O PERDÃO
Filemon Martins
MOTE
NASCERIA DO PERDÃO.
O PERDÃO
Filemon Martins
MOTE
NASCERIA DO PERDÃO.
TROVAS DO FILEMON
No meu viver apagado
tive só uma riqueza:
teu olhar – iluminado,
velando a minha tristeza.
Quando fores escolher,
faça-o com o coração.
Quem aprendeu conviver,
vive melhor, meu irmão!
Fazer o bem, meu irmão,
na terra só traz prazer.
Parece que o coração
se renova pra viver.
O lápis* - esse instrumento
de importância singular,
traduz o meu sentimento
quando começo a trovar.
* Sou daquele tempo do ABC e do lápis.
TROVAS DO FILEMON
Quando aparece a saudade
causando dor em meu peito,
meu coração tem vontade
de correr para o teu leito.
A luta é sempre renhida,
grana do pobre é vintém,
quer fazer um pé de vida,
um pé de enrola é que vem.
Que o teu futuro, criança,
seja de luz e esplendor,
vislumbre de confiança
no mundo do desamor.
A tarde morre e descansa
nos braços da noite escura,
e enquanto esta cena avança,
morro também de amargura.
Saiba que Aldhiyb Al-Abyad não
era um marinheiro comum; ele possuía uma pele clara como a lua e olhos que,
diziam os homens de Basra, podiam ver através da névoa mais espessa. Após
dissipar a herança de seu pai em banquetes e sedas, Aldhiyb viu-se com apenas
um navio, o Vento do Amanhã, e um punhado de tâmaras secas.
— "Pelo Compassivo!"
exclamou ele. "Não morrerei na pobreza enquanto o oceano for vasto e as
estrelas guiarem o caminho."
Ele partiu em direção ao Sul,
navegando por cinquenta dias até que uma tempestade de areia negra — um
fenômeno raro em pleno mar — envolveu a embarcação. Quando a escuridão cedeu,
Aldhiyb encontrou-se diante de uma ilha que brilhava com uma intensidade que
cegava os incautos. Cada rocha, cada folha de palmeira e cada grão de areia
eram feitos de prata polida.
Ao desembarcar, ele percebeu que
a ilha não tinha habitantes, mas sim reflexos. Ao olhar para uma árvore de
prata, ele não via apenas seu rosto, mas a imagem de quem ele seria se fosse
ganancioso. O reflexo tentou convencê-lo a arrancar o solo e sobrecarregar o
navio.
— "Leve tudo!"
sussurrou a própria imagem no metal. "Com esta prata, serás mais rico que
o Sultão!"
Mas, honrando seu nome e sua
astúcia, percebeu que o navio afundaria se levasse o peso da cobiça. Em vez de
minerar a ilha, ele caminhou até o centro, onde encontrou uma fonte de água
azul-turquesa que corria sobre um leito de safiras. Ali, uma serpente de
escamas de vidro, um dos muitos monstros marinhos que habitam os contos
antigos, guardava o segredo do local.
— "Muitos vêm aqui pela
prata e terminam como estátuas de metal no fundo do oceano," sibilou a
serpente. "Por que você não toca no que brilha?"
— "Porque a prata pesa no
casco, mas a sabedoria flutua na alma," respondeu.
Impressionada, a criatura
presenteou-o com uma bússola de osso de baleia que não apontava para o Norte,
mas para onde quer que houvesse uma alma em perigo.
Com esse instrumento, Aldhiyb Al-Abyad
não apenas se tornou o mercador mais rico de Bagdá, resgatando náufragos e
descobrindo rotas esquecidas, como também garantiu que seu nome fosse lembrado
como o único marinheiro que visitou a Ilha dos Espelhos e voltou com o coração
intacto.
Mas as estrelas mudam de posição,
e o destino reserva novas tempestades…
Saiba, que o tédio é um monstro mais feroz
que qualquer leão, e por isso Aldhiyb Al-
Abyad, o Lobo Branco, logo sentiu o
chamado do salitre. Partindo de Basra com o Vento do Amanhã carregado de incenso e
cravo, ele navegou até onde o horizonte se
torna uma linha de breu.
(FONTE "ECOS DO DESERTO", JOSÉ
FELDMAN)
BRASIL ATUAL, UM LEQUE DE QUESTÕES
O Brasil é um país de clima fértil, mostrando vários temas para
debate. Há secas prolongadas em partes do país. Há expectativa tendo em vista
as eleições de 2026. Os resultados das pesquisas afrontam políticos
tradicionais. A inflação aumenta e dificulta a vida dos brasileiros.
