domingo, 6 de julho de 2025

PERSPECTIVAS ANTROPOLÓGICAS - MÁRIO RIBEIRO MARTINS

 





PERSPECTIVAS ANTROPOLÓGICAS.
Mário Ribeiro Martins*



A suprema floração da natureza é o homem. Uma transição completa ocorre na escala da natureza. Essa transição finaliza com os seres dotados do espírito, depois de passar pelos seres que são matéria pura até os seres materiais caracterizados pela vida e pelo instinto.
No escalonamento da natureza há três mundos:
1) O mundo inorgânico que é constituído de elementos materiais que possuem determinadas qualidades, como a forma, o peso, a força, o tamanho, a extensão etc.
2) O mundo orgânico animal que se distingue do mundo inorgânico porque possui vida e instinto.
3) O mundo orgânico animal que, dotado de vida e de razão, além do espirito, se distingue dos dois mundos anteriores. Este terceiro mundo é única e exclusivamente do homem, que não é pura vida, não é pura razão e não é puro espírito.
Na escala da natureza, portanto, o homem é formado de corpo e alma, em termos de dicotomia. De corpo, alma e espírito, em termos de tricotomia.
A partir daí há os valores materiais e espirituais que caracterizam o homem. Entre os valores espirituais, destacam-se: inteligência, bondade, solidariedade etc.
Intimamente relacionado com o homem está o espírito que é a sua energia pensante. Daí argumentar Aristóteles que “a alma é o principio da vida, do pensamento, enquanto considerada realidade”.
Em sua obra PAIXÕES DA ALMA, afirma Descartes: “A alma é de uma natureza que não tem nenhuma relação com a extensão, nem com a dimensão ou outras propriedades da matéria de que o corpo é composto”.
A Antropologia Filosófica Espiritualista destaca a imortalidade da alma. Conforme ela, o espírito sobrevive à desintegração do corpo. A alma ou o espírito é a realidade pensante do individuo que é o seu Ego puro e profundo, distinto do próprio corpo.
Várias são as concepções filosóficas sobre o homem, destacando-se, no entanto, as seguintes:
1) PERSPECTIVA GREGA. Ao contrário do entendimento cristão que concebia o homem como criado à imagem e semelhança de Deus, os gregos entendiam os deuses à imagem e semelhança do homem. No sentido de fazer o homem superior aos deuses, era desenvolvido o processo educacional. O homem era considerado superior, desde que se caracterizasse pela coragem, pela agilidade, pela força e pelo poder. No entanto, o homem comum ou escravo não podia possuir essas características, porquanto não era filho dos deuses.
Sócrates, na tentativa de formular uma moral racional, dá também uma nova dimensão ao conceito de homem que deixa de ser a supremacia do pensamento. Não mais pela força seria o homem reconhecido, mas pela sabedoria, pelo conhecimento.
O NOUS ou o LOGOS (RAZÃO) e não ARETÉ (FORÇA) seria decisivo para o homem compreender a vida, o mundo e as coisas.
Antes, ele teria de dominar o mundo pela força (ARETÉ). Agora, ele pode dominar pela razão (LOGOS). Aliás, foi pela sabedoria que a Grécia conquistou o mundo. Antes era o SER FORÇA, agora era o SER RAZÃO.
Conforme a concepção grega, o homem era analisado na base das relações com os deuses. Enquanto Sócrates partiu da Ética, Platão partiu da Ideia e Aristóteles do Primeiro Motor. Assim, não havia uma vinculação umbilical entre o homem e o criador. A estrutura metafísica, portanto, em termos de perspectiva grega concebia o homem na base de uma visão geral do universo.
2) PERSPECTIVA CRISTÃ. Ao contrário do entendimento grego que concebia os deuses à imagem e semelhança do homem, os cristãos entendiam e, de fato, entendem o homem à imagem e semelhança de Deus. Tal como no sistema filosófico grego, a doutrina cristã analisa o homem na base de uma visão do universo, só que a essência humana tem a sua origem no Deus onipotente que criou não só o céu e a terra, mas também os seres racionais e irracionais.
Na concepção cristã, a relação do homem com o criador é intima. Há duas fases nesse relacionamento: Na primeira fase, o homem é apenas criatura de Deus e nesta posição estão todos os homens. Na segunda fase, o homem pode tornar-se filho de Deus e para alcançar esta posição há uma condição SINE QUA NON que é a aceitação do filho de Deus, conforme se lê nos Evangelhos: “A todos quantos o receberem deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus”.
A relação entre o homem e o criador é tal que este (Deus) assume a forma humana, donde a narrativa sagrada: “O Verbo se fez carne para habitar entre nós”.
No sistema dicótomo, o corpo e alma são duas substâncias que unidas resultam uma terceira substância que é o homem. No sistema tricótomo, o corpo, a alma e o espírito são três substâncias que unidas formam uma quarta que é o homem. Na verdade, o homem está reduzido à alma e nesse caso não possui substância, mas a Substância.
Por isso, conforme a perspectiva cristã, a essência do homem, enfim, sua substancialidade, está na alma imortal. O laço que une o homem com Deus constitui a base de toda a antropologia.
O nome usualmente dado ao homem, no original hebraico, expressa perfeitamente este laço duplo: ADÃO é aquele que foi tirado da ADAMAH (terra), um ser frágil e efêmero. ADÃO, portanto, não é o nome de um homem, mas designa a espécie humana coletivamente. O entendimento cristão se fundamenta no Velho e Novo Testamento para ter a perfeita ideia do homem.
No Velho Testamento, por exemplo, o homem é uma criatura e esta afirmação é a base de todo o ensino acerca do homem. São elementos constitutivos do ser vivo, de acordo com a tradição Veterotestamentária: a carne, o espírito, o coração. A carne é chamada de PÓ, na linguagem mítica e poética. O espírito é uma realidade de ordem mais psicológica. O coração responde ao conceito de alma.
No Novo Testamento, no entanto, o homem é protagonista da História Sagrada. São elementos constitutivos do ser vivo, de acordo com a tradição Neotestamentária: o corpo, a alma, a inteligência, a carne. O corpo é o organismo constituído. A alma é a vida humana individual do sujeito consciente. A inteligência é a manifestação mais inferior da pessoa humana. A carne é a palavra para designar o homem natural, fraco, incapaz. (FILOSOFIA DA CIÊNCIA, Goiânia, Oriente, 1979, página 189).



