TEMPOS AGITADOS E ATÉ CONFUSOS NA POLÍTICA E NA ECONOMIA
(Parte 1)
O Brasil passa por dias difíceis. Essa situação é
conhecida por todos, desde os consumidores e trabalhadores mais humildes até os
políticos e intelectuais desta nação. A situação exige decisões de
profissionais sábios sem politicagem para atrapalhar.
O 1° turno
das eleições passou sem muitas surpresas, pois era esperada a vitória da
direita, porém as posições alcançadas foram além da expectativa. Entretanto,
numa ou noutra parte nada mudou. Agora
é preciso aguardar o funcionamento do Congresso Nacional e das Câmaras das
Assembleias Legislativas nos Estados.
Governadores,
seja qual for o partido político a que estão filiados, precisam agir com
sabedoria, pois as necessidades de cada Estado são muitas, principalmente
quando se trata de Estados do Norte e Nordeste.
Não é tempo
de pensar e trabalhar com os pensamentos direcionados para as próximas
eleições, as de 2028 e 2030. É tempo, e o tempo é apertado. Portanto é urgente
trabalhar em função do desenvolvimento de cada Estado e do Brasil como o ente
maior. Cada eleitor será o grande fiscal do Congresso Nacional durante o
próximo quadriênio. O eleitor precisa fazer o rastreamento do parlamentar em
quem votou.
O povo
percebe que o custo político do Brasil é muito pesado, é muito carregado de
benefícios para os que nela atuam. O povo percebe e enxerga quantos projetos
importantes são engavetados, colocam uma pedra em cima e vão deixando para
depois. Outros projetos não tão importantes são agilizados.
Agora, no
decorrer desta última semana muito se falou sobre acabar com a escala 6 x 1 e
iniciar o que chamam de escala 5 x 2. As propostas não amadureceram. Ainda
estão verdes, isto é, está no início, pois este é um assunto que merece amplas
e claras discussões. Os trabalhadores legalmente contratados de um lado e do
outro a classe dos patrões precisam entender com clareza, pois nem tudo é
ganho. Há ilusões nas conversas sobre o assunto. Tudo parece ser feito para
favorecer a campanha eleitoral. Há dúvidas quanto à viabilidade na proposta. Na
última sexta-feira o plenário do Senado votou e aprovou o fim da escala 6 x 1.
Entretanto, de acordo com afirmações de administradores de RH (Recursos
Humanos) e economistas, setores de empresas prestadoras de serviços e
indústrias de outras áreas precisam de definição em como proceder. Lideranças
de algumas áreas da economia mostraram que tudo deveria ser analisado melhor
após o segundo turno das eleições presidenciais. Depois de discutido amplamente
o projeto seria submetido à votação no Senado.
E na
economia, como está o Brasil? Todo mundo percebe que a taxa de juros está muito
alta, como dizem os tomadores de empréstimos, os devedores: a taxa de juros
aqui no Brasil foi parar nas nuvens.
(Continua na próx. edição...)
Saul Ribeiro dos Santos
Contador e economista aposentado
Natural de Ipupiara – BA. saul.ribeiro1945@gmail.com

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