BLOG LITERÁRIO DO FILEMON
sexta-feira, 9 de outubro de 2026
QUEM FOI O BAIANO MILTON SANTOS? - MÁRIO RIBEIRO MARTINS
quinta-feira, 8 de outubro de 2026
VOLTANDO À MINHA TRINCHEIRA - FILEMON MARTINS
VOLTANDO
À MINHA TRINCHEIRA
Depois de alguns dias do 1º turno das eleições, no Brasil, estamos de
volta. Agora, analisando ambos os lados, da corrida presidencial. É possível
observar um certo otimismo de um lado e o desespero que toma conta do outro
lado, tal a avalanche de informações e textos oportunistas que estão surgindo
nas redes sociais.
Há um assunto pouco falado e quase nada comentado que versa sobre a
responsabilidade dos partidos políticos, quando acolhe seus filiados. Não
parece prioridade, mas deveria ser um dos requisitos para a filiação em
qualquer partido político, honestidade e ética.
O que se percebe é que os próprios partidos permitem a filiação e
candidatura de pessoas famosas, nem sempre éticas e honestas, mas que agregam
muitos votos para a legenda. Deste modo, o eleitor escapa de um golpe e cai na armadilha
do outro.
Quando eleitos, ao invés de exercitarem o respeito e a moral, passam a
mendigar ministérios, cargos em comissão ou altos postos na administração
federal, onde podem barganhar à vontade. Ora, a prática mostra com clareza que,
para pleitear a reeleição basta contratar uma boa agência de publicidade, um
marqueteiro inteligente, dar algumas esmolas ao pobre eleitor e pronto.
As pesquisas, quase sempre pouco confiáveis, garantem o 1º lugar a quem
paga mais. Pelo menos foi o que ocorreu no 1º turno das eleições presidenciais,
quando um candidato esteve à frente, contrariando os resultados da apuração
oficial. Pelo que vi, diga-se a verdade, uma ou duas pesquisas mostraram o
outro candidato à frente, confirmando o percentual de votos apurados.
Para o 2º turno das eleições marcadas para 25 de outubro de 2026, os
gatilhos serão disparados com mais força e maior intensidade. Pelo que já pude
ler, inclusive, nas redes sociais, há informações absurdas tentando enganar sua
“excelência”, o eleitor. Um verdadeiro vale tudo para não perder as mordomias.
É imprescindível que agora o eleitor redobre o cuidado e seja consciente
para limpar o Palácio do Planalto, e alguns Palácios de Governo estadual, que
tem servido como “agência de viagens” nacionais e internacionais, sem quaisquer
benefícios para o Brasil.
O eleitor, enfim, não pode admitir que corruptos, demagogos e políticos
sem caráter continuem subtraindo o dinheiro dos cofres públicos, que deveria
ser investido em educação, saúde, saneamento básico, segurança, construção de
casas e hospitais, pesquisas e manutenção de estradas pelo país.
Vamos crer que o eleitor seja capaz de discernir o joio do trigo e
punir, através do voto, quem não soube ou não quis administrar bem este país
continental, belo e exuberante que pertence a todos os brasileiros.
Filemon Martins
Escritor, cronista e poeta
Da Confraria Brasileira de Letras
Do Clube Baiano de Trova, Salvador, Bahia
quarta-feira, 7 de outubro de 2026
ELEIÇÕES BRASILEIRAS - 2026 - FILEMON MARTINS
ELEIÇÕES BRASILEIRAS – 2026
Primeiro turno das eleições, no Brasil, já concluído. O território
brasileiro é muito grande, daí que nem todos os estados conseguiram eliminar
figuras carimbadas pela corrupção, envolvidas em falcatruas.
Alguns estados elegeram governadores já no primeiro turno, pelo menos 20
estados já liquidaram a fatura. Destes 20, 3 ficaram com o PT, caso da Bahia,
Ceará e Piauí. Os demais foram divididos entre estes partidos:
PL – 5; PSD – 4; REPUBLICANOS – 3; PP – 2; PSDB –
1; MDB – 1; PODEMOS – 1.
Para a Presidência da República, a disputa será entre FLÁVIO BOLSONARO
(PL) e LULA (PT) em 25 de outubro de 2026, data do 2º turno das eleições.