MÁRIO RIBEIRO MARTINS - ERA PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.

A IGREJA EVANGÉLICA NO BRASIL HOLANDÊS (I) - MÁRIO RIBEIRO MARTINS

 





A IGREJA EVANGÉLICA
NO BRASIL HOLANDÊS (I).


Mário Ribeiro Martins*

(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALÉM DA FONTE).




É possível que a expressão Brasil Holandês tenha de ser melhor esclarecida para uma boa compreensão da presença evangélica naquele período. A duração foi de 1630 a 1654, aproximadamente.
Tudo começou, no entanto, quando em 1621, foi organizada a Companhia das Índias Ocidentais e a navegação comercial entre Brasil e Europa em poder dos holandeses, que dela possuíam cerca de dois terços. Nos anos de 1624 e 1625 houve a invasão da Bahia, sem maiores sucessos, marcando, porém, a presença holandesa, seu interesse e destemor.
Pode-se, pois, dividir a História do Brasil Holandês, nas seguintes fases:
I - Início. Com a ajuda do índio Pedro Poty, do mulato Malabar, de oficiais poloneses e alemães, e de um cristão novo (judeu convertido) ocorreu, em 1630, a conquista de Olinda (PE). Somente quatro anos depois foi possível a tomada da Paraíba, com a promessa da liberdade de consciência para os habitantes, manutenção das igrejas e cultos. Esta primeira fase estendeu-se até 1636.
II - Apogeu. Com a chegada do príncipe João Maurício de Nassau, em 1637, acompanhado de cientistas e artistas, entre os quais, respectivamente, o médico Guilherme Piso e o pintor Frans Post, além de militares, religiosos e outras pessoas, iniciou-se a segunda fase que foi até 1644.
A glória deste período foi marcada pela conquista do Ceará, no Norte, em 1637 e no Sul, a conquista do Rio São Francisco (Penedo), no mesmo ano. Este avanço holandês implicou em sérias preocupações:
a) Políticas. Apesar do tratado entre Portugal e Holanda, logo que aquele se libertou da Espanha, houve a tomada do Maranhão e Luanda (Angola), em 1641. No ano seguinte aconteceu a revolta maranhense.
b) Religiosas. Por parte dos jesuítas ocorreu a Organização da Assembleia, primeiro órgão representativo no Novo Mundo. Por parte dos invasores vários templos foram reformulados e outros construídos.
c) Culturais. Formaram-se orquestras e foi montado um observatório astrológico, além de outras expressões artísticas, como pintura, corais etc.
d) Administrativas. Foi construída a Mauriceia (nome do Recife durante algum tempo), primeira cidade planejada no Brasil, que incluía palácios, jardins, pontes, canais, hospitais, templos.
e) Econômicas. Dívidas dos senhores de engenho que não tinham possibilidade de pagar à Companhia das Índias Ocidentais os escravos comprados.
III - Declínio. Esta terceira fase começou com o retorno de Nassau à Holanda. Ele, que era o "Santo Antônio" para os católicos ou o "irmão" para os índios e uma esperança para os judeus que lhe ofereciam 3000,00 f por cada ano de permanência no Brasil Holandês, voltou a sua terra, quando aqui se preparavam muitas ciladas.
Assim é que em 1645 quando se iniciou esta última fase, houve a revolta liderada por Fernandes Vieira. Em 1648, aconteceu a famosa batalha dos Guararapes. Em 1654, tudo chegou ao fim, com a vitória de Barreto e o prazo de três meses para liquidar tudo.
