sábado, 7 de junho de 2025

A NOITE E EU - FILEMON MARTINS

 



 

A NOITE E EU


Filemon Martins


 

É noite.

A lua é um espetáculo indizível,

um convite à felicidade.

 

Piscam as estrelas no céu,

piscam as luzes da cidade.

 

Há muito brilho, muita claridade,

mas em meu coração

a noite é diferente:

- não há luz, não há brilho,

não há beleza,

porque sem você,

estou só,

estou na escuridão.



(LIVRO "FLORES DO MEU JARDIM")

 


DOIS CORAÇÕES - MÁRIO RIBEIRO MARTINS

 


DOIS CORAÇÕES

Mário Ribeiro Martins



Quando nós, pelas curvas dos caminhos,

andarmos lado a lado, bem velhinhos,
não teremos sequer um só desejo.

Os nossos dias idos de paixões
serão lembrados por dois corações
que se esgotaram sempre no festejo.

E, com nossos cabelos já branquinhos,
seguiremos, enfim, de tal maneira,
que, terminando nossa bel carreira,
veremos bem de perto nossos ninhos.

E muitos dirão: Estes dois velhinhos
passaram docemente a vida inteira,
plantaram sempre nela uma roseira
que lhes deu flores e não deu espinhos.

OS IDOS - MÁRIO RIBEIRO MARTINS

 


OS IDOS

Mário Ribeiro Martins


Quando, nos tempos idos, mas lembrados,
meu coração fervia nas paixões,
os meus versos riquíssimos, amados,
eram versos de amor, de corações.

Mas hoje são meus versos repassados
de tristezas, misérias, ilusões.
Meus dias de velhice, desfibrados,
não me trazem senão recordações.

A musa me fugiu do coração
e a dor se apoderou da minha vida:
só faço versos tristes nesta lida.

Muitos lerão meus versos e dirão,
e dirão para todos com certeza:
ESTE VATE FOI FILHO DA TRISTEZA.

MEDO DAS TREVAS - MÁRIO RIBEIRO MARTINS

 



MEDO DAS TREVAS

Mário Ribeiro Martins



Nos dolentes caminhos desta vida,

parei chorosamente pra pensar:
vi o passado - que grande ferida!
vi o presente - que tempo vulgar!

Com quase a minha fé desfalecida,
desvendei o futuro a me acenar:
contemplei minha nau quase perdida,
do encapelado mar se retirar.

Encosta, encosta, encosta foi meu brado.
Quando saiu meu grito desvairado,
a nau chegou ao cais lá no porvir.

Que tremenda visão eu tive agora!
Que sonho! Que beleza! Amável hora,
pois acordei morrendo de sorrir.

sexta-feira, 6 de junho de 2025

DIREITOS HUMANOS - ROGÉRIO MEDEIROS GARCIA DE LIMA

 









DIREITOS HUMANOS

“ROGÉRIO MEDEIROS GARCIA DE LIMA,

desembargador (Belo Horizonte, MG)”.


 



A Folha de SP, hoje, publica carta minha, onde ironizo os “baluartes” dos direitos humanos. 
Agora, com o morticínio de presos no Maranhão, jornalistas e intelectuais “engajados” escrevem e opinam copiosamente sobre a questão carcerária e os direitos fundamentais. 
São como urubus, não podem ver uma carniça.
Quando eu era juiz da infância e juventude em Montes Claros, norte de Minas Gerais, em 1993, não havia instituição adequada para acolher menores infratores. 
Havia uma quadrilha de três adolescentes praticando reiterados assaltos. A polícia prendia, eu tinha de soltá-los. 
Depois da enésima reincidência, valendo-me de um precedente do Superior Tribunal de Justiça, determinei o recolhimento dos “pequenos” assaltantes à cadeia pública, em cela separada dos presos maiores.
Recebi a visita de uma comitiva de defensores dos direitos humanos (por coincidência, três militantes). 
Exigiam que eu liberasse os menores. 
Neguei. 
Ameaçaram denunciar-me à imprensa nacional, à corregedoria de justiça e até à ONU. 
Eu retruquei para não irem tão longe, tinha solução. 
Chamei o escrivão e ordenei a lavratura de três termos de guarda: cada qual levaria um dos menores preso para casa, com toda a responsabilidade delegada pelo juiz.
Pernas para que te quero! Mal se despediram e saíram correndo do fórum. Não me denunciaram a entidade alguma, não ficaram com os menores, não me “honraram” mais com suas visitas e ... os menores ficaram presos.
É assim que funciona a “esquerda caviar”.

