quarta-feira, 2 de setembro de 2026

ACERTO DE CONTAS - FILEMON MARTINS

 




     ACERTO DE CONTAS

 

 

               Nada mais salutar que uma eleição para propiciar aos eleitores a oportunidade de fazer uma avaliação do efetivo desempenho de deputados (estaduais e federais), governadores, senadores e presidente da República do Brasil. Os eleitores terão a chance de fazer um acerto de contas, após 4 (quatro) anos de mandato dos eleitos.

               É tempo de averiguar o que foi realizado, promessas não cumpridas, desvios de verbas com vantagens pessoais e má administração do dinheiro público. É necessário que os eleitores estejam conscientes de que dispõem de uma única arma: o voto. Esse é o momento de saber usar (e bem) o voto. Votando bem, os maus candidatos à reeleição serão barrados e servirão de exemplo para os novos que pretendam trilhar o caminho da corrupção, fazendo da política, a arte de enganar.

               Não se pode generalizar, evidentemente, mas o Brasil, como um todo, precisa de bons políticos e bons administradores. A má administração do dinheiro do povo, a roubalheira, o descaso, a incompetência, o tanto faz na política, acabam propiciando ao eleitor, um certo desânimo e desencanto no que diz respeito às eleições.    Observa-se que o desalento, a falta de entusiasmo é geral, porque os eleitores têm percebido que as eleições, em que pesem seu valor para a democracia, não mudam quase nada. Só aumentam os escândalos que a imprensa quando quer e pode, divulga diariamente.

               Por outro lado. a fiscalização do dinheiro público em todas as esferas, é deficiente e praticamente nula. Enquanto isso, a impunidade reina soberana beneficiando os infratores. O judiciário tem sérias dificuldades em fazer valer os princípios elementares da Justiça e do Direito, e quando o faz, tem dificuldades em reaver o que foi desviado para “paraísos fiscais”.

               É fundamental que os eleitores sejam fiscalizadores dos candidatos, dos partidos, daqueles que os apoiam, lembrando o velho ditado: “Dize-me com quem andas e eu direi quem tu és”. Muitos candidatos que estão pleiteando um cargo eletivo, são fichas-sujas, é só fazer uma pesquisa rápida. Outros, apresentam filhos/filhas, netos e netas, mas pertencem a mesma árvore da corrupção e do mau caráter, adeptos da “lei do Gerson, levar vantagem em tudo”. Fique esperto. Fuja deles!

               Conclusão: a importância da eleição para o cidadão comum, como nós, é exatamente esta: a possibilidade de dizer NÃO através do voto. NÃO aos políticos corruptos; NÃO aos cínicos e interesseiros; NÃO aos que prometem e não cumprem; NÃO aos caras-de-pau, oportunistas e aventureiros, que, infelizmente, a Justiça Eleitoral não consegue barrar. NÃO aos políticos milionários, que se enriquecem cada vez mais, ilicitamente, às custas da miséria e do sofrimento do povo brasileiro.

 

FILEMON MARTINS

ESCRITOR, CRONISTA E POETA

DA CONFRARIA BRASILEIRA DE LETRAS

ACADEMIA DE LETRAS DE IPAUSSU – SP

CLUBE BAIANO DE TROVA, SALVADOR, BAHIA       


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