NOVEMBRO/26 – DIA DE FINADOS
São muitos familiares que nos deixaram. Já estão no Plano Superior.
Dessa forma, escolhi homenagear os dois, onde tudo começou: ADÃO FRANCISCO
MARTINS (PAI) e FRANCOLINA RIBEIRO MARTINS (MÃE)
PAI
À memória de meu pai, Adão Francisco Martins, cujo exemplo devo a minha formação e a quem trago presente a cada instante da minha vida.
Eu quisera vencer o firmamento
e penetrar nos céus, na eternidade,
para dizer-te, ó pai, nesse momento,
a amargura que sinto, que me invade!
Quisera ter de Deus consentimento
para transpor o espaço, a imensidade,
e contar-te da mágoa e do tormento
de um coração que chora de saudade.
Pois quando tu partiste deste mundo,
meu sofrimento se tornou profundo,
que a minha vida consumindo vai...
Porém, nos vendavais dos empecilhos,
que eu possa palmilhar os mesmos trilhos,
que nesta vida palmilhaste, pai!
(07/01/1970 – Faz 56 anos que nosso pai nos deixou. Este soneto
também está fazendo 56 anos. Eu o escrevi quando tinha 20 anos).
À MINHA MÃE
Quanta falta me faz
o teu colo, mamãe.
Às vezes me pego sonhando
e confabulando sobre assuntos diversos.
Um relicário de saudade!
Quantas vezes ouvi tua voz severa e dura,
mas cheia de ternura e de carinho
ao falar comigo, quando ia visitar-te.
Quantas vezes choraste em silêncio
com a ausência de teus filhos?
Como pode a dor pesar tanto no meu peito?
A saudade toma conta do meu coração.
Meu sonho bonito e risonho foi desfeito.
Se me viste nascer, crescer e viver,
por que partiste sem dizer adeus?
Meu coração soluça de saudade,
que tortura é sofrer e chorar?
A dor de ficar na orfandade
nunca vai acabar.
Estes versos escrevo chorando,
lamentos de um coração,
- por que não te vi partir?
Lágrimas vou derramando
mergulhado no desgosto e na saudade
de nunca mais te ver.
Mas eu te bendigo, mãe, onde estiveres
com todo amor e minha inspiração,
meus versos são teus, eu os deponho porque aqui, de joelhos, eu te entrego meu
amor, minha luz, meu coração.


Nenhum comentário:
Postar um comentário