domingo, 1 de fevereiro de 2026

FOME ZERO (PARTE 2) - SAUL RIBEIRO DOS SANTOS

 

 

FOME ZERO (parte 2)

 

A fome é um problema grave que atinge e enfraquece milhões de pessoas no Brasil e no mundo.

 


        ESTÍMULOS PÚBLICOS MAL GERIDOS NÃO ATINGEM OS OBJETIVOS. Deixando de lado as paixões político-partidárias, todos percebem que no Brasil o número de sofredores vem aumentando muito. É grande a quantidade de moradores de rua. Chega a causar medo em mulheres e pessoas idosas. As pessoas se sentem vulneráveis. 

        Na semana passada, conversando com um motorista de ônibus, aqui no ponto inicial, perto da minha casa, ele me falou que no decorrer dos dias é grande o número de pessoas perambulando pelas ruas batendo de porta em porta pedindo alguma coisa. A maior parte dessas pessoas pede comida. Quem mora em prédios residenciais de médio e alto luxo não enxerga o problema na porta, mas ao sair dirigindo o carro são impactados por essas pessoas ao parar o carro com o sinal de trânsito na fase do vermelho.

Programas assistencialistas de políticas sociais compensatórias misturadas com interesses eleitoreiros não resolvem o problema da fome. 

        Os observadores de comportamentos sociais afirmam que os brasileiros não se alimentam bem e fazem grande desperdício de comida. Colocam muita comida no prato e no final da refeição um quarto ou um terço é jogado fora. Um desperdício. 

        Os economistas em atividade calculam que o PIB de 2026 deverá ficar em 1,7%, porém 0,9% será decorrente de estímulos do governo. É o dinheiro público que vai bancar a distribuição de benefícios como vale-gás, descontos na conta de luz etc. Isso poderá mostrar um resultado econômico ilusório, bem ao gosto do governo. Dinheiro não é produzido em árvores. Dinheiro vem do trabalho inteligente e honesto. Portanto a conta vai chegar. 

        Como abordamos no texto anterior, o Brasil é um país de dimensões continentais. Dispõe de recursos naturais abundantes. Temos muitos rios, sol e vento, tudo com forte potencial para gerar energia limpa e barata. Temos recursos minerais das mais variadas espécies. Temos terras férteis para o chamado “agronegócio” desenvolver produção agrícola em alta escala e também para o desenvolvimento de projetos da “agricultura familiar”. Mas, com toda essa riqueza à sua disposição, ainda assim temos cerca de 5 milhões de brasileiros que se alimentam mal. Dá-nos a impressão de que entra governo, sai governo, entra outro, de geração em geração a fome se perpetua. 

        Os analistas dos problemas sociais afirmam que fome é uma mancha na história do nosso país. Pode ser comparada a uma chaga, uma terrível doença. A doença precisa de cura. Será que da parte dos políticos falta interesse para curar essa doença? 

        A Bíblia Sagrada traz um alento para os necessitados. As Escrituras Sagradas, continuamente adverte a todos os administradores. Deus pedirá contas. Os nossos políticos vão prestar contas ao grande Juiz. Em Lucas, capítulo 16 nos informa a todos que Jesus contou a parábola do mordomo infiel. O versículo 2 diz que esse mau administrador foi chamado e ouviu as seguintes palavras:

“Que é isso que ouço de ti? Presta agora contas da tua administração, porque já não poderás ser mais meu mordomo”.



Saul Ribeiro dos Santos

Contador e economista aposentado.

Natural de Ipupiara - BA.

saul.ribeiro1945@gmail.com


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