BLOG LITERÁRIO DO FILEMON
quarta-feira, 10 de junho de 2026
OBSERVAÇÕES DO AMIGO ARDAGA SOBRE O MEU LIVRO "FAGULHAS"
TROVAS DE J. G. DE ARAÚJO JORGE
(Livro TREVOS DE QUATRO VERSOS, - TROVAS, 1964)
TROVAS DE CARLOS RIBEIRO ROCHA
TROVAS DO JERRY FILHO
ESTRAGOS E DORES CAUSADOS PELO DESEMPREGO - SAUL RIBEIRO DOS SANTOS
ESTRAGOS E
DORES CAUSADOS PELO DESEMPREGO
O Brasil
está passando por um cenário bem adverso, na política e na economia. Esse
ambiente desfavorável continua desestimulando empresários, investidores e
consumidores, fazendo aumentar a desconfiança.
Nesta
semana vamos entrar em temas diferentes daqueles apresentados nas semanas
anteriores. Vemos que os brasileiros de todas as partes estão sofrendo os
efeitos do subemprego ou do desemprego. Os especialistas em economia e negócios
afirmam com argumentos insofismáveis e mostrando números da conclusão a que
chegaram, dizendo que o Brasil está mergulhado em dificuldades. Afirmam que uma
política passiva, como a benesse (a bolsa) entregue nas mãos (dinheiro que não
advém do trabalho) não resolve os estragos. Além disso, a médio e longo prazos
fazem piorar a situação. Enquanto isso vai acontecendo, todos assistem a
elevação do desemprego. Falam que no Brasil temos cerca de 20 milhões de
famílias sendo beneficiadas pelo Programa Bolsa Família. Isso significa
aproximadamente 48 milhões de pessoas penduradas no Bolsa Família. E a
tendência é aumentar. Esse auxílio deverá ser temporário, até que o nosso
patrício sofredor consiga um emprego. Acontece que muita gente em condições de
trabalhar, não se move na busca interessada por um emprego. É como dizem no
interior do Nordeste, o fulano não levanta uma palha, mas recebe os trocados
todo mês. Vemos que o sistema está criando ociosos. Enquanto isso vai
acontecendo, todos assistem a elevação do desemprego no Brasil. Só o Estado de
Santa Catarina apresenta números favoráveis em registros trabalhistas. Por
outro lado, no Nordeste tem muita gente desempregada. O seguro-desemprego é um
instrumento útil e muito necessário ao trabalhador quando perde o emprego. É um
patrimônio do trabalhador que ameniza os estragos causados após o ser demitido
sem justa causa. Todos os responsáveis pela área de RH nas empresas percebem os
males imediatos causados pelo desemprego. No entanto, o desemprego causa também
males sociais graves, como desajustes na família, maus hábitos profissionais
etc., forçando e fazendo surgir a necessidade de nova formação profissional ou
um retreinamento na profissão anteriormente registrada em carteira
profissional. O fechamento de uma empresa causa o desemprego de muitos
trabalhadores e possivelmente perda para os credores onde o trabalhador
demitido havia comprado a prazo ou contratado serviços, como cartão de crédito,
escola dos filhos. É claro também que a partir do dia da demissão a pessoa vai
diminuir as compras nas lojas e supermercados. O comércio e a economia do país
sofrerão danos. Quando grande quantidade de trabalhadores perde o emprego, o
estrago na economia é imenso e assusta os economistas. Isso traz um grande
desperdício de mão de obra de trabalhadores habilitados e competentes. As
políticas passivas de assistencialismo não resolvem o problema. A tendência é
agravar a situação, tornando as coisas mais difíceis. O que o governo precisa
fazer é diminuir impostos e criar condições para que muitas empresas venham
para o Brasil. Facilitar a exportação de produtos brasileiros, criar condições
para que as empresas aumentem as vendas, admitam mais trabalhadores e recolham
mais impostos em função do aumento das vendas. Assim todos serão beneficiados
(empresários, trabalhadores e governo). Para finalizar queremos dizer que a Bíblia
apresenta solução para todos os casos. A Bíblia não é um manual de economia e
não é esse o seu objetivo. No entanto ela não aprova a ociosidade (a pessoa
viver na preguiça, sem trabalhar). A Bíblia mostra que o trabalho dignifica o
trabalhador. Na carta que o apóstolo Paulo escreveu aos Efésios, no capítulo 4
e verso 28 ele orienta o trabalhador a fazer tudo bem-feito. Fazer o que é bom
e útil para a comunidade.
