domingo, 6 de setembro de 2026

O GRITO DO POETA - FILEMON MARTINS

 




                O GRITO DO POETA

                                Filemon Martins

             

No meu viver de cidadão, proscrito,
carrego a dor imensa do Universo.
Meu canto desolado traz, aflito,
as tristezas do mundo controverso.

De desespero clamo, sofro e grito,
tudo em vão, pois o povo está imerso
na estupidez do tanto faz maldito,
- não compreende mais o que é perverso.

A Esperança se esvai a cada aurora,
o poder corrompido se agiganta,
parece não haver outra saída...

Meu protesto, em verdade, não tem hora,
minha voz de poeta ainda espanta
os vendilhões da Pátria adormecida!

QUEM JOSÉ FELDMAN? - POR ELE MESMO

 




QUEM É JOSÉ FELDMAN?

(POR ELE MESMO)

 

JOSÉ FELDMAN nasceu em São Paulo/SP, em 1954, filho de Moisés e Mina Feldman. Morou em Taboão da Serra/SP, Curitiba/PR, Ubiratã/PR e finalmente radicou-se em Maringá/PR em 2011.

Iniciou-se nas trovas com o Magnífico Trovador Izo Goldman, na cidade paulistana. Estudou romance com Mário Amato e Ficção Científica na literatura e no cinema com o escritor de renome internacional, falecido em Curitiba, André Carneiro, tornando-se amigos. Neste tempo fez amizade com o escritor Artur da Távola, que lhe deu orientações para o desenvolvimento de seu trabalho no mundo da literatura. Em 1995 casou-se com a escritora e tradutora, atualmente professora de literatura inglesa da Universidade Estadual de Maringá, pós-doutorada em Vancouver/Canadá, Alba Krishna Topan e mudou-se para o Paraná.

Premiado em vários concursos de trovas (líricas/filosóficas e humorísticas), como Ribeirão Preto, Nova Friburgo, Curitiba, Santos, etc. e no concurso de poesias de Teófilo Ottoni/MG, 2018 e Cruz Alta/RS, 2019. Escritor, poeta, trovador, gestor cultural, orientador. Jurado em Concursos de Poesias e de Trovas. Organizador de concursos literários. Criou o bloghttp://singrandohorizontes.blogspot.com.br em 2007. Idealizador e editor dos ebooks Chuva de Versos com mais de 400 números, Trova Brasil, Almanaque Paraná, O Encanto das Trovas, Florilégio de Trovas, O Voo da Gralha Azul, Folhetim Literário Desiderata.

ENTIDADES LITERÁRIAS AS QUAIS PERTENCE:

- Foi vice-presidente da Associação de Literatos de Ubiratã

- Cadeira n. 1 da Academia de Letras do Brasil/Paraná, tendo por patrono Paulo Leminski. Presidente estadual atual, desde 2009.

- Cadeira n. 135 da Academia de Letras do Brasil, em Berna/Suiça, tendo por patrono Mário Quintana,

- Cadeira n. 35 da Academia Virtual Internacional de Poesia, Arte e Filosofia (AVIPAF), tendo por patrono Apollo Taborda França,

- Cadeira n.1 da Confraria Paranaense de Letras, tendo por patrono: Fernando Amaro.

– Conselheiro Internacional do Movimento União Cultural,

- Membro da Tertúlia Luso-Brasileira de Trovadores.

- Acadêmico Correspondente no Grau de Oficial 1º. Grau, da ALARC, Academia Rotary de Letras, Artes e Cultura,

- Acadêmico correspondente de Academia de Letras de Teófilo Otoni/MG,

- Acadêmico correspondente da Academia Formiguense de Letras/MG, cadeira n. 35, tendo por patronesse Cora Coralina,

- Auxiliar de Delegado da União Brasileira dos Trovadores/Delegacia de Arapongas/PR,

- Membro da Academia Virtual Brasileira de Trovadores,

- Sociedade Mundial de Poetas,

- Unión Hispanomundial de Escritores,

- Casa do Poeta Lampião de Gaz.

PUBLICAÇÕES:

- Coleção Terra e Céu, em 2016 com trovas de sua autoria e de seu mestre Izo Goldman. 

