segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

ODE GRUPO PALMARES - ANTÔNIO CARLOS CÔRTES

 



 

ODE GRUPO PALMARES

Antônio Carlos Côrtes

"Na favela, Morro é verbo" (Alan Dias Castro)

Essência da ideia:
Há cerca de meio século
Na Aldeia
Desigualdade diminui
Em toda plateia
Pregava Jorge Xangô
Olhar fixo nas malocas
Mas fixo no bangalô
Habitado por gente ôca
Afinal, tanta dor doída
Tambor busca quem mora longe
Para abrandar gente sofrida
Traga  negros coloridos em alegria
Ilmo Silva pregava fim ao luto
Ancestrais  vestem  catedrais
Templos de umbanda
Mais, próximo  de orixás
Desde Cais VALONGO
Sob proteção de Bará
Vilmar Nunes, Pelotas da  Negrada
Histórias mal contadas
Pés e mãos cortadas
Corroídas pelo sal
Lanceiros Negros, Charqueadas
Poeta Oliveira traçava verso
Que história é essa de tanto mal?
Ocupando vitrais do universo
Luiz Paulo Assis
Isabel, redentora?
Não! Impostora sim.
Côrtes ainda tem força para gritar
Nas Flores da Aurora
Na Academia do Azurenha
Rufar de tambores Intocáveis
Acedendo fogo de lenha
Zumbi VIVE!
Do alto abençoa
20 de novembro
Afinal filhos do vento
Merecem acolhimento
No Dia da CONSCIÊNCIA NEGRA.

 

 

(DA ACADEMIA RIO-GRANDENSE DE LETRAS) 

 


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