Abs.

“ROGÉRIO MEDEIROS GARCIA DE LIMA, desembargador (Belo Horizonte, MG)”.

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Folha de São Paulo, 10 de janeiro de 2014, Painel do Leitor



“Direitos humanos

“Tenho uma sugestão ao professor Paulo Sérgio Pinheiro, ao jornalista Janio de Freitas, à ministra Maria do Rosário e a outros tantos admiráveis defensores dos direitos humanos no Brasil. Criemos o programa social "Adote um Preso". 

Cada cidadão aderente levaria para casa um preso carente de direitos humanos. 
Os benfeitores ficariam de bem com suas consciências e ajudariam, filantropicamente, a solucionar o problema carcerário do país. 
Sem desconto no Imposto de Renda.
“ROGÉRIO MEDEIROS GARCIA DE LIMA, desembargador 

(Belo Horizonte, MG)”.

(PUBLICADO NO SITE USINA DE LETRAS)

A FILOSOFIA ENSINA A VIVER E A PENSAR - JULIO ALVES

 




A FILOSOFIA ENSINA
A VIVER E A PENSAR.



Júlio Alves*



O trecho de Mario Ribeiro Martins, em seu livro FILOSOFIA DA CIÊNCIA, explica o que vem a ser Perspectiva Metafísica: “É a extrapolação de um campo técnico-científico para um campo filosófico. É a afirmação de tudo aquilo que não se pode dizer apoiado apenas na Ciência.
O professor Donald Forman fez um estudo sobre o corpo humano e chegou à conclusão de que os elementos químicos que o compõem não valem mais do que quatro dólares. 65 por cento é oxigênio. 18 por cento é carbono. 10 por cento é hidrogênio. 3 por cento é nitrogênio. 1,5 por cento é cálcio. 1,5 por cento é fósforo. 1 por cento, outros elementos, inclusive traços de ouro e prata.
Seria o valor do homem aquilatado à luz disso? Aqui está a frieza da Ciência e a fragilidade da matéria. O valor do homem é dado à luz da Filosofia”.
Idealizador e fundador da Academia Anapolina de Filosofia, Ciências e Letras, o professor Mario Martins, dentro de sua perspectiva no Magistério Superior, Promotor de Justiça, Religioso, Literato está hoje integrado com um largo traço de afeiçoamento ao trabalho da coletividade onde convive há vários anos.
A Filosofia, em sua vida, não é apenas o traço meramente teórico. A Filosofia - diz ele - “é reflexão e como tal ensina a viver e a pensar”. Nos seus diferentes campos de atuação, jurídico, religioso, docência, ele atesta que “a investigação filosófica tem o seu valor, porque através dela é possível se ter uma consciência cada vez mais crescente, o que é extremamente importante no exercício de tais atividades”.
Autor entre livros e artigos de SOCIOLOGIA DA COMUNIDADE, HISTÓRIA DAS IDEIAS RADICAIS NO BRASIL, A LITERATURA SOCIOLÓGICA EM GOIÁS, EFEITOS PICTÓRICOS NA POESIA DE MIGUEL JORGE, QUINZE ANOS DE FILOSOFIA EM ANÁPOLIS, o professor Mario Ribeiro Martins, assinala que as manifestações culturais nesta cidade “estão se intensificando de forma significativa. Uma nova página na historia da cidade tem sido escrita nos últimos tempos, com o lançamento de livros, exposição de artes, pintura, teatro, revelando que a Capital Econômica está também se tornando um centro de cultura.
Segundo ele, a criação da Academia Anapolina de Letras e Artes (concebida por Maria Ivone Correa Dias e atualmente presidida pela poetisa Célia Siqueira Arantes) e da Academia Anapolina de Filosofia, Ciências e Letras contribui não somente para o desenvolvimento local do amor à cultura, mas também para a divulgação do nome da cidade no âmbito das letras nacionais.
A Academia Anapolina de Filosofia, Ciências e Letras, prossegue Mario Martins, “particularmente, tem realizado concurso de trovas, de acrósticos, de poesia moderna, usando para isto as páginas do Boletim PERFIL distribuído para todo o Brasil e exterior. Os anapolinos são levados a co-participarem desses eventos culturais, através de concursos, conferências, debates culturais, lançamento de livros etc. São formas de estimulo e de motivação para as atividades culturais. Associações e entidades, como a FUMEC, SESC, AALA, colégios, jornais etc., realizam promoções levando incentivo à cultura”.
O teatro anapolino sofre retração e limitações, assim como o nacional, expressa-se o professor Mario Martins. “No caso de Anápolis, o problema se agrava porque não há a infra-estrutura necessária. Os palcos utilizados não são apropriados, faltando também o apoio das autoridades, inclusive da própria área. Mas o teatro anapolino está cumprindo o seu papel”.
