quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

TROVAS BRASILEIRAS - JESSÉ NASCIMENTO E FILEMON MARTINS

 






TROVAS BRASILEIRAS

Contemplo maravilhado,
me inspirando em cada verso,
o céu noturno estrelado
embelezando o universo.

Ante a montanha imponente
e o mar tão vasto e sereno,
eu me quedo reverente:
- Ó Deus, como sou pequeno!
JESSÉ FERNANDES DO NASCIMENTO
*****
Não reclamo da jornada,
dos problemas que são meus.
Quanto mais íngreme a escada,
mais perto fico de Deus.

Não reclamo desta vida,
mas da sorte que maltrata:
quanto mais busco a subida,
mais sinto a dor da chibata.
FILEMON MARTINS

* Tomei a liberdade de me colocar ao lado deste grande trovador, Jessé Fernandes do Nascimento, que, por sorte, é meu amigo.




TROVAS BRASILEIRAS

 


                          (FOTO DE SANDRO, CARRANCA, BAHIA)


TROVAS BRASILEIRAS


Não há nada mais bonito

do que ver, na imensidão,

este cenário bendito,

estrelas do meu Sertão.

Filemon Martins


Joaninhas coloridas,

do meu jardim de criança...

Tão lindas, lá, reunidas!

Não me saem da lembrança...

Ângela Guerra


A velhice está na mente,

viva com grande emoção!

Não pare! Circule, invente,

mantenha a mente em ação!

Maria Ap. Calandra


Em noite de serenata,

em versos, o amor se cria,

as estrelas e a cascata

completam a poesia.

Aloísio Ferreira


ANIVERSÁRIO DE KEISE - FILEMON MARTINS

 




ANIVERSÁRIO DE KEISE

 

Hoje é o dia da minha filha Keise, que completa mais uma primavera.

Primeira filha, quando nasceu, escrevi esta trova:

“Nasce o sol – que maravilha!

Como Deus é singular!

Nasce Keise, * minha filha,

Estrela d’Alva a brilhar”.

 

Que Deus a abençoe nesta caminhada terráquea, com saúde, paz, força e alegrias de filha, mãe de Nicole e esposa do Marcelo. Parabéns! Saúde, sucesso e feliz aniversário junto aos seus familiares e amigos.

 

· *   Keise Jinkings Martins é bacharel em Direito pela UMC –  UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES – MOGI DAS CRUZES – SP.


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

LEGADO - FILEMON MARTINS

 




      LEGADO

Filemon Martins

 

A noite cai,

a terra está dormindo.

Já é quase madrugada

e a lua, qual jovem namorada

passeia pelo céu sereno e lindo.

 

Minha alma inquieta sonha

e sonhando vai sorrindo,

à procura do amor

que, em sorrisos, vai se abrindo.

 

O tempo vai passando

e eu vejo na viagem

meus sonhos em revoada,

mas o sol está trazendo a aurora

e repintando, de cores, a paisagem.

 

Meu coração vai aprendendo

a conviver com a saudade,

porque cedo ou tarde

quando chegar ao fim,

só restarão meus versos

a soluçar por mim.

O GONDOLEIRO DO AMOR - CASTRO ALVES

 




O GONDOLEIRO DO AMOR

Barcarola

DAMA NEGRA


CASTRO ALVES


Teus olhos são negros, negros,

Como as noites sem luar...

São ardentes, são profundos,

Como o negrume do mar;

Sobre o barco dos amores,

Da vida boiando à flor,

Douram teus olhos a fronte

Do Gondoleiro do amor.

Tua voz é a cavatina

Dos palácios de Sorrento,

Quando a praia beija a vaga,

Quando a vaga beija o vento;

E como em noites de Itália,

Ama um canto o pescador,

Bebe a harmonia em teus cantos

O Gondoleiro do amor.

Teu sorriso é uma aurora.

Que o horizonte enrubesceu,

— Rosa aberta com o biquinho

Das aves rubras do céu;

Nas tempestades da vida

Das rajadas no furor,

Foi-se a noite, tem auroras

O Gondoleiro do amor.

