terça-feira, 2 de setembro de 2025

A PROBLEMÁTICA HUMANA NA SOCIEDADE URBANA - MÁRIO RIBEIRO MARTINS

 





A PROBLEMÁTICA HUMANA
NA SOCIEDADE URBANA.


Mário Ribeiro Martins*

(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALÉM DA FONTE).


O processo de urbanização tão acelerado em que se encontram algumas partes do mundo tem trazido excepcionais vantagens, mas constitui também a causa de muitos problemas com que se defronta o homem citadino. Quem é o homem urbano? Somente o nascido na cidade ou todo aquele que nela reside? O homem urbano não é só aquele que nasceu na cidade, mas também o que nela se fixou e consequentemente assimilou e foi assimilado pela cultura urbana.
De fato, a percentagem de imigrantes, em algumas cidades latino - americanas, por exemplo, é maior do que a de naturais da própria cidade. Deve-se isso ao rápido e crescente processo de migração em curso em quase todos os países da América Latina, especialmente.
Em virtude dos fatores de expulsão existentes no campo e dos fatores de atração verificados na cidade, o abandono das áreas rurais é uma constante, transformando as grandes cidades em verdadeiras megalópoles.
Há uma diversidade de problemas a afligir o indivíduo na sociedade urbana. Entre os problemas socioeconômicos, destacam-se: Baixo nível de vida, desemprego, subemprego, residência escassa e inadequada, transporte aglomerado e caótico, além das novas formas de comunidade.
Philip Hauser chegou a dizer: "O problema fundamental em torno do qual giram todos os demais é, evidentemente, o baixo nível de vida da população, que deriva em essência de um baixo produto global". No caso de campesino chegado à cidade, a situação é ainda mais grave porquanto ele não vem preparado para operar como trabalhador qualificado.
Há um verdadeiro mosaico de comunidades e o homem urbano vive numa, trabalha noutra, diverte-se numa outra e estuda em uma comunidade completamente diferente, o que significa viver num mundo de associações e grupos secundários que cada vez mais se alastram no contexto urbano.
O homem citadino enfrenta o problema das crises em que se encontram as velhas formas de comunidade rural, povoados que perderam sua vigência e predomínio, sem que outros fossem criados para substituí-los. Em virtude dos sistemas anacrônicos de circulação, os indivíduos gastam horas para se dirigirem ao local do trabalho, o que significa perda de tempo e prejuízos para a saúde, já abalada pelos problemas da poluição e da má alimentação.
O déficit de residências é grande, pois a própria cidade criou uma riqueza, a mais-valia imobiliária, que terminou por dar origem aos famosos cinturões da miséria, localizados ao redor das grandes cidades.
Entre os problemas familiares destacam-se: Desadaptação familiar, desintegração familiar, tendência para a infidelidade, má formação dos filhos. O processo da rápida urbanização repercute notadamente na estrutura da família, pois a chamada comunidade patriarcal, característica da sociedade tradicional, está sendo substituída pela família nuclear.
A premência econômica que obriga pais e filhos a trabalharem fora, além de provocar a indiferença, afeta a unidade familiar. A diversidade e a comercialização dos meios de diversões, o tamanho das cidades favorece o anonimato e contribui para que, principalmente o homem, acabe acalentando outros interesses sentimentais. Quando a estrutura familiar é afetada, a disciplina afrouxa e a autoridade desaparece. Somando-se tudo isso ao abandono moral e material, sem se falar no espiritual, tem-se o resultado que são filhos mal formados, psicológica e moralmente.
Ao lado de tudo isso há os problemas psicológicos que se expressam através da tendência à instabilidade emocional, da tendência aos traumas e outros transtornos, além da falta de higiene mental. Se bem que num ou noutro sentido todos somos instáveis emocionalmente, o ambiente urbano propicia maior tendência nesse sentido, devido às constantes pressões a que o homem desse meio se vê submetido.
O contexto sociocultural em que se movimenta, choca-se com sua personalidade básica determinando uma desadaptação psicológica e até mesmo somática. O homem urbano por causa da vida agitada que leva da profundidade e rapidez das mudanças e do forte "stress" a que o sujeito tem maior tendência para os traumas e outras enfermidades psicológicas e mentais, que vão desde a neurose até a psicose.
Ao lado dos distúrbios mentais e psicológicos de que padece, o homem urbano enfrenta os problemas da patologia social, expressos em fenômenos tais como: alcoolismo, prostituição e delinquência em suas diversas manifestações. Os serviços públicos de higiene mental e profilaxia social para ajudar as vítimas desses males ainda são muito escassos, especialmente na América Latina.
