sexta-feira, 25 de abril de 2025

DE SUPERINTENDENTE DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL A GOVERNADOR DO ESTADO - MÁRIO RIBEIRO MARTINS

 





DE SUPERINTENDENTE DA

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

A GOVERNADOR DO ESTADO.

(Eraldo Gueiros Leite)



Mário Ribeiro Martins*


(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALÉM DA FONTE).



Embora pouco lida no Brasil, a Bíblia tem exercido influência nada surpreendente nos elementos mais cultos da sociedade nacional. Desde Rui Barbosa que revelou profundo conhecimento das Escrituras Sagradas, inclusive, citando-as em várias ocasiões, José Inácio de Abreu e Lima, que provocou a reação do clero católico, por seu desassombro em arcar contra o meio infenso ao livre exame da Bíblia.
Tobias Barreto de Menezes, que sobre a Bíblia, disse: "É um modelo de tudo quanto é belo e bom". José Maria Machado de Assis, que revelou ser a Bíblia Sagrada o livro de sua predileção, quando declarou: "Os leitores nos dispensam dizer que a Bíblia é o livro por excelência". Henrique Maximiano Coelho Neto, teve a sua cultura literária influenciada pela Bíblia e daí suas expressões: "Homem de fé, o livro de minha alma, aqui o tenho: é a Bíblia. Não encerro na biblioteca, entre os do estudo, conservo-o sempre à minha cabeceira, à minha mão."
A influência do Livro Sagrado tem sido marcante na história da nação brasileira, principalmente nos momentos decisivos, quando se encontraram em jogo os princípios democráticos e os ideais de independência.
Entre os ilustres cidadãos da atualidade, que receberam a preciosa influência das Escrituras Sagradas, destaca-se o atual Governador de Pernambuco. Eraldo Gueiros Leite, homem público, filho de ilustre família de presbiterianos do Recife e mais precisamente de Canhotinho no mesmo Estado, foi criado num lar onde a Bíblia era o livro de leitura diária.
Sobre esta influência, há um testemunho expressivo, que é do saudoso Jerônimo Gueiros, pastor e fundador de algumas igrejas presbiterianas no Recife, ex-presidente da Academia Pernambucana de Letras e um defensor autêntico da Bíblia Sagrada: "Dr. Eraldo Gueiros Leite" - disse Jerônimo - "irmão na inteligência, como no sangue, de Evandro Gueiros Leite, nasceu e criou-se sob a influência do Evangelho. Amigo do ensino da Bíblia, Eraldo Gueiros já exerceu na Igreja Presbiteriana da Boa Vista o lugar de SUPERINTENDENTE (grifo nosso) da Escola Bíblica Dominical" (Jerônimo Gueiros, Projeções de Minha Vida. Recife, 1952, p. 294).
Apesar de não estar vinculado, atualmente, a qualquer confissão religiosa, o governador tem destacado a validade dos princípios evangélicos e especialmente a influência da Bíblia sobre a sua formação. Assiste, esporadicamente, aos ofícios religiosos na Igreja Presbiteriana do Recife, que é pastoreada por um de seus parentes, o Rev. Israel Gueiros, ilustre nome do presbiterianismo brasileiro. (JORNAL BATISTA. Rio de Janeiro, 29.04.1973).




MÁRIO RIBEIRO MARTINS-ERA PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.

A ESCALADA DOS TÓXICOS - MÁRIO RIBEIRO MARTINS

 





A ESCALADA DOS TÓXICOS.
Mário Ribeiro Martins*


(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALÉM DA FONTE).