A imprensa
informa que há sinais de corrupção. Esse monstro está presente e parece mesmo
que as autoridades não têm a capacidade para eliminá-lo. Há quem diga que o
Brasil dispõe de uma arma poderosa, que é a Constituição Federal. Mas é preciso
usar a arma corretamente. É preciso fazer valer a lei.
Outro
monstro que ataca de forma impiedosa os trabalhadores brasileiros é a inflação.
O povo está sofrendo com o aumento dos preços dos produtos essenciais. O
governo tem meios para combater a inflação, mas como dizem os especialistas,
fica aplicando paliativos. Até aqui as soluções não têm conseguido diminuir o
preço de nada. As soluções estão virando pó e sendo levadas pelo vento.
Os
políticos precisam estar atentos. Com sabedoria precisam corrigir o rumo dessa
grande nave, que é o Brasil. A Câmara e o Senado, duas instituições com poder
legislativo, precisam dar prosseguimento no dever e abrir caminhos para
projetos necessários e urgentes. O povo tem confiança nas instituições.
A
corrupção é um problema difícil de resolver. É difícil, mas é possível acabar
com o monstro. A corrupção está por perto. Dizem os comentaristas da
política nacional que os corruptos estão mais espertos e aguardam o momento que
eles chamam de apropriados, esperam uma pequena brecha para se manifestar e
fazer o estrago. É necessário punição aos que forem comprovadamente corruptos.
Nosso país não pode ficar patinando, dando um passo para frente e dois para
trás.
A
corrupção nos meios políticos está aguardando o momento da fraqueza das
autoridades. Corruptos estão espiando tudo, desde o âmbito municipal e invadem
grupos das esferas estadual e federal. Políticos desonestos estão disfarçados.
A
sujeira política contamina os que entram com pensamentos honestos e objetivos
sérios de patriotismo com o desejo de fazer a máquina pública funcionar a
contento. Tenho viajado muito. Ao viajar e ficar hospedado em hotéis e pousadas
o viajante tem oportunidade de ouvir noticiários, de conversar e de ouvir
opiniões de hóspedes e do povo do lugar. Todos estão sentindo que o momento da
política não é de tranquilidade.
A
má gestão e a busca por vantagens ilícitas continuam a ser problemas
recorrentes nos Municípios e Estados. A persistência dessa cultura levanta
questionamentos sobre a valorização da honestidade e a efetividade da
legislação.
Mas
o que é corrupção? O dicionário da língua portuguesa informa que corrupção é um
delito (quebra ou desobediência de um preceito ou regra da lei). A corrupção é
um ato caracterizado por suborno de algum funcionário público mediante
oferecimento de dinheiro ou presentes. Corrupção também é quando o funcionário
aceita o oferecimento das vantagens.
Nos
últimos anos temos visto, ouvido e lido a respeito de atos corruptos de
brasileiros. Isso faz o Brasil ficar desacreditado. Faz a marcha do Brasil
parar. Faz o Brasil ficar estagnado, e por vezes andar para
trás. Isso não é bom para ninguém, nem para os corruptos.
Todos conhecem a
máxima do nosso grande conterrâneo, o jurista Rui Barbosa, quando afirmou o
seguinte:
“De tanto ver prosperar as nulidades, de tanto ver
prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver
agigantarem-se os poderes nas mãos de maus, o homem chega a desanimar-se da
virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”.
A
Bíblia Sagrada é clara, pois na carta que S. Paulo escreveu no livro de
Filipenses, no capítulo 2 e versículo 15, onde orienta todas as pessoas de boa
índole do seu tempo (e vale para nosso tempo também). Afirma que eles
deviam ser honestos, deviam fazer a diferença, isto é, deviam ter
boa conduta e resplandecer como luzeiros, como astros. Deviam resplandecer
no meio de uma geração corrupta. Repudiar atos de corrupção.
Vemos assim que o Brasil tem jeito. O jeito é seguir o
caminho da Verdade.
Saul
Ribeiro dos Santos
Contador
e economista aposentado.
Natural
de Ipupiara – BA.
O BRASIL ESTÁ
VIRANDO UM PAÍS DE CORRUPTOS?
Mário Ribeiro Martins*
Parece que sim. E o pior é que quase não há exceção. Pode-se até
rejeitar a ideia generalizada da corrupção, mas a liberalidade excessiva é
desconcertante. Essa modernidade tolerante está presente em todos os setores da
vida brasileira. E isto é perigoso.
