terça-feira, 18 de agosto de 2026

SER FELIZ - FILEMON MARTINS







SER FELIZ

                                         Filemon Martins 

 

Ser feliz é nutrir uma esperança

de construir, na vida, um doce lar

repleto de ventura e segurança

que faz, alegre, o coração cantar.

 

É perseguir um tempo de bonança

através deste amor tão singular.

Amor que crê em tudo e não se cansa

de acreditar, sentir, viver, lutar...

 

Felicidade: um sonho realizado,

a vida construída com cuidado                  

acenando um futuro promissor!

 

É confiar em Deus e ter juízo,

é antegozar, na terra, um paraíso,

- ser feliz é doar-se por amor!





 

LEGADO - FILEMON MARTINS

 






 LEGADO

Filemon Martins

 

A noite cai,

a terra está dormindo.

Já é quase madrugada

e a lua, qual jovem namorada

passeia pelo céu sereno e lindo.

 

Minha alma inquieta sonha

e sonhando vai sorrindo,

à procura do amor

que, em sorrisos, vai se abrindo.

 

O tempo vai passando

e eu vejo na viagem

meus sonhos em revoada,

mas o sol está trazendo a aurora

e repintando, de cores, a paisagem.

 

Meu coração vai aprendendo

a conviver com a saudade,

porque cedo ou tarde

quando chegar o fim,

só restarão meus versos

a soluçar por mim.

NA CLÍNICA - FILEMON MARTINS


 







NA CLÍNICA

Filemon Martins


                                             

     Cheguei ao Centro Clínico de Fisioterapia por volta das 09h50. Como todos os dias, a sala da recepção estava lotada.   – “Bom dia” fui logo dizendo, enquanto alguns respondiam: bom dia.
Pouco tempo depois fui chamado a entrar na sala de fisioterapia, onde muitos pacientes já estavam fazendo seus exercícios. Eu tinha que fazer alguns exercícios, tendo em vista uma cirurgia a que me submeti no pé esquerdo. Enquanto o infravermelho era direcionado para o meu pé, fiquei a ler uma revista antiga.
     Mas, aos poucos, comecei a me interessar pelas histórias contadas pelos pacientes. Uns, estavam ali porque sentiam dores no pé, ou na perna; outros, após um infarto ou mesmo uma cirurgia; alguns sentiam dores nas costas, nos braços, no pescoço e uma senhora, a Dona Berta, porque sentia fortes dores na perna esquerda. Terminada a seção de exercícios, lá vinha o médico fazer uma avaliação, “e aí Dona Berta, como está? melhorou a dor?” – Um pouquinho só, doutor, disse Dona Berta e o médico, então, retrucou: - “É a idade, Dona Berta.” A Dona Berta ficou pensativa e em seguida, disse: “não sei não, doutor, minha perna direita tem a mesma idade, mas não está doendo”...
     E assim se foi mais um dia no Centro Clínico de Fisioterapia, mas amanhã tem mais...


(Do livro FAGULHAS, do autor, página 96)

MENTIRAS - FLORBELA ESPANCA

 







MENTIRAS
Ai quem me dera uma feliz mentira
que fosse uma verdade para mim!
J. DANTAS
FLORBELA ESPANCA


Tu julgas que eu não sei que tu me mentes
Quando o teu doce olhar pousa no meu?
Pois julgas que eu não sei o que tu sentes?
Qual a imagem que alberga o peito meu?

Ai, se o sei, meu amor! Em bem distingo
O bom sonho da feroz realidade...
Não palpita d´amor, um coração
Que anda vogando em ondas de saudade!

Embora mintas bem, não te acredito;
Perpassa nos teus olhos desleais
O gelo do teu peito de granito...

Mas finjo-me enganada, meu encanto,
Que um engano feliz vale bem mais
Que um desengano que nos custa tanto!

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

TROVAS DO FILEMON


 






TROVAS DO FILEMON



O vento sopra do mar
e entre folhas e arvoredos
parece até soluçar
murmurando seus segredos.

