QUANTO
CINISMO!
Segundo Carlos Ribeiro Rocha, poeta e
escritor baiano de Ipupiara, Bahia, quem nasce no mato, é matuto e quem nasce
no asfalto, é asfaltuto. Como nasci no mato, sou matuto.
Pois é, o matuto aqui da roça não engole
este mundo sujo da política brasileira. Acho estranho o comportamento de muitos
partidos que apresentam candidatos fichas-sujas aos cargos eletivos. Ora, o
indivíduo vai lidar com o dinheiro do povo, e com a fiscalização ineficiente
que temos, é evidente que ele vai descobrir brechas para se apropriar
ilicitamente para ele e os amigos.
O Tribunal Superior Eleitoral deveria
normatizar regras claras sobre isso. Se elas existem, a fiscalização deveria
ser mais eficiente. O que estamos vendo agora, não é outra coisa, senão o
desleixo proposital ou não. É o caso do INSS que surrupiaram os aposentados. É
o caso também do Banco Master, que pode terminar como acabou a “Operação Lava Jato”,
que investigou o maior esquema de corrupção no Brasil, envolvendo dezenas de
empreiteiras, políticos importantes de vários partidos, e que acabou jogada no
lixo por pressão de muitos larápios e coniventes.
Alguns partidos a gente já sabe que ¨vende
até a mãe em troca de cargos¨, conforme escreveu o jornalista Clóvis Rossi, na
Folha de S. Paulo. Essa vergonha ficará gravada, como uma mancha histórica por muitos
anos perante a comunidade internacional e envergonhará as próximas gerações.
Seremos aquele País onde os eleitores ingênuos, desmemoriados elegeram um
condenado para comandar a nação. É evidente que respeitamos a opinião de todos
os brasileiros, mas é difícil entender a extensão de tamanha chacota.
Ademais, é como se disséssemos para a
sociedade: - pode roubar, que o crime compensa, desde que você roube muito para
pagar um ou vários advogados. O reflexo destas decisões absurdas já estamos
sentindo na pele: em todo o território brasileiro, especialmente nas grandes
cidades, os crimes, a violência, os golpes têm aumentado assustadoramente.
Vivemos num País belo, de natureza
exuberante, mas com um povo inculto e miserável. É preciso mudar. Haja coração!
FILEMON
MARTINS
ESCRITOR
E POETA
DA
CONFRARIA BRASILEIRA DE LETRAS
DO
CLUBE BAIANO DE TROVA, SALVADOR, BAHIA.

É verdade. A a nossa legislação eleitoral deveria ter regras claras com limites firmes para aplicação do dinheiro público nas campanhas. Estou em Bom Jesus da Lapa e a cidade está cheia de romeiros, vindos principalmente de MG. Converso e pergunto quem bancos o pagt° do ônibibis com 44 poltronas. Eles respondem de imediato: foi o candidato a deputado tal e qual.
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