Quando o programa FANTÁSTICO, do domingo à noite, dia 19.06.2005,
perguntou quantas pessoas eram contrárias à presença de câmaras, nas salas de
aula, para vigiar os alunos, não é que mais de sessenta por cento(60 %) das
pessoas disseram que eram contrárias.
Lamentavelmente, isto é uma inversão de valores. Não é possível que
60% das pessoas prefiram a insegurança de seus filhos nas salas de aula. Com a
presença da câmara filmando é possível detectar a existência de armas de fogo
dentro da sala, bem como armas brancas e ainda brincadeiras indesejadas que
resultam muitas vezes em agressões.
É claro que os 60% podem não representar a opinião dos pais. O
horário da pesquisa (domingo de noite) é propício para adolescentes que estejam
em casa. Os jovens, como se observa, são sempre contrários a esse tipo de
fiscalização.
A verdade é que a fiscalização através das câmaras é salutar. O
aluno tem o tempo todo, fora da sala de aula, para sentir, pensar e agir como
bem entender. Na sala de aula, ele tem de se impor e respeitar os colegas.
Portanto, a câmara filmando enseja essa possibilidade.
Dizer que o aluno se torna subserviente porque passou a ser
fiscalizado é uma falácia. Dizer que o aluno perde a sua identidade social,
cultural e física porque está sendo observado é um argumento desprovido de
força. Dizer que o aluno aprende a fazer só o que lhe mandam porque está sendo
filmado, é menosprezar a inteligência dos adolescentes.
Por outro lado, a câmara filma não apenas um aluno, mas todos os
alunos, inclusive o próprio ambiente da sala de aula e ainda os respectivos
professores. E isso é maravilhoso. Assim, por essas pequenas coisas,
desaprovação de câmaras nas salas de aula etc, é possível chegar à conclusão de
que estamos caminhando para piores dias.
*Mário Ribeiro Martins
era Procurador de Justiça e Escritor.
GRENAL: O MAIOR CLÁSSICO DAS AMÉRICAS.
Documentário que merece lugar destacado na cultura do cinema e do futebol.
Direção de Belisário França, Tatiana Sager e coprodução do jornalista
Renato Dornelles.
Chama a atenção, no título, a retirada do hífen: GRENAL.
Isto é, não separa. Une.
A essência da rivalidade dos clubes traz, em seu bojo, pulsão.
Em psicanálise é o elemento vontade que projeta o corpo e a mente a um
norte relaxante.
Lembro meus primeiros clássicos no Estádio dos Eucaliptos. Florindo, Juarez,
Alfeu, Airton, Sapiranga, Elton, Kim, Gainete e tantos outros.
Depois, no Olímpico, Gessy, Milton, Alcindo, João Severiano, Ortunho e Ênio
Rodrigues.
Todo desportista ama o clássico como uma sina.
Vibra, canta, chora,
sofre, mas adora.
De hora em hora,
tempos de peleia
sobre grama verde,
quase tudo incendeia.
Ganham e perdem,
mas voltam de novo.
No peito, o amor,
joia rara do povo.
Inter de Bráulio,
Garoto de Ouro.
Grêmio de Ronaldinho,
O bruxo da Vila Nova.
Gre-Nal é Gre-Nal,
lapidou Meneghetti!
Antônio Carlos
Côrtes
Escritor e poeta
Da Academia
Rio-Grandense de Letras
Antônio Carlos Côrtes
Escritor e poeta
Da Academia Rio-Grandense de Letras.
PROGÊNIE DIVINA
Miguel J. Malty
Vim da estelar corte do infinito
onde flutuam sons de teofania.
Trago no peito o altar em que, contrito,
realizo a inaudita eucaristia.
Vim do páramo ignoto onde o conflito
original dos males ousaria,
no mistério de um réprobo maldito,
a subversão no reino da Harmonia.
Ó, quanto tempo eu sigo o tempo instável,
guiado pelo Excelso Soberano
sob uma luz mirífica, inefável.
Esperançoso vou, sem temer dano,
até que um dia, vindo o inevitável,
ao seio, voltarei, do Grande Arcano.
(LIVRO “ABKAR A CIDADE ENCANTADA”, PÁGINA 38)
CONFLITOS
POLÍTICOS
O
Brasil é um país rico, mas o seu povo é pobre. Contudo há espaço para melhorar.
