quarta-feira, 15 de julho de 2026

SALVE, CASTRO ALVES - CARLOS RIBEIRO ROCHA

 




SALVE, CASTRO ALVES


Carlos Ribeiro Rocha


Vivendo, embora, a fase Romanismo,

fluia seu civismo com fulgor,

e assim, o moço fez  Condoreirismo,

sendo, ele próprio, o fúlgido Condor.


Amando a liberdade com fervor,

e a pulsar em seu peito o patriotismo,

parlamentou, bradou com destemor,

contra aquela vergonha do Escravismo.


Merece não um só, diversos salves,

pelo seu estro e nobres atitudes,

o imortal  condoreiro CASTRO ALVES


Namorante do mar e das amantes,

no mais pleno vigor da juvntude

nos legou as "ESPUMAS FLUTUANTES".

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                ......................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................

TEMPO PARA AMAR - ADRIANA SKAMVETSAKIS

 





TEMPO PARA AMAR

Adriana Skamvetsakis



Ame hoje como nunca amou antes...

Ame hoje como se fosse a primeira vez, com toda intensidade que o encantamento é capaz de produzir...

Ame hoje como se fosse a última vez, com toda profundidade que a despedida pode exigir...

Ame hoje como se fosse um recomeço, com toda resiliência que o perdão pode ensinar...

Ame hoje, com generosidade, leveza e bondade...

Ame hoje, pois o amor é semente para o futuro, alimento para o presente e cura para o passado...

Ame hoje, pois sempre é tempo para amar, para ser amado(a), para aprender a amar...

O amor é sempre a melhor resposta e o maior presente!

15.07.2026

 


terça-feira, 14 de julho de 2026

O MERCADOR CEGO - JOSÉ FELDMAN

 




O Mercador Cego


José Feldman

  

Escute com o coração, ó Protetor dos Desamparados, pois a história do mercador cego é o brilho mais puro de Samarcanda. No canto mais profundo do Souq al-Samt (Mercado do Silêncio), onde a sombra das tamareiras toca o mármore frio, vivia um homem chamado Rashid.

 

Rashid era cego de nascença. Seus olhos eram como duas pérolas foscas que nunca viram a luz do sol. Diante dele, não havia tapetes de seda ou vasos de ouro, mas apenas uma pequena bacia de madeira de sândalo, aparentemente vazia.

 

Diziam os mercadores que Rashid guardava as Joias da Paciência.

 

Certo dia, um jovem rico e impaciente, que buscava poder imediato, parou diante dele. O jovem não compreendia o silêncio e, quebrando o ritual, sussurrou: — 'Velho, onde estão as joias? Só vejo uma bacia vazia!'.

 

Rashid não se irritou. Ele apenas sorriu, um sorriso que parecia vir de um paraíso distante. Ele mergulhou a mão na bacia e, para quem tinha a alma limpa, era possível ver que seus dedos seguravam pedras que brilhavam com uma luz violeta e suave. Eram as joias esculpidas pelo tempo, formadas por cada segundo que um homem espera sem reclamar, por cada dor suportada com gratidão.

 

— “As joias da paciência não se veem com a visão física, meu filho”, disse Rashid com uma voz que parecia o deslizar da areia. “Elas são pesadas. Cada uma carrega o peso de um desejo que foi sacrificado em nome da paz. Quem as possui, não precisa de exércitos, pois sua força é a tranquilidade da alma que ninguém pode abalar.”

 

O mercador cego explicou que ele 'lapidava' aquelas pedras invisíveis ouvindo o crescimento das flores e o movimento das estrelas. Para ele, a cegueira não era um infortúnio, mas um véu que Alá colocara para que ele não se distraísse com as cores falsas do mundo e pudesse focar na verdadeira luz interna.

