domingo, 24 de maio de 2026

SOTAQUES SINFÔNICOS - ANTÔNIO CARLOS CÔRTES


 


SOTAQUES SINFÔNICOS

Antônio Carlos Côrtes *

Noite  8 maio 26
Casa da OSPA lotada
Paulo Dorfman
Sinfonia carnaval
Feliz da vida quase desmaio
É muita alegria
Foram três movimentos
Ritmo brasileiro
No varal
Diria Jackson do Pandeiro
Tudo é coco!
Espetáculo harmônico
Segue Alexandre Ritter Contrabaixo em Concerto
Blues daquele jazzista
Incomoda o racista
Hampton, Ellington e Baker
Encantada viagem d'alma
Lembrando-nos a transição
Afinal magistral Harpa.
Será que no céu ouviremos
Orquestras  música erudita?
Regente Manfredo, cuja palma
Desenhou no ar Bernstein
Oitiva de olhos fechados
Violinos  lembravam ciganos
Violoncelo  quase calados
Mas acordados pela flauta
Lembrei  passeio em Inhotim
Com solo de oboé
Sublinhado pelo flautim
Festa fizeram clarinete
Somados ao fagote
Fixo na Trompa
Espaço para trompete
Lentamente abri os olhos
Ouvindo Trombone
Tuba
Tímpano
Toda percussão vem
Pensei estar a sonhar
Mas sem querer acordar
O paraíso é aqui
Porto Alegre é o Éden!

*DA ACADEMIA RIO-GRANDENSE DE LETRAS


EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA DO MUNDO - FILEMON MARTINS

 



 

EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA DO MUNDO

Filemon Martins

 

 

Estamos testemunhando uma revolução tecnológica fantástica no mundo. Este avanço da tecnologia tem nos trazido muitas coisas boas, outras nem tanto. O mundo está mudando numa velocidade extraordinária.

Hoje, resolvi ativar meu lado obtuso: ando me esforçando para aprender a lidar com o moderno, tentando, aos poucos, me adaptar aos novos tempos. Entre as coisas positivas, com o advento da internet, há que se mencionar a rapidez das comunicações, a precisão das imagens transmitidas. Com um clique é possível saber o que acabou de acontecer, fatos e datas históricas, além da interação social entre os indivíduos. Há inúmeros benefícios na medicina, educação e trabalho. O conhecimento se tornou mais democrático, desde que se possa pagar e caro pela internet. Novas frentes de trabalho foram criadas e vem se transformando numa força dinâmica na educação da sociedade. Mas, como sou das antigas, quase obsoleto, acho que há certo exagero em algumas coisas. Já é sabido que o uso prolongado pode gerar dependência em alguns indivíduos, afetar a saúde com dores musculares, estresse interferindo entre o trabalho profissional e a vida pessoal. Pessoalmente. por exemplo, meu cérebro se nega a aprender dialogar com robôs. É certo que existem robôs humanos e máquinas. Não importa, não consigo me relacionar com ambos. Outro dia, por mensagem fiz uma pergunta à operadora de saúde, na qual sou conveniado: - “vocês fazem o exame de Cintilografia? Se sim, em qual unidade”? A resposta chegou em seguida com uma pergunta: - “Em que podemos ajudá-lo”? Pronto, fiquei empacado. Como vou explicar, se a minha pergunta foi bem clara e em bom português?  Mas tem coisa pior: com uma consulta agendada com antecedência, fui ao hospital e me apresentei, fornecendo RG, CPF, carteira do convênio, mas o pessoal exige o reconhecimento facial pelo celular. Ora, fiquei imaginando, devo ser um idiota, será que fui fazer turismo no hospital?

 Outra coisa que o meu cérebro se nega a aceitar. Vou ao restaurante e não há livro ou caderno cardápio, mas há um QR Code para visualizar o cardápio, via celular. Se estou acompanhado, tudo bem, mas se estou sozinho, ali não fico, procuro outro restaurante, onde eu possa ler e escolher.