A
disputa promete ser acirrada e até dia 25 de outubro, vamos ouvir e assistir
muitos doutores da Lei, escribas e fariseus tentando convencer o povo que, se
Lula não continuar, será o fim do mundo. Afirmam com tamanha convicção que o
governo do PT é melhor, como se fôssemos cegos e idiotas para não perceber a
contradição do discurso.
Alguns
eleitores votam conscientes, pensando na coletividade. Outros, porém, votam sonhando
com os lucros advindos da exploração dos pobres e miseráveis. O que deve
acontecer é que Lula precisa se afastar, descansar, usufruir do que já tem (não
sabemos, mas a Receita Federal sabe). Mas, há um grupo por trás do Lula, que
são parasitas dos recursos públicos (dinheiro do povo). Estes, sequer, sonham
em perder a mordomia.
Oxalá
dia 25 de outubro tenhamos a confirmação da mudança em andamento. O Brasil
precisa! O povo acredita! Do jeito que está, não pode permanecer!
Filemon Martins
Escritor, cronista e poeta
Da Confraria Brasileira de Letras
Do Clube Baiano de Trova, Salvador, Bahia
terça-feira, 6 de outubro de 2026
QUANDO CHEGA A PRIMAVERA... - FILEMON MARTINS
QUANDO CHEGA A PRIMAVERA...
A primavera chegou com sua
beleza e fascínio. A natureza faz o seu espetáculo. Uma nova paisagem se
vislumbra nas cidades e nos campos. Folhas e flores voam ao sabor dos ventos.
Quase sempre, folhas, flores, frutos e borboletas misturam as cores da terra e
do céu. Move-se, nesse cenário, um sentimento agridoce que faz da nossa alma um
tabernáculo.
De graça a natureza cria
e recria paisagens, desafiando a dureza dos corações humanos que não encontram
tempo para apreciar a beleza da vida e os encantos da terra. Meu coração parece
uma catedral abandonada, onde a solidão desfila todos os dias, todas as horas e
todas as noites. Inspira-me versos. Fico impregnado de saudade. Se o céu é
azul, doce é o meu pensar. Meu coração não fala, mas sente com emoção, com
devoção.
Sou, como tantos outros,
um passageiro da terra num trem desgovernado, que não consigo parar. Para rever
um rosto que se foi, um companheiro que partiu. Mas estou consciente: - são
coisas do coração. Inexplicáveis. Inconcebíveis. Não há como parar a condução.
A viagem continua. Fico debruçado na janela do tempo que passa veloz e
contemplo a imensidão do Universo. Descubro que o meu olhar é triste. Vejo-me
por dentro e agora me sinto um passageiro do “TITANIC” à deriva no mar de
sonhos. Navego com o coração. Descubro decepções em cada porto da vida.
Às vezes, imagino que
estou voltando. - Mas, por onde já andei? Não sei. Mas sei que sinto dor, angústia
e saudade. Essa dor que desafia os avanços da Medicina. As teses da Física. No
coração há um sopro de um Deus que ninguém explica, mas que existe. Que
movimenta todo o Universo. Mas até quando? Mistério insondável.
Assim como as folhas,
flores, frutos e borboletas, nada é permanente. Tudo se transforma, já dizia
Lavoisier. Também o ser humano, com suas limitações, fantasmas e imperfeições.
Contudo, Cristo é eterno. Detenho-me diante da ternura do Nazareno. Esbarro no
mistério da vida. Da vida que passa tão rapidamente. Penso no mistério da fé.
Quisera ter o dom da fé. Será que me perdi nas indagações que fiz? Nas
respostas que não tive? Enfim, são emoções e lembranças que guardo no meu
coração.
Filemon Martins
Escritor, cronista e poeta
Da Confraria Brasileira de Letras
Do Clube Baiano de Trova, Salvador, Bahia.
MINHA PAIXÃO - FILEMON MARTINS
- se a saudade chegou cheia de manha?
Teu perfume de flor ainda insiste
em aumentar a minha dor tamanha...
Por que fugiste assim, minha poesia,
eras tu meu querer, minha alegria,
a energia que vibra no meu ser.
Tu és da minha casa, a grande porta,
a inspiração ardente que conforta
segunda-feira, 5 de outubro de 2026
REFLEXÃO - FILEMON MARTINS
REFLEXÃO
É sempre salutar quando paramos um pouco para uma meditação. Ninguém
pode viver sem uma pausa para descansar e refletir sobre a vida, missão
terrena, o que passou, o que fizemos ou deixamos de fazer. É nesse momento que
ficamos perplexos com as escolhas que fizemos, seja na vida pessoal,
profissional, política ou ambiental. É evidente que todos nós almejamos obter
estabilidade econômica, emocional, pessoal e muito pelejamos para encontrar um
¨porto seguro¨.