Entre os problemas culturais, destacam-se: Aculturação, meios de comunicação de massa, espetáculos alienantes e pouca difusão cultural em nível popular. O processo da urbanização tem como uma das consequências a tendência à cultura de massa em que o homem tende a ser uniforme, passivo e receptivo diante de uma fonte comum de estímulos.
Na sociedade urbana, o fenômeno da aculturação chega a seus últimos extremos, isto é, à assimilação do indivíduo pelo meio urbano. Na área urbana, é decisiva e crescente a influência do rádio, do cinema, da televisão e da imprensa. Esses meios de comunicação contribuem para formar a personalidade radar, uma personalidade dirigida de fora, mera receptora passiva de uma série de estímulos e influências, sem a capacidade crítica, nem os controles internos necessários para resistir àquilo que é alienante.
Encontrar a própria identidade cultural tem sido e continua sendo um problema essencial, especialmente no mundo latino-americano. Para as classes populares, as quais, por seu baixo nível econômico e por seu alto índice de analfabetismo, em algumas regiões, se veem marginalizadas dos benefícios da cultura, esta em si, continua sendo um artigo de luxo.
A comercialização da diversão e o espírito lucrativo que predomina nos empresários de espetáculos públicos nas cidades fazem com que estes últimos não contribuam para melhorar o nível cultural das pessoas, mas simplesmente para entretê-las e muitas vezes aliená-las.
Os problemas espirituais e morais da sociedade urbana se expressam através da proliferação de ideologias e seitas religiosas, do alcoolismo, do vício em drogas, da pornografia, da corrupção sexual, da decadência do cristianismo institucionalizado etc. O mundo vive atualmente uma efervescência revolucionária em quase todos os sentidos, estimulada por várias correntes ideológicas de caráter político e secular em geral, pelo que se pode afirmar que a América Latina, especialmente, é uma terra de combate ideológico.
As cidades são precisamente o meio mais favorável para a difusão das ideologias, que pugnam por ganhar a mente dos latino-americanos. Ademais, tem-se uma proliferação crescente de seitas e cultos religiosos que complicam o panorama religioso. É crescente a presença de cultos orientais e esotéricos, assim como avivamento de atividades irracionais, tais quais horóscopos, quiromancia, cartomancia e outras formas de ocultismo e superstição que conduzem o homem urbano ao sincretismo.
Velho mal da sociedade, no entanto, é o alcoolismo que se torna cada vez mais crescente. O vício em drogas, como a maconha, a heroína, a cocaína atinge principalmente a juventude. A tudo isso deve-se juntar a demanda cada vez maior de barbitúricos, tranquilizantes e outros psicotrópicos que são consumidos pela sociedade adulta.
A onda de pornografia que invade a cidade é alarmante. Consegue-se com mais facilidade a literatura pornográfica do que o pão de cada dia. Por meio do sexo, por exemplo, se vende desde casa até alfinete. Daí o aumento da prostituição, nas áreas urbanas, das enfermidades venéreas, do aborto, assim como alguns problemas sociais conexos, tais como mães solteiras e crianças abandonadas.
Em termos de sociedade urbana latino-americana, quatro séculos e meio de catolicismo não foram capazes, no sentido da palavra, de cristianizar estes povos, como também o protestantismo, com um século e meio de existência na América Latina não foi capaz de formar uma sociedade justa, embora ambos, o catolicismo e protestantismo tenham produzido conquistas sociais e espirituais notáveis. O fato é que tanto um quanto o outro apresenta sinais de estagnação, correndo o perigo de transformar-se em apenas uma religião a mais. Essa realidade tem sido reconhecida e ambos estão tratando de efetuar mudanças urgentes e radicais.
Embora se tenha destacado apenas o aspecto negativo da sociedade urbana em relação aos problemas humanos, não significa que se deixe de reconhecer as novas e muitas possibilidades, além dos fatores que contribuem para a "humanização" da vida humana conforme Harvey Cox que assinala o lado positivo do isolamento, do anonimato e da mobilidade da vida urbana, em seu livro A CIDADE SECULAR.
De fato a grande cidade tem dado à luz uma forma original de cultura e em seu seio já começou a aparecer um tipo humano totalmente singular. O mundo moderno tem que confrontar deliberadamente a situação urbana moderna e aceitar seu desafio, enfrentando essa nova realidade. Precisa estimular a conscientização sobre os problemas que estão afetando a vida do homem urbano, conhecendo-os de forma realista e profunda, com suas manifestações e seus aspectos negativos e positivos. (O POPULAR. Goiânia, 12.02.1978).