Alguns ricaços no mundo com o advento da (I.A) Inteligência Artificial, já apregoam a possibilidade de substituir trabalhadores, professores, pela IA, como se fosse um benefício para a sociedade. Esquecem que as máquinas precisam de humanos para acioná-las. Alunos precisam ser educados e educar é uma tarefa inerente ao professor. Já estamos sentindo os efeitos da falta de educação que os pais, em casa, deveriam dar. Hoje, estamos presenciando crianças, jovens e adolescentes carentes, inseguros, sendo induzidos à brincadeiras extremas que, em alguns casos, levaram à morte, embora em casa, não lhes falte nada. Outros, tornaram-se assassinos da própria família.

Há, por outro lado, impactos ambientais se não houver descarte adequado para todo este lixo eletrônico. No Brasil e em outros países também a desigualdade social dificulta o acesso à tecnologia que, pode gerar desequilíbrio na educação de alguns alunos, ficando uns com mais oportunidades que outros.

Mas, vamos em frente porque a mudança é irreversível. Salve-se quem puder!   


sábado, 23 de maio de 2026

AVE MARIA - OLAVO BILAC

 




AVE MARIA
Olavo Bilac




Meu filho, termina o dia...
A primeira estrela brilha,
Procura a tua cartilha,
E reza a Ave Maria!

O gado volta aos currais,
O sino canta na igreja...
Pede a Deus que te proteja
E que dê vida a teus pais.

Ave Maria... Ajoelhado,
Pede a Deus que, generoso,
Te faça justo e bondoso,
Filho bom e homem honrado.

Que teus pais conserve aqui
Para que possas, um dia,
Pagar-lhes em alegria
O que sofreram por ti.

Reza, e procura o teu leito,
Para adormecer contente
Dormirás tranquilamente,
Se disseres satisfeito:

"Hoje pratiquei o bem:
Não tive um dia vazio,
Trabalhei, não fui vadio,
E não fiz mal a ninguém."

UM CARA FOLGADO - FILEMON MARTINS

 




UM CARA FOLGADO

Filemon Martins


Entrei no ônibus e só havia um lugar desocupado. Poltrona dupla, já havia um cara sentado na outra parte, mas com as pernas abertas ocupando todo o banco. É como se dissesse aqui é meu e ninguém tasca. Pedi licença e me sentei. Mas fiquei matutando: que cara folgado. Merece uma reprimenda. O ônibus seguia viagem, parando de ponto em ponto. De repente, entrou um cidadão com uma massa corpórea bem avantajada e veio vindo e se postou ao meu lado, quase em frente. Pensei: taí a reprimenda que eu queria. Fiz sinal pra ele e cedi meu lugar para o cidadão e me encaminhei para trás do ônibus. Deixei o folgado se acertar com o recém-chegado. É o que se chama ¨tapa com luva de pelica¨.

TROVAS BRASILEIRAS

 


                      (FOTO DE JOEL FRANCISCO MARTINS, CARRANCA, BAHIA)



TROVAS BRASILEIRAS


Esperança é aquele brio
com que a magia da vida
mantém aceso o pavio
sobre a cera derretida...

Antonio de Oliveira- Rio Claro/SP

Vão-se as agruras da lida
e tudo tem mais valia
sempre que a vida é envolvida
nos braços da poesia!

Antonio Juraci Siqueira- Belém/PA

Eu trago minha alma aflita,
bem vês ciúme em meu rosto;
o mal é seres bonita
e os outros terem bom gosto!

Aparício Fernandes- Acari/RN (1934 – 1996) Rio de Janeiro/RJ

No palco do meu viver,
com a mente distraída,
eu sou ator sem saber
neste teatro de vida.

Ari Santos de Campos

RESGATANDO AURORAS - PEDRO ORNELLAS

 





RESGATANDO AURORAS

Pedro Ornellas


Meu verso é o eco de um fugaz anseio
que brotou cedo e cedo foi desfeito...
Grito sem som no abismo do meu peito,
promessa vã de um bem que nunca veio.

Meu verso, embora de pesar tão cheio,
por outro lado é gratidão, é preito
por esse dom, que sempre arruma um jeito
de suavizar o que é medonho e feio.

