MUDANÇA, A ÚNICA SAÍDA.
Tempos atrás, acompanhei uma
reportagem, onde a televisão mostrava um empresário jovem e rico, tentando
convencer a prefeita da cidade de Rosana, no interior de São Paulo, a
participar dos seus negócios. A certa altura do diálogo, a prefeita perguntou
qual o valor da propina paga aos vereadores do Município, que já participam do
esquema, ao que ele respondeu: “não se fala de propina, nunca se diz propina, a
gente fala de parceria, a gente firma uma parceria comercial e aí você recebe
R$ 3,4,5,10,20 mil, não sei de quanto você precisa, depende”.
A prefeita gravou tudo e o caso foi
para o Ministério Público. O empresário, segundo a notícia, estava foragido.
Não sei o desfecho do caso.
Em Brasília também é comum estas
parcerias entre o governo e alguns empresários. Não se sabe onde está o maior
cinismo, se no governo, que adia votações e parte para a compra de votos ou se,
entre os políticos, deputados e senadores que atrás de verbas, cargos e
vantagens pessoais, vendem seus votos.
Lá, igualmente, não se fala em propina,
compra de votos. Esse verdadeiro balcão de negócios, que funciona
descaradamente é feito através da chamada Parceria Comercial Política, sem
nenhum constrangimento pelos políticos brasileiros.
O Presidente, não obstante sua
conhecida habilidade, já provou ser avesso a problemas e em seus discursos
inflamados, acaba proferindo inúmeras bravatas para enganar os desinformados e
cabeças menos esclarecidas. E no Brasil, diga-se a verdade, eles formam uma
legião, como convém aos poderosos.
Necessitamos, com urgência, de uma
Reforma Interior em cada ser humano. Reformas superficiais não resolvem os
problemas. São valores morais, éticos, educativos e religiosos que poderão nos
resgatar de tantas peripécias que aumentam a desigualdade no Brasil.
Daí, que precisamos, com mais urgência
ainda, de uma mudança no comando do país. Há muitos vícios que devem ser
debelados, cortados pela raiz, para surtir bons efeitos na administração
pública federal. A dívida brasileira, segundo dados oficiais, está quase
impagável, decorrente dos gastos desenfreados e supérfluos do atual presidente.
Sem mudança, nada se fará.
Só com a mudança será possível a
retomada de desenvolvimento no país. Certos de que a partir desta mudança,
teremos menos violência, crimes, roubos, desordem e mentiras. Que os novos
políticos no Congresso e no Senado Federal entendam, de uma vez por todas, que
a coisa pública deve ser tratada como bem da coletividade e não para aumentar o
patrimônio pessoal de quem detém o poder.
Assim, cremos nós, teremos um Brasil
mais justo, mais igual, mais humano, mais feliz, onde todos possam trabalhar em
paz e viver com dignidade.
É
o que desejamos para o Brasil!
Filemon
Martins
Escritor,
cronista e poeta


Muito bem. É isso mesmo. O o sistema brasileiro de administração precisa de profundas reformas.
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