MÁRIO RIBEIRO MARTINS - ERA PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.

(LIVRO "CONFLITO DE GERAÇÕES")

segunda-feira, 1 de setembro de 2025

NOSSO PAÍS - JOAQUIM RODRIGUES DE NOVAIS

 



 

O desabafo do poeta Joaquim Rodrigues de Novais

NOSSO PAÍS:

Joaquim Rodrigues de Novais


É um mundo com tantas riquezas, mas ainda tem gente na miséria da pobreza.

   Muitas promessas sem cumprir, as filas e a fome ainda existem por aqui.

A injustiça e a corrupção são um massacre em cima do
                trabalhador cidadão.

    Para pagar o décimo quarto dos aposentados não tem dinheiro.

O da vida toda paga pra uns e para
        outros não, mas sempre sobra para a corrupção.

   Por que não devolvem o dinheiro do país?
   Precisa de advogado...

mas para ficar com o
     nosso dinheiro, precisa de advogado? Não!
    
    Ladrões liberados não precisam de advogados,
    mas, graças à Polícia Federal,

são pegos, presos e
   desmascarados.

Nosso administrador parece
       que não sabia, ou fez que não viu...

Parabéns à Polícia Federal do nosso Brasil.       
  
  Ipupiara, 29/08/2025

 


MEU PÉ DE JABUTICABA - FILEMON MARTINS

 

         (NA FOTO, MEU AMIGO APARECIDO DONELLI)



MEU PÉ DE JABUTICABA

Filemon Martins

 

Alguns amigos já conhecem essa história, mas resolvi registrar aqui, porque é possível que outras pessoas também tenham passado pela decepção que passei.

Tudo começou em 2008, quando transferi minha residência de São Paulo para Itanhaém, litoral sul de São Paulo. Um amigo Flávio Mendonça já morava por lá desde 1996 e eu chegando lá vi que o quintal no fundo da casa era relativamente grande possibilitando o plantio de algumas floreiras e até árvores frutíferas, embora estivesse todo concretado. Fiz isso, plantei algumas flores, carambola, laranja e quis plantar um pé de jabuticaba. Convidei o amigo Flávio Mendonça e saímos atrás de uma muda de jabuticaba. No Balneário de Gaivotas, entramos numa floricultura e achamos o pé de jabuticaba. Foi-nos informado de que se tratava de jabuticaba, tiramos dúvidas, conversamos, pagamos e levamos para casa o objeto desejado.

Escolhemos o local e o amigo Flávio me ajudou a plantar o pé de Jabuticaba. Ciente de que deveria regar diariamente, obedeci religiosamente. E aos poucos ela foi crescendo. E os anos também foram passando e quando eu comentava com alguém mais chegado que ela estava demorando dar frutos, ouvia sempre a mesma explicação. É assim mesmo, mas quando começar a frutificar, você vai ver. Apesar de o quintal estar todo concretado, minha neta Nicole plantou numa das floreiras, algumas sementes de melancia. E ela cuidava muito bem daquele pé de melancia. E nós também ajudamos nessa tarefa. E não é que tivemos melancias e tomates em cima daquele concreto? Enquanto isso eu procurava todos os dias encontrar um fruto de jabuticaba naquele pé tão bem cuidado e nada. Tal como na passagem bíblica, onde ¨Jacó serviu sete anos como pastor a Labão, mas não servia ao pai, servia a Raquel, que ele amava e pretendia¨. Também eu me dedicava àquela jabuticabeira, já passava dos sete anos, até que, num certo dia contratei um jardineiro experiente para podar minhas plantas e lhe disse quando o Sr. terminar aqui na frente, lá atrás tem algumas plantas e árvores que precisam ser podadas, mas dê uma atenção especial à minha jabuticabeira e fui com ele até o fundo da casa para não haver dúvidas. Uma vez lá no fundo da casa, ele iniciou a poda e limpeza das plantas. Em certo momento já próximo à jabuticabeira, ele me chamou Sr. Filemon, sua jabuticabeira é essa daqui? Respondi que sim. Ele, então, olhando para mim, disse: - ¨O Sr. vai morrer sem conseguir colher uma jabuticaba daqui¨. Fiquei atordoado e perguntei: - estou tão mal assim? Ele percebeu o embaraço e foi logo dizendo não, não é isso. O problema é que essa árvore parece jabuticabeira, mas não é. Nunca foi. É muito comum essa confusão. É uma falsa jabuticabeira e disse o nome da árvore, que não me lembro. Contei a história para o meu amigo Flávio, que sugeriu, vamos arrancar e voltar lá para reclamar. Retruquei mas depois de quase 8 anos não vamos brigar. É possível que o moço da floricultura também tenha sido enganado. E foi assim que fiquei sem o meu pé de jabuticaba.

Um projeto para a construção de uma piscina se encarregou de tirar a árvore de lá. Mas um amigo de São Paulo, o Aparecido Donelli não me deixa esquecer do episódio. De quando em quando ele me manda fotos da jabuticabeira dele carregada de frutos. Acho que ele anda me provocando ou então me convidando para conhecer a jabuticabeira dele.

