domingo, 18 de outubro de 2026

FAXINA URGENTE - FILEMON MARTINS

 




                FAXINA URGENTE

 

          A primeira faxina já ocorreu no 1º turno das eleições brasileiras. Neste intervalo de tempo, o preparo é para a faxina final no Palácio do Planalto. Tudo mudou. O mundo mudou. O Brasil precisa mudar. Houve, diga-se a verdade, muita inversão de valores na sociedade, em razão da ideologia e da má orientação do atual governo.

          O eleitor precisa estar consciente de que votar no atual governo (PT), é ser cúmplice dos desmandos e falcatruas perpetradas pela equipe de Lula. Somente uma miopia cultural impede de perceber que o “antigo” Partido dos Trabalhadores, não existe mais. O que existe é o personagem Lula, como fantoche, e por trás dele há uma turma de corruptos e trapaceiros que assaltaram o poder e estão se locupletando com a exploração dos brasileiros, sejam pobres ou ricos.

          Enquanto isso, o Brasil não cresce, porque o dinheiro de investimentos, pesquisas, saúde, educação e segurança é subtraído e dividido entre os pares.

          Veja, por exemplo, a posição do Brasil, segundo o PROGRAMA INTERNACIONAL DE AVALIAÇÃO DE ESTUDANTES (PISA-2025), divulgado pela OCDE: MATEMÁTICA: 71ª posição, atrás de Chile, México, Costa Rica, Peru e Colômbia.

CIÊNCIAS: 67ª posição, empatado com o Azerbaijão.

LEITURA: 52ª posição, entre 89 países, empatado com México e Albânia. Essa nota ficou dois pontos abaixo da registrada em 2022.

RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS POR MEIO DE FERRAMENTAS COMPUTACIONAIS: 69ª posição.

          Não há como negar que a atual administração precisa mudar. Todavia, sabe-se que os membros deste governo têm um projeto para eles e não para o Brasil. Estamos presenciando a dificuldade que o TSE tem encontrado para inibir notícias falsas, que se espalham pela tv e redes sociais. É de assustar qualquer cidadão brasileiro. Você lê e pensa, “mas isto é falso”, não é verdade, mas eles estão publicando mesmo assim, porque sabem o impacto que pode produzir em pessoas leigas, que acham que “tanto faz”.

          Dia 25 de outubro é o dia propício para completar a faxina no Palácio do Planalto e extirpar de uma vez por todas, o mentiroso, o que vem prometendo há três mandatos (12 anos), sem nada cumprir.

          O eleitor que acordou vai votar e ajudar na limpeza e quem não acordou, paciência, continue dormindo, mas a higienização será feita pelos brasileiros que se prezam.

 


Filemon Martins

Escritor, cronista e poeta

Da Confraria Brasileira de Letras

Do Clube Baiano de Trova, Salvador, Bahia

         

  

         


sábado, 17 de outubro de 2026

COTIDIANO - FILEMON MARTINS

 




                            COTIDIANO


(Sobre a rua São Bento, lembrando o tempo em que trabalhei no Tribunal Regional Federal da 3ª Região)

                                                    


          Amanheci em estado de graça. O dia estava claro, maravilhoso e convidativo. Queria sair por aí pensando a esmo. Mas tinha que ir trabalhar. Saí num corre-corre, como, aliás, faço todos os dias. Antes de chegar à Repartição, precisava quitar uma prestação num magazine da cidade. Rua São Bento, Centro de São Paulo. Dez horas da manhã. O burburinho era enorme. Gente que vai, gente que vem. Rostos alegres, tristes e estranhos se confundiam na multidão.

          Ando apressado. No bolso, uma pequena carteira com alguns trocados e fichas de telefone. Mesmo com pressa, observo o semblante das pessoas que passam: alguns preocupados, carrancudos e outros, leves e descontraídos.

          Meus pés me levam à frente. Os camelôs tomam conta do calçadão da rua com suas quinquilharias. As lojas oferecem seus produtos. Vitrinas enfeitadas deslumbram os clientes. Passo pelo magazine e pago a prestação. Estou de volta. Agora rumo ao trabalho.