CULPA DA CULTURA OU DO GOVERNO? O idealizador da AAFCL posta-se ao lado dos que defendem a finalidade original do Espaço Cultural. “É de um mau gosto extraordinariamente grande”, diz ele, sobre a transformação daquele projeto em “sede do governo municipal”. E continua “as gerações futuras, para não dizer a atual, não perdoarão o responsável por tão antipática decisão que é um atentado contra as forças culturais da terra”.
“O pior é que a mudança do projeto original se dá exatamente na hora em que a Biblioteca Municipal ZECA BATISTA não dispõe de espaço, nem para os livros e nem para os leitores que lá se amontoam diariamente. Mas a história explica isso: SE HÁ HOMENS QUE NASCEM PARA GRANDES REALIZAÇÕES, HÁ TAMBÉM AQUELES QUE NASCEM PARA GRANDES PECADOS”.
O DESTAQUE DO ANO DE 1981. Depois de bacharelar-se em Direito, Ciências Sociais, concluir Mestrado em Teologia e Licenciatura em Filosofia, no Recife, o professor Mario Martins seguiu para a Espanha, em 1973, onde fez cursos de especialização na área de Educação, no Instituto de Cultura Hispânica de Madrid e Administração Pública na Escuela Nacional de Alcalá de Henares. Realizou viagens culturais por vários países europeus. Além da Espanha, esteve em Portugal, Inglaterra e França.
Essa sua vivência internacional, permite-lhe dizer que a “infra-estrutura cultural naquele continente se faz presente na mentalidade, nas formas de agir, pensar e sentir do povo, pois ele vive e convive com a cultura”.
Escolhido pela REVISTA BRASILIA, como INTELECTUAL DO ANO DO ESTADO DE GOIÁS (1981), ele revela que “há dois elementos decisivos para a formação da cultura: Ler e Escrever. Ler tudo e escrever depois, é uma forma de averiguar o que já se aprendeu, além de permitir a renovação e ampliação de ideias”. Concorda em que “o brasileiro de fato não lê muito”. As razões - continua - “além das históricas são várias, entre as quais, o frágil poder aquisitivo, o acentuado índice de analfabetismo, a falta de estimulo à leitura e outros problemas educacionais, inclusive a filosofia de aprender apenas para assinar o nome”.
Como professor, observa que o estudante não tem sido suficientemente motivado para temas como Literatura, Política, Religião e, notadamente, Cultura de forma geral e, por diversas razões. “Uma delas é que nestes últimos tempos lhe foi ensinado apenas marcar X. A preguiça mental é uma das características da juventude moderna”.
AUTORES E TV. O papel da TV brasileira na ampliação cultural do povo é assim vista pelo homem de letras Mario Ribeiro Martins. “Não resta duvida de que a TV nacional, parte dela, tem dado a sua contribuição, no momento em que divulga autores nacionais, pintores, escultores etc, o que é feito através de programas específicos, com base em autores como Jorge Amado, Bernardo Elis, José Mauro de Vasconcelos e outros”.
Para leitura analítica ou formativa, sem levar em conta áreas especificas ou épocas, o professor Mario Martins frequenta e recomenda, entre outros autores, Otto Lara Rezende, Gilberto Mendonça Teles, Morris West etc.
O HOMEM MÁRIO RIBEIRO MARTINS. Natural de Ipupiara, Bahia, onde nasceu em 07.08.1943. Primário, em Ipupiara e Morpará (Bahia). Ginásio, em Xique-Xique e Bom Jesus da Lapa (Bahia). Clássico, no Colégio Americano Batista (Recife).
Ainda no Recife, bacharelou-se em Teologia, Filosofia e Sociologia, além de Mestrado em Teologia. Foi Pastor da Igreja Batista de Tegipió, no Recife. Lecionou no Colégio Manoel Arão, no Colégio ESUDA, no Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil, na Universidade Federal Rural de Pernambuco, na Universidade Católica de Pernambuco.
Fez especialização em Educação, Sociologia e Administração Publica, respectivamente na Universidade Autônoma de Madrid e na Escuela Nacional de Alcalá de Henares.
Já em Anápolis, para onde se mudou em 1975, tornou-se Professor da Faculdade de Filosofia e da Faculdade de Direito. Foi co-pastor da Primeira Igreja Batista de Anápolis, ao lado do Rev. Isaias Batista dos Santos. Tornou-se por Concurso Publico de Provas e Títulos, Promotor de Justiça. Atuou nas Comarcas de Abadiânia, Corumbá de Goiás e Anápolis. Recebeu o titulo de MELHOR DO ANO (1979), em Literatura, pelo Clube de Imprensa de Anápolis. (FOLHA DE GOIAZ. Goiânia, 20.12.1981).