 


(LIVRO "HISTÓRIAS QUE SÓ AGORA EU CONTO")

TROVAS DO FILEMON

 


                                    (FOTO DE MAÍSE JINKINGS M. MEDEIROS)


 TROVAS DO FILEMON


Erro crasso, caricato,

o povo já cometeu:

- elegeu um candidato

que não fez, só prometeu.

 

Acredite, companheiro
que há tanta corrupção
que o Brasil virou celeiro
de oportunista e ladrão.


Estou cansado do mundo
já não vivo de ilusão.
Quantas vezes me confundo
e me falta a inspiração.

QUEM NÃO FOI PARA A ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS? - MÁRIO RIBEIRO MARTINS

 



QUEM NÃO FOI PARA A
ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS?

Mario Ribeiro Martins*

(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS ESTE AUTOR E O TÍTULO).



Com a morte do maranhense, escritor Josué Montelo, no dia 15.03.2006, com 88 anos de idade, um grupo de amigos discutia sobre quem não entrou para a Academia Brasileira de Letras. As dúvidas eram tantas que me interessei pelo assunto.
Mas, antes de chegar aos nomes que não fizeram parte da Academia Brasileira de Letras, é preciso recordar a sua história. Havia, no Rio de Janeiro, uma revista chamada REVISTA BRASILEIRA (1835-1935), dirigida por José Veríssimo. Na sala da dita revista se reuniam intelectuais da época para tomar um chá, às 16 h ou 4 da tarde. Foi quando Lúcio de Mendonça propôs a criação da Academia, cuja primeira reunião preparatória se deu em 15.12.1896.
Contudo, a ideia da criação da Academia já vinha desde 10.06.1847, quando o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) tentou criar como um de seus “departamentos”, o Instituto Literário, nome que foi mudado, logo depois, em 22.06.1847, para Academia das Letras Brasileiras. A ideia não vingou e só 31 anos depois, o assunto voltou ao Instituto Histórico. Em 24.05.1878, Maximiano Marques de Carvalho propôs que se criasse o Instituto Geral Brasileiro, nos moldes do Instituto da França, e dentro dele a Academia das Letras Brasileiras. Esta ideia também morreu.
Portanto, foi no escritório da REVISTA BRASILEIRA, em 15.12.1896, que Machado de Assis foi aclamado PRESIDENTE da ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS, sendo fundadores: 1) Araripe Júnior. 2) Artur Azevedo. 3) Graça Aranha. 4) Guimarães Passos. 5) Inglês de Sousa. 6) Joaquim Nabuco. 7) José Veríssimo. 8) Lúcio de Mendonça. 9) Medeiros e Albuquerque. 10) Olavo Bilac. 11) Pedro Rabelo. 12) Rodrigo Otávio. 13) Silva Ramos. 14) Teixeira de Melo. 15) Visconde de Taunay. 16) Coelho Neto. 17) Filinto de Almeida. 18) José do Patrocínio. 19) Luis Murat. 20) Valentim Magalhães.
E mais ainda: 21) Afonso Celso. 22) Alberto de Oliveira. 23) Alcindo Guanabara. 24) Carlos de Laet. 25) Garcia Redondo. 26) J.M.Pereira da Silva. 27) Rui Barbosa. 28) Silvio Romero. 29) Urbano Duarte.
Em 28.12.1896, os estatutos foram aprovados. No dia 28.01.1897, foram eleitos os 10 (dez) membros que faltavam para completar 40 membros: 1) Aluísio Azevedo. 2) Barão de Loreto. 3) Clóvis Beviláqua. 4) Domício da Gama. 5) Eduardo Prado. 6) Luis Guimarães Júnior. 7) Magalhães de Azeredo. 8) Oliveira Lima. 9) Raimundo Correia. 10) Salvador de Mendonça.
Os PATRONOS das 40 CADEIRAS foram e são: Adelino Fontoura, Álvares de Azevedo, Artur de Oliveira, Basílio da Gama, Bernardo Guimarães, Casimiro de Abreu, Castro Alves, Cláudio Manoel da Costa, Domingos de Magalhães, Evaristo da Veiga, Fagundes Varela, França Júnior, Francisco Otaviano, Franklin Távora, Gonçalves Dias, Gregório de Matos, Hipólito da Costa, João Lisboa, Joaquim Caetano, Joaquim Manoel de Macedo, Joaquim Serra, José Bonifácio (o moço), José de Alencar, Júlio Ribeiro, Junqueira Freire, Laurindo Rabelo, Maciel Monteiro, Manuel de Almeida, Martins de Pena, Pardal Mallet, Pedro Luis, Manoel de Porto Alegre, Raul Pompéia, Sousa Caldas, Tavares Bastos, Teófilo Dias, Tomás Antônio Gonzaga, Tobias Barreto, Francisco de Varnhagen e Visconde do Rio Branco.
Os distintivos da Academia Brasileira de Letras são: o FARDÃO, a DIVISA, o EMBLEMA e o SELO.
Em 1917, com a morte do Livreiro Francisco Alves, a Academia Brasileira de Letras tornou-se herdeira de sua fortuna. Assim, a Academia é a instituição cultural mais rica do Brasil, estando instalada hoje (2006) num monumental prédio da Avenida Presidente Wilson, 203, no Rio de Janeiro, com diversos andares, mantendo-se, financeiramente, com o aluguel de suas muitas salas.
São ou já foram membros da ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS, em ordem alfabética:
(LETRA A). Abgar Renault, Adelmar Tavares, Adonias Filho, Affonso Arinos de Mello Franco, Afonso Arinos, Afonso Arinos de Melo Franco, Afonso Celso, Afonso d E. Taunay, Afonso Pena Júnior, Afrânio Coutinho, Afrânio Peixoto, Alberto da Costa e Silva, Alberto de Faria, Alberto de Oliveira, Alberto Faria, Alberto Venancio Filho, Alcântara Machado, Alceu Amoroso Lima (Tristão de Ataíde), Alcides Maia, Alcindo Guanabara, Alfredo Bosi, Alfredo Pujol, Aloísio de Castro, Aluísio Azevedo, Álvaro Lins, Álvaro Moreyra, Amadeu Amaral, Américo Jacobina Lacombe, Ana Maria Machado, Aníbal Freire, Antônio Austregésilo, Antonio Callado, Antonio Carlos Secchin, Antônio Carneiro Leão, Antônio da Silva Melo, Antonio Houaiss, Antonio Olinto, Aquino Correia (Dom), Araripe Júnior, Ariano Suassuna, Arnaldo Niskier, Artur Azevedo, Artur Jaceguai, Artur Orlando, Assis Chateaubriand, Ataulfo de Paiva, Augusto de Lima, Augusto Meyer, Aurélio Buarque de Holanda, Aurélio de Lyra Tavares, Austregésilo de Athayde.
(LETRA B). Barão do Rio Branco (José Maria da Silva Paranhos), Barão Homem de Mello, Barbosa Lima Sobrinho, Bernardo Élis.
(LETRA C). Candido Mendes de Almeida, Candido Motta Filho, Carlos Castello Branco, Carlos Chagas Filho, Carlos de Laet, Carlos Heitor Cony, Carlos Nejar, Cassiano Ricardo, Celso Ferreira da Cunha, Celso Furtado, Celso Vieira, Cícero Sandroni, Cláudio de Sousa, Clementino Fraga, Clóvis Beviláqua, Coelho Neto, Constâncio Alves, Cyro dos Anjos.
(LETRA D). Dantas Barreto, Darcy Ribeiro, Deolindo Couto, Dias Gomes, Dinah Silveira de Queiroz, Domício da Gama.
(LETRA E). Eduardo Portella, Eduardo Prado, Eduardo Ramos, Elmano Cardim, Emílio de Meneses, Euclides da Cunha, Evandro Lins e Silva, Evanildo Bechara, Evaristo de Moraes Filho.
(LETRA F). Félix Pacheco, Fernando Bastos de Ávila (Padre), Fernando de Azevedo, Fernando Magalhães, Filinto de Almeida, Francisco de Assis Barbosa, Francisco de Castro, Franklin Dória (Barão de Loreto).
(LETRA G). Garcia Redondo, Genolino Amado, Geraldo França de Lima, Getúlio Vargas, Gilberto Amado, Goulart de Andrade, Graça Aranha, Gregório da Fonseca, Guilherme de Almeida, Guimarães Júnior, Gustavo Barroso.
(LETRA H). Helio Jaguaribe, Hélio Lobo, Heráclito Graça, Herberto Sales, Hermes Lima, Humberto de Campos.
(LETRA I). Inglês de Sousa, Ivan Junqueira, Ivan Lins, Ivo Pitanguy.
(LETRA J). J. M. Pereira da Silva, João Cabral de Melo Neto, João de Scantimburgo, João Guimarães Rosa, João Luís Alves, João Neves da Fontoura, João Ribeiro, João Ubaldo Ribeiro, Joaquim Nabuco, Joracy Camargo, Jorge Amado, José Américo de Almeida, José Cândido de Carvalho, José Carlos de Macedo Soares, José do Patrocínio, José Guilherme Merquior, José Honório Rodrigues, José Lins do Rego, José Murilo de Carvalho, José Sarney, José Veríssimo, Josué Montello.
(LETRA L). Lafayette Rodrigues Pereira, Laudelino Freire, Lauro Müller, Lêdo Ivo, Levi Carneiro, Lucas Moreira Neves (Dom), Lúcio de Mendonça, Luís Carlos, Luís Edmundo, Luís Guimarães Filho, Luís Murat, Luís Viana Filho, Lygia Fagundes Telles.
(LETRA M). Machado de Assis, Magalhães de Azeredo, Manuel Bandeira, Marco Maciel, Marcos Almir Madeira, Marcos Barbosa (Dom), Marcos Vinícius Vilaça, Mário de Alencar, Mário Palmério, Marques Rebelo, Martins Júnior, Maurício de Medeiros, Mauro Mota, Medeiros e Albuquerque, Menotti Del Picchia, Miguel Couto, Miguel Osório de Almeida, Miguel Reale, Moacyr Scliar, Múcio Leão, Murilo Melo Filho.
(LETRA N). Nélida Piñon, Nelson Pereira dos Santos.
(LETRA O). Odylo Costa Filho, Olavo Bilac, Olegário Mariano, Oliveira Lima, Oliveira Viana, Orígenes Lessa, Oscar Dias Corrêa, Osório Duque - Estrada, Osvaldo Cruz, Osvaldo Orico, Otávio de Faria, Otávio Mangabeira, Otto Lara Resende.
(LETRA P). Paulo Barreto (João do Rio), Paulo Carneiro, Paulo Coelho, Paulo Setúbal, Pedro Calmon, Pedro Lessa, Pedro Rabelo, Peregrino Júnior, Pereira da Silva (A. J.), Pontes de Miranda.
(LETRA R). R. Magalhães Júnior, Rachel de Queiroz, Raimundo Correia, Ramiz Galvão (Barão de Ramiz Galvão), Raymundo Faoro, Ribeiro Couto, Roberto Campos, Roberto Marinho, Roberto Simonsen, Rocha Pombo, Rodolfo Garcia, Rodrigo Octavio, Rodrigo Octavio Filho, Roquette - Pinto, Rui Barbosa.
(LETRA S). Sábato Magaldi, Salvador de Mendonça, Santos Dumont, Sérgio Corrêa da Costa, Sergio Paulo Rouanet, Silva Ramos, Silvério Gomes Pimenta (Dom), Sílvio Romero, Sousa Bandeira.
(LETRA T). Tarcísio Padilha, Teixeira de Melo.
(LETRA U). Urbano Duarte.
(LETRA V). Valentim Magalhães, Vianna Moog, Vicente de Carvalho, Viriato Correia, Visconde de Taunay, Vítor Viana.
(LETRA X). Xavier Marques.
(LETRA Z). Zélia Gattai.

