TROVAS DE IZO GOLDMAN (1932/2013)
A casa toda quebrada,
e o casal diz numa "boa":
- Mas que furacão, que nada,
foi só uma briguinha à-toa!...
A grandeza imaginária
que todo vaidoso tem,
é uma estrela solitária
brilhando sobre... ninguém...
A Independência eu relembro,
meu Brasil, com muito orgulho:
- sonho em Sete de Setembro,
realidade em Dois de Julho!
Ao ser preso, o vigarista,
explica, muito matreiro:
- Sou apenas cientista,
faço "clones" de... dinheiro!
A queimada é um jogo insano...
A floresta pega fogo...
E, no fim, o ser humano
é o perdedor deste jogo!
(O ENCANTO DAS TROVAS, JOSÉ
FELDMAN)

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