segunda-feira, 2 de junho de 2025

CORAGEM - FILEMON MARTINS

 



CORAGEM

Filemon Martins


 

Essa coragem que nasceu comigo,

herdei, um dia, de meu velho pai.

Até parece, às vezes, que é castigo

para quem luta e pelo mundo vai...

 

Meu coração cansado é tão amigo

ajuda e ampara quem na vida cai.

Ninguém será feliz, sem ter abrigo,

- o egoísmo do mundo não me atrai.

 

Pode até parecer que sou um louco,

pois o amor verdadeiro é muito pouco

para expressar a força da Verdade.

 

Quero que Deus, então, me dê guarida

para que eu possa ser por toda a vida:

- Emissário da paz e da bondade!



(LIVRO "SONETOS & TROVAS")

 


ALVORECER - FILEMON MARTINS

 



ALVORECER

Filemon Martins

 

Num festival de luz, a madrugada 
vem surgindo no céu, risonhamente: 
a Estrela d’Alva brilha alcandorada 
sobre a Terra, que a fita, resplendente! 

A Natureza, então, qual namorada, 
de flores se engalana, sorridente, 
cigarras cantam, canta a passarada 
agradecendo a Deus esse presente. 

E a estrela que brilhava, já sombria 
desaparece... E o mundo que dormia, 
desperta, alegre, em meio dessa festa... 

Não há beleza que se iguale a esta, 
quando luzente o sol se manifesta 
no começo feliz de um novo dia!...


(LIVRO "SONETOS & TROVAS", PÁGINA 16)


SONETO DA DEPRESSÃO - MIGUEL RUSSOWSKY

 



 

SONETO DA DEPRESSÃO

Miguel Russowsky

 

Envelheço. Estou só. Colho as cinzas do outono.

Vou deixar ao morrer, uma herança nefasta

De assíduas negações. Nasci iconoclasta.

Tenho sombras no olhar e nelas me aprisiono.

 

Desandar... padecer... sucumbir... relaciono

Como regra a cumprir nesta vida madrasta.

Ela vem me avisar que meu corpo se arrasta

Para um torvo final de fraqueza e abandono.

 

Mal ou bem?... Tanto faz. Sou inerte à disputa

E não tomo partido. Em qualquer patamar

É a carga de gens que modula a conduta.

 

Ilusões?... Não as tenho. Eu não vim por prazer

Ao satélite azul do sistema solar:

(Pois ninguém perguntou se eu queria nascer).

 

(“CANTARES DE UM VULCÃO QUASE 

EXTINTO”, PÁGINA 46)


DESESPERO - MIGUEL RUSSOWSKY

 



 

DESESPERO

Miguel Russowsky

 

Amei... Perdi... (Nem sorte, nem azar!)

Partir... (?) Não posso. Estou sem rumo agora...

Sucede que não sei onde chegar...

É falso se dizer: - Homem não chora!

 

A noite de um “Adeus” não tem aurora...

Sem asas, pode alguém querer voar?

A minha vida, aos poucos, se evapora...

Não há mulher alguma no altar.

 

Rezar...(!?) sequer me encobre o desespero.

Se as benesses da fé me dessem ganho,

Eu rezaria até com muito esmero.

 

Para uma ovelha, expulsa do rebanho,

Existem amanhãs em exagero

E os sonhos encurtaram no tamanho.

 

(LIVRO “CANTARES DE UM VULCÃO 

QUASE EXTINTO”, PÁGINA 47)


domingo, 1 de junho de 2025

QUEM FOI ARNÓBIO DURÃES? - FILEMON MARTINS













 







QUEM FOI ARNÓBIO DURÃES?