- “Canteiro de Trovas”, com cerca de 300 trovas de sua autoria.

- Poesia na Edição comemorativa de 35 anos do Movimento Poético em São Paulo e

- Poesia em Café com Letras, da Acad.de Letras de Teófilo Ottoni.

- Crônica em coletânea organizada por Isabel Furini, de Curitiba.

- Prefaciou livros dos curitibanos de Isabel Furini e Átila José Borges, e o capixaba Aparecido Raimundo de Souza.

- Trovas em livros de Vânia Ennes, de Curitiba e da UBT Nacional.

- Referência no livro A Trova, de Carolina Ramos, e em boletins nacionais.

- Seu nome foi citado nos Anais da Academia de Letras Maçônicas.

 

 


MERO CONTO DA CAROCHINHA? - PARTE I - FILEMON MARTINS

 



MERO CONTO DA CAROCHINHA?

PARTE I



       Escrevi, certa vez, um poema com o título ALERTA, inserido na página 143 do ANUÁRIO DE POETAS DO BRASIL, 3º volume, 1980, Rio de Janeiro, organizado pelo saudoso APARICIO FERNANDES, e publicado em meu livro FLORES DO MEU JARDIM, 1997, 1ª edição e em 2016, 2ª edição, que dizia: -
“Querem abafar nosso grito, reprimir nosso direito, porque a Verdade sempre dói quando lançada em rosto. Por que protestar, se tudo vai bem? Além do mais, é ilegal dizer a Verdade, principalmente se ela contraria as regras do poder”.

       Pois é, a cúpula do PT com suas promessas, fez nascer nos corações brasileiros uma esperança que há tempos estava morta. Lula vinha se firmando no cenário político nacional muito antes do ano 2000, quando já havia disputado, sem sucesso, outras eleições. Seu discurso empolgava as massas, ávidas para ter um Brasil justo, mais feliz e mais humano. Até este escriba embalado pelo sonho de ver o Brasil no rumo certo, escreveu: “Ao som das ondas do mar com trabalho e competência, o Brasil quer prosperar com Lula na Presidência”! Finalmente em 2002 o homem foi eleito Presidente da República, para o período de 2003 até 2006.     É bom registrar que em seu discurso de posse no Congresso Nacional, com as presenças de Fidel Castro e Hugo Chaves, entre outros, Lula afirmou: “Ser honesto é mais do que não roubar; é também aplicar com eficiência e transparência, sem desperdícios, os recursos públicos”.  O “homem do povo” foi aplaudido de pé. Foi nesse discurso demagógico que muitos brasileiros de boa-fé acreditaram: “salário de trabalhador não é renda” - ele dizia. Outra pérola:- “não é correto o empresário pagar ao trabalhador o vale refeição, porque só ele se alimenta bem, enquanto sua família sofre privações. O certo é que ele receba um salário digno que possa sustentar-se e também à sua família”. Mas ao contrário do que pregava, os projetos das Reformas Previdenciária e Tributária, foram alinhavados para beneficiar empresas, banqueiros, empresários e subtrair direitos dos trabalhadores.

       O jeito petista de governar, no entanto, ficou bem claro desde o primeiro mandato, quando explodiu o escândalo dos Correios, e em seguida o caso do mensalão (compra de votos para aprovação da Reforma da Previdência) que culminou na taxação de inativos e pensionistas do serviço público federal, dando origem a Apelação 470, julgada pelo STF, quando o STF ainda era sério, cujo relator, na época, era o Ministro Joaquim Barbosa. Ainda no primeiro mandato do petista, li nos jornais que o presidente Lula havia escolhido e nomeado 12 conselheiros para estudar a Reforma da Previdência e entre esses estavam os maiores devedores do INSS. Pensei comigo: deve ser intriga da imprensa ou brincadeira de mau gosto. Que nada! Era a generosidade do chefe do PT agraciando as raposas com o galinheiro. Lembrei-me também que alguns jornais publicaram a relação dos devedores “históricos” do INSS e o Ministro, na época, Ricardo Berzoini, da Previdência, afirmou que os milhões de reais devidos ao INSS era “muito difícil de ser recuperado”.    Como explicar aos servidores federais que estão sem reajuste há muito tempo por conta da Lei de Responsabilidade Fiscal? Mais fácil mesmo e mais vantajoso é atacar os trabalhadores de modo geral: taxar inativos, reduzir aposentadorias, aumentar a idade mínima para que “a classe trabalhadora morra antes de se aposentar”. Palavras de Lula, em 1987, quando Lula ainda era candidato. O povo brasileiro, pelo menos os que elegeram Luiz Inácio Lula da Silva, queriam dignidade, coerência, ética, decência e não o que se viu nestes anos de governo. Reuniões, reuniões e nada. Ainda assim com o carisma que lhe é peculiar, reelegeu-se para o segundo mandato que foi até 2011. A verdade é que o povo ficou decepcionado com os políticos, com raras exceções, se é que elas existem. Qual é a