À Cadeira 1, estão vinculados os nomes:

Adelino Fontoura - PATRONO
Luís Murat- FUNDADOR
Afonso d Escragnolle Taunay
Ivan Lins
Bernardo Élis
Evandro Lins e Silva
Ana Maria Machado
À Cadeira 2, estão:
Álvares de Azevedo- PATRONO
Coelho Neto- FUNDADOR
João Neves da Fontoura
Guimarães Rosa
Mário Palmério
Tarcísio Padilha
À Cadeira 3, estão:
Artur de Oliveira- PATRONO
Filinto de Almeida- FUNDADOR
Roberto Simonsen
Aníbal Freire
Herberto Sales
Carlos Heitor Cony
À Cadeira 4, estão:
Basílio da Gama- PATRONO
Aluísio Azevedo- FUNDADOR
Alcides Maya
Viana Moog
Carlos Nejar
À Cadeira 5, estão:
Bernardo Guimarães- PATRONO
Raimundo Correia- FUNDADOR
Osvaldo Cruz
Aloísio de Castro
Cândido Motta Filho
Rachel de Queiroz
José Murilo de Carvalho
À Cadeira 6, estão:
Casimiro de Abreu- PATRONO
Teixeira de Melo- FUNDADOR
Artur Jaceguai
Goulart de Andrade
Barbosa Lima Sobrinho
Raymundo Faoro
Cicero Sandroni
À Cadeira 7, estão:
Castro Alves- PATRONO
Valentim Magalhães- FUNDADOR
Euclides da Cunha
Afrânio Peixoto
Afonso Pena Júnior
Hermes Lima
Pontes de Miranda
Dinah Silveira de Queiroz
Sergio Corrêa da Costa
Nelson Pereira dos Santos
À Cadeira 8, estão:
Cláudio Manuel da Costa- PATRONO
Alberto de Oliveira- FUNDADOR
Oliveira Viana
Austregésilo de Athayde
Antonio Callado
Antonio Olinto
À Cadeira 9, estão:
Gonçalves de Magalhães- PATRONO
Carlos Magalhães de Azeredo- FUNDADOR
Marques Rebelo
Carlos Chagas Filho
Alberto da Costa e Silva
À Cadeira 10, estão:
Evaristo da Veiga- PATRONO
Rui Barbosa- FUNDADOR
Laudelino Freire
Osvaldo Orico
Orígenes Lessa
Lêdo Ivo
À Cadeira 11, estão:
Fagundes Varela- PATRONO
Lúcio de Mendonça- FUNDADOR
Pedro Lessa
Eduardo Ramos
João Luís Alves
Adelmar Tavares
Deolindo Couto
Darcy Ribeiro
Celso Furtado
Hélio Jaguaribe
À Cadeira 12, estão vinculados os nomes:
França Júnior- PATRONO
Urbano Duarte- FUNDADOR
Augusto de Lima
Vítor Viana
Macedo Soares
Abgar Renault
Dom Lucas Moreira Neves
Alfredo Bosi
À Cadeira 13, estão:
Francisco Otaviano- PATRONO
Visconde de Taunay- FUNDADOR
Francisco de Castro
Martins Júnior
Sousa Bandeira
Hélio Lobo
Augusto Meyer
Francisco de Assis Barbosa
Sergio Paulo Rouanet
À Cadeira 14, estão vinculados os nomes:
Franklin Távora- PATRONO
Clóvis Beviláqua- FUNDADOR
Antônio Carneiro Leão
Fernando de Azevedo
Miguel Reale
À Cadeira 15, estão:
Gonçalves Dias- PATRONO
Olavo Bilac- FUNDADOR
Amadeu Amaral
Guilherme de Almeida
Odylo Costa, filho
Dom Marcos Barbosa
Fernando Bastos de Ávila
À Cadeira 16, estão vinculados os nomes:
Gregório de Matos- PATRONO
Araripe Júnior- FUNDADOR
Félix Pacheco
Pedro Calmon
Lygia Fagundes Telles
À Cadeira 17, estão:
Hipólito da Costa- PATRONO
Sílvio Romero- FUNDADOR
Osório Duque- Estrada
Roquette- Pinto
Álvaro Lins
Antonio Houaiss
Affonso Arinos de Mello Franco
À Cadeira 18, estão vinculados os nomes:
João Francisco Lisboa- PATRONO
José Veríssimo- FUNDADOR
Barão Homem de Melo
Alberto Faria
Luís Carlos
Pereira da Silva
Peregrino Júnior
Arnaldo Niskier
À Cadeira 19, estão:
Joaquim Caetano da Silva- PATRONO
Alcindo Guanabara- FUNDADOR
Dom Silvério Gomes Pimenta
Gustavo Barroso
Antônio da Silva Melo
Américo Jacobina Lacombe
Marcos Almir Madeira
Antonio Carlos Secchin
À Cadeira 20, estão vinculados os nomes:
Joaquim Manuel de Macedo- PATRONO
Salvador de Mendonça- FUNDADOR
Emílio de Meneses
Humberto de Campos
Múcio Leão
Aurélio de Lyra Tavares