Na direção de um norte imaginário
meu verso, inverso à rigidez das horas,
à risca risca o próprio itinerário...

Já não se prende ao jugo das demoras
e, avesso ao senso, e à lucidez contrário,
vai pela noite resgatando auroras!


























MINHA INFÂNCIA ERA PANC* E EU NEM SABIA - J. MARCOS B.

 



MINHA INFÂNCIA ERA PANC* E EU NEM SABIA!  

J. Marcos B. (07/01/2022)

 

      Quando criança nunca compramos frutas como manga, caju, jaca, cajá, pitomba, goiaba, carambola, mamão... me considero sortudo, tive sorte em ter nascido em constante contato com a natureza. Não nasci enclausurado em um condomínio de luxo fechado conhecendo a fauna e a flora apenas pelos meios midiáticos disponíveis. Sim, tive sorte... 

    Não raro era acordar às 07h, tomar o café da manhã e logo em seguida se encontrar com os amigos que já tinham planos de ir pegar manga na mata. Isso quando era época de manga. Podíamos escolher qual tipo de manga íamos comer. Isso mesmo, a mais abundante era a manga espada, mas também tínhamos a manga rosa, a manga roxa, manguito, e algumas outras que não lembro o nome agora. Entre uma trilha e outra em busca das mangas dependendo do caminho escolhido, passávamos por alguns cajueiros e se tivesse algum caju maduro ia para o bucho. Muitas vezes nos contentamos com um maturi mesmo. Ao passarmos por alguma goiabeira ou pé de araçá (Psidium guineense Sw.) logo, imediatamente os mesmos eram vasculhados em busca de alguns desses frutos maduros. 

   Mais à frente alguns pés de ingá também vistoriados, mas as vagens de ingá não enchem o bucho igual as mangas e logo não perdíamos muito tempo não com essa fruta, era mais para adoçar o bico ou como o meu pai dizia: para tirar o zinabre da goela. O sol começava a esquentar, a temperatura começava a subir, mesmo ventando gostoso já sentíamos a presença do verão. Logo passamos por alguns pés de araticum fruto bem parecido com a graviola, mas nós o ignoramos, eles não eram o nosso foco, objetivo. Grandes pés de macaíba e alguns de nós não deixavam passar uma macaíba madura, outros não faziam questão. Pitomba logo a frente, mas não era época de pitomba. Jaqueiras com jaca mole e jaca dura, mas ou comíamos jaca ou íamos comer manga porque sabíamos que não era muito sábio comer os dois frutos juntos. Um pé de abacate, mas logo vimos que todos estavam ainda verdes. Trapiá, oiti, azeitona, coração de negro, dendê, fruta pão, jambo roxo, jambo rosa, tangerina, pitanga, cereja (Bunchosia Armeniaca), juá (Ziziphus Joazeiro), jenipapo (Genipa americana) não tinham por essas bandas, tudo isso eram para outras bandas. Em um trecho da trilha próximo de um olho d'água escutamos uma gia pimenta cantando... mas não estávamos atrás dela. Também passamos por alguns pés de taiobas (Xanthosoma sagittifolium) com suas folhas grandes e verde era bom lembrar onde tinha para na semana santa, na quaresma preparar com leite de coco quando não tivéssemos bredo (Amaranthus viridis L).

