quinta-feira, 5 de junho de 2025

RELIGIÃO E RAÇA NOS ESTADOS UNIDOS - MÁRIO RIBEIRO MARTINS

 





RELIGIÃO E RAÇA
NOS ESTADOS UNIDOS.


Mário Ribeiro Martins*


(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALÉM DA FONTE).



Desde que os problemas raciais são essencialmente problemas religiosos, é de grande significação que se saiba o que as comunidades religiosas têm feito quanto à questão racial. Além de meros pronunciamentos, as comunidades de fé norte-americanas possuem bem elaborados programas que dizem respeito às relações raciais.
Conforme estudo feito pelo dr. Paulo Wailler, especializado em assuntos ético-sociais, o programa educacional é uma das atividades dessas organizações, bastando notar-se que a comissão de Vida Cristã, oriunda da comunidade batista, tem preparado excelentes panfletos tratando da questão racial e com base nos seguintes princípios: a) Pensar-se do homem de cor como pessoa e assim tratá-lo. b) Ensinar os filhos que preconceito é anticristão. c) Eliminar do vocabulário termos contenciosos.
As comunidades de fé constituintes do Concílio Nacional de Igrejas sugeriram aos cristãos as seguintes posições quanto ao problema racial: a) Evitar generalizações. b) Evitar histórias com implicações depreciativas a respeito de raça e cor. c) Apoiar a legislação que garanta os direitos, sem qualquer distinção.
Estes programas são apenas uma parceria do grande trabalho que está sendo feito nos Estados Unidos por organizações e indivíduos, que inclusive oferecem cursos sobre a questão racial e seus problemas. Embora os programas e pronunciamentos sejam importantes, só se tornam realmente válidos quando acompanhados pela ação. Os resultados práticos tem sido verificados. Na comunidade batista da Universidade, em Austin, Texas, encontra-se o seguinte letreiro: "Pessoas de todas as nações e raças são bem-vindas". Em 1972, a 99ª. Assembleia de Convenção Batista da Califórnia foi realizada numa comunidade de negros, Igreja Batista Beth Éden.
Conforme declaração do presidente da N.A.A.C.P. (Associação Nacional para o bem-estar dos Negros) há cerca de 200 comunidades de fé onde pessoas de raça negra são admitidas. Cerca de 25 seminários, de Vários grupos religiosos, no Sul dos Estados Unidos, considerados somente para brancos, abriram suas portas para pretos. Na Virgínia, uma comunidade religiosa de brancos, a Igreja Batista de Portsmouth, recentemente convidou um pastor negro para dirigi-la.
A história da integração racial nos Estados Unidos é comum a todos os grupos religiosos. A comunidade luterana de São João, em Charleston, conta em seu rol de membros número igual de brancos e pretos. A comunidade presbiteriana desta mesma cidade teve experiência interessante quando 28 ilustres cidadãos brancos se submeteram à liderança dos negros.
Foi talvez, pensando nestes fatos, no sentimento de solidariedade e cooperação cada vez mais intenso que disse o eminente escritor de cor, Cleavant Derricks: "O horizonte está mais claro para a raça negra". (O POPULAR. Goiânia, 07.11.1976).



MÁRIO RIBEIRO MARTINS-ERA PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.

MÁRIO RIBEIRO MARTINS - UM DOS MAIS NOTÁVEIS DICIONARISTAS BIOGRÁFICOS E HOMENS DE LETRAS DO PAÍS - ADRIÃO NETO

 