Com este fundo histórico é possível entender a presença evangélica no Brasil Holandês. As igrejas nasceram, neste período, do que se chama transplante e semente. Esta é uma referência às conversões e aquele se refere às mudanças ou mudas transplantadas.
As igrejas surgiram, portanto, acompanhando o crescimento das conquistas. Quando, por exemplo, o Ceará foi conquistado em dezembro de 1637, já em janeiro do ano seguinte se procurava um obreiro para Fortaleza. O mesmo aconteceu com a região do Rio São Francisco para o qual se buscava um missionário em 1644.
As derrotas, no entanto, impostas por André Vidal no ano seguinte causaram o desaparecimento das Igrejas Evangélicas da região sul de Pernambuco, entre as quais Cabo e Serinhaém.
De modo geral, as Igrejas Evangélicas deste período passavam por algumas fases:
Fase militar, em que a igreja começava dentro das fortalezas. Fase colonial, que incluía os colonos cada vez mais numerosos, funcionários e comerciantes. Fase missionária, cuja preocupação maior era a evangelização dos índios.
Um exemplo destas etapas, foi a Igreja Evangélica da Paraíba que começou em 1634 puramente militar, depois tornou-se colonial em 1636, sob a orientação de Dooreslaer, e posteriormente missionária, em 1638, ainda com Dooreslaer.
Algumas igrejas não passaram por todas estas fases, entre as quais a Igreja Evangélica de Goiana, que nunca foi militar, embora houvesse militares, mas foi logo organizada como igreja colonial por evangélicos que adquiriram propriedades na região. (JORNAL BATISTA. Rio de Janeiro, 19.05.1974).




MÁRIO RIBEIRO MARTINS - ERA PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.

TROVAS DO FILEMON

 



TROVAS DO FILEMON


Quando a dor invade o peito,

castigando o coração.

Amigo é aquele sujeito

que nos levanta do chão.


No mundo do desamor

ao poeta, nada importa,

se na saudade e na dor

a inspiração o conforta.


Plante a semente e acredite

que a vida pode sorrir.

Deus é bom e nos permite

de outra vida usufruir.


Planto a Paz neste trabalho,

sou apenas aprendiz:

- sementes de amor espalho

para o mundo ser feliz.


(LIVRO "SONETOS E TROVAS")


TROVAS DO FILEMON

 




TROVAS DO FILEMON


Estrelas piscam, sorrindo,

na vastidão do Universo,

são flores no céu se abrindo

para enfeitar o meu verso.


Há quem não goste de trova,

já ouvi muito queixume.

Essa gente que reprova

da flor não sente o perfume.


Minha semente plantada

nasceu e frutificou.

Mas, antes foi bem regada,

deu frutos e até curou.


Quando plantar a semente

encha o vaso com amor.

Deixe a vida sorridente

que o botão se faz em flor.


(LIVRO "SONETOS & TROVAS")


TROVAS DO FILEMON

 



TROVAS DO FILEMON


Este cigarro, este fumo

que você traga, com gosto,

será depois, em resumo,

o seu mais forte desgosto.


Da vida não quero a glória

que tanto engana e seduz.

Prefiro não ter história

a renunciar minha cruz.


Plante uma boa semente

na terra bem preparada,

que a colheita, certamente,

será sempre abençoada.


O vento trouxe a semente

deixando-a presa no chão,

a chuva se fez presente

deu vida nova ao Sertão.



(LIVRO "SONETOS & TROVAS")



sábado, 5 de julho de 2025

A FILOSOFIA ENSINA A VIVER E A PENSAR - JÚLIO ALVES

 




A FILOSOFIA ENSINA
A VIVER E A PENSAR.



