segunda-feira, 6 de abril de 2026

TROVAS DE ELVIRA DRUMMOND

 



TROVAS DE ELVIRA DRUMMOND


Ao lembrar da mocidade,

plena de encanto e crendice,

eu sorvo o mel da saudade

e adoço minha velhice.


A juventude é uma taça

que o tempo sorve com gosto.

E ao bebê-la, por pirraça,

deixa marcas no meu rosto.


Amparo minhas tristezas

nas páginas de um caderno,

que transforma as asperezas

em versos de amor fraterno.


Tudo que restou de ti,

eu pretendo eliminar,

mas, um detalhe esqueci:

saudade eu não sei rasgar...



(LIVRO "OS ESCOLHIDOS versos diversos", 2025)



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