ESTRAGOS E
DORES CAUSADOS PELO DESEMPREGO
O Brasil
está passando por um cenário bem adverso, na política e na economia. Esse
ambiente desfavorável continua desestimulando empresários, investidores e
consumidores, fazendo aumentar a desconfiança.
Nesta
semana vamos entrar em temas diferentes daqueles apresentados nas semanas
anteriores. Vemos que os brasileiros de todas as partes estão sofrendo os
efeitos do subemprego ou do desemprego. Os especialistas em economia e negócios
afirmam com argumentos insofismáveis e mostrando números da conclusão a que
chegaram, dizendo que o Brasil está mergulhado em dificuldades. Afirmam que uma
política passiva, como a benesse (a bolsa) entregue nas mãos (dinheiro que não
advém do trabalho) não resolve os estragos. Além disso, a médio e longo prazos
fazem piorar a situação. Enquanto isso vai acontecendo, todos assistem a
elevação do desemprego. Falam que no Brasil temos cerca de 20 milhões de
famílias sendo beneficiadas pelo Programa Bolsa Família. Isso significa
aproximadamente 48 milhões de pessoas penduradas no Bolsa Família. E a
tendência é aumentar. Esse auxílio deverá ser temporário, até que o nosso
patrício sofredor consiga um emprego. Acontece que muita gente em condições de
trabalhar, não se move na busca interessada por um emprego. É como dizem no
interior do Nordeste, o fulano não levanta uma palha, mas recebe os trocados
todo mês. Vemos que o sistema está criando ociosos. Enquanto isso vai
acontecendo, todos assistem a elevação do desemprego no Brasil. Só o Estado de
Santa Catarina apresenta números favoráveis em registros trabalhistas. Por
outro lado, no Nordeste tem muita gente desempregada. O seguro-desemprego é um
instrumento útil e muito necessário ao trabalhador quando perde o emprego. É um
patrimônio do trabalhador que ameniza os estragos causados após o ser demitido
sem justa causa. Todos os responsáveis pela área de RH nas empresas percebem os
males imediatos causados pelo desemprego. No entanto, o desemprego causa também
males sociais graves, como desajustes na família, maus hábitos profissionais
etc., forçando e fazendo surgir a necessidade de nova formação profissional ou
um retreinamento na profissão anteriormente registrada em carteira
profissional. O fechamento de uma empresa causa o desemprego de muitos
trabalhadores e possivelmente perda para os credores onde o trabalhador
demitido havia comprado a prazo ou contratado serviços, como cartão de crédito,
escola dos filhos. É claro também que a partir do dia da demissão a pessoa vai
diminuir as compras nas lojas e supermercados. O comércio e a economia do país
sofrerão danos. Quando grande quantidade de trabalhadores perde o emprego, o
estrago na economia é imenso e assusta os economistas. Isso traz um grande
desperdício de mão de obra de trabalhadores habilitados e competentes. As
políticas passivas de assistencialismo não resolvem o problema. A tendência é
agravar a situação, tornando as coisas mais difíceis. O que o governo precisa
fazer é diminuir impostos e criar condições para que muitas empresas venham
para o Brasil. Facilitar a exportação de produtos brasileiros, criar condições
para que as empresas aumentem as vendas, admitam mais trabalhadores e recolham
mais impostos em função do aumento das vendas. Assim todos serão beneficiados
(empresários, trabalhadores e governo). Para finalizar queremos dizer que a Bíblia
apresenta solução para todos os casos. A Bíblia não é um manual de economia e
não é esse o seu objetivo. No entanto ela não aprova a ociosidade (a pessoa
viver na preguiça, sem trabalhar). A Bíblia mostra que o trabalho dignifica o
trabalhador. Na carta que o apóstolo Paulo escreveu aos Efésios, no capítulo 4
e verso 28 ele orienta o trabalhador a fazer tudo bem-feito. Fazer o que é bom
e útil para a comunidade.
Saul
Ribeiro dos Santos
Contador e
economista aposentado
Natural de
Ipupiara – BA.
� � saul.ribeiro1945@gmail.com


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