 

O jovem, tocado por uma súbita humildade, pediu uma daquelas joias. Rashid estendeu a mão e 'entregou' o vazio. No momento em que o jovem aceitou o presente invisível, sentiu um peso enorme em sua palma, seguido por uma calma que nunca experimentara. Ele compreendeu que a paciência não é esperar que algo aconteça, mas a aceitação serena de que tudo acontece no tempo de Allah (Deus).

 

Rashid continuou ali, sentado em seu silêncio, guardando tesouros que os reis cobiçariam se soubessem que a maior riqueza de um homem é a capacidade de esperar com o coração em paz."

 

Escutai com as orelhas da alma, ó nobres ouvintes, pois a luz que guia o cego Rashid brilha mais que o próprio sol ao meio-dia.

 

A moral desta história, ó Sheik, é que a verdadeira visão interior não depende da luz que entra pelos olhos de carne, mas da luz que emana do coração em estado de paciência. O mundo é um mercado de ilusões onde os homens correm atrás de ouro e glórias que o vento apaga, mas quem cultiva a paciência lapida joias que nem o tempo pode corroer.

 

Muitas vezes, reclamamos da nossa necessidade ou do nosso infortúnio, sem perceber que é no silêncio da espera e na aceitação do destino divino que as maiores riquezas são forjadas. O mercador cego era o homem mais rico de Samarcanda não pelo que possuía na mão, mas pela tranquilidade da alma que o tornava imune às tempestades da vida. Quem tem paciência, tem o próprio Alá como guia, e para esse, o invisível torna-se a única realidade que importa.

 

Mustafá inclinou-se profundamente, encerrando sua jornada por Samarcanda.



(FONTE: "ECOS DO DESERTO", ORG. DE JOSÉ FELDMAN)


SÃO DESCRIÇÕES DO ATO DE ESCREVER

 




 

SÃO DESCRIÇÕES DO ATO DE ESCREVER:



"Escrever é fácil: você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca ideias." (Pablo Neruda)


"Escrever é, simplesmente, uma maneira de falar sem que nos interrompam." (Sofocleto)

"É preciso escrever o mais possível como se fala e não falar demais como se escreve." (Sainte-Beuve)


"O ato de escrever é a arte de sentar-se numa cadeira." (Sinclair Lewis)


"Somos todos escritores. Só que uns escrevem, outros não."(José Saramago)

"Escrever é ter coisas para dizer." (Darcy Ribeiro)

"Perdoe-me, senhora, se escrevi carta tão comprida. Não tive tempo de fazê-la curta." (Voltaire)


"Reescrevi 30 vezes o último parágrafo de 'Adeus às Armas' antes de me sentir satisfeito." (Ernest Hemingway)


"Uma história se conta, não se explica." (Jorge Amado)


"Escrevo para que meus amigos me amem ainda mais." (Gabriel García-Márquez)

"Quem não lê não escreve." (Wander Soares)

"Cada um escreve do jeito que respira. Cada um tem seu estilo. Devo minha literatura à asma." (Fabrício Carpinejar)

"Escrever é um ato de liberdade." (Martin Amis)


"Escrever é uma forma de a voz sobreviver à pessoa." (Margaret Atwood)

"De escrever para marmanjos já me enjoei. Bichos sem graça. Mas para crianças um livro é todo um mundo." (Monteiro Lobato)


"Quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer é porque um dos dois é burro." (Mário Quintana)

"Existem três regras para escrever ficção. Infelizmente ninguém sabe quais são elas." (W. Somerset Maugham)

"O autor escreve apenas metade de um livro. A outra metade fica por conta do leitor." (Joseph Conrad)


"Corrigir uma página é fácil, mas escrevê-la, ah, amigo! Isso é difícil." (Jorge Luis Borges)


"Escrever não é fácil ou difícil, mas possível ou impossível." (Camilo José Cela)

"Escrever é deixar uma marca. É impor ao papel em branco um sinal permanente, é capturar um instante em forma de palavra." (Margaret Atwood)

"Eu escrevo como se fosse salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida." (Clarice Lispector)