JÚLIO ALVES é Jornalista, Redator e Editor.

DESCOBRINDO ITANHAÉM - FILEMON MARTINS

 





DESCOBRINDO ITANHAÉM.
Filemon Martins*



Já faz alguns anos que minha sobrinha ELAINE CRISTINA DA SILVA comprou uma casa de veraneio na cidade de Itanhaém, litoral de São Paulo e em certa ocasião, sua mãe NINA RIBEIRO MARTINS, minha irmã, me convidou para conhecer a casa e a cidade de Itanhaém.
Aceitei o convite e fui conhecer a cidade histórica de Itanhaém. Fiquei alguns dias no bairro Belas Artes e voltei outras vezes, o suficiente para me apaixonar pela cidade, pela história, pelo povo e pelas belas praias de Itanhaém, de tal forma que fui morador de Itanhaém por algum tempo. Problemas de saúde e médicos especializados me empurraram de volta a São Paulo.
Itanhaém, com área territorial de 601.845 km2 é uma cidade histórica, conhecida como a 2ª cidade mais antiga do país, embora sua estimativa populacional, segundo o IBGE em 2024 seja de 114.435 habitantes e localiza-se entre Mongaguá (17 km) e Peruíbe (29 km).
O acesso de São Paulo a Itanhaém é feito pelo complexo Imigrantes/Anchieta e a rodovia Padre Manoel da Nóbrega, com distância de aproximadamente 110/111 km.
Conhecer Itanhaém é descobrir um pouco da história do Brasil, é percorrer caminhos por onde passou o Padre José de Anchieta em suas peregrinações pela Vila de Conceição de Itanhaém (1553) e muitos outros Jesuítas.
Em Itanhaém nasceria anos mais tarde Benedito Calixto de Jesus (14/10/1853), que, além de pintor renomado, escritor, historiador, também se dedicou à antropologia, astronomia e ao magistério.
Segundo informações da PM ITANHAÉM via internet, em 1561 muitos colonos portugueses abandonaram as aldeias antigas, estabelecendo-se no aglomerado de casas da Vila de Nossa Senhora da Conceição de Itanhaém, às margens do rio Itanhaém, através de um plebiscito.
Nessa ocasião, a Vila de Conceição de Itanhaém já obtém foro de Vila, Pelourinho e Câmara Municipal, tendo sido eleito juiz Pedro Cristóvão Gonçalves.
É preciso lembrar que a descoberta do ouro (1635) na Capitania de Itanhaém, em Ribeira de Paranaguá, ainda de acordo com a PM ITANHAÉM, dá novo impulso às cidades da região.
Assim, em 1639 inicia-se a construção da Igreja Matriz dedicada a Sant’Anna, contudo, em 1654, os jesuítas são expulsos do Brasil e da Vila de Conceição de Itanhaém, em face do atrito gerado pela escravização indígena. Os franciscanos substituem os jesuítas na Igreja Nossa Senhora da Conceição e em 1699 iniciam a construção de uma nova Igreja e do Convento no morro de Itaguaçu, cuja conclusão se deu por volta de 1713.
