quinta-feira, 9 de julho de 2026

DE JOELHOS - MÁRIO BARRETO FRANÇA

 




DE JOELHOS

Mário Barreto França


Abre este livro devagar... Escutas?

Alguém soluça dentro dele... Infindo,

ouve-se nele, assim como nas grutas,

um rosário de lágrimas caindo...


E os sufocados ais?... São árduas lutas

dentro do peito o coração ferindo...

Do ódio as bravias ondas, resolutas,

lançam apodos para um céu que é lindo...


Passa de leve as páginas... Cuidado!...

Pois dentro dele vive o meu passado,

um rosto a refletir como os espelhos...


E, como sinos a planger dolentes,

a cabeça entre as mãos, por entre dentes,

a minha alma recita de joelhos...

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