perspectiva do povo até agora? - Nenhuma. O que se viu foi muita falação e pouco trabalho.

     Por outro lado, graças a sua persuasão e o poderio econômico do PT e seus aliados, Lula conseguiu eleger sua sucessora Dilma Rousseff, que havia substituído José Dirceu, na Casa Civil, depois do rumoroso escândalo do mensalão.  Reeleita para o segundo mandato, a petista foi afastada em 2016 por um processo de “impeachment”, dando lugar a seu vice, do MDB, Michel Temer.

       O PT (Dilma Rousseff) e o MDB (Michel Temer) foram respaldados com quase 55 milhões de votos para cumprir seu programa de governo e honrar suas promessas de campanha, mas nunca as cumpriu. Imagine a decepção do povo ao constatar que o PT e MDB, que prometeu mudanças, novos empregos, manutenção dos já existentes, saúde, educação e crescimento econômico foi-se tornando um pesadelo para o Brasil.

 

 

FILEMON MARTINS

ESCRITOR, CRONISTA E POETA

DA CONFRARIA BRASILEIRA DE LETRAS

DO CLUBE BAIANO DE TROVA, SALVADOR, BAHIA

DA ACADEMIA DE LETRAS DE IPAUSSU - SP


sábado, 5 de setembro de 2026

PREENCHENDO OS ESPAÇOS VAZIOS

 





 

Preenchendo os Espaços Vazios


Numa aula de Filosofia, o professor queria demonstrar um conceito aos seus alunos. Para isso, pegou um vaso de boca larga e colocou dentro dele, primeiramente, algumas pedras grandes. Então perguntou à classe:

— Está cheio?

Pelo que viam, o vaso estava repleto, por isso todos os alunos responderam:

— Sim!

O professor pegou um balde de pedregulhos e virou dentro do vaso. Os pequenos pedregulhos se alojaram nos espaços entre as pedras grandes. Então, ele perguntou aos alunos:

— E agora, está cheio?

Desta vez, alguns estavam hesitantes, mas a maioria respondeu:

— Sim!

Continuando, o professor levantou uma lata de areia e começou a derramar a areia dentro do vaso. A areia preencheu os espaços entre as pedras e os pedregulhos. E, pela terceira vez, o professor perguntou:

— Então, está cheio?

Agora, a maioria dos alunos estava receosa, mas novamente muitos responderam:

— Sim!

Finalmente, o professor pegou um jarro com água e despejou o líquido dentro do vaso. A água encharcou e saturou a areia. Neste ponto, o professor perguntou para a classe:

— Qual é o objetivo desta demonstração?

Um jovem e “brilhante” aluno levantou a mão e respondeu:

— Não importa quanto a “agenda” da vida de alguém esteja cheia, ele sempre conseguirá espremer dentro, mais coisas!

— Não exatamente! — respondeu o professor. — O ponto é o seguinte: A menos que você, em primeiro lugar, coloque as pedras grandes dentro do vaso, nunca mais conseguirá colocá-las lá dentro. Vamos! Experimente! — disse o professor ao aluno, entregando-lhe outro vaso igual ao primeiro, com a mesma quantidade de pedras grandes, de pedregulhos, de areia e de água. 

O aluno começou a experiência, colocando a água, depois a areia, depois os pedregulhos e por último, tentou colocar as pedras grandes. Verificou, surpreso, que elas não couberam no vaso. Ele já estava repleto com as coisas menores.