"Para escrever bem é preciso uma facilidade natural e uma dificuldade adquirida." (Joseph Joubert)


"Escrever não é nada mais senão ter o tempo de dizer: estou morrendo." (Gaëtan Picon)


"Uns escrevem para salvar a humanidade ou incitar lutas de classes, outros para se perpetuar nos manuais de literatura ou conquistar posições e honrarias. Os melhores são os que escrevem pelo prazer de escrever." (Lêdo Ivo)


"Escrever é sacudir o sentido do mundo." (Roland Barthes)



Luiz Caversan, 56 anos, é jornalista, produtor cultural e consultor na área de comunicação corporativa. Foi repórter especial, diretor da sucursal do Rio da Folha, editor dos cadernos Cotidiano, Ilustrada e Dinheiro, entre outros. Escreve aos sábados para a Folha Online.


Texto publicado no portal Folha On Line em 21/10/2006, conteúdo aberto ao público.

 

 

TROVAS DO FILEMON

 




TROVAS DO FILEMON

 

Não sei em que mundo vives

sem amor, sem compaixão.

Tudo que pregas e dizes

são falácias sem razão.

 

Nesta vida, meu amigo

a Lei é justa e eficaz:

É o retorno que bendigo

de tudo que a gente faz.

 

Quanta gente se imagina

no mundo ser imortal.

Não vê que a vida termina

num silêncio sepulcral.

 

Eu creio que nossa vida

neste Planeta acabou.

Tudo agora é despedida

porque o moderno chegou.

 

Para que agradar a todos,

se a vida é breve jornada?

Melhor viver sem engodos

e vencer a caminhada.


segunda-feira, 13 de julho de 2026

MEU PONTO DE VISTA - FILEMON MARTINS

 




MEU PONTO DE VISTA

Filemon Martins

 

Parece que tudo que aprendemos com nossos pais, como Respeito, Honestidade, Caráter, discernir o que é certo, o que é errado e praticar sempre o Bem, já não tem mais valor. O poder econômico sufocou todas essas virtudes. Tudo o que você imaginar o dinheiro compra, não só bens materiais, mas também as Leis que nos regem através da Constituição Federal. Ora, as Reformas, sejam elas trabalhistas ou previdenciárias nunca deram resultado, porque não se mexeu no problema. – E qual é o problema? – O que causa esse rombo nas contas públicas tem nome, chama-se CORRUPÇÃO e IMPUNIDADE. Tanto uma quanto a outra são defendidas pelos políticos com unhas e dentes. O fim da Operação Lava Jato foi uma prova deste sistema corrupto. O Governo e a Receita Federal nunca tiveram coragem de publicar uma lista oficial dos devedores do INSS. A sociedade não conhece, oficialmente, esses caloteiros que causam rombo nas contas públicas. Depois de algum tempo, descaradamente jogam o prejuízo nas costas de quem trabalha e produz. Há coisas estranhas e erradas pairando sobre o Brasil. Temos um partido político que ministra aulas de como não trabalhar. Um país assim não pode dar certo. A sociedade brasileira, pessoas de bem, éticas e honestas não podem admitir que fichas sujas estejam à frente de ministérios e repartições importantes que gerenciam os recursos públicos. Segundo os jornais e a televisão, descobriu-se agora, (pasmem!) que emendas parlamentares foram encaminhadas para o ex-deputado Eduardo Cunha. Ora, o cidadão está sem mandato na Câmara, e onde anda o órgão fiscalizador interno? É casa da “mãe Joana”? Ah, sim, deve haver cúmplices lá dentro.

Não faz muito tempo, descobriu-se os descontos indevidos dos aposentados do INSS, e alguém se beneficiou com este dinheiro. Quem? Deve ser segredo de Estado.

Enquanto isso, os servidores aposentados e pensionistas do Serviço Público Federal foram enganados pelo “Mensalão” do Lula em 2002/2003, com a taxação de inativos. A promessa é que seria um período transitório, mas o desconto de 14% continua todo mês, após a aposentadoria. Trata-se de um roubo oficializado. Para quem apelar? A justiça? Até agora só engavetou tudo o que diz respeito.

