sábado, 3 de outubro de 2026

O OUTONO JÁ PASSOU, AGORA É PRIMAVERA! - FILEMON MARTINS

 




O OUTONO JÁ PASSOU, AGORA É PRIMAVERA!

 

 

          Não estamos mais no Outono, agora o predomínio é da Primavera. Mas o Outono é bem conhecido como a época em que as folhas secam e caem ao sabor dos ventos. Uma mudança providencial da natureza para que as árvores se preparem para a estiagem, economizando energia. As folhas secas, tombadas vão se transformar em adubo, fertilizando a terra para produzir novos brotos, novas folhas, flores e frutos.           Período de colheitas e temporada escassa de chuvas.

          No Brasil, quase de modo geral, ocorrem muitas ventanias, tempestades na estação Outonal. As chuvas, quando ocorrem nesta estação são acompanhadas por ventos fortes, raios, gerando enchentes, medo e calamidade.

          No sentido Figurado todos os seres viventes têm o seu outono, inclusive nós, os humanos. Ninguém escapa deste processo biológico. Nesta fase da vida, as mudanças são visíveis: - nossa visão vai diminuindo e se tornando turva. Os sonhos vão se desbotando e desaparecendo em bandos.

          Somos compelidos a buscar renovação, através de novos projetos, novas ideias e desejos a fim de prosseguirmos na vida. Assim como as árvores que se desfazem das folhas secas e murchas para depois ressurgirem belas e floridas, também nós temos que nos reinventarmos: leia mais, escreva, pinte, borde, reforme, vá ao cinema, à praia, ponha sua criatividade para funcionar. E, sobretudo, pense, raciocine.

          Novos horizontes, novos sonhos, novas esperanças hão de surgir à sua frente. O Outono, basicamente é isso, desapego, trocas, mudanças e transformações. Mas a Primavera está aí convidativa, temperaturas amenas, ressurreição de plantas e flores. Exercite sua mente, sua imaginação que a vida é uma viagem...

          No campo político, as eleições brasileiras estão aí: É tempo de Primavera, é tempo de mudar. É tempo de pensar. Pensar em quem votar para resgatar o país desta letargia. O Brasil precisa mudar. Mudar para ter um futuro melhor para o seu povo, o povo que vive aqui. Esqueça os artistas. Eles têm a Lei Rounet (Lei Federal de Incentivo à Cultura). São riquíssimos e quase sempre, moram em outro país, embora vivam dando palpites sobre o Brasil com interesses obscuros, que já conhecemos.

          O Brasil precisa de maiores investimentos na saúde, educação, segurança pública, tecnologia e pesquisas. Dinheiro tem, mas é urgente estancar, acabar com a corrupção que corrói os recursos públicos.

          Se deixarmos como está, tudo continuará igual. Não haverá crescimento, o Brasil continuará perdendo empresas, fábricas e lojas para outros países e nós, o “Zé povinho,” seremos inscritos no “Fome Zero”, enquanto a farra da gastança desenfreada vai continuar nos Três Poderes.  

 

FILEMON MARTINS

ESCRITOR, CRONISTA E POETA

DA CONFRARIA BRASILEIRA DE LETRAS

DO CLUBE BAIANO DE TROVA, SALVADOR, BAHIA.


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