Contudo, se erramos no passado, se nossa semeadura não foi boa, não
precisamos desistir. Ao contrário, vamos planejar melhor nossos sonhos e
ideais. Vamos plantar melhores sementes. Se regarmos bem nossos sonhos, eles
brotarão como um roseiral, cujos brotos vão se transformar em botões e
mais tarde se abrirão em perfumadas flores.
Nossos erros, decepções e frustrações devem se transformar em
combustível para seguirmos com mais experiência, força de vontade e
determinação, a fim de alcançarmos nossos objetivos no presente e no futuro com
uma excelente colheita.
Pense. Raciocine. Leia bons livros. Escreva. Cante. Dance. Grite. Nosso
cérebro vai se expandir e fará melhores escolhas. Mude o caminho. Mude a rota.
O resultado será diferente. Se era ruim, agora será melhor. Acredite em você,
acredite em Deus! Quem crê em Deus nunca fica sem resposta!
Filemon Martins
Escritor, cronista e poeta
Membro correspondente da Academia Anapolina de
Filosofia, Ciências e Letras, Anápolis/GO.
Do Clube Baiano de Trova, Salvador, Bahia.
RUI BARBOSA
RUI
BARBOSA
"De
tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver
crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus -
o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de
ser honesto".
Quando
Rui Barbosa proferiu seu famoso discurso no Senado em 17/12/1914, de onde
extraímos o trecho em epígrafe, ele certamente estaria imaginando que havíamos
chegado ao "fundo do poço".
Seu discurso é corajoso, duro, brilhante e mostra claramente sua revolta pelo
que via a seu redor.
Pois
bem, decorridos quase 112 anos, o que vemos de diferente em nosso país?
Passamos pela ditadura, recuperamos a democracia, o povo ganhou o direito de
escolher seus governantes, dois presidentes sofreram processo de impeachment,
um metalúrgico foi eleito e reeleito para nos comandar. O Brasil cresceu,
chegou a ser a oitava potência do mundo, mas a desonestidade, a podridão, a
miséria moral cresceram muito mais. Se vivo fosse, hoje Rui Barbosa estaria
muito mais perplexo, envergonhadíssimo de ser honesto.
(DE UM
RECORTE DE JORNAL)
domingo, 4 de outubro de 2026
DISCURSO DO POLÍTICO - RENATO DINIZ SANTOS
DIA DE ELEIÇÃO - SAMMIS REACHERS
DIA DE ELEIÇÃO, crônica de Sammis Reachers
Dia de eleição é dia de catarse. De expor amigamentos e odianças
por esses que o jogo político arregimenta, esses que, por pudor nos negamos a
dizer, mas no fundo – sejamos nós letrados ou humildeletras, enricados e
pés-de-pano – sabemos que são os piores de nós...
Dia de eleição é dia de desnudamentos, de sangria dos ânimos, de
expor os radicais e seus monóculos, sua tobas de ver o mundo por um só viés.
Esses de direita e esquerda, em seus extremos tão perigosos – mas não haveria
jogo sem eles, afinal, os fominhas da bola.
Dia de eleição é dia de melancolia, e isso nenhum poeta, dos seis
mil que conheço ou ao menos tolero, já aventou: Dia máximo de melancolia, ao
revisitar velhos caminhos e seções, ao rever rostos de anos, infância até,
estudos juntos, trampos, sopapos e beijos trocados.
Dia de eleição é dia de cidadania, essa obviedade central & inescapável,
frenética em seus entra-e-sais quase copulosos, pois desse seu coito na urna,
hoje botãonizada, nasce o rebento que nos resguarda, a democracia – mais que
este ou aqueloutro ator canastrão que ocupar o cargo que lhe confiarmos.
Dia de eleição é dia de suspense, riso e lágrima, apuração de samba
e final de copa, suspiros ou expiros de sonhos, projetos, construtos de luz ou
maquiavélicas maquinações. E acerto de conta$, que o correligionário também
come, afinal.
