domingo, 18 de outubro de 2026

TEMPOS AGITADOS E ATÉ CONFUSOS NA POLÍTICA E NA ECONOMIA (PARTE 1) - SAUL RIBEIRO DOS SANTOS


TEMPOS AGITADOS E ATÉ CONFUSOS NA POLÍTICA E NA ECONOMIA (Parte 1)

 

 

O Brasil passa por dias difíceis. Essa situação é conhecida por todos, desde os consumidores e trabalhadores mais humildes até os políticos e intelectuais desta nação. A situação exige decisões de profissionais sábios sem politicagem para atrapalhar.

 


          O 1° turno das eleições passou sem muitas surpresas, pois era esperada a vitória da direita, porém as posições alcançadas foram além da expectativa. Entretanto, numa ou noutra parte nada mudou.     Agora é preciso aguardar o funcionamento do Congresso Nacional e das Câmaras das Assembleias Legislativas nos Estados.

          Governadores, seja qual for o partido político a que estão filiados, precisam agir com sabedoria, pois as necessidades de cada Estado são muitas, principalmente quando se trata de Estados do Norte e Nordeste.

          Não é tempo de pensar e trabalhar com os pensamentos direcionados para as próximas eleições, as de 2028 e 2030. É tempo, e o tempo é apertado. Portanto é urgente trabalhar em função do desenvolvimento de cada Estado e do Brasil como o ente maior. Cada eleitor será o grande fiscal do Congresso Nacional durante o próximo quadriênio. O eleitor precisa fazer o rastreamento do parlamentar em quem votou.

          O povo percebe que o custo político do Brasil é muito pesado, é muito carregado de benefícios para os que nela atuam. O povo percebe e enxerga quantos projetos importantes são engavetados, colocam uma pedra em cima e vão deixando para depois. Outros projetos não tão importantes são agilizados.    

          Agora, no decorrer desta última semana muito se falou sobre acabar com a escala 6 x 1 e iniciar o que chamam de escala 5 x 2. As propostas não amadureceram. Ainda estão verdes, isto é, está no início, pois este é um assunto que merece amplas e claras discussões. Os trabalhadores legalmente contratados de um lado e do outro a classe dos patrões precisam entender com clareza, pois nem tudo é ganho. Há ilusões nas conversas sobre o assunto. Tudo parece ser feito para favorecer a campanha eleitoral. Há dúvidas quanto à viabilidade na proposta. Na última sexta-feira o plenário do Senado votou e aprovou o fim da escala 6 x 1. Entretanto, de acordo com afirmações de administradores de RH (Recursos Humanos) e economistas, setores de empresas prestadoras de serviços e indústrias de outras áreas precisam de definição em como proceder. Lideranças de algumas áreas da economia mostraram que tudo deveria ser analisado melhor após o segundo turno das eleições presidenciais. Depois de discutido amplamente o projeto seria submetido à votação no Senado.

          E na economia, como está o Brasil? Todo mundo percebe que a taxa de juros está muito alta, como dizem os tomadores de empréstimos, os devedores: a taxa de juros aqui no Brasil foi parar nas nuvens.

(Continua na próx. edição...)

 


 Saul Ribeiro dos Santos

Contador e economista aposentado 

Natural de Ipupiara – BA.   saul.ribeiro1945@gmail.com 

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