          De repente, por trás de mim, sinto um empurrão e alguém enfia a mão no meu bolso. Num relâmpago rasga a minha calça e leva meus trocados. Vi apenas que era um garoto. E o larápio rapidamente desapareceu na multidão. Alguns papéis se espalharam pelo chão.

          Recuperei-me do susto e recolhi minhas anotações. E prossegui pensando naquele garoto. Na vida miserável que leva ali na rua. E continuei pensando nele. E quantos estão assim perdidos? Abandonados pelos descaminhos da vida. Pela família. Pela sociedade. Pelo desgoverno do próprio governo.

          Mas o trabalho me espera. Por que será assim? Deixo minhas reflexões para depois. Esqueço, por alguns instantes, meus pensamentos. E chego ao Tribunal. Para mais um dia de trabalho. Rua São Francisco, onde o Precatório me espera, diga-se, com muito trabalho.



Obs.: Depois, o Tribunal Regional Federal mudou de endereço: Av. Paulista, 1842, mas eu continuei trabalhando na Divisão de Precatórios, Feitos da Presidência, onde me aposentei.

 

Filemon Martins

Escritor, cronista e poeta

Da Confraria Brasileira de Letras

Do Clube Baiano de Trova, Salvador, Bahia.

 

 

 


MEU GRITO DE APOSENTADO! - SILVINO NETTO

 




MEU GRITO DE APOSENTADO!
(Silvino Netto, em seu grito indignado em prol dos colegas aposentados! 17.10.26.)
 
De saída, por favor, não venha me dizer
Que sou deste ou daquele partido,
Que não tenho o que fazer,
Que sou aposentado privilegiado
Ou que sou um velho recalcado!
Sou brasileiro, cidadão indignado!
Ofereço meu grito aos aposentados,
Meus colegas vitimizados, aviltados,
Assaltados, vilipendiados, roubados...
Depois de uma vida inteira trabalhando,
Contribuindo, produzindo, sonhando,
É justo viver preocupado, economizando,
Seu dim-dim dia a dia contado e faltando
E por outro lado corruptos, em orgias,
Em vergonhosas farras, patifarias,
Comendo, regalados, nossas aposentadorias?  
Não, não foi isto que nos foi prometido,
Não foi isto sonhado pelo aposentado!
Sinto-me cidadão enganado e indignado!
E quem responde pelo que nos é tirado?
A quem recorrer ao sentir-se injustiçado?
Viver mais deveria ser bênção, unção,
Não decepção, prolongada aflição!
A expectativa de vida está crescendo!
Mas será que vale continuar assim vivendo
Se o custo de vida a cada dia vai subindo,
E a aposentadoria, ó, sumindo, sumindo...?
Aposentado não pode ser descartado!
Não é peso-pesado para ser carregado!
É patrimônio vivo, acumulado, da nação,
De experiência, referente contribuição!
É parte viva de nossa história,
Patrimônio, inapagável memória!
Ou será, para não ser mais apenado,
Melhor seria sepultar o aposentado?
NÃO! NÃO! E NÃO!
O APOSENTADO TEM DIREITO DE VIVER!
Não quer uma cova antecipada!
Quer respeito ao envelhecer!
Quer velhice valorizada, honrada,
Com justiça, dignidade assegurada!
Meu grito não pede privilégios!
Nem falsos políticos elogios.
É um clamor por justiça adquirida!
Não queremos apenas sobreviver,
MAS O DIREITO DE BEM VIVER!
OUÇAM MEU GRITO, BRASILEIROS!
Que nos ouçam também os políticos,
Por nossos votos honrados, escolhidos.
É um clamor pelo direito dos aposentados!
Pois quem construiu esta nação
Não merece terminar em vil humilhação!
Enfim, meu grito é um apelo CIDADÃO!
NÃO QUERO SER APENADO!
NÃO QUERO SER ASSALTADO!
NÃO QUERO SER DESCARTADO!
QUERO O DIREITO DE SER RESPEITADO!
E se você aposentado concorda comigo também,
GRITEMOS BEM ALTO: AMÉM, AMÉM E AMÉM!

