MALDADE
MALDADE
EVANGELHO
Filemon Martins
DESLUMBRAMENTO
(FOTO DE VALDIR VASCONCELLOS)
LIVRO HERANÇA
Filemon Martins
Por instrumentalidade do Dr. Luiz A. Martino (excelente médico que me acompanha há anos no tratamento de saúde, na UBS DE VILA JACUÍ), recebi o livro HERANÇA, de EUNICE BARBOSA. Um livro com 160 páginas, de boa e pura poesia. O livro foi editado pelo Grupo Editorial Scortecci, de São Paulo, em 2013 e vale a pena ser lido. Revisão do Professor Almiro Dottori Filho, prefácio do Padre Antônio Maria. Mas, quem é EUNICE BARBOSA (Eunice Barbosa da Silva)? Uma senhora com 94 anos, nascida em 30/08/1919, no bairro de Lagoinha, Belo Horizonte, Minas Gerais. “De origem humilde, mas rica em experiências, graças a suas andanças ligadas ao seu estilo de vida itinerante”. Eunice não teve condições de estudar, mas sua alma de poetisa inspirada é marcante. Seus poemas reunidos em seu livro HERANÇA atestam com fidelidade “uma vida de cenários diversos, de muitas buscas e cheia de desafios”. A mulher Eunice Barbosa teve 09 filhos, sendo 8 do 2º casamento. Seus filhos são: Adolfina Imaculada, Carlos José, Maria Lúcia, Maria Célia, Mário Lúcio, Marco Antonio, Maria Evangelina e Maria Ângela, e o saudoso cantor e compositor Antonio Marcos.
A poetisa e compositora Eunice Barbosa possui várias músicas gravadas nas vozes de Roberto Carlos, Antonio Marcos (seu filho), Jessé, Gilliardi, Fábio Júnior, Roberto Leal, Leonardo, entre outros. Conforme sua biografia, “hoje, aos 94 anos, muito tímida e extremamente emotiva, ela deseja levar ao mundo seu recado no silêncio das páginas de HERANÇA”.
Eis o poema Doce Ternura, página 119:
sorriso e crença no passar das horas.
Manhã de sol agasalhando a terra.
Recado azul anunciando a vida.
Doce ternura quando a paz encerra.
silêncio calmo no balanço leve
da rede branca entre as mãos do vento.
Bendita seja a sua prece calma
secando o pranto no olhar do tempo.
anjo azul no alvorecer do sonho.
Loira brisa farfalhando a flor.
Passos lentos enfeitando a lida.
Mãos abertas semeando amor.
TROVAS – COLUNA MARIA THEREZA CAVALHEIRO,
JORNAL O RADAR, FEVEREIRO – 2015.
Criador deste Universo,
pedi pão quando menino:
deu-me o consolo do verso.
JERRY FILHO
Meu coração vai à luta,
indefeso e apaixonado,
como se fosse um recruta
pisando em campo minado!
THEREZINHA D. BRISOLLA
Condeno a pena de morte,
ao me lembrar de Jesus,
que sem merecer tal sorte,
for martelado na cruz.
ARLINDO NÓBREGA
Não há dizer que defina
o doce amor da mulher.
quando toca, mescla, ensina,
faz do homem o que bem quer!
JORGE FREGADOLLI
Recebi de ANTONIO FERNANDO DE ANDRADE, do Recife - PE, os 10 Mandamentos do Político:
1 – Acabar com a impunidade (nas novelas)
2 – Ser grato ao eleitor (privatizando a fome)
3 – Arquivar o nobre projeto (ficha suja zero)
4 – Sabe quem é verdadeira oposição (imprensa)
5 – Inaugurar as obras inacabadas
(saúde, educação e segurança)
6 – Acompanhar a pauta diária
(corrupção, renúncia, fraude e desvio)
7 – Atualizar o dicionário político
(fiança, habeas corpus e renúncia)
8 – Jamais recusar abraços (super salário)
9 – Acreditar que o culpado da não reforma agrária são os cassados (Índios)
10 – Amar, respeitar e defender o nobre (voto)
CADEIRA VAZIA
Filemon Martins
Não poucas vezes, nos dois primeiros mandatos, a cadeira destinada ao presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, permaneceu vazia. Aliás, há
muito ela estava vazia, pois tudo o que se passava ali ao redor dele, ele nada
viu e pouco soube, conforme disse inúmeras vezes.
