quarta-feira, 6 de maio de 2026

VERSOS DE FILEMON MARTINS

 




VERSOS DE FILEMON MARTINS


-         Ó vós que andais sozinhos pelo mundo
achando que o passado é charco imundo,
praticai sempre o bem seja a quem for...
Porque no coração – templo sagrado,
o sonho há de voltar  – iluminado -
trazendo sempre uma lição de Amor!

TROVA DO FILEMON

 




TROVA DO FILEMON

Quero seguir meu destino
com minha cabeça erguida,
quem faz o bem, imagino,
segue uma estrada florida.

MÃE - IRENE LOPES GUIMARÃES

 



MÃE
Irene Lopes Guimarães


Mãe, se sorrires,
seja teu riso iluminado!
Se tiveres o rosto
banhado em lágrimas
seja teu pranto conformado!

Que Deus não te abandone,
fortaleça sempre,
mais e mais, a tua fé,
porque mais do que nunca
o mundo precisa de ti!

Nessa hora em que a família,
em decadência, oscila à beira
do abismo, somente um ponto
de apoio poderá sustê-la:
teu imenso e sublime amor!

(Anuário de Poetas do Brasil-1980-3º volume, página 162-org. de Aparício Fernandes - RJ.)

ESCADA DE TROVAS - MÃE - FILEMON MARTINS

 



ESCADA DE TROVAS – MÃE 
Filemon Martins 

SUBINDO: 

Enviar-te numa TROVA 
minha luz, minha paixão, 
que o meu amor se renova 
quando beijo tua mão. 

E o meu carinho – pudera 
dar-te sempre de presente 
como eterna Primavera 
que deixa a vida contente. 

Do meu amor dar-te prova 
numa profunda saudade, 
pois hoje na vida nova 
já tens paz, felicidade. 

Minha mãe – como eu quisera 
dizer-te do meu amor. 
A tua ausência é uma espera 
que aumenta mais minha dor. 


NO TOPO: 

Minha mãe – como eu quisera 
do meu amor dar-te prova, 
e o meu carinho – pudera 
enviar-te numa TROVA. 

MÃE - MARIA THEREZA CAVALHEIRO

 



MÃE (TROVAS)
Maria Thereza Cavalheiro


Ser mãe é ter o olhar cheio
de amor, ternura e bondade...
É dividir tudo ao meio,
também a própria metade!

As estrelas infinitas
que o céu misterioso encerra,
são olhos de mães aflitas
velando os filhos na terra.

Minha mãe era uma santa
que entre nós veio passear;
mas foi de humildade tanta
que precisou regressar...

Um anjo, de madrugada,
levou minha mãe... E havia
muita luz em sua estrada,
porém sombra no meu dia.

Mamãe: tuas mãos pequenas
que souberam trabalhar,
parecem aves serenas,
já cansadas de voar!

terça-feira, 5 de maio de 2026

MAMÃE - ENO TEODORO WANKE

 





MAMÃE
             ENO TEODORO WANKE


Mamãe, tua presença é suavidade
e está sempre comigo, na distância
na qual se transformou a breve infância
levada pelo tempo sem piedade.

Nas horas boas, quando uma saudade
é docemente alegre, e não traz ânsia,
oh, como és bela e meiga, na fragrância
tristonha que o meu coração invade!

Mas quando minha vida se encapela,
abandonado em meio da procela,
mamãe, bem que eu desejaria, aflito,

ser novamente aquele garotinho
ao qual bastava apenas teu carinho
para o Sol, outra vez, brilhar bonito.

(Anuário de Poetas do Brasil, 1982, 1º volume, página 143, org. de Aparício Fernandes - RJ)

TRIBUTO À ARISTIDES ANTÔNIO DOS SANTOS - FILEMON MARTINS

 


 (Foto retirada do livro "HISTÓRIA DOS BATISTAS EM IPUPIARA", 2ª edição, de Arides Leite Santos. Aparecem na foto Sr. Aristides, Dona Luzia, Enfª Zenia Birzniek e alguns filhos do casal)