MÁRIO RIBEIRO MARTINS – UM DOS MAIS NOTÁVEIS DICIONARISTAS BIOGRÁFICOS E HOMENS DE LETRAS DO PAÍS

Adrião Neto*





Baiano de Ipupiara (07.08.1943) – região da deslumbrante e encantadora Chapada Diamantina –, o professor, jurista e escritor Mário Ribeiro Martins, possuidor de invejável currículo e de sólida cultura humanística, é Bacharel e Mestre em Teologia, Licenciado em Filosofia Pura, Bacharel em Ciências Sociais e Direito. Especializou-se na área de Sociologia e Educação, no Instituto Hispânico de Madri, e em Administração Pública na Escola Nacional de Alcalá de Henares, ambos na Espanha.
Voltando ao Brasil, passa a residir em Recife, onde, dentre outras atividades, dedica-se às letras, ao magistério e ao ministério evangélico; escreve algumas de suas obras; torna-se Pastor e elege-se Presidente da Ordem dos Ministros Batistas de Pernambuco.
Após mais de dez anos de relevantes serviços prestados ao Estado de Pernambuco, transfere-se para Anápolis, Goiás, onde dá prosseguimento ao seu desiderato de escritor, professor e evangélico.
Posteriormente, mediante concurso público, de provas e títulos, torna-se Promotor de Justiça do Estado de Goiás.
Vinte anos mais tarde, aposenta-se como Procurador de Justiça. A partir de então, passa a dedicar-se exclusivamente às Letras. Destaca-se como exímio pesquisador de reconhecido mérito, tornando-se respeitado autor de vasta e variada obra nos campos das Literatura, da Sociologia, da Filosofia, da História e do Ensaio Biográfico. E graças ao seu talento, esforço e abnegação, consagra-se como um dos mais notáveis dicionaristas biográficos e homens de letras da atualidade.
Como polígrafo que é, Mário Ribeiro Martins, torna-se membro efetivo, honorário e correspondente de inúmeras instituições culturais do Brasil e do exterior, dentre as quais evidenciamos: Academia Goiana de Letras, União Brasileira de Escritores, Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, Academia Tocantinense de Letras, Academia de Letras do Estado do Rio de Janeiro, Academia Pernambucana de Letras e Artes, Academia Evangélica de Letras do Brasil, Club des Intellectuels Français, International Academy of Letters of England e Intenational Writers and Artists Association of United States.
Da sua prolífera vertente literária brotam obras monumentais de inestimável valor, tendo como carro-chefe os compêndios de ensaios biográficos, constituídos pelas seguintes publicações: “Jornalistas, Poetas e Escritores de Anápolis”, “Escritores Goianos”, “Estudos Literários de Autores Goianos”, “Dicionário Biobibliográfico de Goiás”, “Dicionário Biobibliográfico do Tocantins” (editados tipograficamente) e “Dicionário Biobibliográfico Regional do Brasil” (publicado na Internet). Dentre outras, destacamos também: “Gilberto Freyre – O Ex-Protestante”, “Sociologia da Comunidade”, “Esboço de Sociologia”, “História das Ideias Radicais no Brasil”, “Correntes Migratórias do Brasil”, “Sociologia Geral & Especial”, “Filosofia da Ciência” e “Coronelismo no Antigo Fundão de Brotas”.
Os seus dicionários e demais publicações da área biográfica – importantes fontes de pesquisa – estão entre os mais completos e valiosos bancos de dados do gênero, constituindo-se num dos principais repositórios da bibliografia nacional e num enorme manancial de informações, que muito tem contribuído para o resgate dos valores do passado, para a catalogação e mapeamento cultural, bem como, para a divulgação dos escritores do presente que militam em todos os quadrantes do país, especialmente nos Estados de Goiás e Tocantins.
Pelo inestimável valor e magnitude de sua gigantesca obra, Mário Ribeiro Martins tem lugar garantido na honrosa galeria dos maiores escritores e homens de letras do Brasil.
Com a construção desta obra, de colossal importância para a Literatura Nacional, Mário Ribeiro Martins – um dos mais notáveis dicionaristas biográficos e homens de letras do país –, pode e deve ser considerado com o seu conterrâneo, o baiano Sacramento Blake da Literatura Brasileira.



Teresina, Piauí, 25.11.2004.

