algo que brilhava como o reflexo da lua na água. Era o Espelho da Própria Verdade. Nesse espelho invisível, o homem não vê seu rosto, mas o estado de sua alma. Se a alma está limpa, o espelho emite um calor que cura qualquer doença do corpo.

 

Mas a mercadoria mais rara, ó Nobre Senhor, é o Sussurro do Arrependimento. É um pequeno vácuo de ar que, quando 'adquirido', preenche o peito do homem com uma leveza tal que ele sente que poderia caminhar sobre as nuvens. É o perdão de Alá tornado palpável através do silêncio.

 

Essas mercadorias não têm preço em ouro. Elas são trocadas por súplica silenciosa e pela renúncia ao barulho do próprio orgulho. Quem sai de lá com as mãos aparentemente vazias é, na verdade, o homem mais rico de toda a Mesopotâmia, pois leva consigo tesouros que os ladrões não podem roubar e o tempo não pode corroer."

 

Mustafá suspirou, como se ainda sentisse o peso sagrado daquelas riquezas invisíveis.

 

Escutai com o coração profundo, ó nobres buscadores da luz, pois as prateleiras do Souq al-Samt (Mercado do Silêncio) guardam o que nenhum dirham (moeda de prata) pode comprar.

 

A moral desta história, ó Sheik, é que a verdadeira riqueza de um homem não é o que ele exibe em suas caravanas, mas o que ele cultiva em sua alma quando ninguém o está vendo. Vivemos em um mundo de ornamentos mundanos, onde corremos atrás de sedas que apodrecem e ouros que escurecem, esquecendo-nos de que as mercadorias mais valiosas de Alá são invisíveis aos olhos da ganância.

 

Somente aquele que passou pelo tahara (ritual de purificação) do ego e alcançou o estado de ikhlas (sinceridade absoluta) consegue enxergar a bênção nas pequenas coisas e a sabedoria no tempo perdido. As joias da alma — a gratidão, o arrependimento e a paz — são as únicas que atravessam o portal da morte. Quem sai do mercado com as mãos vazias de objetos, mas o peito cheio de luz divina, é o verdadeiro sultão de seu próprio destino.



(FONTE: "ECOS DO DESERTO", JOSÉ FELDMAN)


sábado, 11 de julho de 2026

ANSEIO - CAROLINA RAMOS

 








ANSEIO

Carolina Ramos



Por mais que em convulsões o mundo trema,
rumo ao caos que implacável nos atinge...
Por mais, seja negado o suave lema,
“Paz e Amor”, que de sangue hoje se tinge...


Por mais que o desencanto fel esprema
nas almas secas de quem já nem finge,
creio sempre num Deus, que é Luz suprema!
Sol que clareia o Bem... e o Mal restringe!


E mesmo envolta em sombras da amargura,
mesmo que os dias sigam mais tristonhos
e a vida cada vez menos segura,


fujo à incerteza que o momento traz,
mantendo vivo, a incrementar meus sonhos,
um doce anseio de encontrar a Paz!


(FONTE AVBAP)

TROVAS DO SINGRANDO HORIZONTES

 




TROVAS DO SINGRANDO HORIZONTES

 

 

Retorno à praça da infância:

é o mesmo antigo jardim!

Só eu mudei, na distância…

Ah! Que saudade de mim!


Alba Helena Corrêa - Niterói/RJ

 

Ninguém sabe, nesta lida,

onde a surpresa é mais forte:

se nos mistérios da vida

ou nos segredos da morte!


Alfredo de Castro - Pouso Alegre/MG, 1922 – 2011.

 

Não irá jamais embora

quem deixou tanta amizade;

a despedida de agora

é presença na saudade.


Almir Pinto de Azevedo - Cambuci/RJ



(SINGRANDO HORIZONTES, ORG. DE

JOSÉ FELDMAN)