O uso indiscriminado de tóxicos, por parte de milhões de viciados em todo o mundo, é, sem dúvida, um dos flagelos sociais mais alarmantes dos últimos tempos. Transformadoras da percepção mental, as drogas são conhecidas desde os tempos remotos e mencionadas pelas literaturas mais primitivas que falam sobre seu uso e suas consequências.
Os povos orientais não só conheciam, mas também usavam largamente o ópio e o cânhamo indiano. Os astecas usavam o peiote, do qual extraiam a mescalina, chegando mesmo a adorá-lo por verem nesse cacto um verdadeiro deus. As drogas foram introduzidas no Ocidente através de intelectuais e artistas, tais como, Baudelaire, De Quincey e outros que, depois de experimentarem os efeitos alucinógenos de certas substâncias, tornaram-se porta-vozes e defensores de seu uso.
Mais recentemente Aldous Huxley transformou em livros suas experiências com a mescalina. Numa série de artigos para a imprensa chegou a preconizar uma "evangelização química", no sentido de que as drogas fossem colocadas ao alcance de todos, principalmente intelectuais. Após a Segunda Guerra Mundial e com o advento de certos fenômenos sociais, entre os quais o Hippismo, os tóxicos passaram a ser difundidos e usados numa escala maior.
No famoso festival de Woodstock (Estados Unidos), o ácido lisérgico foi vendido a quatro dólares, dose suficiente para uma "viagem inesquecível". No festival de Wight (Inglaterra) centenas de hippies curtiram o vício da maconha, das bolinhas e do LSD, a mais poderosa droga mental até hoje conhecida.
Conforme pesquisadores da UNESCO há no mundo cerca de quinhentos milhões de viciados em uma droga qualquer. A maconha, droga mais popular no Brasil, em virtude da grande produção e do baixo preço, é usada em São Paulo, capital nacional do Vício, por cerca de 150 mil viciados. O fenômeno, portanto, não é só americano. A indústria dos tóxicos expande-se fortemente na Inglaterra, Itália, Alemanha, França, Suécia, etc. Corre-se tanto perigo hoje em Nova Iorque como se corria na Indochina.
O tóxico é o inimigo público número um da humanidade. Com esta preocupação e na tentativa de esclarecer a juventude brasileira quanto aos perigos a que se expõe diante do uso dos tóxicos, foi que o governo instituiu o Conselho Nacional Antitóxico, reunindo médicos, professores, religiosos, jornalistas e outros interessados, capazes de abordar corajosamente o problema, numa ação educativa e racional.
A rebeldia e ânsia de independência dos jovens são resultantes dos novos estilos de vida da época e da omissão dos pais, permitindo uma orfandade existencial dos menores e adolescentes. Daí o apelo do Dr. Alves Garcia: "Que as autoridades se mobilizem e alertem as famílias para menos café-society, menos coquetéis, menos egoísmo e mais vigilância e cuidado com os filhos. Que se restaure a autoridade familiar e que a educação dos menores seja da responsabilidade dos pais e não do chefe do bando da esquina ou do bairro, como está acontecendo. (MANCHESTER. Anápolis, 02.09.1975).



MÁRIO RIBEIRO MARTINS-ERA PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.

MÁRIO RIBEIRO MARTINS - ENTREVISTA A COELHO VAZ

 



