DEZ ANOS DEPOIS
Filemon Martins
Na política, boa parte da população brasileira tem
memória curta, curtíssima, visto que já se passaram vários anos, décadas de
promessas e mais promessas, e poucas realizações do PT. Na teoria são quase
iguais, apenas mudam para se adequar aos novos tempos, conforme a ocasião, mas
na prática pouco se faz. Enquanto o trabalhador se esfola no dia a dia para
ganhar algumas migalhas, o grupo político que está no poder, se enriquece cada
vez mais. Vamos reler um texto, publicado pela Revista Veja, em 02/03/2016, de
J. R. Guzzo, falecido em agosto de 2025, com o título de AGONIA MORAL:
J. R. GUZZO
(REVISTA VEJA, QUE FOI PARA AS BANCAS EM
02/03/2016)
“O ex-presidente Lula perdeu o bem mais precioso
que poderia ter – a força decisiva para tornar-se alguém que valha a pena como
pessoa e como homem público.
A desmontagem da estrutura ética do ex-presidente
está sendo feita unicamente através de fatos, não de alegações; e são fatos que
não precisam mais ser provados, pois todas as provas já foram exibidas e
confirmadas. Mais: nenhum deles, até agora, foi apresentado ao público
brasileiro pela oposição, que se limita a acompanhar sua divulgação na imprensa
e fazer o mínimo possível de comentários”.
Estamos em 2026, dez anos depois e Lula é
presidente, já no terceiro mandato e continua fazendo as mesmas promessas para
um povo incauto e sem memória. Agora, esbraveja enfurecido, defendendo
organizações criminosas que atuam no Brasil, onde criminosos são protegidos e
trabalhadores são explorados. E há um contingente de interesseiros e
bajuladores que o defendem.
Para nossa ventura, o Brasil é um país grande e
exuberante, com certeza vai sobreviver a esta hecatombe.