Filemon Martins


 

ARNÓBIO DURÃES nasceu no antigo Jordão, hoje Ipupiara no dia 25 de setembro de 1921, filho de Rufino Alves Durães e Dionília Durães. Rufino Durães era filho de Agostinho Durães e moravam em Salto de Pedra, Município de Gentio do Ouro, antes de se mudarem para a Vila do Jordão. Arnóbio casou-se com Odete de Araújo Durães, nascida na Vila do Jordão em 01 de abril de 1926, filha de Ana Joaquina de Jesus, tendo sido criada por Cipriana e João Bessa. Juntos, tiveram os filhos: Nivaldo Alves Durães (falecido), Antônio Alves Durães (falecido), Ademar Durães (falecido), Ademilton Durães, Rufino Durães Neto, Irene Durães de Souza, Arnóbio Durães Filho (falecido), Maria do Carmo Durães (falecida), Adelson Durães (Pastor da Igreja Batista Renovada), Ari Durães, Alberto Durães (Professor na rede municipal), Abimael Durães (falecido) e Odete Durães Filha (Empresária, proprietária do Hotel Ipupiara). Uma família extraordinariamente grande. Os descendentes diretos deste casal, são: além dos 13 filhos, 33 netos, 60 bisnetos e 10 trinetos.

Arnóbio Durães quando criança estudou em Ipupiara, depois em Barra do Rio Grande e por fim em Juazeiro, na Bahia.

Seus pais, Rufino e Dionília Durães, moradores de Ipupiara se mudaram para Morpará, onde residiram por algum tempo, após foram para Fazenda Nova, no Mocambo e em seguida Arnóbio Durães e família se transferiram para a Fazenda Queimadas, onde viveu 50 anos. Nesse período ele foi agricultor e criador de gado em sua Fazenda, já no Município de Morpará, às margens do Rio São Francisco, Bahia.

Posteriormente, Arnóbio Durães, já em Ipupiara, antiga Vila do Jordão, comprou um caminhão com o qual viajava até Morpará e comprava cereais nos Vapores que lá ancoravam para revender em Ipupiara e região. Por um período, o Sr. Nelson Estevam de Sousa, que foi casado com Dona Almerinda, minha tia e mãe de Cleonice, Carmem, Ester e Carlito, foi motorista do caminhão do Sr. Arnóbio nessas viagens a Morpará, numa época em que as estradas eram péssimas. A propósito, um fato curioso: Nelson, o marido de Almerinda desapareceu em 1958 e nunca mais deu notícias.

Família numerosa, é preciso registrar que sua esposa Dona Odete de Araújo Durães foi dona e administradora de uma pensão em Ipupiara, ajudando no sustento e educação dos filhos.

Sabe-se também que o Sr. Arnóbio Durães exerceu o mandato de vereador em Ipupiara, entre 1959 a 1962 na gestão do então prefeito José Antônio dos Santos (Dedé), quando o cargo de vereador nem salário tinha. 

Era eu adolescente quando o conheci em Ipupiara. Éramos, digamos, vizinhos. Meu pai, Adão Francisco Martins era amicíssimo dele e em certa ocasião, o Senhor Arnóbio provou ser valente e corajoso. A história é mais ou menos assim: minhas duas irmãs Marli e Nina mais velhas que eu, eram moças solteiras. E numa noite qualquer um conquistador desavisado tentou entrar em casa galgando os muros de nossa morada. Não conseguiu o feito, mas deixou minhas irmãs assustadas e meu pai preocupado com a situação. Cidade pequena, todos eram amigos e meu pai relatou o ocorrido para o Senhor Arnóbio, nosso vizinho e outros amigos que estavam no grupo. O sr. Arnóbio disse ao meu pai: ¨se você quiser à noite pego a minha espingarda e fico na sua casa, à espreita. Se o ¨Don Juan¨ tentar entrar de novo, eu passo fogo nele e aí a gente vai saber quem é¨.    

Aquela conversa deve ter saído do grupo e se espalhado pela pequena cidade de tal forma que o galã conquistador nunca mais tentou entrar em nossa casa.

Arnóbio Durães, tornou-se um cidadão e patriarca exemplar de Ipupiara, morador centenário da cidade, merecedor de nossa gratidão e respeito pela vida, pelas lutas e adversidades que enfrentou sempre altivo e de cabeça erguida.

