quinta-feira, 4 de junho de 2026

A CARTA - FILEMON MARTINS

 




A CARTA

(Lendo o Soneto A Carta Interrompida,

de COLOMBINA – 1882-1963)

Filemon Martins


 

A carta interrompi. Ninguém resiste

que tanto amor acabe desprezado.

Meu mundo colorido ficou triste,

quando escrevi: está tudo acabado.

 

O trauma deste amor inda persiste,

- por que viver assim amargurado?

A minha mão se agita e ainda insiste

em terminar o show já começado...

 

Basta postar a carta já escrita,

tudo acabou, a vida é só desdita,

vou aprender viver no meu limite...

 

No envelope lacrado – quanto medo,

o correio há de levar o meu segredo,

mas o meu coração já não permite!

SONETO DE MÁRIO RIBEIRO MARTINS

 



SONETO DE MÁRIO RIBEIRO MARTINS 

(IN MEMORIAM)

 

Tu queres meu prezado e grande amigo

Vencer o mal com fé, sinceridade?

- Aceita Cristo como teu abrigo

E assim terás a força de vontade.

 

Deixa Cristo viver sempre contigo

Não te deixes levar pela vaidade,

Medita nas palavras que te digo

E viverás em paz, serenidade.

 

Não te esqueças que és um pecador

E precisas saber desta verdade,

Mas sobretudo o auxílio do Senhor.

 

Que tu sejas um grande vencedor

Por meio de Jesus o salvador

Aquele que te dá a eternidade!

AMOR E SAUDADE - FILEMON MARTINS

 

                                      (JARDIM DE LALINHA, IPUPIARA, BAHIA)



AMOR E SAUDADE
Filemon Martins



Vou prosseguindo pelo meu caminho
em busca do meu sonho mais dileto:
- cantar feliz e amar qual passarinho,
que no seu ninho sente-se completo.


Correr ao vento, roupa em desalinho,
plantando amor e paz no meu trajeto,
quero encontrar um pouco de carinho
que me dê paz no mundo sem afeto.


Vejo, porém, que continuo o mesmo,
descrente, sem amor, vagando a esmo
sem encontrar a tal felicidade.


E os sonhos que sonhei em minha vida
vão acenando em triste despedida
cravando, no meu peito, esta saudade.

quarta-feira, 3 de junho de 2026

SAUDADE - c.a. Beiral

 



SAUDADE
                   c.a.Beiral * (poeta carioca)

Dos sentimentos mais cantados, creio
seja a saudade o tema preferido,
e quanto mais a seu respeito eu leio,
menos me considero esclarecido.

Emoção rediviva, sem que o meio
se justifique pelo pretendido,
eu quero crer, e digo sem receio,
que nem me consolar tem conseguido!

Tem mais de sádica que de indulgente,
porque não deixa adormecer na gente,
o que esquecer seria um grande bem...

Mas como pode ter definição,
quando está tão acima da razão,
se não diz quando vai nem quando vem?

*Custódio de Azevedo Beiral

(Do livro “PENÚLTIMAS CANTIGAS”, página 38)

TROVAS DE SAUDADE

 




TROVAS DE SAUDADE
 

Saudade – espelho encantado
que mostra, aos olhos da gente,
toda a imagem do Passado
revivendo no Presente...
P. de Petrus

À saudade dei o braço,
do sonho me fiz amigo,
pois graças a eles eu passo
dias e noites contigo...
José Nogueira da Costa

A solidão me maltrata
e, a brilhar com intensidade,
a lua é um punhal de prata
que me mata de saudade...
Maria Tereza G. Noronha

A saudade, quando ocorre,
sempre causa tanta dor!
Saudade – mal de que morre
quem já morria de amor!
Walter Waeny


(MIL TROVAS DE AMOR E SAUDADE)

SALVE, CASTRO ALVES! - CARLOS RIBEIRO ROCHA

 




SALVE, CASTRO ALVES!
Carlos Ribeiro Rocha (IN MEMORIAM)


Vivendo, embora, a fase Romantismo,
fluía seu civismo com fulgor,
e assim, o moço fez Condoreirismo,
sendo, ele próprio, o fúlgido Condor.

Amando a liberdade com fervor,
e a pulsar em seu peito o patriotismo,
parlamentou, bradou com destemor,
contra aquela vergonha do Escravismo.

Merece não um só, diversos salves,
pelo seu estro e nobres atitudes,
o imortal condoreiro CASTRO ALVES.

Namorante do mar e das amantes,
no mais pleno vigor da juventude
nos legou as “ESPUMAS FLUTUANTES”.


