quarta-feira, 9 de setembro de 2026

POR QUE TANTAS MENTIRAS? - FILEMON MARTINS

 




POR QUE TANTAS MENTIRAS?

 

                      

       Nestes últimos tempos, o domínio da mentira tem prevalecido sobre a verdade. A mentira, repetida e colorida com vivas cores, tem manipulado grande parte da sociedade que, aos poucos, vai assimilando a banalização da violência, da falta de caráter, da imoralidade, da corrupção, do crime e da desonestidade, aceitando, de forma passiva o que acontece, como se tudo fosse normal.

       A mentira virou coisa normal, rotina em todos os escalões do governo. Mente-se no Congresso, onde 513 deputados, a grande maioria diz amém às presepadas do presidente. Mente-se no Senado Federal, onde 81 senadores conhecem as mentiras do governo e do STF e são incapazes de dar um pio. Mente-se na Suprema Corte, que nunca foi tão pequena, injusta e desobediente à Constituição Federal quanto agora.

       Afonso Romano de Sant’Anna, de saudosa memória, em seu poema A IMPLOSÃO DA MENTIRA, diz tudo: “Mentiram-me. Mentiram-me ontem e hoje mentem novamente. Mentem de corpo e alma completamente. E mentem de maneira tão pungente que acho que mentem sinceramente. Mentem, sobretudo impunemente. Não mentem tristes, alegremente mentem. Mentem tão nacionalmente que acho que mentindo história a fora vão enganar a morte eternamente. Mentem, mentem e calam, mas nas frases falam e desfilam de tal modo nuas que mesmo o cego pode ver a verdade em trapos pelas ruas. Sei que a verdade é difícil e para alguns é cara e escura, mas não se chega à verdade pela mentira nem à democracia pela ditadura. (...) Mentem partidariamente, mentem incrivelmente, mentem tropicalmente, mentem hereditariamente, mentem, mentem e de tanto mentir tão bravamente constroem um país de mentiras diariamente”.

       Diante do que acontece no Brasil, não seria necessário acrescentar nada, mas o que é pior é que continuam mentindo para o povo, uma vez que os reajustes salariais só ocorrem para os escalões superiores, numa troca de favores, enquanto impostos, alimentos, medicamentos vão aumentando assustadoramente, onerando o povo e o trabalhador cada vez mais.

       Já virou praxe o governo afirmar que está no caminho certo. Que caminho certo é este que nos leva ao caos em todos os setores? Veja a educação: o índice de analfabetismo no Brasil continua alto. Na Bahia, onde o PT governa há 20 anos, o índice de analfabetismo garante a liderança do estado neste quesito vergonhoso. Este índice favorece aos políticos profissionais, mas cria mais um problema para a sociedade, já que pessoas nesta condição tem dificuldade de acesso ao mercado de trabalho e acabam sendo marginalizadas no processo de seleção das empresas.  Vivem excluídos sem obter crescimento profissional. São levados pelo vento da desinformação que reina, em boa parte, nas redes sociais.

       Indústrias, fábricas e lojas estão fechando as portas, pressionadas com altos impostos e taxas. Dessa forma, os trabalhadores são forçados a entrarem para os programas assistenciais do governo, sem perspectiva de futuro melhor.

       Assim, essa organização que se apossou do governo vai continuar vendendo ilusões e sugando o sangue, o suor e o bolso dos trabalhadores, servidores, pensionistas e aposentados do Brasil.

       Chega de mentiras! O povo precisa reagir e através do voto, nas próximas eleições, expurgar esses gastadores do dinheiro público. Democracia significa que o poder emana do povo e é exercido pelos cidadãos ou através de seus representantes, é o que informa os dicionários. Ora, se este ou aquele representante não faz o seu trabalho com decência, ele é prejudicial e deve ser substituído por alguém decente ou que se aproxime deste padrão.

       Não reeleja esses falastrões oportunistas que vivem e querem continuar como parasitas no governo.

Se quiser e for inteligente, você pode dizer: Não à corrupção, às falcatruas, à gastança, sem limites de quem hoje governa o país.

 

FILEMON MARTINS

ESCRITOR, CRONISTA E POETA

DA ACADEMIA DE LETRAS DE IPAUSSU – SP

DA CONFRARIA BRASILEIRA DE LETRAS

DO CLUBE BAIANO DE TROVA, SALVADOR, BAHIA

 

(Fragmentos do livro FAGULHAS, página 114, de Filemon F. Martins)

 


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