                    Num vaivém sibila o vento,
ruge forte a tempestade,
- e o som parece um lamento
de quem chora de saudade.

Ouço o marulhar das águas
varrendo a areia da praia,
só não varre aquelas mágoas
que em meu viver fez tocaia.

Lê e escreve o tempo inteiro
algo mais edificante...
É assim CARLOS RIBEIRO
ROCHA altaneira, pensante!

O REINO DAS MÃOS QUE FALAM E O VALE DO ECO MUDO - JOSÉ FELDMAN

 






O Reino das Mãos que Falam e o Vale do Eco Mudo 


José Feldman

  

Aproximem-se, ó buscadores da verdade, pois Mustafá agora vos levará para além das montanhas de Qaf, a um lugar onde o som não encontra eco, mas a alma grita em cores. Preparem seus corações para conhecerem a terra de Al-Samat (O Silêncio Absoluto).

 

Havia um país escondido entre desfiladeiros de cristal, onde nenhum pássaro cantava e nenhuma fonte de água fazia barulho ao cair. Naquela terra, todos os habitantes eram surdos desde o nascimento. Mas não pensem, ó Sheik, que era um lugar de tristeza. Pelo contrário, era o reino da visão interior.

 

Lá, as pessoas não usavam a língua para negociar ou amar. Elas desenvolveram a Língua de Sinais de uma forma tão sublime que cada movimento de dedo era como um verso de poesia. Quando um jovem se apaixonava, ele não recitava odes; ele dançava com as mãos sob a luz da lua, e o ar parecia vibrar com a música que ninguém ouvia, mas todos sentiam.

 

Certo dia, um viajante estrangeiro, um mercador barulhento vindo de terras distantes, entrou no país. Ele gritava suas mercadorias com uma voz poderosa, mas ninguém se virava. Ele tocava trombetas de bronze, mas os guardas apenas sorriam e lhe ofereciam tâmaras. O estrangeiro, sentindo-se ignorado, começou a sentir uma fúria crescente. 

 

— “Eles são tolos!, gritava ele. Não ouvem a minha grandeza!”

 

Um ancião do lugar, percebendo a angústia do homem, aproximou-se. Ele não disse uma palavra, mas tocou o peito do mercador e depois apontou para o horizonte. Com gestos lentos e cheios de dignidade, ele explicou que, naquele país, o barulho era considerado uma fumaça que escondia a verdade.

 

O mercador passou meses ali. Aprendeu que, para 'ouvir' naquela terra, era preciso observar o bater do coração do próximo. Aprendeu que o silêncio era a montaria celestial que levava o pensamento mais longe. Ele viu que, sem o ruído das discussões, não havia discórdia. Os julgamentos eram feitos em absoluto silêncio, onde os juízes liam a verdade nos olhos dos acusados, pois os olhos não sabem mentir como a boca.

 

Quando o mercador finalmente partiu, ele levava consigo o maior tesouro: a capacidade de ouvir o que não é dito. Ele voltou para sua cidade e, embora ainda pudesse falar, tornou-se o homem mais sábio de seu povo, pois sabia que as palavras mais importantes de Allah (Deus) são escritas no silêncio entre um suspiro e outro.

 

Mustafá fechou os olhos por um momento, sentindo a brisa da noite de Bagdá, e concluiu:

 

 

"A lição deste relato, ó Nobre Sheik, é que a verdadeira audição não reside nos ouvidos, mas na atenção que damos à alma alheia. Muitas vezes, o excesso de barulho do nosso próprio orgulho nos impede de entender a linguagem do universo. Quem muito fala, pouco ouve; mas quem abraça o silêncio, descobre que as mãos podem dizer o que a voz jamais alcançaria.”


(FONTE: " ECOS DO DESERTO", DE JOSÉ FELDMAN)


O ENGENHO DE MADEIRA - ANTÔNIO DA COSTA E SILVA

 





O ENGENHO DE MADEIRA

Antônio da Costa e Silva


Na remansosa paz da rústica fazenda,

À luz quente do sol e à fria luz do luar,

Vive, como a expiar uma culpa tremenda,

O engenho de madeira a gemer e a chorar.