Grande parte da população brasileira, que há tempos
ainda acreditava na moralidade dos políticos, vibrou com a possibilidade de ver
um Brasil digno e decente, longe dos conchavos e da subserviência que
caracterizaram as gestões anteriores, mas logo percebeu o engodo, a demagogia, o
populismo, os escândalos e a baixaria que tomaria conta do governo Lula. É
preciso compreender e manter a calma, porque ninguém aprende sem errar. Quase
sempre, na vida, bater cabeça, quebrar a cara ensina melhor que várias aulas,
congressos e palestras.
Modestamente, no panorama da vida política aqui
no Brasil, cá de nosso canto, vamos continuar gritando, falando, escrevendo,
alertando com nossa poesia, nossa crônica de protesto, de ética sem ganância,
sem violência, sem subterfúgios, longe dos interesses pessoais, que cada vez
mais, enlameiam os políticos brasileiros que querem se perpetuar no poder. Já
estão acostumados, acomodados e são coniventes com as negociatas ilícitas que
acontecem no Congresso Nacional.
Aos pobres eleitores, sempre culpados pela
escolha errada, sem cultura, sem emprego, sem teto, sem-terra, sem esperança e
sem justiça, pouco resta: sonham com dias melhores através de benefícios
sociais ilusórios, tais como os programas BOLSA FAMÍLIA e projetos
assistencialistas que os subjugam, como se fossem escravos. Escravos da
propaganda enganosa do próprio governo, da justiça inoperante que absolve
mensaleiros, sanguessugas, falsários e fomenta uma verdadeira quadrilha para
roubar os cofres públicos.
A verdade é que o poder econômico sempre fala
mais alto. A corrupção campeia pelos corredores do poder; a política brasileira
está apodrecida e infectada pela falta de honestidade, pela imoralidade, pela
corrupção e pela conivência dos que deveriam implementar projetos sérios em
favor da sociedade brasileira, zelando pela correta aplicação do dinheiro
público.
Há uma impunidade inexplicável dos Tribunais Superiores.
Enquanto isso, o “Zé povinho” contenta-se com
esmolas que, certamente lhe custarão o futuro dos seus filhos, a vida, a saúde,
a dignidade e a perspectiva de um País melhor, mais justo e mais humano.
Contudo, reza a lei que somos obrigados a respeitar a escolha do povo, qualquer
que seja o escolhido, caberia ao partido político não permitir que fichas sujas
disputem a eleição, ainda que isso nos custe presenciar em todo o mandato do
eleito, as raposas no poleiro, o riso indecente e falso dos Judas que se
corromperam e se venderam por algumas moedas, sem se importar com a inocência
das crianças, o suor derramado dos trabalhadores para ganhar uma migalha de pão
que o diabo amassou. O choro silencioso dos que acreditaram no sonho de ser
feliz e sentiram o amargor da decepção e a esperança se esvaindo aos pés de políticos
profissionais trambiqueiros, banqueiros, pagamento de juros aos capitalistas
internacionais.
Mesmo que a cadeira continue vazia, é
necessário recuperar a alegria, a esperança, o entusiasmo e a certeza de que o
Brasil é um País exuberante, onde o barulho dos rios e das cachoeiras ainda nos
encanta. Um País formado por um povo trabalhador, ordeiro e bom, merece
governantes mais sérios e capazes. É preciso buscar, dentro de nós, uma força
superior, como disse Bruce Barton: “AS GRANDES REALIZAÇÕES SÓ SÃO POSSÍVEIS POR
AQUELES QUE ACREDITAM POSSUIR, DENTRO DE SI, ALGUMA FORÇA SUPERIOR ÀS
CIRCUNSTÂNCIAS”.
Outros nomes igualmente famosos como Elias Gleiser, Décio Piccinnini e Raul Gil foram assíduos frequentadores da cidade nos anos 70”.
FAGULHAS, novo livro de Filemon F. Martins, lançado pela SCORTECCI EDITORA-SP (2013), apresenta uma série de textos, incluindo artigos, cartas, crônicas, ensaios e algumas histórias.
Atento à realidade e com apurada percepção, o autor mergulha nos meandros da política brasileira, abordando os escândalos, as crises, as contradições de líderes políticos, enfim os fatos vividos no país nestes últimos anos.
Focaliza também, de forma inteligente, a vida e obra de alguns intelectuais brasileiros, fazendo uma viagem pelo universo da literatura.
Com esmero e um pouco de humor conta histórias curiosas e interessantes do cotidiano, trabalhando as palavras entre a ficção e o mundo real.