Teu seio é vaga dourada

Ao tíbio clarão da lua,

Que, ao murmúrio das volúpias,

Arqueja, palpita nua;

Como é doce, em pensamento,

Do teu colo no langor

Vogar, naufragar, perder-se

O Gondoleiro do amor!?

Teu amor na treva é — um astro,

No silêncio uma canção,

É brisa — nas calmarias,

É abrigo — no tufão;

Por isso eu te amo, querida,

Quer no prazer, quer na dor...

Rosa! Canto! Sombra! Estrela!

Do Gondoleiro do amor!


(Do livro "ESPUMAS FLUTUANTES")

ESCADA DE TROVAS - AMOR - FILEMON MARTINS

 




ESCADA DE TROVAS – AMOR
FILEMON MARTINS


Por que só me dizes não,
sabendo que és amada?
Há ternura na canção
de nossa noite estrelada.

Se nosso amor é profundo,
meu coração não duvida,
não quero ser vagamundo
nem leviano na vida.

E o que diz teu coração
quando te beijo, sorrindo?
Não sentes mais afeição?
- Por que viver só fugindo?

Não compreendo teu mundo
de insegurança e segredo.
Quase sempre me confundo
e às vezes, morro de medo.

NO TOPO:

NÃO COMPREENDO TEU MUNDO
E O QUE DIZ TEU CORAÇÃO.
- SE NOSSO AMOR É PROFUNDO,
POR QUE SÓ ME DIZES NÃO?

(DO LIVRO "ANSEIOS DO CORAÇÃO", PÁGINA 132)

TEU LIVRO - CARLOS RIBEIRO ROCHA

 






TEU LIVRO
                Carlos Ribeiro Rocha

Senhor, não tive estudos, nada sei,
mas recebendo a Tua inspiração
posso exaltar a Tua santa Lei,
cantar bem alto a Tua salvação.

Neste soneto, pois, render-Te-ei
meu preito de eviterna gratidão.
Na Tua Lei, Senhor, meditarei,
na dúvida, no gozo e na aflição.

Tua Lei revelaste aos pequeninos,
noite fizeste para os poderosos,
mistério para os Mestres e Rabinos.

Teu santo Livro tenho sempre aberto,
porquanto nestes traços sinuosos,
Tu sabes escrever perfeito e certo!


(Do livro “HARPA SERTANEJA”)

ANIVERSÁRIO DE MAÍSE JINKINGS MARTINS

 



ANIVERSÁRIO


Hoje é o aniversário de Maíse, minha filha. Quando ela nasceu, escrevi esta trova:

"Chega a Maíse, * lourinha,

com a beleza da flor:

- da mamãe - ternurinha,

- do papai - bondade e amor."

Assim, nossos parabéns à Maíse, desejando saúde, paz, alegrias e sucesso em tudo que fizer, juntamente ao esposo Carlos e sua filha Luana.

Que Deus a abençoe em sua caminhada de filha, mãe e esposa.


* Maíse fez o curso de Turismo, na Universidade Braz Cubas, em Mogi das Cruzes - São Paulo.


TROVAS DE SYMACO DA COSTA

 



TROVAS DE SYMACO DA COSTA (Canavieiras-Ba-1914-Queimados-RJ-1982)

 

Quanto mais o tempo corre,

mais corre o tempo da gente,

e quem ao tempo recorre

perde o tempo inutilmente.

 

Do inimigo aperte a mão,

com doçura, sem rancor.

Ao contato do perdão

toda pedra vira flor!...

 

Para o mal, eu tenho o bem;

para o ódio, o meu perdão.

Para o amor, tenho também

muito amor no coração.

 

Contar segredo à mulher

é falar ao mundo inteiro

aquilo que não se quer

que o mundo saiba primeiro.

 

Há tanto burro mandando

em homens de inteligência

que, às vezes, fico pensando

que a burrice é uma ciência.

 

(Do site FALANDO DE TROVA)

PAI NOSSO - MARIA JOSÉ ZANINI TAUIL

 



PAI NOSSO

         Maria José Zanini Tauil

 

Pai...

Tu estás no céu?