Ringe e range, rouquenha a rígida moenda,

E ringindo e rangendo, a cana a triturar,

Parece que tem alma, advinha e desvenda

A ruína, a dor, o mal que vai, talvez, causar.


Movida pelos bois tardos e sonolentos,

Geme, como a exprimir, em doridos lamentos,

Que as desgraças por vir sabe todas de cor.


Ai! dos teus tristes ais! moenda arrependida!

- Álcool! para esquecer os tormentos da vida

E cavar, sabe Deus! um tormento maior!


(FONTE: "COMPOSIÇÕES ESCOLARES", PÁGINA 18) 

QUEM FOI BEVENUTO RIBEIRO? - MÁRIO RIBEIRO MARTINS

 


                  (FOTO CEDIDA POR SAUL RIBEIRO DOS SANTOS)



QUEM FOI BEVENUTO RIBEIRO?

Mario Ribeiro Martins*





Bevenuto Ribeiro dos Santos nasceu na Mata do Evaristo (perto de Ipupiara, Bahia), em 08.09.1910. Filho de Marcolino Ribeiro dos Santos e Arcanja Ribeiro dos Santos. Bevenuto casou-se com Lindaura Ribeiro (Mata do Evaristo, 14.04.1914), com quem teve os filhos Jair Ribeiro dos Santos e Filemon Ribeiro dos Santos. Lindaura era filha de Gasparino Ribeiro dos Santos e Antonia Rosa. Jair casou-se com Eurídice Ribeiro e foi Vereador e Vice-Prefeito de Bom Jesus da Lapa, por volta de 1978. Sobre Filemon ainda não achei informações consistentes. Espero ajuda.
Voltando a Bevenuto, era funcionário do antigo DNOCS (Departamento Nacional de Obras Contra a Seca), em Bom Jesus da Lapa, Diácono da Igreja Batista. A ele devo a minha iniciação como Pregador e Discurseiro, eis que me levava para fazer “pregações” e também para discursar em “comícios políticos”.
Em 1975, com 65 anos de idade, foi consagrado Pastor Batista. Foi Pastor da Igreja Batista de Bom Jesus da Lapa até 1980. Faleceu em 1992, com 82 anos.
Além de mim, com ele vivia também Floriza Ribeiro, que se casou com Policarpo (Militar e era irmã da Dona Lindaura. Depois da minha saída de Bom Jesus da Lapa para estudar no Recife, em 1963, Bevenuto Ribeiro foi consagrado Pastor da Igreja Batista. Não mais tive noticias.
Dona Lindaura foi funcionária dos Correios e Telégrafos, em Bom Jesus da Lapa, até aposentar-se. Em 1962, quando era ginasiano, com 19 anos, residi em sua casa durante um ano. Muito bem tratado. Era eu o encarregado de montar numa bicicleta e levar uma garrafa de café, com lanche, para o seu trabalho. Nesta época, ela tinha 48 anos.
Em 1963, fui estudar no Recife, primeiro no Colégio Americano Batista e depois no Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil. Em seguida, tornei-me Pastor da Igreja Batista de Tejipió. Não mais tive notícia do casal Bevenuto e Lindaura. Posteriormente, mudei-me para Anápolis, como co-pastor da Primeira Igreja Batista, ao lado do Pastor Isaias Batista dos Santos. Em seguida, fiz concurso para PROMOTOR DE JUSTIÇA, aposentando-me em 1998, já como PROCURADOR DE JUSTIÇA. Continuei sem noticias concretas do casal.
Estando em Ipupiara, Bahia, agora em agosto de 2010, encontrei-me com o amigo e parente Salomão Ribeiro que me disse: “DONA LINDAURA ESTÁ VIVA E LÚCIDA EM BOM JESUS DA LAPA. VÁ VISITÁ-LA”.
De 1962 para 2010, são 48 anos que não via a Dona Lindaura. Assim, no DOMINGO 5 DE AGOSTO DE 2010, sai de Ipupiara, sozinho e fui para Bom Jesus da Lapa. Cheguei por volta de 10 horas da manhã e fui direto para a casa dela. Ela estava na Igreja Batista, bem perto de sua casa. Mas, o Saul estava em casa. Foi meu colega de Ginásio, em 1962.
Fomos os dois juntos para a Igreja Batista. As lembranças foram muitas. Quantas vezes fiz pregações do púlpito daquela igreja! A Dona Lindaura estava sentada lá na frente, participando de tudo, inclusive do Coro e de outras atividades.
Terminado o culto, fui cumprimentá-la depois de 48 anos! Ela que tinha sido para mim, uma MÃE, uma PROFESSORA.
Fomos para a sua casa. Nada mudou. Tudo igual. O telhado sem forro. Os quartos na mesma disposição. Só faltava mesmo o TAMBOR DE AGUA, no qual caí em 1962. É que quem chegava muito tarde em casa, não passava mais pela porta que estava trancada. Tinha de pular o muro, pelo fundo.
Pulei o muro, mas me esqueci de que Bevenuto tinha colocado um tambor cheio de água para as necessidades da casa, eis que ainda não havia água encanada.
O almoço foi preparado por Agripina, esposa do Saul, Quesia e companheiras. Antes do almoço, conversei muito com Dona Lindaura. Ela, com seus 96 anos, vaidosa, pinta o cabelo. Terminado o almoço, peguei o carro e segui para Santa Maria da Vitória.
Foi a mais justa visita que fiz em toda a minha vida. Rever Dona Lindaura, depois de 48 anos, estando ela com 96 anos. O restante da viagem pode ser lido no WWW.BLOGDOMARIOMARTINS.ZIP.NET.