Um grito alto de dor! Desatento, o amigo que estava indo na frente não viu um pé de urtiga branca a beira do caminho que roçou uma de suas folhas em sua canela o suficiente para o grito de dor. Isso serviu de alerta para os demais que caminhavam logo atrás. Era sempre assim, quando um se lascava todinho isso servia como alerta, como ensinamento para o resto do bando. Algo correu no mato chamando a nossa atenção! Era um teju (Tupinambis merianae) que percebeu nossa presença e logo debandou-se por entre o mato fechado. Os demais não perceberam, mas eu vi um pé de aroeira - muito bom para inflamações - e logo mais adiante um pé de mutamba (Guazuma ulmifolia), sua seiva tem uso cosmético, é usada para alisar o cabelo. Vi um formigueiro, mas não estava saindo tanajura (Atta sexdens rubropilosa) se tivesse, seríamos obrigados a fazer um pit stop para comer algumas in natura como era de costume. Enfim, chegamos depois de quase duas horas de caminhada mata adentro e já tinha muita manga no chão derrubada pelo vento da noite passada. Era só pegar e limpar a areia e ignorar o machucadinho e mandar pra dentro. Alguns já iam preparados com algumas sacolas plásticas no bolso do calção, outros tiravam a camisa e faziam ela de sacola para levar algumas mangas para sua casa. Depois de todos satisfeitos com os buchos cheios de mangas - muitas vezes eram tantas que nem precisava subir nas mangueiras, nem jogar pedras para derrubar as mangas maduras - e muitas outras em nossas sacolas, fazíamos o caminho de volta. Isso já estava batendo quase 11h no relógio e o calor já era de rachar o coco. Voltamos para nossas casas para deixarmos os frutos colhidos, mas já tínhamos combinado de nos encontrarmos quase que de imediato todos na rua para irmos tomar banho de rio antes do sangue esfriar e o suor da testa secar. Então, mais ou menos meio-dia estávamos pulando na água gelada do rio.

Nesse meio tempo ao trilharmos o caminho, que iria dar no rio encontrávamos com mais alguns outros amigos que ficaram sabendo que tínhamos ido pegar manga e ficaram injuriados por não terem ido junto e nos xingavam de traíra (Hoplias malabaricus) por terem perdido a aventura kkk. Depois de uns trinta ou quarenta minutos de banho de rio voltamos para nossas casas para almoçar porque a tarde já tinha outras coisas programadas para fazermos juntos... Sim, tive sorte em não ter nascido e me criado enclausurado em um condomínio fechado longe do contato direto com a natureza. Sim, tenho sorte de ter todas essas lembranças vivas ainda na mente. Sim, tive sorte. 

 

* - PANC - Plantas Alimentícias Não Convencionais

 


sexta-feira, 22 de maio de 2026

UM ROUBO IMPENSÁVEL - FILEMON MARTINS

 



UM ROUBO IMPENSÁVEL

Filemon Martins



Sinceramente na época em que ocorreu o fato, 1992, eu não conhecia este tipo de ação. Éramos 10 funcionários quando entramos no quadro de funcionários da Pref. do Município de São Paulo, por Concurso Público. O moço, vítima do roubo foi o 2º colocado no concurso na Região Leste. Portanto, não era uma pessoa ingênua, mas provavelmente se deixou levar pela aparência do ladrão bem vestido ou como disse um amigo, na época, o OLHO GORDO falou mais alto.
O fato foi o seguinte: assim que começamos a trabalhar no hospital tínhamos um local no estacionamento, onde se podia estacionar o carro. Depois de um certo tempo este nosso amigo resolveu vender o carro e afixou um cartaz contendo a informação de vende-se e o telefone do local de trabalho, onde ele poderia ser facilmente encontrado.
Certo dia o telefone tocou; a pessoa se identificou como sendo um parente que foi levar alguém ali no hospital. Falou sobre o carro e do seu interesse em comprá-lo. Pediu que ele descesse, se possível, a fim de que pudesse ver o carro por dentro, já que por fora ele havia gostado do carro. O rapaz desceu, mostrou-lhe o carro por dentro, falaram sobre o valor que ele pretendia receber e o outro se mostrou entusiasmado para comprar o veículo. A certa altura, o suposto comprador, lhe perguntou: - ¨você tem conta no banco, por que não me passa o nº de sua agência e conta? Assim, posso adiantar e fazer o depósito em sua conta e amanhã passo aqui lhe entrego o comprovante e já levo o carro¨.
Perfeito, pensou nosso amigo, o cara deve estar mesmo interessado no carro; não pediu sequer um desconto. No dia seguinte, o sujeito ligou e disse: -¨ já fiz o depósito em sua conta, se você puder descer, traga os documentos do carro e a gente já fecha o negócio¨. O rapaz, mais que depressa, desceu correndo até o estacionamento, onde o comprador do carro o aguardava. Pegou o comprovante do banco, conferiu o valor e o guardou em sua carteira. Entregou as chaves e os documentos do carro. Despediram-se. Foi a última vez que ele viu o carro saindo do estacionamento do hospital e ganhando a rua, dirigido por um novo dono. Alguns dias depois, ele se dirigiu até a agência do Banespa, hoje Santander, na Av. Paranaguá para ver sua conta recheada de dinheiro e teve uma desagradável surpresa, o depósito foi feito em cheque e havia sido devolvido. Motivo: cheque roubado. E nunca mais ele teve notícias do carro, tampouco viu outra vez aquele sujeito rondando o estacionamento do Hospital Alípio Correa Neto, na zona Leste de São Paulo.