Arnóbio Durães faleceu em Ipupiara, Bahia.

 

Agradecimentos a Odete Durães Filha (proprietária do Hotel Ipupiara) pela preciosidade das informações fornecidas ao autor destas notas.













TROVAS DO FILEMON

 



 

TROVAS DO FILEMON

 

Não me fascina, na vida,

poder ou fama alcançar,

que a vitória merecida

é pelo Amor triunfar! 

Saudade é o cantar tristonho

do canário, no Sertão.

É sentir que o nosso sonho

não passou de uma ilusão.

 

Assim é que vejo a vida:

uma estrada singular,

às vezes erma e cumprida

que a gente tem que trilhar.

 

TROVAS DO FILEMON

 




TROVAS DO FILEMON


Viver sozinho é sofrer
que solidão também mata.
Mas amar é um prazer
e uma eterna serenata.


Ouço a noite às escondidas
estes sons de violão:
lembranças de duas vidas
vivendo a mesma paixão.


Nem é preciso que agites
essa chama não se apaga
na cama ficamos quites
amor com amor se paga.


Em meio a nossa paixão
não deve haver o ciúme.
Só amor no coração
que a flor exala o perfume.

SONETO INÉDITO DE MÁRIO RIBEIRO MARTINS

 



 

SONETO INÉDITO DE MÁRIO RIBEIRO 

MARTINS (IN MEMORIAM)

 

Tu queres meu prezado e grande amigo

Vencer o mal com fé, sinceridade?

- Aceita Cristo como teu abrigo

E assim terás a força de vontade.

 

Deixa Cristo viver sempre contigo

Não te deixes levar pela vaidade,

Medita nas palavras que te digo

E viverás em paz, serenidade.

 

Não te esqueças que és um pecador

E precisas saber desta verdade,

Mas sobretudo o auxílio do Senhor.

 

Que tu sejas um grande vencedor

Por meio de Jesus o salvador

Aquele que te dá a eternidade!

NOSSO DINHEIRO - SAUL RIBEIRO DOS SANTOS

 

 

N O S S O   D I N H E I R O

 

 


                                                

Há pessoas que querem ter muito dinheiro. O problema financeiro de muitos brasileiros não está na escassez ou na fartura de dinheiro. Não está em ter pouco ou muito dinheiro.

         Estou em São Paulo. Na semana passada precisei ir ao médico. Para chegar até ao consultório da clínica embarquei num ônibus urbano e fui até a estação do metrô aqui na periferia da zona leste da capital. Tudo novidade. Subi pela escada rolante e na plataforma esperei. O trem chegou, abriu as portas, eu entrei e fui procurar lugar para sentar. Aqui em São Paulo, em Salvador e em outras cidades os idosos têm a preferência.

      Na ida, sentei perto de duas pessoas que falavam sobre dinheiro. A conversa girava em torno dos preços dos alimentos que estavam muito caros no supermercado, na feira e até das lojas de roupas com preços elevados. Queixavam-se mutuamente dizendo que o dinheiro que recebiam não estava sendo suficiente para a compra de alimentos e remédios. É a carestia, o encarecimento do custo de vida.

        De modo discreto ouvi atentamente a prosa dos dois e fiquei pensando: o que eles estão dizendo é uma verdade, pois eu também sinto e vejo que tudo está muito caro na minha terra e aqui em São Paulo, apesar de ter muitos produtos, parece que aqui nesta capital, quase tudo custa caro, mais caro do que na minha terra lá na Bahia. Vi que o nosso dinheiro, apesar do nome Real, está bem fraco. O nosso dinheiro está desvalorizado.

        Mas o que é dinheiro? Os professores de economia e os especialistas em finanças afirmam que o dinheiro é um instrumento de pagamento. Este instrumento pode ser fabricado em papel especial ou metal. O sistema de impressão gráfica ou em metal do dinheiro pela Casa da Moeda do Brasil segue um alto padrão de tecnologia. O dinheiro, ao ser confeccionado, segue um processo rígido de identificação, segurança e controle sob orientação do Banco Central. Após o rígido controle o dinheiro confeccionado é lançado ao público através da rede bancária.

