VOLTANDO
À MINHA TRINCHEIRA
Depois de alguns dias do 1º turno das eleições, no Brasil, estamos de
volta. Agora, analisando ambos os lados, da corrida presidencial. É possível
observar um certo otimismo de um lado e o desespero que toma conta do outro
lado, tal a avalanche de informações e textos oportunistas que estão surgindo
nas redes sociais.
Há um assunto pouco falado e quase nada comentado que versa sobre a
responsabilidade dos partidos políticos, quando acolhe seus filiados. Não
parece prioridade, mas deveria ser um dos requisitos para a filiação em
qualquer partido político, honestidade e ética.
O que se percebe é que os próprios partidos permitem a filiação e
candidatura de pessoas famosas, nem sempre éticas e honestas, mas que agregam
muitos votos para a legenda. Deste modo, o eleitor escapa de um golpe e cai na armadilha
do outro.
Quando eleitos, ao invés de exercitarem o respeito e a moral, passam a
mendigar ministérios, cargos em comissão ou altos postos na administração
federal, onde podem barganhar à vontade. Ora, a prática mostra com clareza que,
para pleitear a reeleição basta contratar uma boa agência de publicidade, um
marqueteiro inteligente, dar algumas esmolas ao pobre eleitor e pronto.
As pesquisas, quase sempre pouco confiáveis, garantem o 1º lugar a quem
paga mais. Pelo menos foi o que ocorreu no 1º turno das eleições presidenciais,
quando um candidato esteve à frente, contrariando os resultados da apuração
oficial. Pelo que vi, diga-se a verdade, uma ou duas pesquisas mostraram o
outro candidato à frente, confirmando o percentual de votos apurados.
Para o 2º turno das eleições marcadas para 25 de outubro de 2026, os
gatilhos serão disparados com mais força e maior intensidade. Pelo que já pude
ler, inclusive, nas redes sociais, há informações absurdas tentando enganar sua
“excelência”, o eleitor. Um verdadeiro vale tudo para não perder as mordomias.
É imprescindível que agora o eleitor redobre o cuidado e seja consciente
para limpar o Palácio do Planalto, e alguns Palácios de Governo estadual, que
tem servido como “agência de viagens” nacionais e internacionais, sem quaisquer
benefícios para o Brasil.
O eleitor, enfim, não pode admitir que corruptos, demagogos e políticos
sem caráter continuem subtraindo o dinheiro dos cofres públicos, que deveria
ser investido em educação, saúde, saneamento básico, segurança, construção de
casas e hospitais, pesquisas e manutenção de estradas pelo país.
Vamos crer que o eleitor seja capaz de discernir o joio do trigo e
punir, através do voto, quem não soube ou não quis administrar bem este país
continental, belo e exuberante que pertence a todos os brasileiros.
Filemon Martins
Escritor, cronista e poeta
Da Confraria Brasileira de Letras
Do Clube Baiano de Trova, Salvador, Bahia

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