MÍSTICA VISÃO
Miguel J. Malty
O céu guardava a cor dos alabastros,
na placidez balsâmica da noite,
que descera cobrindo os frescos rastros
da carruagem do sol na entrenoite.
As aragens, barquetas sem os mastros,
vagavam leves, calmas, sem açoite,
fazendo coro com a voz dos astros,
iam na calma, em busca de pernoite.
Os olhos levantei. Ergui os braços
para a amplidão suprema dos espaços,
como a beber a luz da eternidade.
Pus-me a sorrir, gritar embevecido,
ante a visão de glória, comovido,
ante a lúmina e mística Cidade.
(LIVRO "ABKAR A CIDADE ENCANTADA", PÁGINA 36)

Nenhum comentário:
Postar um comentário