 

 

Endereço eletrônico do poeta:
poenetto@gmail.com


sexta-feira, 16 de outubro de 2026

ETERNA FORTALEZA - GERALDO PERES GENEROSO

 




ETERNA FORTALEZA

Geraldo Peres Generoso

 

Senhor,

Mesmo tendo ciência

De que a suficiência

Da Tua graça,

E Teu amor que jamais passa

Está agora sobre mim,

Ainda assim,

Às vezes vacilo

Ante o inútil temor

De um vírus ou bacilo

Que a esta minha vida

Possam dar um fim.

 

Às vezes, pela senda,

Sigo confiante em Tuas promessas

E delas me relembro uma por uma:

Que em minha tenda

Não chegará jamais praga alguma,

E deterás a seta venenosa

Livrando-me da contenda

E da peste perniciosa.

 

Mas, na minha fraqueza,

Quantas vezes hesito

Em viver em mim a Tua natureza

De poder infinito

E sentir neste pó a Tua grandeza

E me faço de Teu lar simples proscrito,

A lançar a Teus céus o meu grito

Esquecido de que és a minha fortaleza!

 

Senhor

Que eu possa ver a Tua realidade,

Sentir na alma a luz da Tua verdade

E em meu coração o Vosso eterno amor

Que vem e vai de eternidade a eternidade!

Que em lugar desse inútil clamor

Possa sempre te levar o meu louvor

Como exemplo de fé e caridade.

 


A PREGAÇÃO É UMA, A PRÁTICA, PORÉM, É OUTRA - FILEMON MARTINS

 




 

A PREGAÇÃO É UMA, A PRÁTICA, PORÉM, É OUTRA

 

 

          São incontáveis os escândalos denunciados no âmbito da administração federal, e quando se trata do Partido dos Trabalhadores, eles se multiplicam. Em todos os mandatos houve denúncias, como, por exemplo, caso de Santo André, episódio Waldomiro Diniz, Correios, Sanguessuga (caso das ambulâncias), escândalo do mensalão, dos cartões corporativos, denúncias em Ministérios (investigações sobre desvios de verbas e tráfico de influência em pastas federais).

          Mas não parou aí: em 2023, fraudes no INSS, investigação da PF dão conta de desvios, descontos não autorizados de aposentadorias de idosos, com algumas demissões no setor previdenciário. (Quem embolsou o dinheiro continua tranquilo, porque certamente tem cobertura de gente poderosa).

          Todavia, os súditos de Lula não querem enxergar a verdade. Assim, de tudo o que se viu e ouviu na tv, jornais, redes sociais, o PT tem sido o ator principal, sempre contra a instalação de CPIs para apurar, eventuais, responsabilidades. A cúpula do partido tem um belo discurso de narrativas, mas a prática e nos bastidores, o comportamento é bem diferente. Podemos concluir que o partido é um ninho de fichas sujas, e os que não o são, no mínimo, são coniventes. Não há princípios morais, religiosos, éticos que norteiam o que se realiza para o bem do povo brasileiro.

          Alguns amigos me olham com indiferença, me excluem de grupos, porque não querem ser lembrados das promessas não cumpridas, das fraudes que permeiam a administração petista, mas tenho boa memória, graças a Deus e raramente esqueço dos descalabros de quem administra o Brasil. Mas aprendi também a enxergar o lado positivo de quem trabalha e produz, tentando fazer alguma coisa boa, o que, convenhamos, é muito raro.

          Não sou fã de um governo que deseja incluir todo cidadão na miséria, para o socorrer depois com assistencialismo barato. Marca registrada do PT. Prefiro trabalho, com bom salário, saúde, bom transporte e educação digna para todos os brasileiros, porque só assim teremos um país digno, justo e forte a iluminar os demais povos do Planeta Terra.

          Estamos quase às vésperas do segundo turno presidencial. De novo, as promessas delirantes do chefe petista não deixam dúvida: os espertalhões que estão por trás de Lula, querem apenas e tão somente, o Poder. Porque com o Poder, as falcatruas continuam rendendo muito dinheiro às custas de um povo desmotivado, inerte e cativo do assistencialismo proposital do Governo.


