MANHÃ
Matusalém Dias de Moura
O dia amanheceu. Tudo silente.
Nenhum ruído vem-me lá de fora.
Sem perceber a luz, perdia a hora,
aconchegado aqui, na cama quente.
Desperto, ponho-me a escutar a mente
a me falar que, um dia, sem demora,
os males deste mundo irão embora
e os homens viverão fraternalmente.
E, meditando nessa fala, fico
a imaginar um tempo novo e rico,
pleno de paz, amor e compreensão.
Até que chega alguém a me chamar,
dizendo estar com fome. Mando entrar
e lhe ofereço um pouco de meu pão.
(LIVRO "SONETOS DO PÔR DO SOL", PÁGINA 41)

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