segunda-feira, 7 de setembro de 2026
TROVAS DE LILINHA FERNANDES
O FEITIÇO DO MÁGICO DE COBRE - JOSÉ FELDMAN
O Feitiço
do Mágico de Cobre
Saiba que a inveja é um fogo que
consome o próprio dono, e foi esse fogo que marcou a viagem de outro marinheiro
que vim a conhecer, Khaled Al-Rahir.
Navegando pela costa de Magrebe,
Khaled aportou em uma cidade de mercados sombrios onde conheceu um Mágico
chamado Zardak. O feiticeiro, invejoso da fama do marinheiro e do seu dom de
entender as aves, convidou-o para um banquete. Ao final da ceia, Zardak
aspergiu sobre Khaled um pó feito de ossos de hiena e recitou palavras
proibidas.
— "Pelo nome que não se diz,
que tua forma mude para que condiga com teu apelido!" gritou o Mágico.
Em um instante, os ossos de
Khaled estalaram e sua pele foi coberta por pelos alvos como a neve. Suas mãos
tornaram-se garras e sua voz um uivo profundo. Khaled era agora, em corpo, um
verdadeiro lobo. Zardak pretendia vendê-lo como uma fera exótica, mas o lobo
saltou pela janela e correu até as docas, onde o Falcão do Índico estava
ancorado.
Ao verem a fera saltar para o
convés, os marinheiros sacaram suas cimitarras. No entanto, o mergulhador cego,
que ainda acompanhava Khaled, estendeu a mão e disse:
— "Parem! O cheiro é de
fera, mas o bater do coração é do nosso capitão. Ele está preso em uma prisão
de pelos."
Para quebrar o feitiço, o
mergulhador lembrou-se de uma antiga lenda: um homem transformado em animal por
magia negra só recupera a forma humana se for banhado por água de sete fontes
sagradas colhida em uma única noite, enquanto seus companheiros provam sua
lealdade enfrentando seus maiores medos.
Com Khaled (em forma de lobo)
guiando-os pelo olfato, os marinheiros enfrentaram uma noite de provações. O
mestre de velas teve que cruzar uma ponte de corda sobre um abismo de
escorpiões para chegar à primeira fonte; o cozinheiro teve que oferecer seu
tesouro mais precioso a um mendigo para acessar a segunda. Khaled, mesmo como
fera, usou sua astúcia para proteger seus homens de leões de pedra que ganharam
vida, lutando com garras para defender aqueles que o amavam.
Ao amanhecer, com a água das sete fontes reunida em um caldeirão de bronze, os marinheiros derramaram o líquido sobre o lobo. A pele branca desprendeu-se como uma túnica velha e Khaled Al-Rahir surgiu, mais forte e sábio do que antes. Ele não buscou vingança contra Zardak, pois disse: "O lobo me ensinou que a lealdade dos meus homens é o escudo mais firme contra qualquer feitiço.”
(FONTE "ECOS DO DESERTO", JOSÉ FELDMAN)
VITÓRIA - FILEMON - MARTINS
TROVAS DE PEDRO ORNELLAS
sempre que dobra os joelhos!
TROVAS DE CARLOS RIBEIRO ROCHA
AMOR E SAUDADE - FILEMON MARTINS
Filemon Martins
Vou prosseguindo pelo meu caminho
em busca do meu sonho mais dileto:
- cantar feliz e amar qual passarinho,
que no seu ninho sente-se completo.
Correr ao vento, roupa em desalinho,
plantando amor e paz no meu trajeto,
para encontrar um pouco de carinho
que me dê paz no mundo sem afeto.
Vejo, porém, que continuo o mesmo,
descrente e sem valor, vagando a esmo,
sem encontrar a tal felicidade.
E os sonhos que sonhei em minha vida
vão acenando em triste despedida
cravando, no meu peito, esta saudade.
MORTE DA ÁRVORE - FILEMON MARTINS
7 DE SETEMBRO - ONDE ESTÁ O NOSSO PATRIOTISMO? - JAMILTON ANTONIO DOS SANTOS
7 DE SETEMBRO — ONDE ESTÁ O NOSSO PATRIOTISMO?
Saudades da minha geração! Hoje
sem bandeiras hasteadas, sem uma manifestação que lembrasse ao cidadão que hoje
celebramos a Independência do Brasil.