A Igreja e o Convento foram parcialmente destruídos por um incêndio, em 1833, quando o padre e professor querendo se livrar dos morcegos solicitou ajuda, mas esqueceu-se do perigo das labaredas nas vigas de madeira, que foram consumidas pelo fogo rapidamente sem que a população pudesse apagar o incêndio, considerando-se o difícil acesso ao alto do morro.
Em 1861 dá-se início à obra de reconstrução do Convento e da Igreja nas partes destruídas pelo fogo. Em 1866 é instalada a rede de telégrafo nacional, que serviria de comunicação à frente brasileira na Guerra do Paraguai.
Já em 1906, a Vila de Conceição de Itanhaém é elevada à categoria de cidade, passando a chamar-se apenas ITANHAÉM. Curiosidades: em 1909 é realizada a primeira viagem de automóvel a Itanhaém por Washington Luís.
Em 1912, Rui Barbosa tenta chegar a Itanhaém, mas não consegue, ficando encalhado no rio Mongaguá, sendo obrigado a retornar em seguida.
O município de Itanhaém possui mais de 25 km de praias, chamadas pelo nome do bairro, a começar pela Vila Loty, Suarão, passando pelas praias dos Pescadores, Sonho, Cibratel I e II, indo até o balneário de Gaivotas.
A cidade possui aproximadamente 2000 km de rios, sendo 160 deles navegáveis, entre os principais, estão os Rios Itanhaém, Preto e Branco, além de possuir 4 ilhas: Ilha das Cabras, Laje da Conceição, Queimada Pequena e Queimada Grande, mais conhecida como Ilha das Cobras.
Entre outras atrações da cidade, pode-se visitar o Convento Nossa Senhora da Conceição, localizado no alto do morro de Itaguaçu, a Igreja Matriz de Sant’Anna, a Casa de Câmara e Cadeia, onde ficava o pelourinho do município, hoje transferido para o convento.
Merece visita também o morro Paranambuco, onde existe uma pedra que, olhando-se por determinados ângulos, parece o perfil de uma mulher e o morro Sapucaitava, com trilhas ecológicas e uma vista deslumbrante do mar.
É atração a formação rochosa encravada entre o costão rochoso da Praia do Sonho e o mar, mais conhecida como Cama de Anchieta, onde, segundo a lenda, o Padre José de Anchieta costumava descansar de suas peregrinações, buscando inspiração para os seus poemas.
Na Praia dos Pescadores, o Monumento Mulheres de Areia é bastante visitado e marca a gravação da telenovela brasileira, de Ivani Ribeiro, em sua 1ª versão, na fase preto e branco, exibida pela extinta TV Tupi, em 1973/1974, com atuação excepcional da atriz Eva Wilma, vivendo as gêmeas Rute e Raquel. As esculturas feitas na areia por Tonho da Lua, eram do escultor Serafim Gonzalez.
O aniversário de Itanhaém é comemorado em 22 de abril e a cidade é administrada por TIAGO RODRIGUES CERVANTES (Republicanos) que tem muito a fazer pelo município. (2025/2028).
Vale a pena conhecer Itanhaém! 



FILEMON FRANCISCO MARTINS é escritor, autor de vários livros.