MÁRIO RIBEIRO MARTINS*

Entrevista a Geraldo Coelho Vaz para o Suplemento Literário – DM



1. Você nasceu na Bahia, de família humilde. Como foi sua trajetória para chegar a pastor da Igreja Batista?

Realmente nasci em Ipupiara, Bahia, no dia 07.08.1943. Trabalhava na roça capinando e fazendo cerca. Por volta de 1957, chegou na cidade, a missionária batista leta Zênia Birzniek que me estimulou a estudar. Sustentado por ela, terminei o ginásio em Bom Jesus da Lapa, na Bahia. Em 1963, com 20 anos, segui para o Colégio Americano Batista Gilreath, do Recife, onde concluí o curso Clássico, ao lado de nomes ilustres como Marcus Accioly, hoje autor de GURIATÃ (Melhoramentos, São Paulo, 1987). Em 1966, com 23 anos, matriculei-me no Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil, na Rua Padre Inglês, 243, Boa Vista, onde conclui o curso de Bacharel em Teologia e dois anos depois, o curso de Mestre em Teologia. Em 1968, com 25 anos, fui consagrado Ministro Evangélico, tornando-me Pastor da Igreja Batista de Tegipió e Professor do Seminário do Norte, bem como da Universidade Federal Rural de Pernambuco. Conclui também o curso de Filosofia Pura, na Universidade Católica de Pernambuco e de Sociologia, na Universidade Federal de Pernambuco. Em 1970, com 27 anos, casei-me em Salvador, na Bahia, no dia 19 de janeiro, com Elenaide Batista dos Santos, com quem tive duas filhas, NIVEA ZENIA DOS SANTOS MARTINS, nascida no Recife, em 04.10.1971 e NIVEA KEILA DOS SANTOS MARTINS, nascida em Anápolis, Goiás, em 13.03.1977. Desfeito este casamento em 1982, Elenaide casou-se com João Martinez e Eu (Mario) casei-me com a então cartorária Amália de Alarcão, em 1989, filha de Cecino de Alarcão e irmã de Cirinéia, Raul, Sebastião, Ana e Carmen. Em 1973, estudei na Espanha, na Universidade Autônoma de Madrid. Em 1974, retornei ao Recife e fui eleito Presidente da Ordem dos Ministros Batistas de Pernambuco.

2. O que o atraiu para transferir residência para o Estado de Goiás?

Em 1975, com 32 anos, transferi residência para o Estado de Goiás. É que minha esposa, sendo filha do Pastor Isaias Batista dos Santos e este, Presidente da Associação Educativa de Anápolis, ambos me estimularam a ficar mais perto da família. Vim como Co-Pastor da Primeira Igreja Batista de Anápolis e Professor das Faculdades de Filosofia e Direito de Anápolis. Em 1978, com 35 anos, fiz concurso de provas e títulos para o Ministério Público de Goiás, tornando-me Promotor de Justiça da Comarca de Abadiânia, depois Corumbá de Goiás e finalmente, Anápolis, de onde saí promovido a Procurador de Justiça, no dia 07.08.1997, último degrau da carreira ministerial. No dia 24.04.1998, foi publicada a minha aposentadoria, no DIARIO OFICIAL, com 55 anos.

3. Você tem pesquisado muito sobre a historiografia goiana. Qual foi o Dicionário Bibliográfico que lhe rendeu maior trabalho e por que razão?

Na verdade, os dois grandes Dicionários que publiquei- o DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE GOIAS, com 1230 páginas e o DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DO TOCANTINS, com 924 páginas- me deram muito trabalho. A razão é que eram dicionários pioneiros. Não queria publicar os verbetes incompletos ou seja, sem a cidade de nascimento das pessoas e seu dia, mês e ano de nascimento. É que há determinados autores que publicam o seu livro, trazendo exclusivamente o titulo do livro e seu nome pessoal. Nada mais. Não se sabe onde nasceu, quando nasceu, etc. É por isso que critico o Currículo Lattes, do CNPq. Nele você encontra tudo. Menos a cidade de nascimento e a data completa de nascimento. Mas, já havia, na época, livros que foram decisivos na pesquisa. VULTOS CATALANOS, de Coelho Vaz, de 1969. RETRATO DA ACADEMIA GOIANA DE LETRAS, de Humberto Crispim Borges, de 1977. FAMILIAS PIRENOPOLINAS, de Jarbas Jayme, de 1973. PRESIDENTES E GOVERNADORES DE GOIAS, de Joaquim Carvalho Ferreira, de 1980. COLHEITA-A VOZ DOS INÉDITOS, de Gabriel Nascente, de 1979. LETRAS CATALANAS, de Cornélio Ramos, de 1972. LUGARES E PESSOAS, do Padre Trindade, de 1948. ANTOLOGIA GOIANA, de Veiga Neto, de 1944. A POESIA EM GOIÁS, de Gilberto Mendonça Teles, de 1964 e muitos outros que a exiguidade de espaço não permite mencionar.

