sábado, 22 de agosto de 2026

A MAGIA DO PODER - FILEMON MARTINS

 




 

A MAGIA DO PODER

 

 

Custa-me crer que o eleitor, por mais alienado que seja, mas que tenha princípios morais e religiosos, não se sinta constrangido, não se sinta envergonhado e revoltado com as falcatruas perpetradas pela equipe do governo, nos dois mandatos anteriores (aliás, chamada de quadrilha, pelo Ministério Público), ao longo de oito anos no período de 2003 a 2011. Acreditar que Lula, com todo o aparato de inteligência e mecanismos de fiscalização à sua disposição, não soubesse de nada, como disse repetidas vezes, é achar que somos imbecis.

“Falar pouco, às vezes, é sinal de inteligência”, conforme Gabriel Perissé, em A ARTE DE CALAR. Contudo, diz ele, “calar-se é ainda mais importante, quando calar-se é dizer tudo. Há quem se cale por não ter realmente o que dizer, mas há também quem se cale por omissão, quando seria um dever falar, escrever, gritar, colocar a boca no trombone, como se dizia antigamente.”  Não é o que fez o presidente. Diante de tantos desvios de verbas, mostrou-se incapaz de falar, de gerenciar o dinheiro público. Se houve CPI dos Bingos, dos Correios, do Mensalão e das Sanguessugas, ao contrário do que mostra a propaganda de figurões políticos, foram instaladas contra a vontade do governo. Foi assim que caíram o ex-ministro da Fazenda, o presidente da Caixa Econômica Federal e alguns assessores do Gabinete da Presidência da República.

O silêncio do presidente foi intrigante e comprometedor. Considerou que seus companheiros de partido cometeram apenas um deslize, um erro ao permitir que a sociedade tomasse conhecimento. Já ocorrera esta conivência quando o então ministro José Dirceu utilizou-se de sua posição para alavancar a carreira política de seu filho Zeca Dirceu, no Paraná. Segundo Pedro Tobias, em A Tribuna, de Santos: “Lula criticou não a ação em si, mas o fato dela ter sido feita de “forma descuidada”, revelando o “estilo nada discreto do ministro”.

Lula não cumpriu nada do que prometeu, ao contrário: aumentou tributos, aumentou e prorrogou a CPMF, na época, taxou inativos do serviço público federal, não corrigiu a tabela do imposto de renda (antes, dizia que salário não era renda). Não fez Reforma Agrária, não fez Reforma Política, nem Tributária, a Previdência continua deficitária, continuaram os escândalos, os desvios de verbas alimentados pela sonegação dos próprios membros do governo.

Oito anos de mandato já foi demais, mas sua excelência, o eleitor, quis que tudo continuasse assim: o governo, que se dizia dos pobres, humildes e trabalhadores transformou-se em paraíso de empresários, deputados e senadores desonestos que sugam, de todas as formas, o dinheiro que deveria ser investido em saúde, pesquisas, habitação, educação, segurança pública e geração de empregos.

Assim, Lula conseguiu colocar no Planalto, Dilma Rousseff que se tornou Presidente do Brasil de 2011 a 2016, quando foi afastada por um processo de impeachment, sendo substituída por Michel Temer, que governou o país até janeiro de 2019.

A partir daí tornou-se Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, eleito pelo Partido Social Liberal até 31 de dezembro de 2022. Fez um governo polêmico e recheado de contradições no seu estilo de governar. Poderia ter feito uma administração superior, se tivesse escolhido melhor seus ministros e assessores e fosse mais sociável no trato com as pessoas.

Em 1º de janeiro de 2023 Luiz Inácio Lula da Silva se torna pela terceira vez Presidente do Brasil para deleite de uma parcela da população desmemoriada e para políticos e empresários de um balcão de negócios, onde tudo e quase todos se vendem em troca de muito dinheiro público que escapa pelo ralo sem que a população tenha conhecimento.

Agora, está pleiteando um quarto mandato com as mesmas promessas que sempre fez e não cumpriu.

Só nos resta ficar preparados para arcar com o prejuízo, fruto da nefasta administração do país, caso ele consiga o quarto mandato.

Pior, com a conivência proposital da Suprema Corte, ¨chefiada¨ por um ministro brasileiro, autor de um plano maquiavélico com outros amigos de igual jaez.

Meu avô paterno Gasparino Francisco Martins é quem tinha razão: “SE O HOMEM PROMETE E NÃO CUMPRE, NÃO TEM PALAVRA, NÃO TEM MORAL, PORTANTO, NÃO MERECE RESPEITO¨.

 

Filemon Martins

Escritor e poeta

Da Confraria Brasileira de Letras


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