quinta-feira, 8 de outubro de 2026

VOLTANDO À MINHA TRINCHEIRA - FILEMON MARTINS

 




      VOLTANDO À MINHA TRINCHEIRA

 

 

          Depois de alguns dias do 1º turno das eleições, no Brasil, estamos de volta. Agora, analisando ambos os lados, da corrida presidencial. É possível observar um certo otimismo de um lado e o desespero que toma conta do outro lado, tal a avalanche de informações e textos oportunistas que estão surgindo nas redes sociais.

          Há um assunto pouco falado e quase nada comentado que versa sobre a responsabilidade dos partidos políticos, quando acolhe seus filiados. Não parece prioridade, mas deveria ser um dos requisitos para a filiação em qualquer partido político, honestidade e ética.

          O que se percebe é que os próprios partidos permitem a filiação e candidatura de pessoas famosas, nem sempre éticas e honestas, mas que agregam muitos votos para a legenda. Deste modo, o eleitor escapa de um golpe e cai na armadilha do outro.

          Quando eleitos, ao invés de exercitarem o respeito e a moral, passam a mendigar ministérios, cargos em comissão ou altos postos na administração federal, onde podem barganhar à vontade. Ora, a prática mostra com clareza que, para pleitear a reeleição basta contratar uma boa agência de publicidade, um marqueteiro inteligente, dar algumas esmolas ao pobre eleitor e pronto.

          As pesquisas, quase sempre pouco confiáveis, garantem o 1º lugar a quem paga mais. Pelo menos foi o que ocorreu no 1º turno das eleições presidenciais, quando um candidato esteve à frente, contrariando os resultados da apuração oficial. Pelo que vi, diga-se a verdade, uma ou duas pesquisas mostraram o outro candidato à frente, confirmando o percentual de votos apurados.

          Para o 2º turno das eleições marcadas para 25 de outubro de 2026, os gatilhos serão disparados com mais força e maior intensidade. Pelo que já pude ler, inclusive, nas redes sociais, há informações absurdas tentando enganar sua “excelência”, o eleitor. Um verdadeiro vale tudo para não perder as mordomias.

          É imprescindível que agora o eleitor redobre o cuidado e seja consciente para limpar o Palácio do Planalto, e alguns Palácios de Governo estadual, que tem servido como “agência de viagens” nacionais e internacionais, sem quaisquer benefícios para o Brasil.

          O eleitor, enfim, não pode admitir que corruptos, demagogos e políticos sem caráter continuem subtraindo o dinheiro dos cofres públicos, que deveria ser investido em educação, saúde, saneamento básico, segurança, construção de casas e hospitais, pesquisas e manutenção de estradas pelo país.

          Vamos crer que o eleitor seja capaz de discernir o joio do trigo e punir, através do voto, quem não soube ou não quis administrar bem este país continental, belo e exuberante que pertence a todos os brasileiros.

 

 

Filemon Martins

Escritor, cronista e poeta

Da Confraria Brasileira de Letras

Do Clube Baiano de Trova, Salvador, Bahia


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