4. Qual o motivo de sua transferência para a capital do Tocantins?

Em virtude do casamento com a Juíza de Direito Amália de Alarcão, em 26.12.1989, que tinha sido aprovada em concurso para a Magistratura Tocantinense, transferi residência para Palmas, no Tocantins, em 1999.
Este casamento, no entanto, depois de alguns anos, terminou com o divórcio. A Dra. Amália passou a residir em Paraíso do Tocantins, casando-se com o Mauronei Bordinassi, também conhecido como “Paraná”.
Eu continuei residindo em Palmas, dedicando-me a fazer palestras sobre literatura goiana e tocantinense, além da publicação de dicionários biobibliográficos e outros livros.

5. Faça uma crítica dos seus próprios livros.

Com a publicação dos dois grandes dicionários- de Goiás e Tocantins- terminei por me enveredar pelo caminho dos dicionários. Assim é que publiquei o mais importante deles que é o DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS (Goiânia, Kelps, 2007, 1032 páginas). DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA EVANGELICA DE LETRAS DO BRASIL (Goiânia, Kelps, 2007, 392 páginas). DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA GOIANA DE LETRAS (Goiânia, Kelps, 2007, 540 páginas). DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE GOIÁS (Goiânia, Kelps, 2007, 718 páginas). DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA FEMININA DE LETRAS E ARTES DE GOIÁS (Goiânia, Kelps, 2008, 368 páginas). DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA GOIANIENSE DE LETRAS (Goiânia, Kelps, 2008, 540 páginas). Outros livros poderiam ser mencionados, como RETRATO DA ACADEMIA TOCANTINENSE DE LETRAS (Goiânia, Kelps, 2005), CORONELISMO NO ANTIGO FUNDÃO DE BROTAS (Goiânia, Kelps, 2004), GILBERTO FREYRE-O EX-PROTESTANTE (São Paulo, Imprensa Metodista, 1973), MISSIONÁRIOS AMERICANOS E ALGUMAS FIGURAS DO BRASIL EVANGELICO (Goiânia, Kelps, 2007).




*Mário Ribeiro Martins
era Procurador de Justiça e escritor

SOBRE A FAMÍLIA MARTINS - RUBENS ALVES DE SOUZA

 



SOBRE A FAMILIA MARTINS
RUBENS ALVES DE SOUZA





Meu pai se chamava Adão Martins de Souza (Adão de Baio). Filho de Liberino Francisco Martins (Baio) e de Alexandrina Martins de Souza. Adão Martins de Souza tinha como irmãos David Francisco Martins e José Francisco Martins (Zeca de Baio). Meu avô Liberino tinha como irmãos Gasparino Francisco Martins (Jordão de Brotas, 1888-19.05.1966), Leonarda Francisco Martins-Tia Dona (Jordão de Brotas, 1900-19.12.1983), Adelino (Tio Sinê), Francolino Francisco Martins-velho Franco-pai do Fabio (20.12.1890-26.11.1967), Jovelina Francisco Martins -Tia Jove- mulher de Benicio (Brumado, 17.10.1908-11.03.1983), Sofia Francisco Martins -mulher de Raul, e Agenor. Meu pai Adão se casou com Alice Alves dos Santos que era filha de José Carlos dos Santos e de Zulmira Alves dos Santos. Este casal (Adão e Alice) teve 7 filhos: Dacy Naide Souza Mendes, Neuma Maria Souza Telles, Neusa Alves Souza, Noeme Alves Souza, Orlando Alves Souza, Adão Souza Filho e Rubens Alves de Souza. MEU PAI, ADÃO MARTINS DE SOUSA e minha mãe ALICE ALVES DE SOUSA tiveram sete filhos:

