quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

GRITO DE ALERTA - FILEMON MARTINS

 



GRITO DE ALERTA


(Poema publicado no Anuário de 

Poetas do Brasil, 3º volume – 1980, Organização do saudoso Aparício Fernandes – Rio de Janeiro), mas continua atual.

Filemon Martins


Querem abafar nosso grito,
reprimir nosso direito,
porque a verdade sempre dói
quando lançada em rosto.
Trabalhamos pouco, dizem alguns.
- Que são dez, doze horas de trabalho ?
É preciso produzir mais.

Trabalhar dia e noite, noite e dia
para aumentar nossas migalhas.
Por que protestar, se tudo vai bem?
Além do mais, é ilegal dizer a verdade,
principalmente se ela contraria as regras do Poder.

Legal mesmo é ficar de camarote,
- céticos e indiferentes –
enquanto a fúria do chicote opressor
desce sobre o povo indefeso, esquecido,
explorado e oprimido,
dominado pelos prepotentes,
bajuladores e corruptos.

Estamos vivendo uma noite sem estrelas,
noite que prenuncia o alvorecer.
Mas, quando virá esta Manhã ridente
de Paz e Liberdade que todos desejamos?

Continuemos, então, a caminhada,
que há muita coisa para fazer:
Chega de hipocrisia,
promessas sem realizações.
Precisamos viver.
Nunca é tarde para gritar,
nunca é tarde para exigir,
se todos nós lutarmos,
nova Luz há de brilhar
e um novo Dia, enfim, começará!

Um comentário:

  1. Ano Novo surgiu e novas esperanças renovam-se afinal o ser humano nunca a perde. Acreditemos em uma nova jornada mais justa e humana!👏👏👏👏

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