 

Filemon Martins

Escritor, cronista e poeta

Do Clube Baiano de Trova, Salvador, Bahia

Da Confraria Brasileira de Letras     


quinta-feira, 15 de outubro de 2026

ENÉAS ATHANÁZIO: UM SENHOR ESCRITOR -FILEMON MARTINS

 




ENÉAS ATHANÁZIO: UM SENHOR ESCRITOR

 

 

Dia 6 de abril de 2025 recebi, via informação do poeta Selmo Vasconcellos, a triste notícia do falecimento do escritor Enéas Athanázio, ocorrido dia 4 de abril de 2025. Grande mestre. Meu amigo escrito, como ele dizia. O Enéas iniciou sua atividade literária em 1973, com a publicação de “O PEÃO NEGRO” e publicou mais de 60 livros. Eu o focalizei em meu livro “FAGULHAS”, páginas 71/74. Que ele siga na luz rumo aos braços do Grande Pai.

                       

          O Dr. José Enéas César Athanázio nasceu em Campos Novos, Santa Catarina, no dia 28 de março de 1935. Poeta, Contista, Cronista, Biógrafo, Crítico literário, Pesquisador, Promotor de Justiça aposentado, autor de inúmeros livros, entre os quais: “O PEÃO NEGRO”, “3 DIMENSÕES DE LOBATO”, “O AZUL DA MONTANHA”, “GODOFREDO RANGEL – BIOGRAFIA”, “MEU CHÃO”, “TAPETE VERDE”, “FIGURAS E LUGARES”, “A PÁTINA DO TEMPO”, “O AMIGO ESCRITO”, “SÃO ROQUE DA VENTANIA – NOVELA,” “SILVIO MEIRA – Breves anotações sobre sua obra”, “A LIBERDADE FICA LONGE”, ¨O REDUTO DE NHÔ NÁ¨, ¨A CONQUISTA – NOVELA E CRÔNICAS¨, ¨O PERTO E O LONGE¨, ¨DINARTE DO ENTRE-RIOS & OUTROS VIVENTES¨ ¨O PÓ DA ESTRADA¨ e tantos outros.

          Li “São Roque da Ventania,” “Vida Confinada” “Sílvio Meira” e o excelente “O Amigo Escrito”, ¨O Reduto de Nhô Ná¨, ¨A Conquista – Novela e Crônicas¨, ¨O Perto e o Longe¨, ¨O Pó da Estrada¨, ¨Dinarte do Entre-rios – Outros Viventes¨, entre outros, além de alguns artigos esparsos do escritor Catarinense, que é colunista da revista ¨Blumenau em Cadernos¨ e do ¨Jornal Página 3¨ (Balneário de Camboriú). Em “São Roque da Ventania” o autor pinta com cores vivas a novela da própria vida, não uma novela televisiva, mas no sentido real, narrando de forma magistral o linguajar, os hábitos e costumes usados nas fazendas e no interior do Estado de Santa Catarina. Aliás, desde sua estreia, em 1973, com o livro “O Peão Negro”, o escritor Enéas Athanázio, com seus contos regionais, vem se destacando com brilhantismo no panorama das letras de Santa Catarina e do Brasil.

          O escritor Benedicto Luz e Silva, certa ocasião, escreveu: “Note-se que a segurança de Enéas Athanázio, ao manipular seu material, manifesta-se claramente no equilíbrio que coloca em sua linguagem, onde dosa, de modo conveniente, uma prosa clássica com a inclusão adequada de expressões de uso regional.”

          Ao todo são aproximadamente 61 livros e 14 opúsculos publicados até agora.

O crítico literário Fernando Tokarski, do jornal “Transparência,” da Universidade do Contestado, Canoinhas, afirma: ¨Em textos breves, o mais importante escritor regionalista catarinense repete com “Fiapos de Vida” o êxito de seus livros anteriores. Textos enxutos, caracterizados pela linguagem rural, compõem esta obra de fácil e agradável leitura. São mais de quarenta breves histórias retratando a vida campeira e os enlevos forenses.”