Enfim, o professor explicou ao rapaz:

— As pedras grandes são as coisas realmente importantes de sua vida: seu crescimento pessoal e espiritual. Quando você dá prioridade a isso e mantém-se “aberto” para o novo, as demais coisas se ajustarão por si só: seus relacionamentos (família, amigos), suas obrigações (profissão, afazeres), seus bens e direitos materiais e todas as demais coisas menores que completam a vida. Mas, se você preencher sua vida somente com as coisas pequenas, então aquelas que são realmente importantes, nunca terão espaço em sua vida. Recomece. É uma boa sugestão. Esvazie seus vasos (mentais, emocionais) e comece a preenchê-los com as pedras grandes.


 

“Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas.” — Mateus 6:33

 

“Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” — Marcos 8:36

 

“Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a

porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo.”  Apocalipse 3:20


(FONTE: "HISTÓRIAS PARA GUARDAR DO ESQUECIMENTO", ORGANIZAÇÃO DE SAMMIS REACHERS)



MENSALÃO: UM JULGAMENTO INCOMPLETO - FILEMON MARTINS

 





MENSALÃO: UM JULGAMENTO INCOMPLETO                                                                     

“Mensalão. O maior escândalo da política brasileira, um esquema de compra de votos de parlamentares, denunciado no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT – Partido dos Trabalhadores)”.

                                                                 
      O esquema foi denunciado pelo então deputado federal Roberto Jefferson (PTB) em junho de 2005 ao jornal Folha de São Paulo. Na época, Roberto Jefferson, era acusado de envolvimento em licitações praticadas por funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), ligados ao PTB, do qual ele era presidente. Acuado por uma investigação, ele denunciou o escândalo do Mensalão.

      Segundo o deputado Roberto Jefferson, parlamentares da base aliada do PT recebiam uma “mesada” para votarem a favor dos projetos do governo. Havia também “mensaleiros” que seriam do PL (Partido Liberal), PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), PP (Partido Progressista), PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro), incluindo o próprio PT (Partido dos Trabalhadores).

      Assim, deu-se início a Ação Penal nº 470, no Supremo Tribunal Federal, que, em novembro de 2013 determinou a execução das penas dos condenados. Inicialmente, 25 tiveram prisão decretada, posteriormente um deles foi absolvido ao ter os recursos aceitos pela Corte Suprema. Enfim, nas idas e vindas, Lula escapou, afirmando que nada sabia do Mensalão. Seus companheiros também o pouparam, enquanto seus homens de confiança caíram, Lula se manteve no cargo e se reelegeu em 2006, para infelicidade do país.

      No mês de março de 2014, o Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu o julgamento dos réus acusados no esquema de corrupção, ou seja, a compra de votos com o objetivo de obter apoio político na Câmara pelo PT nos primeiros anos do mandato de Lula. Dos 40 denunciados, apenas 24 foram condenados ao fim do julgamento.

      Na noite do dia 27/08/2003, o então presidente Lula comemorava sua primeira e grande vitória na Câmara dos Deputados. Com 357 votos a favor e 123 contra, era aprovada a Reforma da Previdência.     Nove anos depois, o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que o governo comprou votos para aprovar essa e outras propostas por meio do Mensalão. E foi assim que o Juiz mineiro Geraldo Claret de Arantes considerou a votação inválida ao julgar um processo sobre pensão de uma viúva de servidor público. Houve um roubo, o ladrão foi preso e condenado. Não há motivo para deixar o produto do roubo com a família do ladrão. O próprio ministro Celso de Mello, na época, afirmou que o “caso deve ser enfrentado pelo Supremo Tribunal Federal”. Ele comparou a validade das reformas aprovadas, como a da Previdência Social, à legalidade de sentenças proferidas por juízes corruptos: “É o mesmo que ocorre com um juiz corrupto, no qual suas sentenças podem ser anuladas mesmo que estejam em trânsito julgado”.

