segunda-feira, 31 de agosto de 2026

CADEIRA VAZIA - FILEMON MARTINS

 




                 CADEIRA VAZIA

 

        Não poucas vezes, nos debates programados, a cadeira destinada ao candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, permaneceu vazia. No Palácio do Planalto, aliás, há muito que ela esteve vazia, pois tudo o que se passava ali ao redor dele, nunca foi visto e pouco soube, conforme disse repetidas vezes.

        Agiu como se fosse uma marionete manipulada por outras pessoas. Grande parte da população brasileira, já perdeu a esperança de ver políticos honestos, éticos, que trabalhem para o bem da coletividade e do País que administram e representam. O que vemos agora é uma baixaria com escândalos e conchavos para não investigar ninguém.

        Recentemente, soubemos pela imprensa que houve uma “reunião”, envolvendo o presidente do Brasil, do Congresso e do Senado e o assunto teria sido: “defesa da democracia”. A defesa do povo, do cidadão fica para depois das eleições, a saber: mais impostos, taxas, fábricas e lojas fechando no Brasil inteiro.

        Cá de nosso canto, vemos as próximas eleições como um teste de vergonha, nada de esquerda ou direita, é uma prova de nível ético, de honestidade, de valores, já que a alternância de poder é salutar e faz bem ao sistema democrático. Primeiro, segundo e terceiro mandatos dão a entender que são donos absolutos do poder, enfim donos do dinheiro público e podem gastar nababescamente.

        Da forma que está, a corrupção campeia pelos corredores do poder, a política está apodrecida, infectada pela falta de honestidade, pela imoralidade, pela conivência dos que deveriam fiscalizar e implementar projetos sérios em prol do povo brasileiro, zelando pela correta aplicação do dinheiro, oriundo dos altos impostos e taxas cobradas da sociedade.

        É preciso mudar. O povo não pode contentar-se com esmolas que, com certeza lhe custarão o futuro dos seus filhos, a vida, a saúde, a dignidade e a perspectiva de um Brasil melhor, mais justo, feliz e humano.

        O Planalto, o Congresso, o Senado e agora o STF não estão a favor do Brasil. Estão, sim, defendendo seus próprios interesses. Mudar é necessário. É preciso buscar, dentro de nós, uma força superior, como disse Bruce Barton: “AS GRANDES REALIZAÇÕES SÓ SÃO POSSÍVEIS POR AQUELES QUE ACREDITAM POSSUIR, DENTRO DE SI, ALGUMA FORÇA SUPERIOR ÀS CIRCUNSTÂNCIAS”.

 

FILEMON MARTINS

ESCRITOR E POETA

DA CONFRARIA BRASILEIRA DE LETRAS

DO CLUBE BAIANO DE TROVA – SALVADOR, BAHIA.


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