      A falta de dinheiro faz pessoas e famílias inteiras passarem dificuldades no momento das compras ou no dia do pagamento de dívidas. A falta de dinheiro pode produzir um impacto negativo na vida das pessoas. Pode gerar stress e muita ansiedade. Portanto é necessário saber cuidar das suas finanças com inteligência. Cada pessoa e também cada família precisa controlar os gastos.

     Nos últimos anos, com as novas tecnologias em uso, o sistema bancário permite, por meio eletrônico, seus clientes, fazer de modo seguro, as transações de pagamentos, aplicações financeiras, resgate de aplicações e outros serviços sem a necessidade de comparecimento indo até a agência bancária. Entretanto há os clientes tradicionais, principalmente os idosos, que preferem e tem confiança indo até a agência e falar fitando olho no olho com seu gerente. Para muitos, o sistema ainda é complexo.

    Com o dinheiro podemos pagar as contas de água, luz e telefone. Podemos comprar alimentos, roupas, remédios, materiais de higiene e limpeza, utensílios domésticos e pagar as pequenas despesas do dia a dia. Podemos comprar bens duráveis como moto, carro, imóveis etc.

    Portanto, o dinheiro é um instrumento muito útil para facilitar as negociações entre as pessoas, entre as empresas e entre as nações. Mas atenção! Há coisas que o dinheiro não pode comprar, como a saúde, o amor, a paz etc. Porém, mais uma vez, é preciso muito cuidado. A Bíblia, no livro de Eclesiastes, no capítulo 5 e versículo 10 nos diz o seguinte:

Quem ama o dinheiro nunca se fartará dele; quem ama a riqueza ou a abundância de bens nunca ficará satisfeito”. 

 

        

Saul Ribeiro dos Santos

Contador e economista aposentado.

Natural de Ipupiara – BA.

 


 
SOBRE O AUTOR

SAUL RIBEIRO DOS SANTOS é casado com a Drª Agripina Alves Ribeiro, com quem tem os filhos Raquel Ribeiro dos Santos, Esther Ribeiro dos Santos e Arão Wagner Ribeiro.

Autor do livro DECISÕES & DECISÕES, publicado em 2013 pela Gráfica e Editora Clínica dos Livros, de Feira de Santana, Bahia.

Colaborador assíduo do Blog Literário do Filemon e trabalha no projeto do livro CHAPADA DIAMANTINA, em elaboração.

 

 

 

CONFIANÇA - FILEMON MARTINS


 


CONFIANÇA


Filemon Martins
                                 
(Lendo o poema Eterna Fortaleza, de Geraldo Peres Generoso, de Ipaussu-SP.)

 Eu me lembro, Senhor, que prometeste:
“Não temerás porque estarei contigo
onde quer que fores”.
Mas ainda assim há um temor
e um vazio que pesam sobre mim.

Eu sei, Senhor, que és Onisciente,
que és Onipresente, que és Onipotente
e tenho ciência de que Tua Onisciência,
Tua Onipresença e Tua Onipotência
podem minha vida defender
dos inimigos que a ela
venham, um dia, malquerer.

Lembrando que o grande Paulo, afirmou:
“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos e tivesse toda a sabedoria do mundo, se não tivesse amor, nada seria.
Ainda que eu tivesse o dom da profecia
e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência,
se não tivesse amor, de nada me adiantaria”.
Que eu possa, então, amar,
sem nada pedir em troca.
Que eu possa confiar
sem saber o que virá pela frente.

E prosseguir pela vida,
sem esquecer que Tu és o meu Refúgio
e minha Fortaleza, na certeza de que estás comigo.
Que eu possa:
Ajudar e compreender sempre sem rancor,
ensinar sempre, sem humilhar,
espalhar sempre, o amor
por onde eu for e perdoar sempre,
mas, sobretudo, Amando Eternamente!