Murilo Melo Filho
À Cadeira 21, estão:
Joaquim Serra- PATRONO
José do Patrocínio- FUNDADOR
Mário de Alencar
Olegário Mariano
Álvaro Moreyra
Adonias Filho
Dias Gomes
Roberto Campos
Paulo Coelho
À Cadeira 22, estão vinculados os nomes:
José Bonifácio- PATRONO
Medeiros e Albuquerque- FUNDADOR
Miguel Osório de Almeida
Luís Viana Filho
Ivo Pitanguy
À Cadeira 23, estão:
José de Alencar- PATRONO
Machado de Assis- FUNDADOR
Lafayette Rodrigues Pereira
Alfredo Pujol
Otávio Mangabeira
Jorge Amado
Zélia Gattai
À Cadeira 24, estão vinculados os nomes:
Júlio Ribeiro- PATRONO
Garcia Redondo- FUNDADOR
Luís Guimarães Filho
Manuel Bandeira
Cyro dos Anjos
Sábato Magaldi
À Cadeira 25, estão:
Junqueira Freire- PATRONO
Franklin Dória- FUNDADOR
Artur Orlando da Silva
Ataulfo de Paiva
José Lins do Rego
Afonso Arinos de Melo Franco
Alberto Venâncio Filho
À Cadeira 26, estão vinculados os nomes:
Laurindo Rabelo- PATRONO
Guimarães Passos- FUNDADOR
Paulo Barreto(João do Rio)
Constâncio Alves
Ribeiro Couto
Gilberto Amado
Mauro Mota
Marcos Vilaça
À Cadeira 27, estão:
Maciel Monteiro-PATRONO
Joaquim Nabuco-FUNDADOR
Dantas Barreto
Gregório da Fonseca
Levi Carneiro
Otávio de Faria
Eduardo Portella
À Cadeira 28, estão vinculados os nomes:
Manuel Antônio de Almeida-PATRONO
Inglês de Sousa-FUNDADOR
Xavier Marques
Menotti Del Picchia
Oscar Dias Corrêa
À Cadeira 29, estão:
Martins Pena-PATRONO
Artur Azevedo-FUNDADOR
Vicente de Carvalho
Cláudio de Sousa
Josué Montello
À Cadeira 30, estão vinculados os nomes:
Pardal Mallet-PATRONO
Pedro Rabelo-FUNDADOR
Heráclito Graça
Antônio Austregésilo
Aurélio Buarque de Hollanda Ferreira
Nélida Piñon
À Cadeira 31, estão:
Pedro Luís-PATRONO
Guimarães Júnior-FUNDADOR
João Ribeiro
Paulo Setúbal
Cassiano Ricardo
José Cândido de Carvalho
Geraldo França de Lima
Moacyr Scliar
À Cadeira 32, estão vinculados os nomes:
Araújo Porto-Alegre-PATRONO
Carlos de Laet-FUNDADOR
Ramiz Galvão
Viriato Correia
Joracy Camargo
Genolino Amado
Ariano Suassuna
À Cadeira 33, estão:
Raul Pompéia-PATRONO
Domício da Gama-FUNDADOR
Fernando Magalhães
Luís Edmundo
Afrânio Coutinho
Evanildo Cavalcante Bechara
À Cadeira 34, estão vinculados os nomes:
Sousa Caldas-PATRONO
Pereira da Silva-FUNDADOR
Barão do Rio Branco
Lauro Müller
Dom Aquino Correia
Raimundo Magalhães Júnior
Carlos Castello Branco
João Ubaldo Ribeiro
À Cadeira 35, estão:
Tavares Bastos-PATRONO
Rodrigo Octavio-FUNDADOR
Rodrigo Octavio Filho
José Honório Rodrigues
Celso Cunha
Candido Mendes
À Cadeira 36, estão vinculados os nomes:
Teófilo Dias-PATRONO
Afonso Celso-FUNDADOR
Clementino Fraga
Paulo Carneiro
José Guilherme Merquior
João de Scantimburgo
À Cadeira 37, estão:
Tomás Antônio Gonzaga-PATRONO
Silva Ramos-FUNDADOR
Alcântara Machado
Getúlio Vargas
Assis Chateaubriand
João Cabral de Melo Neto
Ivan Junqueira
À Cadeira 38, estão vinculados os nomes:
Tobias Barreto-PATRONO
Graça Aranha-FUNDADOR
Santos Dumont
Celso Vieira
Maurício de Medeiros
José Américo de Almeida
José Sarney
À Cadeira 39, estão:
Francisco Adolfo de Varnhagen-PATRONO
Oliveira Lima-FUNDADOR
Alberto de Faria
Rocha Pombo
Rodolfo Garcia
Elmano Cardim
Otto Lara Resende
Roberto Marinho
Marco Maciel
À Cadeira 40, estão vinculados os nomes:
Visconde do Rio Branco-PATRONO
Eduardo Prado-FUNDADOR
Afonso Arinos
Miguel Couto
Alceu Amoroso Lima(Tristão de Ataíde)
Evaristo de Moraes Filho