TRIBUTO À ARISTIDES ANTÔNIO DOS SANTOS

Filemon Martins



Aristides Antônio dos Santos nasceu na Lagoa do Barro, um vilarejo do Município de Ipupiara, em 17/02/1924 e casou-se com Luzia Ferreira dos Santos em 1953, com quem teve oito filhos: Izilda, Aristides Filho (falecido – vítima de assalto em São Paulo), Paulo (falecido), Dalva, Zenia, Silas, Sandra e Leila.
Eu tinha meus 15, 16 anos quando conheci o Sr. Aristides, época em que ele se convertera ao Evangelismo e se tornara um homem de fé, de caráter imaculado. Pai exemplar e um dos maiores comerciantes de tecidos na pequena cidade de Ipupiara. Já havia trabalhado em São Paulo e conhecia muito bem a região do comércio, na época, restrito às Ruas 25 de Março, Jorge Azem, Carlos de Sousa Nazaré, Ladeira Porto Geral, entre outras. Todas no centro de São Paulo. Assim, o comerciante comprava direto das lojas e consequentemente fazia bons negócios com mercadorias da moda. Com o tempo outros comerciantes aderiram ao sistema e juntos fretavam caminhões que vinham de lá encarregados de levarem as compras até Ipupiara. Por essa época, recebi um convite do Sr. Aristides para trabalhar em sua loja. De pronto, aceitei e passei a aprender a usar o metro, desenrolar tecidos, fazer embrulhos e atender aos clientes de forma cortês e respeitosa, como recomendava o patrão. O movimento maior era nas segundas-feiras porque, como se dizia, era dia de feira. Nesse dia a população do Município acorria às compras, depois de vender seus produtos produzidos nas roças e em seus grandes quintais, como frutas, legumes, verduras, ovos ou artesanatos. A confiança era recíproca e eu sempre fui e continuo sendo um bom aprendiz. Vendia bem e aos poucos eu me tornei importante para o Sr. Aristides. Por outro lado, meu pai, Adão Francisco Martins possuía um imóvel do outro lado da Praça Getúlio Vargas que, naquela ocasião, estava alugado. Eu com 16, 17 anos conversando com aquele senhor comerciante como se fosse um adulto, homem de negócios. E o Sr. Aristides me perguntou - por que você não põe seu próprio negócio naquele imóvel do seu pai? Respondi: - como, eu não tenho capital. Ele então, generoso como sempre foi, deu a solução: - Entro com o capital, a mercadoria e você entra com o imóvel e o seu trabalho e dividiremos os lucros. Conversei com meu pai que o conhecia mais que eu e ele, surpreso, acatou a sugestão. Pediu o imóvel e depois de uma breve reforma com nova pintura, abri o comércio com o capital dele. Estávamos sempre trocando ideias e não demorou muito, o negócio prosperou até que um dia ele me disse: - já é tempo de você conhecer São Paulo e fazer suas próprias compras. Conversei com meu pai, eu tinha apenas 17 anos, até a firma para abrir a loja estava em nome do meu pai que, no passado havia sido comerciante em Morpará com a loja "A PRIMAVERA". Encarei a viagem com o Sr. Aristides, João Antônio dos Santos, seu irmão, carinhosamente chamado de Duão, João da Cruz, Agileu, Saluzinho e outros. Era minha primeira vez em São Paulo, orientado sempre pelas mãos do Sr. Aristides. Algum tempo depois, mais experiente era chegado a hora de encerrar nossa sociedade, de comum acordo com ambas as partes. Outras viagens se sucederam até que eu resolvi deixar a loja sob os cuidados de meu pai e na próxima viagem, agora com 18 anos, permanecer em São Paulo para trabalhar durante o dia e estudar à noite. Foi o que fiz. Quando necessário eu faria as compras e mandaria para Ipupiara junto aos demais comerciantes. E assim foi.
Esse sistema permaneceu por algum tempo, mas foi interrompido, porque infelizmente dia 07/01/1970, meu pai faleceu de parada cardíaca, com 55 anos incompletos. Quanto ao Sr. Aristides continuou com seu comércio promissor e sua fé inabalável. Numa conversa amistosa que tivemos numa Praça de Ipupiara, ele me disse: - ¨posso voltar de São Paulo e encontrar a Serra do Carranca de ponta cabeça, que ainda assim, minha fé não será abalada¨. Nunca mais o esqueci.
Submetendo-se a uma cirurgia em São Paulo, o Sr. Aristides faleceu repentinamente em 14/03/1990. Pouco mais de um ano depois, sua esposa nos deixou em 20/04/1991, de parada cardíaca. Mas a família bem construída continua próspera, forte e unida. Como disse a poetisa Stela Câmara Dubois: "Oh, que me falte o amparo nos escolhos, falte-me o pão e a luz dos próprios olhos, porém, nunca me falte a GRATIDÃO"!