*MÁRIO RIBEIRO MARTINS - ERA PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.

domingo, 16 de agosto de 2026

REVISITANDO A INFÂNCIA - FILEMON MARTINS

 








REVISITANDO A INFÂNCIA
Filemon Martins


Refaço, de memória, a longa estrada,
caminhos que trilhei desde menino.
De manhã cedo, ainda na alvorada,
eu preparava a terra, meu destino.

Tempos depois, aposentei a enxada,
para estudar, no chão diamantino.
A vida era feliz lá na Chapada,
quando brilhava a luz do sol, a pino...

Tudo passou, bem sei, tão de repente,
meu coração, parece, anda descrente
e o sentimento, quantas vezes, trunca...

Hoje, guardo no peito, com cuidado,
lembranças que marcaram meu passado
e uma saudade que não passa nunca...

SALMOS DE DAVI RIMADOS (SALMO 23) - GERALDO PERES GENEROSO (IN MEMORIAM)

 


                   (FOTO DE MAISE J. MARTINS, EM ITANHAÉM)



SALMOS DE DAVI RIMADOS (SALMO 23)

  GERALDO PERES GENEROSO IPAUSSU SP.

 

SENHOR, que é o meu pastor e me sustenta,

plácido, em prados verdes faz deitar-me.

Conduz-me às águas que a alma dessedenta

e pelas vias retas me orienta.

Nem a sombra da morte me é alarme.

 

Não temo mal algum, estou Contigo,

seguro, me protege o teu cajado,

e até, se em meu encalço, o inimigo,

ameaçar-me com a vida em perigo,

ainda assim a ti estou confiado.

 

De júbilo meu cálice está pleno,

aprendi a beber Tuas alegrias.

E sob o Teu teto sinto-me sereno,

sob o qual habitarei por longos dias.

 

(Do livro SALMOS DE DAVI RIMADOS, VOLUME 1, GERALDO PERES GENEROSO, 1ª EDIÇÃO-2008, PÁGINA 29)      

O TEAR DO HORIZONTE E O SOPRO DE IDRIS - JOSÉ FELDMAN

 




O Tear do Horizonte e o Sopro de Idris


José Feldman

  

Aproxime-se, ó Sheik, pois para entender o voo, é preciso conhecer as mãos que deram alma aos fios. O criador daquela maravilha não era um mercador de posses, mas um humilde zahid (eremita) chamado Idris, que vivia em uma caverna nas Montanhas de Qaf, onde as nuvens tocam a terra.