(LIVRO "ANSEIOS DO CORAÇÃO")

ALGUMAS EXPLICAÇÕES... - FILEMON MARTINS

 



     ALGUMAS EXPLICAÇÕES...

Filemon Martins

 

    “ANSEIOS DO CORAÇÃO” não nasceu hoje. Foi concebido desde que eu me descobri poeta. Composto por sonetos, trovas e alguns poemas, escritos em lugares e momentos diferentes da vida. Desde a época do colégio, sempre fui admirador do soneto, de Bocage, Bilac, Raimundo Correia, Alberto de Oliveira, Cruz e Souza, Guilherme de Almeida, Miguel Russowsky, Eno Theodoro Wanke, Cecim Calixto, Carlos Ribeiro Rocha, entre outros.

    A trova também sempre me fascinou, especialmente, nos tempos atuais quando o leitor não dispõe de tempo para a leitura de poemas extensos. A trova exige síntese, é curta e não toma o tempo de quem a lê. Os poemas, talvez, sejam mais “modernos e fáceis”, principalmente para quem cultiva a poesia clássica. Sem o Classicismo (que me desculpe os modernistas) não haveria a poesia “moderna”. Quem domina o Clássico, transita confortavelmente pelo “moderno”, não há dúvida.

    A poesia é uma arte atemporal, tal como a música ou qualquer outra arte o é. E a arte não se define. No entanto, entendo que o poeta deve ser testemunha do seu tempo e buscar, tenazmente, o âmago da palavra para exprimir seus sentimentos, suas emoções, que não mudaram. Continuam as mesmas: dor, tristeza, saudade, amor, desilusão, esperança, morte, felicidade e até a poesia de protesto, já que os nossos políticos continuam exatamente os mesmos...        Meus versos – dirão alguns críticos – já estão ultrapassados e pertencem a uma escola em extinção. Pode ser, mas, e quem não está ultrapassado? A informática e a tecnologia que o digam. Ocorre que o amor, a mola mestra que impulsiona os sonhos da mocidade e os arroubos da juventude, é a força propulsora da emoção, do coração e a poesia nada mais é do que a manifestação do Amor, da Natureza, de Deus, do Belo, do Espírito, enfim sentimentos que todos nós temos ou já tivemos. São, por fim, ANSEIOS DO CORAÇÃO.

    Se, porventura, algum leitor encontrar alguma afinidade com o que escrevi nestes versos, meu coração de poeta já estará satisfeito.

 

    Filemon F. Martins

    Itanhaém, 2011.

        


À TUA ESPERA - FILEMON MARTINS

 



  À TUA ESPERA

Filemon Martins

 

      

Não vês? Estou em casa à tua espera,

meu coração se agita, comovido.

Se vens aqui, renasce a primavera,

e tudo fica alegre e colorido.

 

Sabes que a minha vida eu já te dera

com tanto amor, feliz, enternecido,

que o meu viver, sem ti, já não quisera

nem um minuto a mais... do merecido...

 

Mas venhas, meu amor, que a nossa tenda

está farta de  amor,  não há contenda,

aqui, há paz, o mar e a verde mata...

 

Vivamos este amor tão envolvente,

que embriaga e nos leva ao céu fulgente

e a nos saudar a lua cor de prata!



(LIVRO "ANSEIOS DO CORAÇÃO")

                                                                                            



A BORBOLETA E A FLOR - JESSÉ NASCIMENTO

 



A BORBOLETA E A FLOR

Jessé Nascimento

 

A borboleta encantou-se

Com a beleza

E o perfume da flor.

A flor, igualmente,

Ficou admirada

Com a beleza da borboleta.

Por um momento fitaram-se

E passaram, então,

A conversar animadamente

Como a natureza

Lhes fora generosa.

 

(LIVRO “SEMENTES POÉTICAS”, PÁGINA 31)