TROVAS DE JESSÉ NASCIMENTO

 




TROVAS DE JESSÉ NASCIMENTO

 

Grato por sua amizade,

pelo incentivo e carinho;

ter amigo é, na verdade,

jamais caminhar sozinho.

 

Favor algum nós fazemos

tendo o verde por defesa;

a nós mesmos defendemos

protegendo a natureza.

 

É perfeita a natureza,

um mundo feito em magia.

Conservemos tal beleza

defendendo a ecologia.

 

(REVISTA "A FIGUEIRA", ABRIL DE 1994, PÁGINA 9, EDITOR ABEL B. PEREIRA)


TROVAS DE APARÍCIO FERNANDES

 




    TROVAS DE APARÍCIO FERNANDES:

 

Parti do Norte chorando!
Que coisa triste, meu Deus!
Eu vi o mar soluçando
e o coqueiral dando adeus!

     

Das culminâncias da serra
ao mais profundo grotão,
trago viva a minha terra,
dentro do meu coração!

     

Meu coração sente frio!
- A saudade o transformou
no leito triste e vazio
de um rio que já secou...

 

Saudade é isto que existe
nos olhos desse velhinho,
quando, embevecido, assiste
aos folguedos do netinho.

     

TROVAS DO FILEMON

 


     (BRUNO, ANNE, MARIA CLARA, MARIA ANTONELLA, CELENE E FILEMON)

          


         TROVAS DO FILEMON

 

Fazer o bem, meu irmão,

na terra só traz prazer.

Parece que o coração

se renova pra viver.

 

Quando fores escolher,

faça-o com o coração.

Quem aprendeu conviver,

vive melhor, meu irmão!

 

Não me fascina, na vida,

poder ou fama alcançar,

que a vitória merecida

é pelo Amor triunfar!

 

Não sonho com o passado,

nem galopo na lembrança.

Hoje, meu sonho encantado

galopa só na esperança.

 

quinta-feira, 21 de maio de 2026

TOME A SUA CRUZ - FILEMON MARTINS

 




 

T0ME A SUA CRUZ

Filemon Martins

 

"Que cada um tome a sua cruz, negue-se a si mesmo e siga-me".

É bíblico. Não há o que temer ou discutir.

Essa é a caminhada do homem sobre a terra, conforme palavras do mestre Jesus.

 

Naquele tempo, nas terras da Judeia,

ninguém entendeu ou não quis entender.

Hoje, na "Terra Santa" parecem entender

menos ainda.

O que, de fato, dizem entender é de política, de guerras, de matança indiscriminada, bombas e armas de última geração.

Qual será o futuro deste povo?

Ninguém se atreve a pensar e a dizer.

Só Deus que sabe de todas as coisas.

Somos pequenos especuladores,

só sabemos perguntar - por quê?

Mas não temos respostas.

Importa mesmo é que cada pessoa tome o seu fardo, renuncie-se a si mesmo e siga o Meigo Nazareno, que por nós morreu!


TROVAS DO FILEMON

 




 

TROVAS DO FILEMON

 

Minha semente plantada

nasceu e frutificou.

Mas antes foi bem regada

deu frutos e até curou.

 

Lavrador plantou semente

enterrando-a pelo chão,

a chuva foi um presente,

deu vida nova ao Sertão.

 

Plante uma boa semente

na terra bem adubada,

que a colheita, certamente

será sempre abençoada.

 

Quando plantar a semente

ponha a terra com amor,

deixe o campo sorridente,

que o botão transforma em flor.