SOB O LUAR…
Elvira Drummond
Ao contemplar a cena do luar,
seus raios, ternamente, feito brisa,
sussurram… e o luar, mansinho, avisa
que meu passado vai rebobinar.
A lua tem o dom peculiar
de ler a mente e, astuta, profetiza…
enxerga o coração, qual pitonisa,
revolve os sentimentos de lugar.
Sendo sagaz ou serva da verdade,
a lua tira escamas da saudade
e traz você à tona pela mão.
Saudade tem a sina de um clarão,
pois passa a iluminar a ausência sua
do mesmo modo audaz que faz a lua.

Nenhum comentário:
Postar um comentário