TROVAS DO FILEMON
Vem a água
e tudo arrasa
e a mágoa
logo se vê.
Não há
barraco nem casa,
- só águas
do Tietê.
Com água
comemos brasa
que
destrói logo se vê.
Perdemos a
nossa casa
para as
águas do Tietê.
Que tempo
triste e desnudo,
o pobre
nunca tem vez.
Nada tem e
perde tudo,
- só fica
com a escassez.
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