Júlio Alves*



O trecho de Mário Ribeiro Martins, em seu livro FILOSOFIA DA CIÊNCIA, explica o que vem a ser Perspectiva Metafísica: “É a extrapolação de um campo técnico-científico para um campo filosófico. É a afirmação de tudo aquilo que não se pode dizer apoiado apenas na Ciência.
O professor Donald Forman fez um estudo sobre o corpo humano e chegou à conclusão de que os elementos químicos que o compõem não valem mais do que quatro dólares. 65 por cento é oxigênio. 18 por cento é carbono. 10 por cento é hidrogênio. 3 por cento é nitrogênio. 1,5 por cento é cálcio. 1,5 por cento é fósforo. 1 por cento, outros elementos, inclusive traços de ouro e prata.
Seria o valor do homem aquilatado à luz disso? Aqui está a frieza da Ciência e a fragilidade da matéria. O valor do homem é dado à luz da Filosofia”.
Idealizador e fundador da Academia Anapolina de Filosofia, Ciências e Letras, o professor Mário Martins, dentro de sua perspectiva no Magistério Superior, Promotor de Justiça, Religioso, Literato está hoje integrado com um largo traço de afeiçoamento ao trabalho da coletividade onde convive há vários anos.
A Filosofia, em sua vida, não é apenas o traço meramente teórico. A Filosofia - diz ele - “é reflexão e como tal ensina a viver e a pensar”. Nos seus diferentes campos de atuação, jurídico, religioso, docência, ele atesta que “a investigação filosófica tem o seu valor, porque através dela é possível se ter uma consciência cada vez mais crescente, o que é extremamente importante no exercício de tais atividades”.
Autor entre livros e artigos de SOCIOLOGIA DA COMUNIDADE, HISTÓRIA DAS IDEIAS RADICAIS NO BRASIL, A LITERATURA SOCIOLÓGICA EM GOIÁS, EFEITOS PICTÓRICOS NA POESIA DE MIGUEL JORGE, QUINZE ANOS DE FILOSOFIA EM ANÁPOLIS, o professor Mário Ribeiro Martins, assinala que as manifestações culturais nesta cidade “estão se intensificando de forma significativa. Uma nova página na história da cidade tem sido escrita nos últimos tempos, com o lançamento de livros, exposição de artes, pintura, teatro, revelando que a Capital Econômica está também se tornando um centro de cultura.
Segundo ele, a criação da Academia Anapolina de Letras e Artes (concebida por Maria Ivone Correa Dias e atualmente presidida pela poetisa Célia Siqueira Arantes) e da Academia Anapolina de Filosofia, Ciências e Letras contribui não somente para o desenvolvimento local do amor à cultura, mas também para a divulgação do nome da cidade no âmbito das letras nacionais.
A Academia Anapolina de Filosofia, Ciências e Letras, prossegue Mário Martins, “particularmente, tem realizado concurso de trovas, de acrósticos, de poesia moderna, usando para isto as páginas do Boletim PERFIL distribuído para todo o Brasil e exterior. Os anapolinos são levados a co-participarem desses eventos culturais, através de concursos, conferências, debates culturais, lançamento de livros etc. São formas de estímulo e de motivação para as atividades culturais. Associações e entidades, como a FUMEC, SESC, AALA, colégios, jornais etc., realizam promoções levando incentivo à cultura”.
O teatro anapolino sofre retração e limitações, assim como o nacional, expressa-se o professor Mário Martins. “No caso de Anápolis, o problema se agrava porque não há a infra-estrutura necessária. Os palcos utilizados não são apropriados, faltando também o apoio das autoridades, inclusive da própria área. Mas o teatro anapolino está cumprindo o seu papel”.
CULPA DA CULTURA OU DO GOVERNO? O idealizador da AAFCL posta-se ao lado dos que defendem a finalidade original do Espaço Cultural. “É de um mau gosto extraordinariamente grande”, diz ele, sobre a transformação daquele projeto em “sede do governo municipal”. E continua “as gerações futuras, para não dizer a atual, não perdoarão o responsável por tão antipática decisão que é um atentado contra as forças culturais da terra”.
“O pior é que a mudança do projeto original se dá exatamente na hora em que a Biblioteca Municipal ZECA BATISTA não dispõe de espaço, nem para os livros e nem para os leitores que lá se amontoam diariamente. Mas a história explica isso: SE HÁ HOMENS QUE NASCEM PARA GRANDES REALIZAÇÕES, HÁ TAMBÉM AQUELES QUE NASCEM PARA GRANDES PECADOS”.