(LIVRO "ENCATAMENTO DO MUNDO E OUTRAS IDEIAS", DE MÁRIO RIBEIRO MARTINS)

quinta-feira, 5 de junho de 2025

TROVAS - COLUNA MARIA THEREZA CAVALHEIRO

 



 

TROVAS – COLUNA MARIA THEREZA CAVALHEIRO,

JORNAL O RADAR, FEVEREIRO – 2015.



Com fervor, ao Pai Divino,

Criador deste Universo,

pedi pão quando menino:

deu-me o consolo do verso.

        JERRY FILHO

    Meu coração vai à luta,

    indefeso e apaixonado,

    como se fosse um recruta

    pisando em campo minado!

        THEREZINHA D. BRISOLLA

Condeno a pena de morte,

ao me lembrar de Jesus,                   

que sem merecer tal sorte,

for martelado na cruz.

        ARLINDO NÓBREGA

    Não há dizer que defina

    o doce amor da mulher.

    quando toca, mescla, ensina,

    faz do homem o que bem quer!

        JORGE FREGADOLLI

ODE À POESIA - MARIA LUIZA BONINI

 



ODE À POESIA

 Maria Luiza Bonini

 


És do amor a manifestação mais bela

Seja em prosa, versos ou em cantos

Sedução refletida em matizes tantos

Como a variedade de uma aquarela


És da forma de dizer a mais singela

Em sons, na mais perfeita harmonia

Numa regida em "alegro" sinfonia

Que eleva a alma ao paraíso etéreo


És o reviver do amor em agonia

Gotejando um raro néctar que extasia

Ternamente, acalanta e embevece


No ritmo tão perfeito, que beira a utopia

De sonhos já desfeitos, desperta a magia

Ao ditar ao ímpio a mais linda prece

 

TROVAS DO FILEMON

 




TROVAS DO FILEMON

“Não há vaga”. Está escrito
naquele enorme portão,  
e o trabalhador, aflito,

em casa não tem feijão.


    O céu, hoje, de repente
    escureceu e chorou.
    O sertanejo, contente,
    sorriu, pulou e cantou.


Que fomos feitos de barro,
não há, aqui, discussão.
Mas quando em você esbarro,
esse barro é de emoção.

 

TROVAS DO FILEMON

 




TROVAS DO FILEMON

        

Hoje quero te abraçar

quero matar a saudade.

Quero contigo ficar

antes que a vida se acabe.


    Meu coração, desolado,

    não sabe o que aconteceu

    ao ver meu sonho acabado

    num olhar que se perdeu.


Não me esqueço do passado

e do teu beijo também,

como era doce o pecado,

como te quero, meu bem.


    Como dói esta saudade,

    por favor, quero entender.

    Nosso amor não tem idade,

    só quero amar e viver.

 

A TERRA PROMETIDA - FILEMON MARTINS

 



A TERRA PROMETIDA

Filemon Martins

            
Parti buscando a Terra Prometida,
a Terra da fartura e da bonança
e procurei, sofrendo, pela vida,
a Canaã do Amor e da Esperança.

    Transpus montanhas, vales e na lida
    meu coração exausto sempre avança.
    Jamais fiquei no chão e de vencida
    minha busca não para e nem descansa.

Disposto a desvendar qualquer segredo,
venci mares, penhascos sem ter medo
de garranchos, juremas e cipós...

    Mas quando chego ao fim desta corrida,
    percebo que esta Terra tão querida,
    está aqui, Brasil de todos nós!

TROVAS LÍRICAS DE JESSÉ NASCIMENTO

 



TROVAS LÍRICAS DE JESSÉ NASCIMENTO

 

Caminhos, jardins e praças,

Flores, cores - que beleza!

Deus derrama suas graças

Dando graça à natureza!

 

Com meus sonhos mais singelos

Embalados na esperança

Venho erguendo meus castelos

Desde os tempos de criança.

 

Corres tanto, mocidade,

És pela vida levada.

Amanhã serás saudade,

Serás velhice, mais nada...

 

Lindo olhar, belo sorriso,

Rosto de tal perfeição,

Sugere o traço preciso

Do Senhor da criação.

 

(LIVRO “SEMENTES POÉTICAS”, PÁGINA 32)