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* Adrião Neto – Dicionarista biográfico, historiador, poeta e romancista. Autor de várias obras.

quarta-feira, 4 de junho de 2025

O VÍRUS POLÍTICO - FILEMON MARTINS

 



 

O VÍRUS POLÍTICO

Filemon Martins



Viver no Brasil está ficando cada dia mais difícil. Antes, a expectativa era grande, porque o povo acreditou que pudesse mudar o país com a eleição de Jair Messias Bolsonaro, que acabou frustrando boa parcela da população que o elegeu, em razão de suas atitudes conflitantes no comando do país.

Em 2020/2021 fomos atingidos por uma pandemia devastadora que escancarou a falta de investimentos na saúde e educação pelos governos anteriores e atuais em todos os estados da federação. A covid-19 veio assombrar a população e os políticos já preocupados com as futuras eleições, transformaram o Coronavírus em palanque político com interesses pessoais e mesquinhos. Um mau gosto, por sinal.

A instabilidade do governo federal, representado na pessoa do Presidente deixou o país ainda mais fragilizado para enfrentar a pandemia. A troca de ministros em um governo é coisa natural, mas os motivos que deram origem a essas trocas, estes sim, são preocupantes. Em pouco mais de dois anos na presidência Jair Messias Bolsonaro já havia trocado 24 ministros.

Com a saída do ex-juiz federal Sérgio Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública do Brasil e a forma como saiu, liquidou nossa esperança de combate à corrupção de maneira efetiva. Os sinais já estavam bem claros: o governo abraçou o bloco do Centrão, que reúne partidos como PP, PL, PTB, MDB, DEM, PSD, entre outros, com pessoas já conhecidas, carimbadas e sem moral. Alguns já cumpriram pena por corrupção, lavagem de dinheiro e agora estão querendo ditar regras, como se fossem pessoas honestas, decentes, acolhidas, quem diria, pelo governo.

Alguns brasileiros, por ingenuidade ou boa-fé, ainda acreditam que o governo venha a fazer algo positivo, mas outros já admitem que o governo entrou num terreno de areia movediça, quanto mais ele se mexe, mais se afunda. Há muito tempo demos um adeus ao combate à corrupção. Vamos aguardar daqui para frente como vai se comportar essa política de conflitos entre o Presidente, os partidos e os governadores. A situação lembrou muito a cena de um inseto quando cai na teia de uma aranha, quanto mais ele se debate, mais é enrolado. “O que é bom a gente mostra, e o que é ruim a gente esconde,” já dizia o ex-ministro Ricúpero.

Saiu Bolsonaro e entrou mais uma vez, Lula que fora condenado por um juiz Federal e um colegiado de desembargadores do TRF-4 e foi descondenado por um ministro, sabidamente petista. Agora, gaba-se o governo de estar reconstruindo o Brasil e ter eliminado privilégios e outras regalias. Ledo engano. Os salários astronômicos, viagens internacionais e privilégios de toda sorte estão justamente com políticos, membros do Congresso Nacional e do STF, que se agitam dentro de suas repartições para massacrar ainda mais os trabalhadores. Só cinismo. Não há palavra mais apropriada para descrever o que os partidos políticos são capazes. Fora, dizem estar ao lado do trabalhador, mas são testas de ferro do capital internacional e trabalham em prol dos seus próprios interesses. Quanto cinismo! Enquanto isso, o desemprego cresce e a economia despenca nesse país chamado Brasil.

Aqui em São Paulo, um dos termômetros populares na aferição da economia é o transporte público. Quem utiliza ônibus, trem e metrô sabe do que estou falando. Há um exército de desempregados nas ruas e nesses transportes muitos sobrevivem vendendo bugigangas, balas, chocolates para conseguirem algum trocado; outros tocam e cantam em troca de algum dinheiro, enquanto outros pedem ajuda aos passageiros, porque precisam ou porque a fiscalização recolheu sua mercadoria. São situações chocantes que todos os dias se repetem: o ambulante tentando vender e a fiscalização coibindo esse comércio ilegal, mas que é a sobrevivência de muitas pessoas.

