quarta-feira, 5 de agosto de 2026

INDELÉVEIS - DELMINDA SILVEIRA DE SOUSA

 




INDELÉVEIS

Delminda Silveira de Sousa


Da juventude minha, fortes, vivos,

indeléveis, fieis, profundos traços,

Ecos dos sonhos meus, nos brandos laços

De simples versos tímidos, cativos;


Convosco, gratos sonhos redivivos

Da Poesia aos mágicos abraços,

Quero este livro abrir, e dos regaços

Da alma soltar meus cantos expansivos.


Corações que sofrestes sem conforto,

Almas que um ideal chorastes morto,

Como, perdido o meu, chorando o vi.


Eis o livro querido da minha alma:

Buscai consolação, conforto, calma

Nos indeléveis que vos deixo aqui!


(FONTE: "A FIGUEIRA", 2001, PÁGINA 11) 

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