terça-feira, 1 de agosto de 2023
BIOGRAFIA DO MEU VERSO
SONETO DE AMOR
SONETO DE AMOR
Filemon Martins
Quando eu a vi debruçada na janela
Olhando quem passava pela rua.
Uma deusa, eu diria e o rosto dela
Admirava outra deusa – a linda lua.
Depois eu a vi andando com cautela
Por caminhos que só o amor cultua.
Nunca mais esqueci, era tão bela
Que ainda hoje a beleza continua...
Mas o sonho acabou e o que mais sinto
É ver meu coração no labirinto
Perdido sem saber o rumo certo.
Quando chegar ao fim da minha rota
Que eu possa superar essa derrota
E seguir pelo mundo já liberto!
(DO LIVRO FLORES DO MEU JARDIM)
INDIFERENÇA
INDIFERENÇA
ZIVER RITTA (Porto Alegre - RS)
Dias depois da nossa desavença,
naquela tarde, num final de agosto,
eu compreendi o aviso na sentença
que, sem sorrir, ela jogou-me em rosto.
Disse, claro demais para meu gosto:
“Bem ao contrário do que reza a crença
que nós chamamos popular, o oposto
do amor não é o ódio. É a indiferença”.
Depois da nossa briga assim me disse,
e o fez, como se vê, de forma clara,
para que eu não tomasse por tolice.
Por isso hoje, ao ver-nos frente a frente,
se ela com ódio em seu olhar me encara,
desvio o meu olhar indiferente.
(Jornal FANAL, n° 564, agosto de 2002, página 01, órgão oficial da Casa do Poeta “Lampião de Gás”, de São Paulo)
INDAGAÇÃO
INDAGAÇÃO
Filemon Martins
Entre muitos brasileiros
não sou o mais otimista,
também não sou pessimista,
mas, o quadro é desanimador:
- Onde estão a Ética, a Honestidade,
o Caráter e a Dignidade de alguns políticos e do povo brasileiro?
QUEM FOI GUTEMBERG NERY GUARABYRA?
(MÁRIO RIBEIRO MARTINS - 7/08/1943 - 18/03/2016)
QUEM FOI GUTEMBERG NERY GUARABYRA?
Mário Ribeiro Martins (7/08/1943 - 18/03/2016)
GUTEMBERG NERY GUARABYRA, Carioca, do Rio de Janeiro, 1915. Pastor da Igreja Batista da Barra do Rio Grande, na Bahia, às margens do Rio São Francisco, como Missionário da Junta de Missões Nacionais, da Convenção Batista Brasileira, por volta de 1940.
Em 1943, com 28 anos de idade, Gutemberg Guarabyra foi Pastor da Igreja Evangélica Batista em União, no Estado do Piauí. Esta Igreja que tinha sido organizada em 01/11/1922, foi transferida do Brejo da Serra, interior da Bahia, para o Sul do Piauí ou seja Vila de União.
Em 05 de junho de 1949, já com 34 anos de idade: É fundada uma Congregação Batista, na cidade de Xique-Xique, Estado da Bahia. A instituição surge sob a liderança do Pastor Gutemberg Nery Guarabyra, missionário da Junta de Missões Nacionais da Convenção Batista Brasileira. A Igreja Batista de Barra é a patrocinadora do evento.
Em 1956, a Igreja Batista de União se transferiu, de novo, de União para Lagoa de Dentro, hoje cidade de Avelino Lopes. Gutemberg Guarabyra foi o primeiro Presidente da Convenção Batista Sertaneja, em 1949, eleito no Acampamento Batista, realizado em Corrente, Piaui.
Ele, no entanto, permanecia como Pastor da Igreja Batista da Barra, às margens do Rio São Francisco.
Durante muitos anos Gutemberg Nery Guarabyra foi Pastor de várias outras Igrejas às margens do Rio São Francisco. Em 14/01/1957, em Bom Jesus da Lapa, Bahia, presidiu o Concilio que consagrou o Pastor Pedro Pereira Nascimento ao Ministério da Palavra, conforme se lê: O Concílio Consagratório foi composto dos pastores: Gutemberg Nery Guarabyra, que foi o presidente do Concílio. O Pr. José Britto Barros, Pr. Jonas Borges da Luz, Pr. Sebastião Portilho, Pr. Davi Gomes, e os diáconos - Benvenuto Ribeiro, que serviu como secretário da ata do Concílio e Artur Ribeiro, vindo de Ipupiara.
Quando o conheci, pessoalmente, em 1959, na cidade de Bom Jesus da Lapa, na Bahia, ele já não mais pertencia ao quadro da Junta de Missões Nacionais, bem como tinha deixado o pastorado efetivo e era apenas membro da Igreja Batista da Lapa.