Dia de eleição é dia de socializar – e orar, debater, biritar,
conforme a cultura da aldeia: Preocupações ou despreocupações se carnavalizam,
entrechocam e abraçam – o outro feito nós na sujeição ao sistema que nos
comporta, renovação de ciclo, refundação tumultuosa de nosso pequeno grande
mundo citadino.
Sammis Reachers
sábado, 3 de outubro de 2026
UM - CÁSSIO DE OLIVEIRA JOSÉ (ZERO)
UM
Cássio de Oliveira José (Zero)
Não reconhecer a unidade
imanente na multiplicidade
é a matriz das carências.
Falta de consciência
é ser bala controlada de guerra,
acreditando em sonhos e faltas
que só vendem produtos;
essas são as algemas
que nos fazem roer o próprio osso,
a projetar no irmão
alguém a ser vencido,
sem perceber nesse espelho
que sou meu maior inimigo.
Sistema.
(LIVRO "POEMAS PARA O ÊXTASE - PELO CORAÇÃO DA BALEIA SEM FIM", PÁGINA 38)
PRIMAVERA, DE NOVO! - ÓGUI LOURENÇO MAURI
(FOTO DE MAÍSE J. M. MEDEIROS)
VELHAS ÁRVORES - OLAVO BILAC
O OUTONO JÁ PASSOU, AGORA É PRIMAVERA! - FILEMON MARTINS
O OUTONO JÁ PASSOU, AGORA É PRIMAVERA!
Não estamos mais no Outono, agora o predomínio é da Primavera. Mas o
Outono é bem conhecido como a época em que as folhas secam e caem ao sabor dos
ventos. Uma mudança providencial da natureza para que as árvores se preparem
para a estiagem, economizando energia. As folhas secas, tombadas vão se
transformar em adubo, fertilizando a terra para produzir novos brotos, novas
folhas, flores e frutos. Período
de colheitas e temporada escassa de chuvas.
No Brasil, quase de modo geral, ocorrem muitas ventanias, tempestades na
estação Outonal. As chuvas, quando ocorrem nesta estação são acompanhadas por
ventos fortes, raios, gerando enchentes, medo e calamidade.
No sentido Figurado todos os seres viventes têm o seu outono, inclusive
nós, os humanos. Ninguém escapa deste processo biológico. Nesta fase da vida,
as mudanças são visíveis: - nossa visão vai diminuindo e se tornando turva. Os
sonhos vão se desbotando e desaparecendo em bandos.
Somos compelidos a buscar renovação, através de novos projetos, novas
ideias e desejos a fim de prosseguirmos na vida. Assim como as árvores que se
desfazem das folhas secas e murchas para depois ressurgirem belas e floridas,
também nós temos que nos reinventarmos: leia mais, escreva, pinte, borde,
reforme, vá ao cinema, à praia, ponha sua criatividade para funcionar. E,
sobretudo, pense, raciocine.
Novos horizontes, novos sonhos, novas esperanças hão de surgir à sua
frente. O Outono, basicamente é isso, desapego, trocas, mudanças e
transformações. Mas a Primavera está aí convidativa, temperaturas amenas,
ressurreição de plantas e flores. Exercite sua mente, sua imaginação que a vida
é uma viagem...
No campo político, as eleições brasileiras estão aí: É tempo de
Primavera, é tempo de mudar. É tempo de pensar. Pensar em quem votar para
resgatar o país desta letargia. O Brasil precisa mudar. Mudar para ter um
futuro melhor para o seu povo, o povo que vive aqui. Esqueça os artistas. Eles têm
a Lei Rounet (Lei Federal de Incentivo à Cultura). São riquíssimos e quase
sempre, moram em outro país, embora vivam dando palpites sobre o Brasil com
interesses obscuros, que já conhecemos.
O Brasil precisa de maiores investimentos na saúde, educação, segurança
pública, tecnologia e pesquisas. Dinheiro tem, mas é urgente estancar, acabar
com a corrupção que corrói os recursos públicos.
Se deixarmos como está, tudo continuará igual. Não haverá crescimento, o
Brasil continuará perdendo empresas, fábricas e lojas para outros países e nós,
o “Zé povinho,” seremos inscritos no “Fome Zero”, enquanto a farra da gastança
desenfreada vai continuar nos Três Poderes.
FILEMON MARTINS
ESCRITOR, CRONISTA E POETA
DA CONFRARIA BRASILEIRA DE LETRAS
DO CLUBE BAIANO DE TROVA, SALVADOR,
BAHIA.
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