      Diante de tudo que foi aprovado pelo Congresso na época, fim do caso Mensalão? - Não! Em entrevista recente, Lula disse que o “julgamento do Mensalão foi 80% político e apenas 20% foi jurídico”. Mais uma bravata do político do PT.      Mas, é muito bom voltar ao assunto, porque o tema vai ficando esquecido: as leis que foram aprovadas entre 2003 e 2005, a reboque do mensalão são ilegítimas. Não é preciso ser advogado para responder. Muitos partidos políticos exploram em seus programas, assuntos como Fator Previdenciário, Reajuste da Tabela de Imposto de Renda etc. Mas não mencionam a taxação de inativos e pensionistas, embutida na Reforma.  - Por que será? Ora, como eu existem outros, se depois de 21 anos de trabalho na Empresa Folha da Manhã S/A; depois, por concurso público, na Prefeitura de São Paulo e por fim também mediante concurso público no Judiciário Federal, agora aposentado, por que tenho que continuar pagando 14% do meu salário? Será que ao me tornar um fantasma vou precisar de outra aposentadoria? Tenho certeza de que nosso sindicato, o SINTRAJUD, entrou com ação na justiça para derrubar essa injustiça cometida contra pensionistas e aposentados do serviço público federal ou pelo menos reduzir o percentual de desconto. Mas, até agora, nada. Fomos enganados. O que era para ser transitório, transformou-se em permanente. Já estamos em 2026.

      Continuo reafirmando aquilo que escrevi no meu livro “FAGULHAS”, referindo-me às reformas aprovadas no governo do PT, através da Emenda Constitucional nº 41, à custa do mensalão: “se não houver anulação desses atos, teremos um caos, porque, por enquanto, ainda contamos com um povo bom e honesto, não obstante o exemplo que vem dos governantes brasileiros”. E acrescento: sem anulação de tudo o que foi aprovado com a compra de votos, chegaremos à conclusão de que o crime compensa e muito.

      Não é por acaso que vivemos tempos tenebrosos no Brasil, com extrema violência, roubos e crimes em todas as cidades e lugares, além de desonestidade em todos os segmentos da sociedade brasileira.

      Estamos em 2026 e é difícil imaginar como anda a consciência daqueles que planejaram tal manobra, cujos resultados são nefastos para o país, aumentando a miséria, a pobreza, a dependência do povo, cada vez maior, ao sistema assistencialista do governo, que prefere ter o domínio do povo pelo cabresto, embora a propaganda oficial pinte uma realidade bonita, mas que nós, mortais que andamos pelas ruas, sabemos que não existe.

      É preciso mudar. Mudar tudo: Congresso, Senado, STF e, especialmente, o comandante do navio Brasil, que, há muito tempo está à deriva.

 

 

FILEMON MARTINS

ESCRITOR E POETA

DA CONFRARIA BRASILEIRA DE LETRAS

DO CLUBE BAIANO DA TROVA

DA ACADEMIA DE LETRAS DE IPAUSSU/SP

 


O MISTÉRIO DA PRINCESA ESCONDIDA NA PÉROLA - JOSÉ FELDMAN

 




O Mistério da Princesa Escondida na Pérola


  

Saibam que o coração de um homem é um oceano mais profundo que o de Omã, e nele se escondem segredos que nem a rede mais fina pode capturar.

 

Após vender os diamantes da cidade resgatada, Aldhiyb Al-Abyad sentiu que o ouro pesava em seu espírito. Ele buscava algo que o dinheiro não pudesse comprar: a beleza absoluta. Partiu então para o Mar das Sereias, levando consigo um mergulhador cego de nascimento, que diziam ser capaz de ouvir o brilho das joias no fundo do abismo.

 

Próximo à Ilha de âmbar, o mergulhador gritou: "Lobo Branco! Há um silêncio que brilha sob a quilha!"

 

Aldhiyb lançou-se às águas e, após um mergulho que quase lhe roubou o fôlego, trouxe à superfície uma ostra do tamanho de um escudo de guerra. Ao abri-la com sua adaga de prata, não encontrou uma joia comum, mas uma Pérola de Cor de Aurora, tão grande quanto a cabeça de uma criança.

