HOMENAGEM AOS PAIS
Pr Clóvis Nogueira
Ao longo dos anos que já vivi, compreendi que todo homem, mesmo sem escrever
uma única palavra em um pedaço de papel, é um escritor. Isso mesmo, um escritor
do livro da sua própria vida.
Lembro-me de quando participei da cerimônia fúnebre de uma pessoa muito querida
em minha cidade. Observei que os condolentes faziam a leitura das páginas do
livro que aquela pessoa havia escrito nos corações deles. As páginas falavam de
honestidade, humildade, sinceridade e muitas outras virtudes. Aquela
experiência marcou a minha vida para sempre. Ali, na casa do luto, considerei
que a vida de todo homem pode ser comparada a um livro — não um livro físico
como este, mas um escrito nas tábuas do coração das pessoas com as quais
convivemos. Chegará o tempo em que não estaremos mais aqui; todavia, o livro da
nossa vida continuará e, da forma como vivemos, assim será lido. O sábio rei de
Israel disse: “O justo anda na sua integridade; felizes lhe são os filhos
depois dele. A memória dos justos é abençoada, mas o nome dos ímpios
apodrecerá” (Provérbios 20:7; 10:7). É possível para um homem continuar falando
depois da sua morte? Sim, é possível! “... Abel, mesmo depois de morto, ainda
fala” (Hebreus 11:4).
Hoje, aos 59 anos de idade, cheguei à conclusão
de que já escrevi muitas páginas no livro da minha vida, e creio que ainda
escreverei mais algumas. Minha oração é para que Deus nos capacite nessa tarefa
e que nossos filhos se alegrem quando ouvirem a leitura do livro das nossas
vidas.
(Trecho do livro, “O LIVRO DA MINHA VIDA”)
Pr. Clóvis Nogueira
NOTA DO BLOG LITERÁRIO: O texto já estava comigo. Ocorre que passei o Dia dos Pais, no hospital. Daí, o atraso na publicação.

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