DACY NAIDE SOUSA MENDES, servidora pública federal, casada com Antonio Sergio Mendes da Silva, com o qual teve 02 filhos:
ADRIANA KARLA SOUSA MENDES, Advogada, OAB/BA.
MÁRIO SÉRGIO SOUSA MENDES, Universitário.
NÊUMA MARIA SOUSA TELLES, servidora pública federal, casada com JOSÉ RAIMUNDO COSTA TELLES. SEM FILHOS.
NEUSA ALVES SOUSA, analista judiciário do Tribunal de Justiça da Bahia, solteira.
NOÊMI ALVES SOUSA, Técnico Judiciário, do TJ-BA, Bacharela em Direito, pela Faculdade Dois de Julho. solteira
ORLANDO ALVES DE SOUSA, empresário, casado com MARGARETE SOUSA, tem duas filhas:
BEATRIZ SOUSA e ISABELLA SOUSA.
ADÃO SOUSA FILHO, empresário, divorciado, tem 04 filhos:
MICAEL MARTINS DE SOUSA NOVAIS;
BRENO NOGUEIRA SOUSA
ANDRESSA KELLY MACEDO BANTIM SOUSA
CECÍLIA SOUSA.
RUBENS ALVES DE SOUSA, Técnico Judiciário, TJ – BA, Bacharel em Direito, pela Faculdade Dois de Julho de Salvador, e formado em letras com inglês, pela Universidade Católica de Salvador.

Mais dados:

FLÁVIO FRANCISCO MARTINS FILHO, Flávio do Morpará, é divorciado de MARIA DE FÁTIMA ALVES LIMA, com quem teve 03 filhos:
GLERISTON MARTINS SOBRINHO, taxista
FAGNER LEANDRO ALVES MARTINS – advogado, OAB/BA
FLÁVIA ALVES MARTINS – comerciante

POEMA, A MEU JEITO, PARA VOCÊ - FILEMON MARTINS


 


POEMA, A MEU JEITO, PARA VOCÊ.

         Filemon Martins


Quanta saudade depois que você partiu.
Você, olhar meigo, sereno,
sorriso doce, encantador, 
voz delicada e calma
que escreve na alma
um poema de amor.

Eterno sonho de felicidade,
promessa, carinho, segredo,
-         ventura que chegou tão tarde,
-         ventura que se foi tão cedo.

Saudades... eu me recordo ainda
a ausência, a mágoa, a dor infinda,
lembranças – por que não esquecê-las ?
-         Sonho de amor, de meiguice,
quantas palavras que não disse
e que é tarde demais para dizê-las.

Hoje, essa estranha saudade
chega em tom de confissão
para apertar-me o peito,
que reclama, insatisfeito,
porque tudo mudou quando você partiu.

E agora, nada me resta, a não ser
a eterna certeza de que nunca mais,
nunca mais terei alguém como você.



BLOG LITERÁRIO DO FILEMON

blogliterariofilemon.blogspot.com

NUNCA MAIS... - FILEMON MARTINS

 




NUNCA MAIS... 
           Filemon Martins

Nunca mais vou chorar... Minha memória 
quer esquecer o rumo percorrido. 
Quanto tempo passou, estou perdido, 
nada fiz que mudasse a minha história. 

Sonhos perdidos - minha trajetória 

foi procurar o teu amor sofrido, 
mas nunca fui por ti correspondido, 
busquei em vão no amor a minha glória. 

E segui pela vida, num suplício, 

fiz penitência e muito sacrifício 
para encontrar um pouco de carinho. 

Nunca mais te esqueci... Confesso agora: 

meu coração descrente ainda chora, 
- nunca mais encontrei o meu caminho.

MARCAS - FILEMON MARTINS

 



MARCAS 
Filemon Martins
 


Vou procurando pelo mundo afora 
buscando aqui e ali um novo abraço, 
que a vida sem amor não tem aurora 
e se transforma no maior fracasso. 

É triste ver a mágoa de quem chora, 
- o verdadeiro amor não é devasso. 
A vida se desfaz e vai embora 
e o sentimento acaba em descompasso. 

Ainda assim recordo aquele sonho, 
quando vivi o amor feliz, risonho, 
que o destino, invejoso, me levou. 

E quando olho no espelho do meu rosto 
vejo as marcas da dor e do desgosto 
lembrando o amor que um dia me deixou.