O DESTAQUE DO ANO DE 1981. Depois de bacharelar-se em Direito, Ciências Sociais, concluir Mestrado em Teologia e Licenciatura em Filosofia, no Recife, o professor Mário Martins seguiu para a Espanha, em 1973, onde fez cursos de especialização na área de Educação, no Instituto de Cultura Hispânica de Madrid e Administração Pública na Escuela Nacional de Alcalá de Henares. Realizou viagens culturais por vários países europeus. Além da Espanha, esteve em Portugal, Inglaterra e França.
Essa sua vivência internacional, permite-lhe dizer que a “infra-estrutura cultural naquele continente se faz presente na mentalidade, nas formas de agir, pensar e sentir do povo, pois ele vive e convive com a cultura”.
Escolhido pela REVISTA BRASILIA, como INTELECTUAL DO ANO DO ESTADO DE GOIÁS (1981), ele revela que “há dois elementos decisivos para a formação da cultura: Ler e Escrever. Ler tudo e escrever depois, é uma forma de averiguar o que já se aprendeu, além de permitir a renovação e ampliação de ideias”. Concorda em que “o brasileiro de fato não lê muito”. As razões - continua - “além das históricas são várias, entre as quais, o frágil poder aquisitivo, o acentuado índice de analfabetismo, a falta de estimulo à leitura e outros problemas educacionais, inclusive a filosofia de aprender apenas para assinar o nome”.
Como professor, observa que o estudante não tem sido suficientemente motivado para temas como Literatura, Política, Religião e, notadamente, Cultura de forma geral e, por diversas razões. “Uma delas é que nestes últimos tempos lhe foi ensinado apenas marcar X. A preguiça mental é uma das características da juventude moderna”.
AUTORES E TV. O papel da TV brasileira na ampliação cultural do povo é assim vista pelo homem de letras Mário Ribeiro Martins. “Não resta duvida de que a TV nacional, parte dela, tem dado a sua contribuição, no momento em que divulga autores nacionais, pintores, escultores etc, o que é feito através de programas específicos, com base em autores como Jorge Amado, Bernardo Elis, José Mauro de Vasconcelos e outros”.
Para leitura analítica ou formativa, sem levar em conta áreas especificas ou épocas, o professor Mário Martins frequenta e recomenda, entre outros autores, Otto Lara Rezende, Gilberto Mendonça Teles, Morris West etc.
O HOMEM MÁRIO RIBEIRO MARTINS. Natural de Ipupiara, Bahia, onde nasceu em 07.08.1943. Primário, em Ipupiara e Morpará (Bahia). Ginásio, em Xique-Xique e Bom Jesus da Lapa (Bahia). Clássico, no Colégio Americano Batista (Recife).
Ainda no Recife, bacharelou-se em Teologia, Filosofia e Sociologia, além de Mestrado em Teologia. Foi Pastor da Igreja Batista de Tegipió, no Recife. Lecionou no Colégio Manoel Arão, no Colégio ESUDA, no Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil, na Universidade Federal Rural de Pernambuco, na Universidade Católica de Pernambuco.
Fez especialização em Educação, Sociologia e Administração Pública, respectivamente na Universidade Autônoma de Madrid e na Escuela Nacional de Alcalá de Henares.
Já em Anápolis, para onde se mudou em 1975, tornou-se Professor da Faculdade de Filosofia e da Faculdade de Direito. Foi co-pastor da Primeira Igreja Batista de Anápolis, ao lado do Rev. Isaias Batista dos Santos. Tornou-se por Concurso Publico de Provas e Títulos, Promotor de Justiça. Atuou nas Comarcas de Abadiânia, Corumbá de Goiás e Anápolis. Recebeu o titulo de MELHOR DO ANO (1979), em Literatura, pelo Clube de Imprensa de Anápolis. (FOLHA DE GOIAZ. Goiânia, 20.12.1981).


JÚLIO ALVES é Jornalista, Redator e Editor.


TROVAS DE LÉLIA MIGUEL

 




TROVAS DE LÉLIA MIGUEL

(UBT - ANGRA DOS REIS-RJ)


Caindo a chuva serena

vem molhar a plantação

alegria muito plena

faz feliz meu coração.


Feliz quem pode sorrir,

expressar sua alegria;

boas novas há por vir

sem mágoas e sem magia.


Quando canta o sabiá

vem alegrar nossa alma;

até as dores de Mariah

melodicamente acalma.


Infância, grande sauade,

tempo curto pra brincar.

Estudar, prioridade,

ler eu sempre vou gostar.


(LIVRO "SEMEANDO TROVAS")