TROVAS DO FILEMON
Vem a água e tudo arrasa
e a mágoa logo se vê.
Não há barraco nem casa,
- só águas do Tietê.
Com água comemos brasa
que destrói logo se vê.
Perdemos a nossa casa
para as águas do Tietê.
Da vida não quero a glória
que tanto engana e seduz.
Prefiro não ter história,
a renunciar minha cruz.
O vento forte balança
minhas plantas no quintal,
e a chuva cai com pujança,
- prenúncio de temporal.

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