APÓS A TEMPESTADE - FILEMON MARTINS

 



 

APÓS A TEMPESTADE

Filemon Martins

 

O vento chega e sopra muito forte

anunciando, em trovões, a tempestade,

as folhas arrancadas sem piedade

revoam à mercê da injusta sorte.

 

Raios cortam o céu de Sul a Norte,

prenúncio de pavor, calamidade,

estrondos são ouvidos na cidade

gerando medo, caos e a própria morte.

 

Tristonha, a tarde se vestiu de escuro,

e a chuva desabou estrepitosa

como se castigasse o povo impuro.

 

A noite chega e adentra pela fresta,

céu estrelado e a lua tão formosa

e a Natureza, eu vi, estava em festa!

 

SER FELIZ - ELENAIDE DOS SANTOS MARTINS

 


SER FELIZ

Elenaide dos Santos Martins


Ser feliz,
é caminhar
por sobre os sonhos,
tomar rumos ignorados,
desaparecer
como a chuva,
correr
como o vento,
voar
como as nuvens,
viver
na esperança...
sonhar
que o impossível
tornou-se real.

(Do livro CANÇÕES DE ESPERANÇA, página 33)

quinta-feira, 24 de abril de 2025

O AMOR - FILEMON MARTINS

 



O AMOR

Filemon Martins



É como a flor que nasce no jardim

e vai florindo com cuidado e zelo.

O amor também floresce e cresce assim

com carícia, paixão, amor, desvelo...


É preciso cuidar, plantando, enfim,

compreensão, carinho e defendê-lo

da praga do ciúme tão ruim

que teima em desfazer num atropelo.


Um grande amor toda a beleza exprime,

porque o amor faz a vida mais sublime

e exige inspiração de quem o quer.


A vida a dois há de ficar mais bela,

se houver no coração a flor singela

e um sorriso feliz de uma MULHER!



 

TROVAS

 




TROVAS



Que morena buliçosa!

Sem a minha permissão,

chegando muito dengosa

sacudiu meu coração!...

    João Batista Serra


Os idosos de todo lugar

devem ser tratados bem

porque o nosso futuro

é ser um idoso também.

    João Birico Filho


Meu pai muito te agradeço

por tudo que me ensinaste;

não existe nenhum preço

pelo quanto que me amaste.

    Agostinho Rodrigues


Natureza a mais perfeita

Harmonia universal

Interage se enfeita

É única não tem rival.

    Raimundo Rodrigues


(JORNAL LITERARTE, Arlindo Nóbrega, Setembro/2014)


TROVAS DO JERRY FILHO

 




TROVAS DO JERRY FILHO



 

Já dizia um certo nobre

ao filosofar aos seus:

“aquele que empresta ao pobre,

simplesmente dá... Adeus!”


Cada trovinha que escrevo,

muito feliz, qual um bravo

- de quatro folhas – é trevo,

- de amores – é lindo cravo!


Pela sombra do destino

o qual traça a diretriz,

viajo desde menino

na ilusão de ser feliz.


Nesta vida amargurada

onde o mal se opõe ao bem,

a poesia é nossa fada

no Universo ou mesmo além.



(Revista A FIGUEIRA, 1998, página 06)

FLOR MULHER - JERRY SANTOS

 




FLOR MULHER  (homenagem às mulheres)

Jerry Santos (1926-1999)



 
Mística flor de angélica beleza,

Estrela d´Alva de rútilo clarão,

pulcra flor que engalana a Natureza,

e aos menestréis traz viva inspiração.


Linda flor dos rosais da Criação,

a encher o Orbe de graça e de grandeza,

super musa que ao estro dá vazão,

e a lira fortalece e dá destreza...


Lírica flor de charme Oriental

a embelezar a terra, o Universo,

anjo ledo de afago divinal!


MULHER – Flor de Sarom – terna e ideal –

da lira de Jeová – o melhor verso –

feito com arte e primor celestial!