INCOERÊNCIAS POLÍTICAS
Todos sabemos que o povo brasileiro
tem vivido dias angustiantes. Continuam os problemas nos setores da saúde,
segurança, emprego, educação, saneamento básico, qualidade de vida, sem que
nossos governantes façam alguma coisa para mudar tal situação.
A sobrecarga de impostos e taxas
sobre as empresas e produtos tem dificultado a contratação de pessoal e as
oportunidades de trabalho vão ficando cada vez mais raras para muitos
profissionais. Muitas indústrias estão deixando o país, porque temos um
comandante do navio, que só aprendeu a prometer e não cumprir, e a gastar
demais. Do nosso parco salário (que para Lula antes não era renda, agora parece
ser fortuna), são descontados 27.50% de (IRRF) Imposto de Renda Retido na
Fonte, mais 14% de taxação de inativo, (graças ao mensalão do Lula em 2002),
além do valor exorbitante do convênio médico etc.
Não obstante o
otimismo de brasileiros bem-intencionados, o Brasil nestes últimos 50 anos tem
sofrido brutalmente entre dois extremos. Temos dois países em um só. De um
lado, temos avançado com a conscientização de parte da sociedade capaz de
cobrar transparência e ética na política. Do outro, pouca instrução da
população, a pobreza extrema e a miséria facilitam a vida de políticos
sem-ética que insistem em manter no cabresto seu eleitorado.
A partir de 1964, tivemos o período
da ditadura militar, que prometeu desenvolvimento e austeridade na gestão do
dinheiro público, mas se perdeu no combate aos que falavam outra “língua” e o
regime descambou para prisões, torturas e matança de muitos brasileiros,
estagnando o país. Aí veio o presidente civil José Sarney, (Plano Cruzado) e
basta ver a miséria em que vive boa parte do povo maranhense, especialmente no
interior, para se saber que o homem e sua família, tantas vezes governador do
Estado, nada fez pelo Maranhão e pelo Brasil, então...
Passamos pela
tragédia Collor de Mello, “o
caçador de marajás”, hoje – imaginem! – Cumprindo pena em casa, em Alagoas. Na
sequência, tivemos Itamar Franco, o presidente do “fusquinha” e criador de
Fernando Henrique Cardoso, o intelectual que lhe sucedeu na Presidência da
República, com fantasias neoliberais, cujas privatizações (entrega do
patrimônio público ao capital privado) têm custado caro aos brasileiros, haja
vista o preço que pagamos pelos produtos, como telefone, luz, aço, juros
bancários, dívida externa etc. Dois mandatos para nada fazer, a não ser
desmontar o Serviço Público Federal.
Agora, o
petista Luiz Inácio Lula da Silva, já em terceiro mandato, com intercalações de
governo, entre Dilma (deposta no 2º mandato), Michel Temer e Jair Bolsonaro,
cujos períodos foram recheados por muita corrupção. A sociedade brasileira está
escandalizada com o procedimento do Congresso Nacional, composto por políticos
interesseiros, cujos currículos longe da TV e dos holofotes, fazem inveja a
qualquer meliante.
São estes Senadores e Deputados que
votam decisões importantes para o Brasil, como PAC, REFORMAS, LEIS que
prejudicam a maioria da população, subtraindo direitos dos trabalhadores, para
beneficiar banqueiros, empresários e a seus próprios negócios. Diante deste
quadro de troca de favores, é possível esperar alguma coisa boa? Até agora, infelizmente, a vitória é da
impunidade, dos conchavos e nos dá a dimensão dos bastidores de Brasília.
Os políticos do Brasil não
aprenderam a lição do grande Apóstolo Paulo: “TODAS AS COISAS ME SÃO LÍCITAS,
MAS NEM TODAS ME CONVÉM”.
Filemon Martins
Escritor, cronista e poeta
Da Confraria Brasileira de Letras
Do Clube Baiano de Trova, Salvador, Bahia.

Nenhum comentário:
Postar um comentário