Com certeza os políticos que vivem em seus gabinetes atapetados não têm a menor noção do que ocorre com a população mais desvalida. Eles, além de receberem salários astronômicos, têm tudo pago pelo contribuinte: café, comida, celulares, jornais, carros, motoristas, combustíveis, passagens a qualquer hora e para qualquer lugar do Brasil e do mundo. Haja impostos para bancar tanta mordomia.

Até quando vamos sobreviver, Brasil?

 


CONVERSA CALADA - VANDA FAGUNDES QUEIROZ

 



                            CONVERSA CALADA

VANDA FAGUNDES QUEIROZ

 

Com tanto sentimento solitário,

meu existir interno é tão intenso,

que para reparti-lo às vezes penso

num interlocutor imaginário.

 

E sinto, então, falar de modo vário

minha alma com seu repertório imenso,

tão vasto que nem sei como é que venço,

sozinha, o turbilhão do meu fadário.

 

Embora eu tenha apenas uma vida,

termino por fazer-me bipartida,

se eu mesma falo e escuto a minha voz.

 

Na minha eterna e ardente introversão,

de tanto argumentar com a solidão,

eu vivo sempre dialogando... a sós.

 

(Do livro CONVERSA CALADA, página 7)

TROVAS DE MÁRIO BARRETO FRANÇA

 



TROVAS DE MÁRIO BARRETO FRANÇA

 

Quem nesta vida tem planos
de ser do mundo senhor,
se esquece que os desenganos
são a cruz do sonhador.


    Em política, estão perto
    esperteza e insensatez:
    quem vence, sempre está certo,
    quem perde, nunca tem vez.


Se queres vencer na vida,
não faças degraus de alguém;
a vitória merecida
tem alicerces no bem.


    No meio de tanta treva,
    quem sabe amar pode crer.
    - A fé é a força que eleva.
    - A crença é a luz que faz ver.

TROVAS DO FILEMON

 



TROVAS DO FILEMON

 

Perpassa uma brisa mansa

beijando as águas do mar,

enquanto a tarde descansa

e espera a noite chegar.

 

    Velhos tempos – que saudade

    da infância que tive outrora!

    Meus sonhos – fatalidade,

    um por um foram embora.

 

De manhã, sinto o perfume

das flores no meu jardim,

e um beija-flor – que ciúme,

chegou bem antes de mim.

 

    Não reclamo da jornada,

    dos problemas que são meus.

    Quanto mais íngreme a escada,

    mais perto fico de Deus.

 

(DO LIVRO ANSEIOS DO CORAÇÃO)

RECONHECIMENTO - FILEMON MARTINS

 




RECONHECIMENTO

(Ao acadêmico Edizio Mendonça*, exímio escritor de Barra do Mendes, com apreço e a admiração do autor)

Filemon Martins

 

 

Grande mestre e poeta da Bahia,

um verdadeiro e culto educador;

seus escritos são luz no dia a dia,

são prédicas da alma do escritor.

 

Seus livros pregam paz, cidadania

e a luta do político e o seu labor,

buscando solução e autonomia

para o povo que sofre o dissabor.

 

Para as crianças, jovens ou adultos

traz ensinos e exemplos que são cultos

do bem, da fé, do amor e da verdade...

 

Assim, seu nome a gente reconhece

e o povo da Bahia lhe oferece

o diploma imortal da Dignidade!

 

*Focalizado em meu livro "FAGULHAS" - 2013, páginas 122/124

 

PRIMEIRESSÊNCIAS - LIVRO DE SAMMIS REACHERS

 



Recebi e agradeço ao escritor, poeta, contista, cronista e professor de Geografia e História, Sammis Reachers, o livro PRIMEIRESSÊNCIAS com 142 páginas de pura poesia.

No Prefácio o autor afirma que o livro é como uma feira livre, há de tudo um pouco.

São poemas curtos, modernos e fáceis de ler, em época de pouco tempo para a leitura. Fala dos afazeres da vida, do cotidiano, do Gólgota, de Cristo e de Deus.