 

Ao pôr do sol, enquanto Aldhiyb observava a pérola, o objeto começou a pulsar como um coração. A casca de nácar tornou-se translúcida, e dentro dela apareceu, encolhida como um sonho, uma princesa de beleza indescritível. Ela era Lulwa, filha do Rei dos Mares, escondida ali por um Gênio das Correntes que desejava protegê-la (ou aprisioná-la) da maldade dos homens.

 

— "Ó Lobo Branco," suspirou a princesa de dentro de sua redoma de nácar, "meu pai deu-me esta prisão para que eu nunca conhecesse a dor. Mas prefiro um dia de sofrimento sob o sol do que uma eternidade de perfeição no escuro."

 

Aldhiyb percebeu que a pérola só se abriria se fosse banhada pelo sangue de um sacrifício voluntário ou pelo suor de um trabalho honesto. Recusando-se a ferir alguém, Aldhiyb e sua tripulação remaram contra uma calmaria mortal por sete dias e sete noites, sem velas ou vento, apenas com o esforço de seus próprios braços para levar a princesa até a Ilha do Primeiro Raio.

 

Quando o suor do esforço de Aldhiyb caiu sobre a pérola, ela se partiu em mil pétalas de luz. Lulwa surgiu, mas não como uma humana: ela transformou-se em uma brisa fresca que empurrou o navio com suavidade e gratidão. Antes de partir para o reino das nuvens, ela deixou na mão de Aldhiyb um pequeno grão de areia que, quando colocado ao ouvido, permitia-lhe entender o idioma das aves.

 

Ele voltou para casa com o porão vazio de mercadorias, mas com a mente cheia de canções que os pássaros traziam de terras que nenhum mapa ousava desenhar.



(FONTE: "ECOS DO DESERTO", JOSÉ FELDMAN)


VAIDADE - FLORBELA ESPANCA

 



           (FOTO DE VALDIR VASCONCELLOS, EM PORTUGAL)


VAIDADE

Florbela Espanca
Vila Viçosa/Portugal (1894 - 1930) Matosinhos/Portugal


Sonho que sou a Poetisa eleita,
Aquela que diz tudo e tudo sabe,
Que tem a inspiração pura e perfeita,
Que reúne num verso a imensidade!

Sonho que um verso meu tem claridade
Para encher todo o mundo! E que deleita
Mesmo aqueles que morrem de saudade!
Mesmo os de alma profunda e insatisfeita!

Sonho que sou Alguém cá neste mundo...
Aquela de saber vasto e profundo,
Aos pés de quem a Terra anda curvada!

E quanto mais no céu eu vou sonhando,
E quanto mais no alto ando voando,
Acordo do meu sonho...E não sou nada!...


sexta-feira, 4 de setembro de 2026

TROVAS DO FILEMON

 




TROVAS DO FILEMON


Não permitas que a amargura
domine teu coração.
Canta um salmo de ventura,
busca a Deus em oração.

De manhã a Natureza
desperta cheia de cores.
Um colibri - que beleza,
vem beijar todas as flores.

Pondo amor nas minhas trovas,
meu peito fica a cantar.
É que as minhas boas novas
sem asas, querem voar.

Minha vontade tão louca,
era somente um enleio:
dar um beijo em tua boca
e adormecer em teu seio.

COISAS PARA NÃO ESQUECER

 





   COISAS PARA NÃO ESQUECER, CONFORME O ALMANAQUE DO PENSAMENTO, 1958 E CONSTANTE EM MEU LIVRO FAGULHAS, PÁGINA 60:

01.    O VALOR DO TEMPO;
02.    A VITÓRIA DA PERSEVERANÇA;
03.    O PRAZER DO TRABALHO;
04.    A NOBREZA DA SIMPLICIDADE;
05.    O MÉRITO DO CARÁTER;
06.    O PODER DA BONDADE;
07.    A INFLUÊNCIA DO EXEMPLO;
08.    A CONSCIÊNCIA DO DEVER;
09.    A SABEDORIA DA PREVIDÊNCIA;
10.    A VIRTUDE DA PACIÊNCIA;
11.    O DESENVOLVIMENTO DO
        TALENTO      
12.    A ALEGRIA DE CRIAR.

             
                Hoje, convenhamos que estes valores perderam sua razão de ser, infelizmente.