          Em SONHO DE LIBERDADE, Enéas Athanázio escreveu: “Nos começos da carreira, fui convidado a examinar uma causa em pequena cidade campeira, do outro lado do Pelotas. Numa “rural” novinha em folha, meu cliente me conduziu pelas curvas e serras da estrada poeirenta e, através de uma balsa de cabo, tirada a muque pelo balseiro, subimos para o campo verde que se estendia a perder de vista, onde o gado pastava em calma e alguma ema assustada corria desajeitada, levantada as asas numa posição deselegante. Às vezes passávamos por uma fazenda, tão erma e silenciosa que parecia deserta, mas logo ela ficava para trás e voltávamos à mesmice do campo e aos reboleios da estradinha. O veículo avançou e não tardamos a entrar pela rua principal, tão larga que parecia um exagero, como se o remoto construtor tivesse errado nos cálculos, planejando para outra cidade, muito maior e mais movimentada. Logo, porém, começamos a encontrar alguns carros, carroças, cavaleiros, transeuntes. Estacionamos diante do Fórum, antigo prédio de madeira, examinei o processo e logo me inteirei das providências, acalmando meu cliente em seus temores. Embora com muito atraso, almoçamos numa churrascaria. Como fosse tarde para o retorno, rumamos para o único hotel da praça.  Quando o avistei, mal pude acreditar no que via e fiquei um tempão a admirá-lo de vários ângulos, construído em local elevado e cercado de gramado muito verde, era um casarão de madeira de lei com dois andares e mais um terceiro em formato de chalé...” 

          Competente e talentoso, o Dr. Enéas Athanázio vai construindo, aos poucos, uma obra fabulosa e, sobretudo, fazendo justiça, como é o caso do livro “O Amigo Escrito” em que o autor descreve um pouco da vida e obra do grande escritor mineiro JOSÉ GODOFREDO DE MOURA RANGEL, autor de “VIDA OCIOSA” e “FALANGE GLORIOSA”, entre outros, recordando, inclusive, suas andanças em São Paulo, quando jovem e estudante de Direito quando foi nomeado e trabalhou como Escrivão de uma subdelegacia no Posto Policial do Brás, mais precisamente na Avenida Celso Garcia, tendo se transferido, posteriormente, para o novo Posto Policial do Belenzinho e residido na Rua 21 de Abril, no nostálgico bairro do Brás, onde “dormia, escrevia e lia incessantemente,” conforme Enéas Athanázio, citando Edgard Cavalheiro “Monteiro Lobato – Vida e Obra.”  

          O livro é interessantíssimo e traz preciosas informações sobre o escritor mineiro, aborda a correspondência com Monteiro Lobato, o trabalho assoberbado do Juiz em conflito com o talento literário. Faz uma rápida análise das obras de Godofredo Rangel, resgatando a memória do escritor.

          O Dicionarista Mário Ribeiro Martins, no livro DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DO TOCANTINS, faz referência ao livro “FAZER O PIAUI-CRÔNICAS DO MEU NORTE”, onde Enéas Athanázio no capítulo “Veredas do Tocantins” faz uma análise criteriosa do livro de contos “VEREDÃO,” do escritor tocantinense Moura Lima.

          Atualizado, politizado e culto, o escritor catarinense foi um crítico ferrenho do governo de Fernando Henrique Cardoso, bem assim dos governos petistas. Hoje, não sei, mas pelo rumo que tomou o atual governo, creio que Enéas Athanázio continua sendo um crítico “sem papas na língua”.

          Seus trabalhos literários estão publicados em vários jornais, revistas e antologias do Brasil e exterior, como, por exemplo: ANTOLOGIA DEL’SECCHI, de Roberto de Castro Del’Secchi, NOSSA MENSAGEM, do saudoso Aparício Fernandes, 1977 – página 117, LITERATURA – Revista do Escritor Brasileiro, nº 10, páginas 32 a 34 - junho de 1996.