Um livro de poemas que agrada ao mais exigente leitor. De parabéns o autor, já no décimo-primeiro livro de poesia.


MEUS PESARES - FILEMON MARTINS

 



 

MEUS PESARES
Filemon Martins
 
Faz tanto tempo, eu me recordo agora
do amor sonhado quando jovem era,
mas que partiu levando a luz da aurora
deixando sem amor minha tapera.

    Chorei e muito quando foste embora
    ao constatar que a vida não espera,
    e tive medo, um medo que apavora
    quando se perde o amor na primavera.

Quanto tempo passou. Hoje cansado,
a lembrança avivou o meu passado,
já não procuro mais outra ilusão...

    Restou somente esta saudade louca
    dos beijos que deixei em tua boca,
    e esta mágoa de amor no coração!

 

SORRATEIRA E ATREVIDA SOLIDÃO - JOSÉ ERNESTO FERRARESSO

 


                          (FOTO DE CELENE JINKINGS MARTINS)


 

SORRATEIRA E  ATREVIDA  SOLIDÃOJosé Ernesto Ferraresso Chega a noite.A escuridão envolve a terra.A solidão paira sobre o ar.Este momento me amedronta e faz pensar.

 
Como são tristes os  solilóquios da solidão.Ela esconde mistérios, deixa-nos enclausurado que nem podemos imaginar.Não quero senti-la, mas não consigo evitar. Sei que mais cedo ou mais tarde em mim irá chegar.Atrevidamente, ela irá me abalar e me atormentar.O temor é grande e a angústia muito mais.Chega sorrateira e deixamos a atrevida solidão nos dominar. 

(FONTE AVBAP)

TROVAS DE CARLOS RIBEIRO ROCHA

 




TROVAS DE CARLOS RIBEIRO ROCHA

(Ipupiara, 04/11/1923-Salvador,27/11/2011)



Nós colhemos, de verdade,

ricas lições, lá na roça:

que largueza de bondade

na humildade da palhoça!


    De quatro linhas me valho

    para dizer a quem lida:

    é do vinho do trabalho

    que aparece o pão da vida.


Não pode ser... Então veja:

se você prega e não ora,

vive dentro de uma igreja,

mas, do Evangelho, está fora...


    Tenha certeza que a aurora

    brilha mais que um paraíso,

    se num rosto triste agora

    brilhar o sol do sorriso.


(Carta do poeta, oriunda de Xique-Xique, Bahia, de 15/01/1981)

TROVAS - ESCADA - FILEMON MARTINS

 



 

TROVAS – ESCADA

            Filemon Martins

E colhe amor à vontade

quem aprendeu conviver,

que a própria felicidade

é pelo amor convencer.

 

    Planta a paz, planta carinho

    quem cultiva só o bem.

    Nunca se sente sozinho,

    nunca magoa ninguém.

 

A semente da bondade

floresce no coração,

para o bem da Humanidade

o amor não faz distinção.

 

    Quem semeia em seu caminho

    bondade, paz e perdão,

    espalha amor, de mansinho,

    ajudando o seu irmão!


NO TOPO:


QUEM SEMEIA EM SEU CAMINHO

A SEMENTE DA BONDADE

PLANTA A PAZ, PLANTA CARINHO

E COLHE AMOR À VONTADE.

            Filemon Martins

MINHA PAIXÃO - FILEMON MARTINS

 



MINHA PAIXÃO
Filemon Martins
 
Não consigo entender porque partiste,
deixando-me sozinho em terra estranha.
Hoje, não tenho paz e sou mais triste,
porque sem ti, o amor não me acompanha.

Como esquecer a mágoa que me assiste,
- se a saudade chegou cheia de manha?
Teu perfume de flor ainda insiste
em aumentar a minha dor tamanha...

Por que fugiste assim, minha poesia,
eras tu meu querer, minha alegria,
a energia que vibra no meu ser.

Tu és da minha casa, a grande porta,
a inspiração ardente que conforta
para escrever meu verso até morrer.