MANHÃ DE CARNAVAL
Antônio Carlos Côrtes *
Palco Porto Seco
Porto Alegre aqui no Sul
Ainda ouço seu eco
Rufar de tambores
Começou na sexta
Terminou manhã de Domingo.
Espio pela fresta,
Dentre muitos amores
Escola de Samba,
Academia de saberes,
Esculturas,
Sambas-enredo,
Enfaixados coloridos,
Passos não vistos em balé.
Alegorias que ganham vida
Rumo ao céu
Como diz o puxador
"É muita habilidade meu povo"
Levantando o véu
Trabalho pro gari varrer
Conjunto da vibração
Chão, Escola, Arquibancada,
Sentimentos de sublimação.
Quanto talento,
Mesmo ao relento.
No colo, mãe Gaia traz o rebento,
Faz balançar o firmamento.
Bateria dá o tom,
Propagando o som,
Como bombo leguero,
Lembrando comunicação
Dos indígenas originários,
Juntando-se a ex-escravizados
Da mesma tribo na festa.
Sambódromo superlotado
Ouçam Ministro Gil,
Gente não gosta do desconhecido.
Parlamentar Edil,
Vá no Alcaide.
Deem assento digno aos
Geraldinos e Arquibaldos.
Chega do povo sofrido.
·
DA ACADEMIA RIO-GRANDENSE DE LETRAS

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