quarta-feira, 8 de abril de 2026

SONETO - MACIEL MONTEIRO

 




SONETO

Maciel Monteiro


Formosa, qual pincel em tela fina

Debuxar jamais pôde ou nunca ousara;

Formosa, qual jamais desabrochara

Na primavera a rosa purpurina;


Formosa, qual se a própria mão divina

Lhe alinhara o contorno e a forma rara;

Formosa, qual jamais no céu brilhara

Astro gentil, estrela peregrina.


Formosa, qual se a natureza e a arte,

Dando as mãos em seus dons, em seus lavores,

Jamais soube imitar no todo ou parte;


Mulher celeste, oh! anjo de primores!

Quem pode ver-te, sem querer amar-te?

Quem pode amar-te, sem morrer de amores?!



(LIVRO "GRANDES SONETOS DA NOSSA LÍNGUA", PÁGINA 93) 

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