          Presente no “DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DO TOCANTINS”, página 842, do sociólogo Mário Ribeiro Martins, Procurador de Justiça aposentado. É verbete da ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, edição revista e atualizada, em 2001.

 

 

Filemon Martins

Escritor, cronista e poeta

Da Confraria Brasileira de Letras

 

 

 


 


O PT PODE SER DERROTADO NO BRASIL - FILEMON MARTINS

 




 

O PT PODE SER DERROTADO NO BRASIL

 

 

          É preciso reconhecer que a própria equipe de Lula fracassou nas eleições de 2026. Poucos foram eleitos ou reeleitos para os cargos de deputados estaduais, federais ou senadores.

          Certamente muitos pontos negativos influenciaram o eleitor, na hora do voto, como, por exemplo: criação desnecessária de taxas e impostos, onerando ainda mais o contribuinte, o trabalhador, aquele que trabalha e produz.

          Uma política equivocada, retrógrada e recessiva adotada pelo PT e sua equipe, no governo federal, além dos gastos mirabolantes com viagens internacionais, cujos objetivos nunca foram explicados para a população e órgãos competentes. Recursos que faltaram para o crescimento da economia, geração de empregos, abertura de novas vagas.

          Enfim, o que se fez foi taxar inativos do serviço público, reduzir salários, desrespeitar idosos e dobrar-se a banqueiros mequetrefes, capitalistas para satisfazer interesses escusos. Não era isso que o povo desejava, pelo contrário: investimentos na saúde, educação, segurança, transportes, pesquisas, incluindo manutenção de estradas pelo Brasil.

          O que o povo deseja, agora? – Ora, o povo quer Dignidade, o povo quer Coerência, o povo quer Seriedade na aplicação dos recursos públicos. Sem estes requisitos não há mais credibilidade de Lula e sua equipe junto aos eleitores.

          Não há conciliação. Daí que o 2º turno das eleições está aí para sacramentar, de uma vez por todas, a vontade de mudança do eleitor. Democracia é isso. O PT não cumpriu as promessas que fez durante anos, não fez o que devia, dançou!

 

 

Filemon Martins

Escritor, cronista e poeta

Membro Correspondente da Academia Anapolina de Filosofia, Ciências e Letras, Anápolis, GO.

Da Confraria Brasileira de Letras

                    

 


OS DOIS LOBOS

 




 

Os Dois Lobos

 

Um neto chegou até o avô com o coração apertado de raiva — um amigo havia lhe feito uma injustiça, e a mágoa ainda queimava por dentro. O avô o olhou com calma, reconhecendo naquele rosto a tempestade que ele mesmo já havia enfrentado tantas vezes, e disse:

— Deixa eu te contar uma coisa que aprendi do jeito mais difícil.

O neto se aproximou.

— Já senti ódio. Ódio de verdade, daquele que pesa no peito e não deixa dormir — de pessoas que me feriram fundo e nunca pediram desculpa, como se o que fizeram não tivesse custado nada. Mas aprendi, com o tempo, que o ódio não fere quem te feriu. Ele só te corrói por dentro. É como tomar veneno esperando que o outro morra.

O avô fez uma pausa, como quem escolhe bem as palavras que vêm a seguir.

— É como se houvesse dois lobos vivendo dentro de mim. O primeiro é sereno. Não fere à toa, não guarda rancor, não se ofende por descuido alheio. Vive em paz com o mundo ao redor — mas não por fraqueza. Quando é preciso lutar, ele luta. Com clareza, com propósito, no momento certo.

— E o outro? — perguntou o neto.

— O outro é feito de fogo. Qualquer coisa o detona: uma palavra, um olhar, um silêncio. Ele briga com todos, o tempo todo, sem parar para perguntar se vale a pena. A raiva o cega antes mesmo que possa pensar. E o pior: toda aquela energia, todo aquele fogo — não muda nada. Não desfaz o que foi feito, não alivia a dor, não toca quem te magoou. Apenas te consome.

O avô olhou para o neto com uma expressão que misturava cansaço e paz — a expressão de quem já perdeu batalhas internas e aprendeu com elas.