Talvez alguns digam: “É apenas uma bandeira”. Não. Não é apenas uma bandeira.
A bandeira representa uma
história, uma nação, um povo, homens e mulheres que construíram este país e um
sentimento de pertencimento que deveria ser ensinado às nossas crianças.
O que aconteceu com o nosso
patriotismo?
Durante os últimos anos, fomos pouco a pouco aprendendo a ter vergonha de
demonstrar amor pela nossa pátria. O patriotismo foi sendo tratado como algo
ultrapassado, inconveniente ou até vergonhoso. E, quando deixamos de valorizar
os símbolos da nossa história, também começamos a perder a consciência de quem
somos.
Mas talvez exista algo ainda mais profundo por trás de tudo isso.
Uma nação que se
distancia de Deus perde também seus referenciais.
Não estou dizendo que o Brasil será transformado simplesmente porque hasteamos
uma bandeira. Estou dizendo que uma sociedade precisa de valores. Precisa de
verdade, justiça, responsabilidade, respeito, família e temor a Deus.
A Bíblia nos lembra:
“Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor.”
Salmo 33:12
O problema do Brasil não é apenas político. É moral e espiritual.
Precisamos voltar a ensinar nossas crianças a honrar pai e mãe,
respeitar as autoridades, valorizar a família, amar a verdade, trabalhar
honestamente e, acima de tudo, reconhecer que Deus é o Senhor da nossa vida e
da nossa nação.
Neste 7 de Setembro, não quero
apenas reclamar da ausência das bandeiras.
Quero fazer uma pergunta:
- Que país estamos deixando para os nossos filhos e netos?
Que Deus tenha misericórdia do Brasil.
E que possamos recuperar não apenas o amor pela nossa pátria, mas também aquilo
que é muito mais importante: o temor do Senhor.
Feliz 7 de Setembro!
Deus abençoe o Brasil e abençoe Ipupiara. 🙏 JAS.
JAMILTON ANTONIO DOS SANTOS nasceu em Ipupiara, Bahia, região da
Chapada Diamantina. É empresário, autônomo e reside em Ipupiara.
NOTA: O BLOG LITERÁRIO DO FILEMON SENTE-SE HONRADO PELO ENVIO DO
TEXTO, REGISTRANDO AQUI NOSSA GRATIDÃO.
BRASIL SONHADO - MÁRIO BARRETO FRANÇA
BRASIL SONHADO
Mário Barreto França
Brasil do meu amor!
Brasil sentimental de minha inspiração,
Eu quisera te ver sob a mesma bandeira
Que Cristo desfraldou por nossa salvação!
Mas, entre tanta glória que te exalta,
Entre tantas riquezas e esplendor,
Infelizmente, meu Brasil, te falta
Melhor conhecimento do Senhor.
Repara o interior das tuas matas!
Teus sertões!...Tuas vilas afastadas!
Ali onde tu és ingênuo e lindo,
Onde cantas nas vozes das cascatas,
Onde gemes nas cordas dedilhadas,
E onde vives - tão nosso - sempre rindo.
É justamente ali, Brasil querido,
Que tu não tens o Livro que te ilustre
Nem meios que to façam conhecido!
E eu te quisera ver na vanguarda do mundo,
Ovante, desfraldando o rubro pavilhão
Que Cristo desfraldou por seu amor profundo,
No Calvário imortal do seu Grande Perdão!
Assim eu te quisera, e assim é que te sonho,
Contemplando o teu mar, e este teu céu azul,
Em que vives suspenso, em que vives risonho,
No símbolo de fé do Cruzeiro do Sul.
Mas eu creio, Brasil, no milagre eloquente
Do eterno sacrifício do Senhor,
Para seres no mundo, brevemente,
Uma luz, uma bênção refulgente,
Brasil do meu amor! ...
URCA, 1933
(LIVRO “SOB OS CÉUS DA PALESTINA”, PÁGINAS 67/68)



.jpg)