Enfim, essa administração maléfica dos recursos públicos (desvios de verbas), impedem que investimentos sejam feitos na saúde, educação, segurança pública, desenvolvimento social e infraestrutura para o bem de todos os brasileiros. Os conchavos de políticos que atuam nos Ministérios e no Congresso Nacional já foram reprovados pelo povo. Não penalize o Brasil em troca do “Bolsa Família” e outras esmolas. Seja patriota e responsável: PONHA A MÃO NA CONSCIÊNCIA E NÃO ELEJA E NEM REELEJA CORRUPTOS!   

 


TROVAS BRASILEIRAS

 




TROVAS BRASILEIRAS


Eu não maldigo a saudade

que invade a minha emoção!

Maldigo tanta maldade

que fere o meu coração.

Abel B. Pereira


O tempo nos leva tudo,

nossa fé, nossa esperança

e as ilusões de veludo,

quando era bom ser criança.

Humberto Del Maestro


Nesta vida hostil, azeda

e desespero sem par,

rogo a Deus que nos conceda

a coragem de sonhar.

Miguel Russowsky


A paz que tanto buscamos

para a sofrida existência,

depende do que guardamos

no cofre da consciência.

Hilemar de Araújo Costa



PESSIMISMO - HILDEMAR DE ARAÚJO COSTA

 




PESSIMISMO

Hildemar de Araújo Costa


Enquanto avanço neste mar de lama,

vencendo os anos e perdendo a vida,

sou figurante do terrível drama,

num palco incerto de incessante lida.


Eu sei que a morte sutilmente trama

contra a esperança, por demais vencida.

O tempo ilude mas, depois, derrama

os desenganos na ilusão sentida.


E neste jogo de infortúnio e sorte

fica difícil predizer se a morte

merece a crença que define horrores.


É que este mundo, desfazendo o encanto,

transforma a vida na razão do pranto,

deixando a morte receber as flores!

NAMORADOS - NEIDE BARROS RÊGO

 




NAMORADOS

Neide Barros Rêgo


Manhã azul. Dois jovens namorados,

calças arregaçadas na canela,

vão descalços, alheios, abraçados;

o olhar dele, encantado, preso ao dela.


Caminham pela praia deslumbrados

não pela natureza pura e bela.

Estão embevecidos, concentrados

nas palavras de amor ditas a ela.


E, ao ver este casal apaixonado,

deixando marcas fundas, paralelas

na areia fofa e úmida do chão,


meu triste coração, desencantado,

marcado por pisadas e sequelas,

quer retornar ao tempo da ilusão.

domingo, 12 de julho de 2026

CÂNTICO DA ESPERANÇA - FILEMON MARTINS

 


                                    (JARDIM DA LALINHA, IPUPIARA, BAHIA)


CÂNTICO DA ESPERANÇA

Filemon Martins

 

Depois de palmilhar estrada afora,

a vida, sutilmente, me ensinou

que em cada dia nasce nova aurora

e me diz que a Esperança não findou.

 

Na vida muitos sonhos vão embora,

outros chegam... Nem tudo terminou.

A Luz há de brilhar a qualquer hora,

que um futuro melhor já começou.

 

- Ó vós que andais sozinhos pelo mundo

achando que o passado é charco imundo,

praticai sempre o bem seja a quem for.

 

Porque no coração – templo sagrado,

o sonho há de voltar – iluminado -

trazendo sempre uma lição de Amor!

DESEJO DE GASTAR MAIS - SAUL RIBEIRO DOS SANTOS

 

DESEJO DE GASTAR MAIS

 

O governo do Brasil tem fome e sede de mais dinheiro. Contudo, o governo não produz. O governo só tem dinheiro porque arrecada impostos e taxas do povo.