MINHA MÃE - JOSÉ MARTINS FONTES

 




MINHA MÃE 

José Martins Fontes

 

 

Beijo-te a mão, que sobre mim se espalma

para me abençoar e proteger.

Teu puro amor o coração me acalma;

provo a doçura do teu bem-querer.

 

Porque a mão te beijei, a minha palma

olho, analiso, linha a linha, a ver

se em mim descubro um traço da tua alma,

se existe em mim a graça do teu ser.

 

E o M, gravado sobre a mão aberta,

pela sua clareza, me desperta

um grato enlevo, que jamais senti:

 

Quer dizer – Mãe – este M tão perfeito,

e, com certeza, em minha mão foi feito

para, quando eu for bom, pensar em ti.

MÃE - MÁRIO BARRETO FRANÇA

 



MÃE

Mário Barreto França



Quando eu vejo um berço onde se inclina

a mais santa mulher que o filho agrada.

Lamento a minha sorte, a minha sina

que me fez te perder na infância amada.


De então, pela existência peregrina,

- falta-me tudo! Mãe, não tenho nada

que me dispense a graça pequenina

duma amizade desinteressada...


Ai quem me dera te tornar à vida

para inda ouvir a tua voz querida

e em teus braços maternos repousar...


Porque somente o que tem mãe no mundo

pode encontrar no seu amor profundo

a fé e o alento para crer e amar...

MÃE - JÔ TAUIL

 




MÃE!

Jô Tauil


Mulher que me guia
Nos atalhos da vida
Plantando em meu solo
Sementes de amor
Inventas histórias
Tens reino encantado
Onde sou princesa
(mas tu és rainha!)
Tuas águas tão claras
Nunca conduzem
A tristes naufrágios
Nem teu imenso carinho
Passa por desenganos
Mãos abertas em leque
Acolhem meus sonhos
Traças roteiros
Com pincéis de esperança
Preenches meu viver
Com risos
Com bálsamos
Com ternura desmedida
Teus braços, meu mundo
São o fim da viagem
São meu porto seguro,
QUERIDA MÃEZINHA!


2010  - (www.prefacio.net - extinto)

segunda-feira, 4 de maio de 2026

SER MÃE - FILEMON MARTINS

 




SER MÃE
Filemon Martins


O corpo toma formas diferentes,
tudo parece estar fora do lugar:
quadril, rosto, braços, pernas, coxas...
O ventre se expande e começa a crescer...
Há um sinal de vida que vem vindo,
novo ser, com certeza, lindo.

Agora, a gestação se faz presente
e durante nove meses vamos nos conhecer,
vamos nos sentir e amar...


Crescei e multiplicai-vos...
Ordem do Criador...
Amor materno a toda prova,
amor de mãe, amor sublime, amor sagrado,
amor que tudo crê, espera, perdoa e redime.

Não há fronteiras para o amor de mãe.
Como expressar o amor universal, divino,
a ternura sem par do teu destino,
tuas mãos suaves e delicadas
mãos firmes, fortes e calejadas
a cuidar do corpo e também da alma.

Feliz é quem tem essa mulher guerreira,
mulher de fé e de esperança,
mulher de fibra que se agiganta
diante do pequenino berço
onde repousa uma criança.

Bendita sejas, ó mãe, nessa jornada,
nessa vida tua missão é sagrada
de prolongar a criação:
espargindo luz, amor e carinho
e uma ternura sem fim pelo caminho
porque SER MÃE faz bem ao coração!

MINHA MÃE - CASIMIRO DE ABREU

 




               MINHA MÃE
                                 Casimiro de Abreu


Da pátria formosa distante e saudoso,
Chorando e gemendo meus cantos de dor,
Eu guardo no peito a imagem querida
Do mais verdadeiro, do mais santo amor:
– Minha Mãe! –
Nas horas caladas das noites d’estio
Sentado sozinho co’a face na mão,
Eu choro e soluço por quem me chamava
– “Oh filho querido do meu coração!” –
– Minha Mãe! –
No berço, pendente dos ramos floridos
Em que eu pequenino feliz dormitava:
Quem é que esse berço com todo o cuidado
Cantando cantigas alegre embalava?
– Minha Mãe! –
De noite, alta noite, quando eu já dormia
Sonhando esses sonhos dos anjos dos céus,
Quem é que meus lábios dormentes roçava,
Qual anjo da guarda, qual sopro de Deus?
– Minha Mãe! –
Feliz o bom filho que pode contente
Na casa paterna de noite e de dia
Sentir as carícias do anjo de amores,
Da estrela brilhante que a vida nos guia!
– Uma Mãe! –
Por isso eu agora na terra do exílio,
Sentado sozinho co’a face na mão,
Suspiro e soluço por quem me chamava:
– “Oh filho querido do meu coração!” –
– Minha Mãe! –

Lisboa – 1855.  