Como se pode deduzir, a Academia Brasileira de Letras, ao longo de sua existência (mais de 100 anos), deve ter histórias interessantíssimas, porque há muitos nomes a ela vinculados que são também interessantes, chegando ao ponto de alguns deles não terem os seus nomes biografados nas enciclopédias literárias e são muito pouco conhecidos. O que anima, no entanto, é o fato de que todos eles estão biografados no site da Academia.


Mas, QUEM NÃO ENTROU PARA A ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS? Entre os nomes mais conhecidos, destacam-se: Augusto dos Anjos, Graciliano Ramos, Érico Veríssimo, Cecília Meireles, Carlos Drummond de Andrade, Lima Barreto, Mário Quintana, Osvald de Andrade, Sérgio Buarque de Holanda, Gilberto Freyre, José J. Veiga, Paulo Mendes Campos, Antônio Cândido, Osman Lins, Aníbal Machado, Murilo Mendes, Ferreira Goulart, Rubem Fonseca, Gilberto Mendonça Teles etc.


Obs.: Este texto foi escrito e publicado no site www.usinadeletras em 2006.

*Mário Ribeiro Martins
era Procurador de Justiça e Escritor.

PRIMAVERA - FILEMON MARTINS

 


Dia 23 de setembro inicia a Primavera, estação florida e cantada em prosa e versos por escritores, poetas, trovadores e artistas. Daí que o Blog Literário do Filemon, dá o pontapé inicial.



PRIMAVERA
Filemon Martins


Gosto de apreciar a primavera
Quando a natura ressuscita em cores.
Tudo parece ter ficado à espera
Desta pintora que renova as flores.

O campo verdejante logo gera
A esperança que traz novos amores,
A beleza se espalha na tapera
E os jardins ficam mais acolhedores.

O tempo passa e um dia vais embora,
Mas a saudade fica e também chora,
Sabendo que depois tu voltarás.

No entanto, em nossa vida a mocidade
Qual primavera passa e só saudade
Mora conosco sem partir jamais!