TROVAS DE MATUSALÉM DIAS DE MOURA
Prisioneiro do abandono,
da janela eu vejo a lua,
na longa noite sem sono,
chorando a saudade tua.
Enquanto o dia se encerra,
vou compondo minha trova,
a contemplar, sobre a serra,
o nascer da lua nova.
Percorro estrada comprida
de tropeços mais diversos
e, por apanhar da vida,
expresso dor em meus versos.
Vagando, vou pela vida,
colhendo meus desenganos,
pois, nesta vida sofrida,
vem o tempo e muda os planos.
(LIVRO "SELETA DE TROVAS" - EDITORA CACHOEIRO CULT - 2017)

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