Saul
Ribeiro dos Santos
Contador e
economista aposentado
Natural de
Ipupiara – BA.
� � saul.ribeiro1945@gmail.com
terça-feira, 9 de junho de 2026
QUEM É LAURENTINA DOS SANTOS NOVAIS ? - FILEMON MARTINS
QUEM É LAURENTINA DOS SANTOS NOVAIS?
Filemon Martins
LAURENTINA DOS SANTOS NOVAIS nasceu em São Paulo a 04/02/1957. Filha do poeta e trovador Jeremias Ribeiro dos Santos e de Guiomar Ribeiro Martins.
Ama a poesia e escreve por vocação. A poetisa aos 15 anos escreveu um hino dedicado ao CENTRO EDUCACIONAL DE IPUPIARA, com o título ¨LUZ NO SERTÃO¨. Fragmentos desse hino: ¨Dos rincões desta terra querida, /deste forte e gigante Brasil, /a semente da luz do saber/já chegou ao Sertão varonil! Levantai a Sagrada Bandeira, /vivo símbolo de nossa Nação, /dando vivas aos nossos heróis/que lutaram por nós no Sertão¨!
De família grande, são seus irmãos: Jeremias Ribeiro Filho (falecido), Gasparino Martins Neto, Carlos Alberto Ribeiro Santos, Mário Ribeiro Santos, David Wilson Ribeiro Santos, Jônatas Ribeiro Santos, Rubens Ribeiro Santos (falecido), Guiomar Martins Santos, Mary Ruth Martins Santos, Noemia Isabel Martins Santos e Maria Janete Martins Santos.
Residiu em São Paulo por algum tempo, quando colaborou com alguns jornais, entre outros, A GAZETA ESPORTIVA, NOTÍCIAS POPULARES e O RADAR, de Apucarana, Paraná. Pertence ao CLUBE DA TROVA DO VALE DO PARAÍBA.
Participou do ANUÁRIO DE POETAS DO BRASIL – 4º volume, páginas 297/302, organizado pelo saudoso poeta Aparício Fernandes, Rio de Janeiro.
Retornando à Ipupiara, tornou-se professora da rede pública, onde se aposentou.
Casou-se com Osvaldo Rodrigues Novais, de Ipupiara, com quem teve os filhos: Valdilaura dos Santos Novais, Jaqueline dos Santos Novais e Mylena dos Santos Novais.
Escreveu JARDIM FLORIDO, que, no entanto, permanece inédito.
Reside atualmente em Ipupiara, Bahia, onde sua casa é, de fato, um jardim florido, bem cuidado e extremamente lindo.
VIADUTO DA BORGES O MAIS LINDO DO MUNDO - ANTÔNIO CARLOS CÔRTES
VIADUTO DA BORGES O MAIS
LINDO DO MUNDO
Antônio Carlos Côrtes *
Centro-histórico Porto Alegre
Lecionou arquiteto Paulo Bicca
O título do alto
Por anos passear ali era febre
Mesmo no calor do asfalto
Mais lindo que Arcos da Lapa
Acrescento eu
Inspirado em Prometeu
Sem necessitar tapas
O da Borges acolheu bares
Sebos e lojas de Discos raros
Artesanatos, relojoeiros
Quitandas e quitandeiros
No passado meus caros
Vivi a emoção do Carnaval
Tribos indígenas
Bororos, Tapuias, Xavantes,
Arachaneses, Aymores,
Iracemas,
Dentre outras no varal
Sem problemas
Blocos humorísticos
Satirizando políticos
Tira-o-dedo-do-pudim!
Guerguelhas
Toco-a-vela
Cordões de Sociedades
E seus obreiros
Navegantes S. João
Com solista Jaguarão
Gondoleiros, Pra que tristeza
Delmar Barbosa Pavão
Escolas de Samba com certeza
Trevo de Ouro
Bambas da Orgia
Praiana
9 janeiro 1964
Avenida chorou
Foi quando Almir Ribeiro no ar
Como locutor oficial anunciou
Ary da Aquarela do Brasil
Morreu.
Assisti Rei Momo Vicente Rao
Também chorar.
· DA ACADEMIA RIO-GRANDENSE
DE LETRAS
A CASA - ELVIRA DRUMMOND
A CASA
Elvira Drummond
A casa com quintal e com varanda
testemunhou a minha fantasia:
no "bosque", com aroma de lavanda,
princesas e duendes recebia.
