quarta-feira, 19 de agosto de 2026

ESCASSEZ DE CARÁTER - FILEMON MARTINS

 







ESCASSEZ DE CARÁTER



É impossível ficar alheio ao que se passa em todo o Brasil, no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal. Nestes últimos tempos, a escassez de caráter de nossos deputados, juízes, ministros e políticos em geral tem sido um contrassenso. Transformaram-se em déspotas e oportunistas.

Insistem em perpetuar a miséria no país, para terem o controle do poder.

O povo, pobre e desvalido, comemora as esmolas assistenciais. Dizem na propaganda oficial que tiraram milhões da pobreza. Quem anda pelas ruas, sabe que é exatamente o contrário, 30 passos e você já encontra sem teto, sem comida, jogado nas ruas e praças, agora vivendo na miséria.

Mas se você dialogar com ele, saberá que recebe o bolsa família, por isso vota no PT.

Deste modo, o país vai descambando para a falência total, sem emprego, sem trabalho e sem educação, com fábricas e lojas fechando as portas.

Ao cidadão comum não é dado o direito de entender como a Justiça permite que a corrupção se alastre em todos os segmentos, com impunidade, acobertando aqueles que se apropriam do dinheiro do povo, oriundo de uma carga tributária altíssima.   Assim, só nos resta lamentar e protestar contra esses parlamentares, empresários, juízes e ministros, caras de pau, a ponto de obstruírem as investigações, mentirem, omitirem dados num descalabro total de desrespeito ao povo brasileiro e aos cargos que ocupam. Uma pena que alguns eleitores, talvez por interesses obscuros, temporariamente cegos, insistem em não enxergarem o óbvio.
Definitivamente, os políticos brasileiros não são sérios. As exceções, se existem, são tão raras, que, apesar das embrulhadas que o PT e a equipe de Lula fizeram no governo, parece que o eleitor está anestesiado pelo desencanto e pela desesperança que se abateram sobre o Brasil, que se comporta com um “tanto faz, como tanto fez”.

A impunidade tem sido a mola mestra que impulsiona essa engrenagem de corrupção que se alastra por todo o país, sob o olhar complacente e conivente de um Judiciário político que se submeteu aos caprichos dos prepotentes e poderosos, daí estar sendo criticado duramente por quase todos os segmentos da sociedade brasileira.

No campo religioso, descobriu-se o chamado “Evangelho de Judas”. Como se sabe, Judas Iscariotes é conhecido, no Novo Testamento, como o Apóstolo que traiu Cristo, entregando-o aos poderosos romanos que o prenderam, julgaram-no e o condenaram à morte. Independentemente da autenticidade do documento, já se difunde a ideia de que Judas não foi um traidor. Segundo o novo Evangelho, apenas obedeceu a ordem superior e, portanto, não traiu Cristo.

Ora, no cenário político brasileiro, muito antes da descoberta deste documento religioso, a turma do Planalto já incorporava essa ideia: parlamentares que receberam altas somas oriundas do valerioduto, de acordo com o Presidente da República e a maioria da Câmara de Deputados, apenas cometeram deslizes, um simples desvio de conduta, mas não são corruptos e não merecem a cassação. Não traíram o mandato que lhes foi outorgado pelo povo.
É melancólico, mas chega-se à conclusão de que somente o povo, através do voto, se não tivesse memória curta, poderia limpar as cadeiras do Congresso Nacional, na esperança de que se possa construir um Brasil sério, um Brasil justo, com oportunidades iguais para todos, sem conchavos, sem protecionismo, mas com honestidade, dignidade e caráter, que anda em falta no mercado dos que mandam no Brasil. Tomara que sejamos abençoados com mais luz, inteligência e seriedade nos próximos anos! Porque até agora estamos vivendo na Idade das Trevas.

A Bíblia nos ensina, através do grande apóstolo Paulo: “TODAS AS COISAS ME SÃO LÍCITAS, MAS NEM TODAS ME CONVÊM”.

 

Filemon Martins

Escritor e Poeta

 


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