RELATOS DA PRIMEIRA VIAGEM EM 2026 (1ª PARTE) - SAUL RIBEIRO DOS SANTOS

 

RELATOS DA PRIMEIRA VIAGEM EM 2026 (1ª parte)

 

Do dia 19 de março até o dia 23 de abril estive viajando. Em Bom Jesus da Lapa me pediram para escrever relatando sobre a viagem que eu estava fazendo. Qual foi a minha resposta? De imediato eu respondi: Pode deixar!

 Viajar agrega e fortalece conhecimentos. Os agentes de viagem afirmam que viajar significa fazer uma pausa na rotina dos afazeres do dia a dia e experimentar novos ares. Está comprovado que viajar para longe ou perto por muitos ou poucos dias, faz bem à saúde. Todos os que leem os relatos da viagem também sentem a experiência. É como se viajando estivessem.

            

                                           

                              Avião LATAM

 

Deixei SP no dia 19 de março, 5a feira bem cedo e fui para o aeroporto de Guarulhos. O voo da LATAM estava marcado para as 8 horas. Fiz o “check-in”, passei pelo detector de metais e fui para a sala do portão de embarque. O portão foi aberto às 7:20 h. depois que todos os passageiros embarcaram. Os tripulantes seguiram a ordem e fizeram aqueles procedimentos e demonstrações normais.

Exatamente às 8 horas o avião foi para a cabeceira da pista e decolou - levantou voo.  A viagem foi boa e rápida, pois quando o relógio marcava 9:42hs, o avião estava em procedimentos para o pouso no Aeroporto Glauber Rocha. Falei para a aeromoça: hoje o voo foi mais rápido. Ela me respondeu: os ventos estavam bem favoráveis de SP até aqui. Talvez os ventos empurraram o avião, ou pelo menos não atrapalharam. Eu gosto de viajar pela LATAM. Essa empresa faz dois voos diários para Vitória da Conquista e a partir de setembro serão três voos diários. Outras duas empresas também voam para aquela cidade. Os mineiros do Norte de MG, região de Teófilo Otoni, também utilizam o aeroporto de Conquista.

                  


                                    

              Centro de Vitória da Conquista

                    

Gosto de Conquista. É uma cidade moderna, clima agradável, comércio forte com muitas lojas, Shoppings e uma grande loja da HAVAN. Precisei ir ao centro em busca dos serviços de uma “gráfica rápida” e depois almoçar. Assim fiz. Observei que o custo de vida não é alto. No centro há muitos carrinhos apropriados vendendo água de coco, refrescante e natural. Os cocos da cidade são procedentes da Barragem do Gavião, no Município de Anagé.

                   


 

                                      

           Ônibus da Expresso Guanabara

 

No horário das 14 horas embarquei no ônibus da Expresso Guanabara, que ia para Barreiras e desembarquei em Bom Jesus da Lapa, onde chegamos às 18:30 horas. Rodoviária longe, fica na margem esquerda da rodovia que liga B. J. da Lapa a Ibotirama, entre loteamentos de alto padrão.

              


                         

            Rodoviária de Bom Jesus da Lapa

 

Peguei um táxi e fui para o hotel. Desde 2019 fico hospedado no Hotel Grande Rio, na atual Praça da Fé (porém mais conhecida como Praça dos Leões), de propriedade do meu amigo Manezinho, empresário e natural de Igaporã.

Na praça estão 30 leões de mármore vindos da Itália. Doze grandes leões estão na parte baixa, representando as doze tribos de Israel (Jacó). Bom Jesus da Lapa é uma cidade com atratividades turísticas. A maior movimentação turística é de natureza religiosa. A Igreja Católica promove romarias.



Saul Ribeiro dos Santos

Contador e economista aposentado.

Natural de Ipupiara

saul.ribeiro1945@gmail.com