sexta-feira, 4 de setembro de 2026

INCOERÊNCIAS POLÍTICAS - FILEMON MARTINS

 




          INCOERÊNCIAS POLÍTICAS



      Todos sabemos que o povo brasileiro tem vivido dias angustiantes. Continuam os problemas nos setores da saúde, segurança, emprego, educação, saneamento básico, qualidade de vida, sem que nossos governantes façam alguma coisa para mudar tal situação.
      A sobrecarga de impostos e taxas sobre as empresas e produtos tem dificultado a contratação de pessoal e as oportunidades de trabalho vão ficando cada vez mais raras para muitos profissionais. Muitas indústrias estão deixando o país, porque temos um comandante do navio, que só aprendeu a prometer e não cumprir, e a gastar demais. Do nosso parco salário (que para Lula antes não era renda, agora parece ser fortuna), são descontados 27.50% de (IRRF) Imposto de Renda Retido na Fonte, mais 14% de taxação de inativo, (graças ao mensalão do Lula em 2002), além do valor exorbitante do convênio médico etc.

      Não obstante o otimismo de brasileiros bem-intencionados, o Brasil nestes últimos 50 anos tem sofrido brutalmente entre dois extremos. Temos dois países em um só. De um lado, temos avançado com a conscientização de parte da sociedade capaz de cobrar transparência e ética na política. Do outro, pouca instrução da população, a pobreza extrema e a miséria facilitam a vida de políticos sem-ética que insistem em manter no cabresto seu eleitorado.
      A partir de 1964, tivemos o período da ditadura militar, que prometeu desenvolvimento e austeridade na gestão do dinheiro público, mas se perdeu no combate aos que falavam outra “língua” e o regime descambou para prisões, torturas e matança de muitos brasileiros, estagnando o país. Aí veio o presidente civil José Sarney, (Plano Cruzado) e basta ver a miséria em que vive boa parte do povo maranhense, especialmente no interior, para se saber que o homem e sua família, tantas vezes governador do Estado, nada fez pelo Maranhão e pelo Brasil, então...

      Passamos pela tragédia Collor        de Mello, “o caçador de marajás”, hoje – imaginem! – Cumprindo pena em casa, em Alagoas. Na sequência, tivemos Itamar Franco, o presidente do “fusquinha” e criador de Fernando Henrique Cardoso, o intelectual que lhe sucedeu na Presidência da República, com fantasias neoliberais, cujas privatizações (entrega do patrimônio público ao capital privado) têm custado caro aos brasileiros, haja vista o preço que pagamos pelos produtos, como telefone, luz, aço, juros bancários, dívida externa etc. Dois mandatos para nada fazer, a não ser desmontar o Serviço Público Federal.

      Agora, o petista Luiz Inácio Lula da Silva, já em terceiro mandato, com intercalações de governo, entre Dilma (deposta no 2º mandato), Michel Temer e Jair Bolsonaro, cujos períodos foram recheados por muita corrupção. A sociedade brasileira está escandalizada com o procedimento do Congresso Nacional, composto por políticos interesseiros, cujos currículos longe da TV e dos holofotes, fazem inveja a qualquer meliante.

São estes Senadores e Deputados que votam decisões importantes para o Brasil, como PAC, REFORMAS, LEIS que prejudicam a maioria da população, subtraindo direitos dos trabalhadores, para beneficiar banqueiros, empresários e a seus próprios negócios. Diante deste quadro de troca de favores, é possível esperar alguma coisa boa?       Até agora, infelizmente, a vitória é da impunidade, dos conchavos e nos dá a dimensão dos bastidores de Brasília.

Os políticos do Brasil não aprenderam a lição do grande Apóstolo Paulo: “TODAS AS COISAS ME SÃO LÍCITAS, MAS NEM TODAS ME CONVÉM”.

 

Filemon Martins

Escritor, cronista e poeta

Da Confraria Brasileira de Letras

Do Clube Baiano de Trova, Salvador,   Bahia.


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