Descalça na calçada (quem não anda?),
driblava o olhar atento e, por folia,
girava o tempo... e as voltas da ciranda
desenrolavam cenas de magia...
A casa belle époque, ornamentada
com flores bouganville na fachada,
carrega meu passado, minha história...
Da casa que habitei, resta o vazio...
tão cheio de lembranças, que anuncio:
a casa habita em mim... (só na memória!)
(LIVRO "OS ESCOLHIDOS VERSOS DIVERSOS", PÁGINA 61)
segunda-feira, 8 de junho de 2026
O VOADOR - OLAVO BILAC
O VOADOR
Olavo Bilac
Em Toledo. Lá fora a vida tumultua
e canta. A multidão em festa se atropela...
E o pobre, que o suor da agonia enregela,
cuida o seu nome ouvir na aclamação da rua.
Agoniza o Voador... Piedosamente, a lua
vem velar-lhe a agonia, através da janela...
A Febre, o Sonho, a Glória enchem a escura cela,
e entre as névoas da morte uma visão flutua:
"Voar! Varrer o céu com as asas poderosas,
sobre as nuvens! correr o mar das nebulosas,
os continentes de ouro e fogo da amplidão!..."
E o pranto do luar cai sobre o catre imundo...
E em farrapos, sozinho, arqueja moribundo
Padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão...
(LIVRO "COMPOSIÇÕES ESCOLARES", PÁGINA 19)
O ENGENHO DE MADEIRA - ANTÔNIO DA COSTA E SILVA
(NA FOTO, MEU AMIGO DUÃO, DE SAUDOSA MEMÓRIA, COMPANHEIRO DE VIAGENS, DE IPUPIARA A SÃO PAULO E VICE-VERSA)
O ENGENHO DE MADEIRA
Antônio da Costa e Silva
Na remansosa paz da rústica fazenda,
a luz quente do sol e à fria luz do luar,
vive, como a expiar uma culpa tremenda,
o engenho de madeira a gemer e a chorar.
Ringe e range, rouquenha a rígida moenda,
e ringindo e rangendo, a cana a triturar,
parece que tem alma, adivinha e desvenda
a ruína, a dor, o mal que vai, talvez, causar.
Movida pelos bois tardos e sonolentos,
geme, como a exprimir, em doloridos lamentos,
que as desgraças por vir sabe todas de cor.
Ai! dos teus tristes ais! moenda arrependida!
- Álcool! para esquecer os tormentos da vida
e causar, sabe Deus! um tormento maior!
(LIVRO " COMPOSIÇÕES ESCOLARES", PÁGINA 18)
A JANGADA - P. J. TOMAZ
A JANGADA
P. J. Tomaz
De vela solta, ao vento desdobrada,
cortando as ondas, sai deixando a praia,
deixando longe a terra da jandaia,
pequena, afoita, intrépida, a jangada.
Ei-la tão frágil sobre o mar lançada!...
Abrem-se as vagas, ruge o mar e ensaia
cortar-lhe a marcha, quando longe raia
clara, tranquila, fresca, a madrugada...
E a vela avança... Rasgo de bravura
de uma raça de heróis... o mar murmura...
É mais uma epopeia, um feito novo!...
E aberta, panda, cheia de ansiedade,
a vela corta a salsa imensidade,
levando longe a intrepidez de um povo.
(LIVRO "COMPOSIÇÕES ESCOLARES", PÁGINA 17)
CONTRASTE - PADRE ANTÔNIO THOMÁZ
BERÇO - B. LOPES
BERÇO
B. Lopes
Recordo: um lago verde e uma igrejinha,
um sino, um rio, um pontilhão e um carro
de três juntas bovinas que ia e vinha
rinchando alegre, carregando barro.
Havia a escola, que era azul, e tinha
um mestre mau, de assustador pigarro...
(Meu Deus! que é isto, que emoção a minha
quando estas coisas tão singelas narro?)
Seu Alexandre, um bom velhinho rico
que hospedava a Princesa; o tico-tico
que me acordava de manhã, e a serra...
Com seu nome de amor Boa-Esperança,
Eis tudo quanto guardo na lembrança
da minha pobre e pequenina terra!
(LIVRO "COMPOSIÇÕES ESCOLARES", PÁGINA 15)
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