Exercia a Advocacia, como um dos melhores Advogados Rábulas de Bom Jesus da Lapa. Quando saí da Lapa, em 1962, para estudar no Colégio Americano Batista do Recife, ainda o deixei na cidade, como excelente Advogado. Exerceu a advocacia, inclusive em Ipupiara, minha cidade natal.
Não consegui melhores informações sobre Gutemberg Guarabyra, embora tivesse solicitado por e-mail ao seu próprio filho, o músico Guarabyra Filho, mas ele é mencionado no livro HISTORIA DOS BATISTAS NO PIAUI (Juerp-2003), de Itamar Sousa Brito.
Seu filho Gutemberg Nery Guarabyra Filho, nasceu na cidade da Barra, Bahia, em 20/11/1947, exatamente quando seu pai era Pastor da Igreja Batista da Barra. Conforme alguns autores, Guarabyra Filho teria nascido em Bom Jesus da Lapa, o que não é verdade. Ele apenas passou boa parte de sua adolescência em Bom Jesus da Lapa, cantando inclusive, no Coral da Igreja Batista da Lapa.
Guarabyra Filho mudou-se para o Rio de Janeiro, em 1966, com 19 anos de idade e depois de trabalhar como boy num escritório de contabilidade, terminou sendo um dos maiores nomes da Música Popular Brasileira, formando em 1971 a dupla SÁ E GUARABYRA que se imortalizou com o sucesso SOBRADINHO, referência à barragem de Sobradinho no Rio São Francisco que fez o sertão virar mar.
Guarabyra Filho publicou o livro de ficção O OUTRO LADO DO MUNDO. É bem estudado na ENCICLOPÉDIA DA MÚSICA BRASILEIRA (1998), de Marcos Antonio Marcondes.
Apesar de sua importância, Gutemberg Nery Guarabyra - o pai - não é estudado no livro HISTÓRIA DOS BATISTAS NO BRASIL (Juerp-2001), de José dos Reis Pereira, não é mencionado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO (2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.
É verbete do site www.mariomartins.com.br e consta no livro MISSIONÁRIOS AMERICANOS E ALGUMAS FIGURAS DO BRASIL EVANGÉLICO (Goiânia, Kelps, 2008), páginas 198/200, de Mário Ribeiro Martins.
ETERNA FORTALEZA
RAZÃO DE SER
DOR DE POETA
MUNICÍPIOS DA CHAPADA DIAMANTINA - ECONOMIA PARTE III
segunda-feira, 31 de julho de 2023
SONETO AUTOBIOGRÁFICO
SONETO AUTOBIOGRÁFICO
Carlos Ribeiro Rocha (In memoriam)
Nasci distante, mas, um certo dia
por um desses caminhos que não vi,
o segundo menino de Maria (*)
transformou-se em Carlinhos de Bibi. (**)
Dona Bibi, trocando bilros, via
o futuro do “filho”, do guri
que numa escola até já escrevia,
procurando o melhor só para si.
Louvo a almofada que teceu a renda
com que era paga a escola do menino,
e uma estrela brilhara em sua senda...
Por um capricho ameno do destino
que se parece mesmo antiga lenda,
sou, agora, um poeta nordestino.
(*) – Mãe legítima
(**) – Mãe adotiva
SONETO AO SONETO
(FOTO DO BLOG DA POETISA CLEIDE CANTON)
Soneto ao SONETO
Cleide Canton
Relato com apreço, em dez compassos,
uma cena ou um fato que me encanta,
sabendo que se colhe o que se planta
nesta trama de glórias e fracassos.
Por onde andarão estes meus passos
se eu calar tantos gritos na garganta...
Se gritar também sei que nada adianta,
se parar morrerão estes meus traços.
O secular insiste, então me rendo.
Não troco o que aprendi e ainda aprendo
no verso que à pureza me conduz.
A ti, SONETO, oferto este meu preito,
na busca dessa forma, sem defeito,
que tanto e tanto diz, e me seduz!
São Carlos/SP/BR, 03/01/2017
SINTO VERGONHA DE MIM
SINTO VERGONHA DE MIM!
Cleide Canton
SONHEI-TE
(GILKA MACHADO - 1893 a 1980)
SONHEI-TE
GILKA MACHADO (1893/1980)
Sonhei-te tantos anos! Tantos anos!
Eras o meu ideal de amor e de arte,
buscava-te a toda hora e em toda parte
nessa ânsia inexplicável dos insanos.
Enfim, vencida pelos desenganos,
como quem nada espera que lhe farte
a alma faminta, exausta de sonhar-te,
abandonei-me do destino aos danos.
Surges-me agora, em meio da jornada
da Vida: vens do Inferno ou vens da Altura?
- Não sei: mas de ti fujo, apavorada!
E, em lágrimas, minha alma conjetura:
uma felicidade retardada
quase sempre se torna desventura.





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