 Economistas e os que trabalham com finanças afirmam que o governo gasta muito e gasta mal. São muitos os trabalhadores leigos no assunto, mas sentem o peso dos impostos, taxas e contribuições. Sentem porque pagam a conta dos impostos. E para conseguir mais dinheiro o governo sente a necessidade de tributar ou taxar mais.

A situação fiscal é grave e quase insuportável. O governo precisa controlar as suas próprias contas e gastar menos. Mas, acontece o contrário, cada ano gasta mais dinheiro. Parece aquela história do homem que tenta enxugar gelo. Enxuga, enxuga, mas nunca aparece a porção seca. De acordo com as notícias dos jornais, a situação é grave, quase insuportável.

O governo gasta muito e o povo não consegue sentir os benefícios, a não ser o Programa Bolsa Família. Na verdade, esse programa deveria ajudar criar condições para as famílias ganharem dinheiro e chegar ao ponto de dizer “não preciso mais do Bolsa Família”, assim o auxílio ficaria para outra família necessitada.

Todos os impostos recaem nas costas do povo através do aumento de preços dos produtos e serviços. A população precisa comprar e pagar alimentos e remédios para sobreviver. Mas os impostos não oneram só os alimentos. Máquinas e automóveis ficam mais caros. Os automóveis são taxados de 48% a 51%. A gasolina recebe alta dose de etanol, e assim o desgaste do carro é maior. 

Muitas pessoas não conseguem pagar as contas e apertam o cinto dos gastos. Outros compram pelo cartão de crédito ou fazem dívidas nos bancos. A quantidade de pessoas endividadas está aumentando. Todos os brasileiros estão querendo saber o que deve fazer para estancar a sangria, a saída do dinheiro indo para o governo. A resposta está com os nossos governantes.


Saul Ribeiro dos Santos

Contador e economista aposentado.

Natural de Ipupiara – BA.

📧saul.ribeiro1945@gmail.com    

 

 

 


CRESTOMATIA DE TROVAS

 




CRESTOMATIA DE TROVAS

(SELEÇÃO DE JOSÉ FELDMAN)  



Perdão no amor que se apruma 

sem guardar mágoas, constrói. 

É flor que enfeita e perfuma  

as mãos de quem o destrói.

Antonio Juraci Siqueira 

Belém/PA


 

Procura longa e constante, 

num sempre querer achar…

Um sonho louco e distante, 

impossível de alcançar…

Antonio Manoel Abreu Sardenberg

São Fidélis/RJ


Nas águas do São Francisco 

rumo aos sertões, por etapa, 

a seca é quem corre o risco 

de ser migrante do mapa!

Austregésilo de Miranda Alves

Senhor do Bonfim/BA


 

Destino é força que esmaga.

Credor austero, tremendo, 

manda a conta e a gente paga  

sem saber que está devendo… 

Barreto Coutinho

Limoeiro/PE (1893 – 1975) Curitiba/PR


 

Nesta terra dividida, 

cada ser que aqui viveu, 

foi página desta vida,

que a própria vida escreveu! 

Campos Sales

Lucélia/SP, 1940 – 2017, São Paulo/SP


 

Nós somos duas tipóias 

na ajuda às forças escassas - 

quando fracasso, me apoias, 

te apoio, quando fracassas!...

Carolina Ramos


MINHA CASA - FILEMON MARTINS

 




MINHA CASA


Filemon Martins



Em frente à minha casa há um jardim

onde os pássaros cantam saltitantes.

Lá dentro há café, beiju e aipim

e a mesa é farta para os visitantes.



A grama verde, as flores e o 

jasmim

acolhem beija-flores

 cintilantes
.
Uma grande varanda que diz

 sim

a quem chega de plagas tão

 distantes.



Em minha casa tenho

 alguns armários
,
e os livros - meus amigos

 necessários

que me ensinam a crer num

 sonho bom.



Creio no amor e em dias

 fulgurantes

enquanto os versos brotam

 abundantes

,
vou escrevendo e assino

 Filemon.