(LIVRO COROA DE SONETOS, PÁGINA 28)

terça-feira, 2 de junho de 2026

RELATOS DA PRIMEIRA VIAGEM EM 2026 - (5ª E ÚLTIMA PARTE)

 

 

RELATOS DA PRIMEIRA VIAGEM EM 2026 (5ª E ÚLTIMA PARTE)



Para muita gente viajar significa a realização de um sonho. Viajar agrega conhecimentos importantes. Escrever relatando fatos da viagem também é muito importante. Faz o leitor sentir as emoções, prazeres e até, eventualmente, aborrecimentos da viagem. 

 

Na semana passada, relatando sobre a 4ª parte da viagem, falamos a respeito do nosso encontro com o diretor de esportes do Município de Ipupiara, o Sr. José Wilson. Recebemos agora a foto do time São José, campeão em 2025. Ganhou o maior prêmio concedido a um time vitorioso neste Município. Parabéns ao time campeão. Parabéns à Sodrelândia pelo time São José, que honrou e representou bem a comunidade.

                   

       

As horas e os dias estavam passando rápido. No dia 3 de abril, ao retornar da casa do primo Izidoro Martins, no Coxim, falei com o Jamir Uber/Ipupiara, esticamos a nossa jornada e fomos para a Vila de Ibipetum e direto ao Bairro do Alto. Tirei uma foto de uma das casas mais antigas construídas no então vilarejo de Gameleira, em 1888. A casa continua firme, bem cuidada e bem zelada pelos atuais proprietários. 

Do Bairro do Alto fomos para a principal avenida do Distrito de Ibipetum. Conversamos com o Sr. Irineu Oliveira Gomes Neto, presidente da Câmara Municipal de Vereadores. Fiz-lhe o pedido de cópias de duas importantes publicações.

                       

   Vereador Irineu, pres. da Câmara de Vereadores e Saul Ribeiro

 

Não posso deixar de falar e agradecer ao irmão Rui Pacheco, de Gentio do Ouro. Certo dia, quando eu estava sentado no saguão do Hotel Ipupiara, recebi das mãos do “Neguinho”, o proprietário de uma loja de confecções ao lado do hotel, um belo e importante livro escrito por vários autores e com a participação ativa desse meu grande amigo de muitos anos. Ele conhece bem a história de Gentio do Ouro e de toda essa nossa região. Eis o título do livro que recebi: “A Riqueza de Gentio do Ouro”.

                       

                           Sr. Rui Pacheco e Saul Ribeiro

 

Na semana seguinte, no dia 10 de abril, chamei o Jamir Uber/Ipupiara e fomos a Brotas de Macaúbas. Resolvi alguns compromissos financeiros. Como o relógio estava marcando 13 horas, falei com o Jamir e fomos almoçar no restaurante Maria Bistrô, do meu amigo e escritor Dadá. Eu almocei várias vezes neste restaurante, mas isto foi no final de 2022. Pensei que o Dadá tinha esquecido. Mas quando eu estava saindo do carro, ele, ainda lá dentro, levantou a voz e foi falando:  Seja bem-vindo meu amigo! Este é um bom restaurante, coloca à disposição dos clientes um bom cardápio e aceita reservas de mesas para ocasiões especiais.

               

                            Restaurante Maria Bistrô

                    

                Ocasião especial no Restaurante Maria Bistrô

      

Aproveitei o ensejo e fomos à casa do amigo Wanderley Matos. Conversamos por alguns minutos e em seguida o Jamir pegou o carro, fez a volta e seguimos na direção indo para Ipupiara. 



Quero afirmar que a primeira viagem em 2026 foi positiva e trouxe bons resultados. Aliás, como foi falado no início, viajar para longe ou perto, por muitos ou poucos dias pode ser considerado como sendo o estágio prático de um curso importante. Viajar agrega conhecimentos.            

Por último, quero dizer que em breve, não sei exatamente quando, estarei de volta. 

Após escrever estas últimas palavras lembrei-me de que o apóstolo S. Paulo fez muitas viagens e todas tinham um objetivo, que era pregar o evangelho, anunciando a mensagem que transforma vidas. O apóstolo sabia onde buscar forças e poder para conseguir os objetivos.  (Filip. 4: 13).



Saul Ribeiro dos Santos

Contador e economista aposentado.

Natural de Ipupiara.

📧saul.ribeiro1945@gmail.com 

 

 


TROVAS - COLUNA DE MARIA THEREZA CAVALHEIRO, JORNAL O RADAR.

 



TROVAS – COLUNA MARIA THEREZA CAVALHEIRO,

JORNAL O RADAR, FEVEREIRO – 2015.



Com fervor, ao Pai Divino,

Criador deste Universo,

pedi pão quando menino:

deu-me o consolo do verso.

        JERRY FILHO


Meu coração vai à luta,

indefeso e apaixonado,

como se fosse um recruta

pisando em campo minado!

        THEREZINHA D. BRISOLLA


Condeno a pena de morte,

ao me lembrar de Jesus,                   

que sem merecer tal sorte,

for martelado na cruz.

