O OUTONO JÁ PASSOU, AGORA É PRIMAVERA!
Não estamos mais no Outono, agora o predomínio é da Primavera. Mas o
Outono é bem conhecido como a época em que as folhas secam e caem ao sabor dos
ventos. Uma mudança providencial da natureza para que as árvores se preparem
para a estiagem, economizando energia. As folhas secas, tombadas vão se
transformar em adubo, fertilizando a terra para produzir novos brotos, novas
folhas, flores e frutos. Período
de colheitas e temporada escassa de chuvas.
No Brasil, quase de modo geral, ocorrem muitas ventanias, tempestades na
estação Outonal. As chuvas, quando ocorrem nesta estação são acompanhadas por
ventos fortes, raios, gerando enchentes, medo e calamidade.
No sentido Figurado todos os seres viventes têm o seu outono, inclusive
nós, os humanos. Ninguém escapa deste processo biológico. Nesta fase da vida,
as mudanças são visíveis: - nossa visão vai diminuindo e se tornando turva. Os
sonhos vão se desbotando e desaparecendo em bandos.
Somos compelidos a buscar renovação, através de novos projetos, novas
ideias e desejos a fim de prosseguirmos na vida. Assim como as árvores que se
desfazem das folhas secas e murchas para depois ressurgirem belas e floridas,
também nós temos que nos reinventarmos: leia mais, escreva, pinte, borde,
reforme, vá ao cinema, à praia, ponha sua criatividade para funcionar. E,
sobretudo, pense, raciocine.
Novos horizontes, novos sonhos, novas esperanças hão de surgir à sua
frente. O Outono, basicamente é isso, desapego, trocas, mudanças e
transformações. Mas a Primavera está aí convidativa, temperaturas amenas,
ressurreição de plantas e flores. Exercite sua mente, sua imaginação que a vida
é uma viagem...
No campo político, as eleições brasileiras estão aí: É tempo de
Primavera, é tempo de mudar. É tempo de pensar. Pensar em quem votar para
resgatar o país desta letargia. O Brasil precisa mudar. Mudar para ter um
futuro melhor para o seu povo, o povo que vive aqui. Esqueça os artistas. Eles têm
a Lei Rounet (Lei Federal de Incentivo à Cultura). São riquíssimos e quase
sempre, moram em outro país, embora vivam dando palpites sobre o Brasil com
interesses obscuros, que já conhecemos.
O Brasil precisa de maiores investimentos na saúde, educação, segurança
pública, tecnologia e pesquisas. Dinheiro tem, mas é urgente estancar, acabar
com a corrupção que corrói os recursos públicos.
Se deixarmos como está, tudo continuará igual. Não haverá crescimento, o
Brasil continuará perdendo empresas, fábricas e lojas para outros países e nós,
o “Zé povinho,” seremos inscritos no “Fome Zero”, enquanto a farra da gastança
desenfreada vai continuar nos Três Poderes.
FILEMON MARTINS
ESCRITOR, CRONISTA E POETA
DA CONFRARIA BRASILEIRA DE LETRAS
DO CLUBE BAIANO DE TROVA, SALVADOR,
BAHIA.

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