INDELÉVEIS
Delminda Silveira de Sousa
Da juventude minha, fortes, vivos,
indeléveis, fieis, profundos traços,
Ecos dos sonhos meus, nos brandos laços
De simples versos tímidos, cativos;
Convosco, gratos sonhos redivivos
Da Poesia aos mágicos abraços,
Quero este livro abrir, e dos regaços
Da alma soltar meus cantos expansivos.
Corações que sofrestes sem conforto,
Almas que um ideal chorastes morto,
Como, perdido o meu, chorando o vi.
Eis o livro querido da minha alma:
Buscai consolação, conforto, calma
Nos indeléveis que vos deixo aqui!
(FONTE: "A FIGUEIRA", 2001, PÁGINA 11)

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