Orçamentos apertados para a educação universitária, para expansão e melhoria na
saúde pública, tudo está limitado. Comentaristas de economia dizem que o Brasil
dá um passo para frente e dois para trás.
TEMPOS
DIFÍCEIS. Atualmente o Brasil enfrenta fortes conflitos. Colapso é a diminuição
rápida e progressiva de um sistema. O Brasil passa por tempos difíceis na
política e na economia. Quando um desses dois temas, política e economia, vai
bem, o outro também vai. Mas se um vai mal e entra em conflito, afeta
negativamente o outro puxando-o para baixo. Vemos que o Brasil vai mal na
política e na economia. Isso não é segredo para ninguém. Não faz muito tempo, há pouco mais de um mês, conversando com
pessoas aqui na praça perto da minha casa ouvi um senhor com aparência de ter
idade entre 60 e 70 anos, dizer o seguinte: “O Brasil está dando um passo pra
frente e um ou dois pra trás”.
Nestes últimos meses, ao ler e ouvir
jornais, ao ver e ouvir noticiários da televisão ou mesmo ver e ouvir os canais
de notícias na internet, especialmente no Youtube, a pessoa vai perceber que o
Brasil entrou na fase dos conflitos. Há muitos conflitos.
Percebe-se que o nosso país passa por
fortes desentendimentos na política. Os desentendimentos na política afetam de
forma negativa a economia. Afetam negativamente o bolso dos brasileiros.
A política mal conduzida ou a má gerência
dos recursos públicos provoca e causa estragos na economia, atingindo
negativamente as finanças das empresas. Assim haverá diminuição das atividades
nas indústrias e no comércio em geral, fazendo aumentar o desemprego e levando
pessoas e famílias a seguirem o caminho da busca de ajuda e da assistência
financeira nos programas sociais criados pelo governo federal desde muitos
anos.
Há muitas empresas do governo em
dificuldades financeiras. Dentre as empresas em dificuldade, a mais falada é a
empresa dos Correios, que é uma empresa centenária. O setor de entrega de
correspondência e transferência de dinheiro através do chamado “vale postal”
vem desde os tempos do Brasil–colônia.
Temo
que fortes desentendimentos na política façam o Brasil mergulhar na recessão.
Quando os governos (federal e estadual) não governam bem, não cumprem seus
deveres constitucionais e administrativos força o surgimento da insatisfação
geral, do povo e dos funcionários das instituições públicas e privadas.
Por que será que os governos não governam
de modo satisfatório? Será pelo fato de querer agradar a todos? John
Fitzgerald Kennedy, em seu discurso de posse disse o seguinte: “A
fórmula infalível para o fracasso é querer agradar a todos”. Vivemos numa
democracia e assim o povo tem o direito de exigir e saber como o presidente tem
aplicado os recursos financeiros que recebe do povo por meio dos impostos que
todo brasileiro paga. O povo vê essas coisas e demonstra desprazer com os
recursos mal gastos. O planejamento equivocado e a gastança alimentam a
insatisfação do povo. Isso é grave e alguns dizem que a má administração é algo
muito grave e leva o Brasil para o retrocesso.
Há 29 partidos políticos registrados no
TSE. Os analistas políticos dizem que apesar de tantos partidos, no Brasil há
três correntes de pensamento político, que são: a direita, a esquerda e o
centrão. Os cientistas políticos dizem também que tantas legendas facilitam o
surgimento da corrupção. A corrupção no Brasil é coisa que não falta. Você já
percebeu quantos casos de corrupção apareceram nos últimos anos? Você, prezado
leitor, se lembra de algum caso de corrupção em nosso país?
O povo percebe e fica indignado com tantos
casos que acontecem no plano federal e também nos Estados. Vendo essa situação,
o povo, nas rodas de amigos conversando uns com os outros, pergunta: - Será que
aqui no Brasil a corrupção aprofundou suas raízes?
Aplicando as leis existentes as autoridades
fazem sindicância, investigam e destroem focos de corrupção, mas não demoram
meses e aparecem outros casos da mesma natureza. Aqui no Brasil parece que a
corrupção brota. Isso produz desconfiança, insatisfação e diminui as atividades
na economia.
Considerando tudo que acontece na política
vemos que o nosso país precisa passar por reformas estruturantes. Os
empresários exigem reformas tributárias, trabalhistas dentre outras.
Saul
Ribeiro dos Santos
Contador e
economista aposentado.
Natural de
Ipupiara – BA.