 

Idris não buscava ouro, mas o conhecimento místico. Ele passou quarenta anos em isolamento, observando como as águias cortavam o vento e como a luz do alvorecer se entrelaçava com a névoa dos vales.

 

Ele não usava lã de ovelha comum. Dizem que Idris subia ao pico mais alto durante as noites para colher os fios de prata que a lua deixava cair sobre os despenhadeiros. Para as cores, ele não usava pigmentos de mercado; ele colhia o azul do céu refletido nas águas de um lago sagrado e o dourado do último raio de sol antes do crepúsculo.

 

O tear de Idris era feito de madeira de sidra (árvore celestial), e cada vez que ele passava a lançadeira, ele sussurrava uma evocação divina. Ele não estava apenas tecendo um objeto, estava tecendo uma confiança. Ele dizia que o tapete não voaria por causa de magia negra, mas por causa da leveza da alma de quem o comandasse.

 

'Este tapete', dizia Idris aos poucos que o visitavam, 'é um espelho do coração. Se o coração for pesado como o chumbo da ganância, o tapete será como uma pedra. Se o coração for leve como a provisão dado por Alá aos pássaros, o tapete será como uma asa.'

 

Quando o tapete ficou pronto, ele brilhava com uma luz que cegava os desonestos. Idris o entregou a um viajante pobre, pedindo apenas que ele o usasse para espalhar a misericórdia pelo mundo. Infelizmente, através de gerações de cobiça e trocas indignas, o tapete acabou nas mãos de Mansur, o mercador que vocês conheceram na história anterior.

 

Mustafá limpou o suor da testa e olhou para as mãos calejadas dos súditos, concluindo com sua sabedoria:

 

 

"O ensinamento desta história, ó nobres ouvintes, é que a obra reflete o sani. Tudo o que criamos com pressa e desejo de lucro desaparece com o tempo, mas o que é feito com excelência e devoção carrega uma centelha de eternidade. O tapete de Idris falhou com o ladrão porque o roubo é uma âncora de ferro, e ninguém pode alcançar a elevação enquanto carregar o peso do que tirou de outrem.”



(FONTE: "ECOS DO DESERTO", DE JOSÉ FELDMAN)



FESTA DE LUZ - ANTÔNIO CARLOS CÔRTES

 




 

FESTA DE LUZ

Antônio Carlos Côrtes



Férias noturnas.
Sacada praia  Salinas
Sobre as dunas
Olhava luz
Em meio relevo Corcel
Cavalo branco  crinas
Vejo lança S. Jorge
Atenção na lua
Espelho do sol reluz
Astro  rejeitou amante
Esta chorou lágrimas
Muita dor, fez marés
Inundou rios e o mar
O amor acontece
Bem longe do mirante
Escondido na sombra
Brumas, anoitece
Na areia ato de amar
Sem ninguém zombar
Lágrimas da luz
Nos corações
Se transformam
Filhas estrelar
Cobrem o bar bem longe
Do Leblon
Lente zoom
No céu de neon
Em pleno levante
Colado no Morro
Dois irmãos
Garçom, mais um!

Côrtes. 14.08.2026


sábado, 15 de agosto de 2026

TROVAS - ESCADA - FILEMON MARTINS

 




TROVAS – ESCADA

            Filemon Martins


E colhe amor à vontade

quem aprendeu conviver,

que a própria felicidade

é pelo amor convencer.

 

Planta a paz, planta carinho

quem cultiva só o bem.

Nunca se sente sozinho,

nunca magoa ninguém.

 

A semente da bondade

floresce no coração,

para o bem da Humanidade

o amor não faz distinção.

 

Quem semeia em seu caminho

bondade, paz e perdão,

espalha amor, de mansinho,

ajudando o seu irmão!


NO TOPO:


QUEM SEMEIA EM SEU CAMINHO

A SEMENTE DA BONDADE

PLANTA A PAZ, PLANTA CARINHO

E COLHE AMOR À VONTADE.

            Filemon Martins