Mas que céu

Pode conter-te?

Tu és maior que tudo!

Teu abrigo preferido

É o coração

Da tua criação.

 

E é aqui

No meu interior

Que te sinto...

 

Sabes do que preciso

Conheces meus anseios

Olhas com misericórdia

Para minhas imperfeições

 

E... quando te peço

Que minha vontade

Seja satisfeita... quero, na verdade,

Que me tornes capaz

Da realização...

 

(Do livro "REFÚGIO E FORTALEZA – ORAÇÕES", PÁGINA 60)

TROVAS DO FILEMON

 


                     (FOTO DE SANDRO, CARRANCA, BAHIA)



                                            TROVAS DO FILEMON

 

Na subida, companheiro,

observe esta lição:

Quanto mais alto o coqueiro,

mais longe fica do chão.


Quanto sucesso comprado

para chegar no apogeu.

Hoje, triste e desolado

percebe que não viveu.


Para que agradar a todos

se a vida é breve jornada?

Melhor viver sem engodos

que ficar na encruzilhada.


Quero crer que a vida passa,

como tudo vai passar:

a tristeza, a dor que grassa,

tudo vai se dissipar!

 

TROVAS ESCOLHIDAS

 




                                                  TROVAS ESCOLHIDAS


 

Fecho os olhos... Sou cativo

da saudade que me escolta

e teima em me dar motivo

para crer na sua volta.

MAURÍCIO CAVALHEIRO – PINDA – SP

 

Morreu pregado na cruz

um homem bom, de verdade;

Esse homem era Jesus,

que nunca teve maldade.

ANA MARIA NASCIMENTO – ARAÇOIABA – CE

 

Direi ao sol, ao se pôr,

quando da minha partida:

nem sombra foste do amor

que iluminou minha vida!

LOTHAR BAZANELLA – SÃO PAULO

 

Se eu não fosse trovador

minha dor tinha que ser

inspiração do fervor

que trova no meu sofrer.

MARCOS MEDEIROS – LAGOA NOVA - RN

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

MEU VERSO (QUASE CORDEL) - FILEMON MARTINS

 



 

MEU VERSO (Quase cordel)


(Atendendo a sugestão do amigo - leitor JOSÉ DE SOUSA DANTAS, de João Pessoa, Paraíba)

Filemon Martins


Meu verso vem do Nordeste,
vem do roçado, vem do Sertão,
vem das veredas lá do agreste,
das cacimbas e dos grotões.
Meu verso vem dos garimpos,
das catras dos garimpeiros,
da coragem dos vaqueiros
vestidos no seu gibão,
vem do sereno da noite
do perfume do Sertão.

Meu verso simples, sem medo,
vem do sítio, do rochedo,
vem do povo do Sertão,
que com a luz do arrebol
trabalha de sol a sol
para ganhar o seu pão.


Vem da Serra do Carranca
onde a beleza não manca,
e a onça faz sentinela.
Da Serra da Mangabeira
onde a Lua vem brejeira
tecer a renda mais bela.

Meu verso vem da goiaba,
do puçá e da mangaba,
da seriguela e do mamão.
Da pinha e da acerola,
da atemoia e graviola
plantadas no roçadão.

Nasceu na bela Umbaúba,
Boa Vista, Bela Sombra,
na Lagoa de Prudente,
na Chiquita e no Vanique,
onde há muito xique-xique
e o sol parece mais quente.

Brejões, Lagoa do Barro,
Santo Antonio, Traçadal,
Olho D´Água, Rio Verde,
Baixa dos Marques, Coxim,
Ibipetum, depois Pintada,
onde passa a velha estrada,
Zequinha e Lamarca morreram.

Sodrelândia, Deus me Livre,
Pé de Serra, Poço da Areia,
Riacho das Telhas também.
Poço do Cavalo, Matinha,
Mata do Evaristo e Veríssimo,
Olhodaguinha e Ipupiara.

Meu verso nasceu no mato,
não tem brilho, nem ornato,
vem do Morro do Mocó,
da Serra do Sincorá,
vem do morro do Araçá,
nasceu pobre e vive só...