quarta-feira, 10 de junho de 2026

ESTRAGOS E DORES CAUSADOS PELO DESEMPREGO - SAUL RIBEIRO DOS SANTOS

 

ESTRAGOS E DORES CAUSADOS PELO DESEMPREGO

 

O Brasil está passando por um cenário bem adverso, na política e na economia. Esse ambiente desfavorável continua desestimulando empresários, investidores e consumidores, fazendo aumentar a desconfiança.


 

Nesta semana vamos entrar em temas diferentes daqueles apresentados nas semanas anteriores. Vemos que os brasileiros de todas as partes estão sofrendo os efeitos do subemprego ou do desemprego. Os especialistas em economia e negócios afirmam com argumentos insofismáveis e mostrando números da conclusão a que chegaram, dizendo que o Brasil está mergulhado em dificuldades. Afirmam que uma política passiva, como a benesse (a bolsa) entregue nas mãos (dinheiro que não advém do trabalho) não resolve os estragos. Além disso, a médio e longo prazos fazem piorar a situação. Enquanto isso vai acontecendo, todos assistem a elevação do desemprego. Falam que no Brasil temos cerca de 20 milhões de famílias sendo beneficiadas pelo Programa Bolsa Família. Isso significa aproximadamente 48 milhões de pessoas penduradas no Bolsa Família. E a tendência é aumentar. Esse auxílio deverá ser temporário, até que o nosso patrício sofredor consiga um emprego. Acontece que muita gente em condições de trabalhar, não se move na busca interessada por um emprego. É como dizem no interior do Nordeste, o fulano não levanta uma palha, mas recebe os trocados todo mês. Vemos que o sistema está criando ociosos. Enquanto isso vai acontecendo, todos assistem a elevação do desemprego no Brasil. Só o Estado de Santa Catarina apresenta números favoráveis em registros trabalhistas. Por outro lado, no Nordeste tem muita gente desempregada. O seguro-desemprego é um instrumento útil e muito necessário ao trabalhador quando perde o emprego. É um patrimônio do trabalhador que ameniza os estragos causados após o ser demitido sem justa causa. Todos os responsáveis pela área de RH nas empresas percebem os males imediatos causados pelo desemprego. No entanto, o desemprego causa também males sociais graves, como desajustes na família, maus hábitos profissionais etc., forçando e fazendo surgir a necessidade de nova formação profissional ou um retreinamento na profissão anteriormente registrada em carteira profissional. O fechamento de uma empresa causa o desemprego de muitos trabalhadores e possivelmente perda para os credores onde o trabalhador demitido havia comprado a prazo ou contratado serviços, como cartão de crédito, escola dos filhos. É claro também que a partir do dia da demissão a pessoa vai diminuir as compras nas lojas e supermercados. O comércio e a economia do país sofrerão danos. Quando grande quantidade de trabalhadores perde o emprego, o estrago na economia é imenso e assusta os economistas. Isso traz um grande desperdício de mão de obra de trabalhadores habilitados e competentes. As políticas passivas de assistencialismo não resolvem o problema. A tendência é agravar a situação, tornando as coisas mais difíceis. O que o governo precisa fazer é diminuir impostos e criar condições para que muitas empresas venham para o Brasil. Facilitar a exportação de produtos brasileiros, criar condições para que as empresas aumentem as vendas, admitam mais trabalhadores e recolham mais impostos em função do aumento das vendas. Assim todos serão beneficiados (empresários, trabalhadores e governo). Para finalizar queremos dizer que a Bíblia apresenta solução para todos os casos. A Bíblia não é um manual de economia e não é esse o seu objetivo. No entanto ela não aprova a ociosidade (a pessoa viver na preguiça, sem trabalhar). A Bíblia mostra que o trabalho dignifica o trabalhador. Na carta que o apóstolo Paulo escreveu aos Efésios, no capítulo 4 e verso 28 ele orienta o trabalhador a fazer tudo bem-feito. Fazer o que é bom e útil para a comunidade.



 

Saul Ribeiro dos Santos

Contador e economista aposentado

Natural de Ipupiara – BA.

saul.ribeiro1945@gmail.com


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