        ARLINDO NÓBREGA


Não há dizer que defina

o doce amor da mulher.

quando toca, mescla, ensina,

faz do homem o que bem quer!

        JORGE FREGADOLLI

segunda-feira, 1 de junho de 2026

TROVAS DO FILEMON

 







TROVAS DO FILEMON


Não me fascina, na vida,
Poder ou fama alcançar,
Que a vitória merecida
É pelo Amor triunfar!


Saudade é o cantar tristonho
Do canário, no Sertão.
É sentir que o nosso sonho
Não passou de uma ilusão.


Assim é que vejo a vida:
Uma estrada singular,
Às vezes erma e cumprida
Que a gente tem que trilhar.


Não sei em que mundo vives
Sem amor, sem compaixão.
Tudo que pregas e dizes
São mágoas do coração.

JUSTIFICATIVA - THÉO DRUMMOND

 






JUSTIFICATIVA
THÉO DRUMMOND (1927 - 2015)




Perdoa pelo amor que já te dei,
e sem explicação não te dei mais.
O fato é que me fui, não te esperei,
sei que isso foi terrível, foi demais.


Mas sou assim, e nunca mudarei.
Para trocar de amor eu sou capaz
de me esquecer de tudo o que ganhei,
na certeza de que isso tanto faz.


Talvez um dia eu vá me arrepender
por ser assim tão pouco preocupado
se vou fazer alguém chorar, sofrer.


É que sofri demais no meu passado:
um amor que me fez quase morrer
por me fazer sentir tão mal amado.

DIREITO COMO FENÔMENO SOCIAL - MÁRIO RIBEIRO MARTINS

 




DIREITO COMO FENÔMENO SOCIAL.

Mário Ribeiro Martins (07/08/1943 - 18/03/2016)



Com o titulo sugestivo de Sociologia Jurídica se pretende considerar o direito à luz da Sociologia, com os métodos da Sociologia ou em função da Sociologia, isto é, em relação com os demais fenômenos sociais. Os fenômenos do direito, às vezes, têm sido tratados de forma abstrata e imaginária. A Sociologia do Direito se apresenta exatamente como uma reação a esta forma de tratamento.

O fato jurídico, como disse Renato Hubert, em ARCHIVES DE PHILOSOFIE DU DROIT ET DE SOCIOLOGIE JURIDIQUE, encarado sociologicamente, se alarga até identificar-se com o fato social ou até representar o fato social em sua totalidade.

O direito, como fenômeno social, no entender de Cláudio Souto, é norma social de intensidade mais alta. Daí a razão porque a Sociologia Jurídica tem também a função de inquirir, de analisar e de investigar a sistemática jurídica e que vai desde a descrença no funcionamento do sistema jurídico até os problemas de direito que afetam a sociedade.

Ainda assim, o direito se apresenta como fator de equilíbrio entre os indivíduos e grupos dentro da sociedade, donde é válida a observação de Emile Durkheim de que o direito é um símbolo visível de toda a interação social.

Quando se fala em função social desempenhada pela ordenação jurídica tem-se o direito como fenômeno social, para o qual se volta a Sociologia Jurídica. A boa e correta aplicação do direito constitui fator de tranquilidade social.

Assim, não basta dizer que a finalidade do direito é dar garantia e segurança, eis que, tais palavras nada significam, se não estiverem voltadas para o bom e desejável, enfim para o bem-estar social.

 

(LIVRO "SOCIOLOGIA GERAL & ESPECIAL". Anápolis, Walt Disney, 1982, página 378).



(FOCALIZADO EM MEU LIVRO ¨FAGULHAS¨, PÁGINAS 134/141)


SINTO VERGONHA DE MIM - CLEIDE CANTON

 




SINTO VERGONHA DE MIM!

Cleide Canton



“Por ter sido educadora de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.
Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
Que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o “eu” feliz a qualquer custo,
buscando a tal “felicidade”
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.
Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos “floreios” para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre “contestar”,
voltar atrás
e mudar o futuro.
‘Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo
que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer…
Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim,

tenho tanta pena de ti, povo brasileiro"!

TROVAS DE MATUSALÉM DIAS DE MOURA

 




TROVAS DE MATUSALÉM DIAS DE MOURA


Sozinho na correnteza,

sempre a me fazer de forte,

vou remando com destreza,

tentando driblar a sorte.


Dai-me a calma, ó, meu Jesus,

eu te peço em oração.

Quero levar minha cruz

com amor no coração.


Quando vem a desventura,

junto a Deus eu busco a luz,

e Ele, com mão segura,

me socorre e me conduz.


Não levo mágoas comigo,

e tampouco o desamor;

levo a paz de um Deus amigo,

parceiro da minha dor.



(LIVRO "SELETA DE TROVAS" )