— Conviver com os dois é difícil. Eles não descansam. E os dois são reais — não adianta fingir que o lobo da raiva não existe. Ele existe, e às vezes late alto.

O neto fitou os olhos do avô por um longo momento e perguntou:

— Qual deles vence, vovô?

O avô sorriu — devagar, como quem carrega uma verdade simples que demorou uma vida inteira para entender — e respondeu em voz baixa:

— Aquele que eu alimento.

 

Não se trata de negar a raiva — ela é humana, e às vezes até necessária. Trata-se de não deixá-la sentar à mesa todo dia. Cada escolha que fazemos, cada pensamento em que nos demoramos, cada ressentimento que cultivamos ou deixamos passar — tudo isso é alimento. 

E não tem jeito: o lobo que cresce é sempre aquele que alimentamos. 

A batalha mais silenciosa e mais decisiva da vida não acontece lá fora. Acontece dentro.

 

 

“Por isso digo: Vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne. Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito e o Espírito o que é contrário à carne. Eles se opõem um ao outro, para que vocês não façam o que querem.” — Gálatas 5:16-17

 

“Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas deixem-se transformar pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” — Romanos

12:2

 

“Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas.” — Colossenses 3:2




(E-BOOK - "HISTÓRIAS PARA GUARDAR DO ESQUECIMENTO", ORG. SAMMIS REACHERS)

 

 

 

 

 

 


quarta-feira, 14 de outubro de 2026

2º TURNO DAS ELEIÇÕES - FILEMON MARTINS

 




              2º TURNO DAS ELEIÇÕES

 

          Em sã consciência, eu jamais poderia imaginar que alguém condenado pela Justiça Federal a 9 anos por corrupção e improbidade administrativa, com sentença confirmada e aumentada para 12 anos e um mês pelo Tribunal Regional Federal da Quarta Região, que engloba os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, tivesse tanto prestígio entre alguns brasileiros, especialmente para comandar o Brasil.

          É sabido que o país está dominado por facções criminosas, roubos, violência, crimes e golpes de todas as formas, mas, esperava-se uma reação enérgica do governo atual, que, ao contrário, passa a mão na cabeça de bandidos, como se fossem de estimação.

          Pois é, já ficou sobejamente conhecido que Lula, “nada possui”, tudo o que ele usa é de algum amigo rico e muito magnânimo, que o empresta. Em tese, é isso que ele vem afirmando há tempos.

          Em época passada, eu imaginava que Paulo Maluf, político de São Paulo, condenado por improbidade administrativa, era imbatível em tramoias. Hoje, conhecendo as artimanhas de Lula no trato dos recursos públicos, Maluf virou fichinha.

          Para quem não sabe, posso escrever de cabeça erguida, porque fui eleitor de Lula, quando era aspirante à Presidência da República. Cheguei a engajar na campanha política de Lula e escrevi textos e trovas, como essa: “Ao som das ondas do mar, com trabalho e competência, o Brasil quer prosperar com Lula na Presidência”!

          Mas, quando o homem chegou lá, percebi o engano. Primeiro, na Reforma da Previdência, li nos jornais que o presidente havia nomeado um Conselho com 12 pessoas para estudar a Reforma. Até aí tudo certo, mas entre as 12 estavam os maiores devedores do INSS. Não pode ser (pensei) e fui averiguar. Era verdade. A partir daí, Lula nunca mais me enganou.

          Estamos próximos do 2º turno das eleições. Lula já mobilizou os seus soldados nas redes sociais. Nas ruas, as facções também foram liberadas e estão à espreita. Daí, a importância do voto consciente. É hora de aposentar o Lula e sua equipe. Vamos colaborar com esta gentileza para o bem do Brasil, que é um grande país, habitado, em sua maioria por pessoas honestas, trabalhadoras, humildes e boas.

          O Brasil, apesar de tantos descalabros e com a economia quebrada, certamente sobreviverá, porque o bem há de vencer o mal, que já durou demais.

 

 

Filemon Martins

Escritor, cronista e poeta

Da Confraria Brasileira de Letras

Do Clube Baiano de Trova, Salvador, Bahia