RELATÓRIO DA ONU DIZ QUE O BRASIL ESTÁ FORA DO MAPA DA FOME
Filemon Martins
Quisera escrever um texto repleto de otimismo e de esperança para
os dias de hoje no Brasil. Mas, constato, entristecido que os fatos que ocorrem
no momento não trazem nenhum alento.
Para aqueles que vivem em seus gabinetes atapetados e têm
combustível, carros, jornais, telefones, passagens de avião para qualquer lugar
do mundo, tudo pago pelo contribuinte, é fácil acreditar que o Brasil está fora
do mapa da fome, conforme relatório da ONU, divulgado com estardalhaço pela
imprensa de modo geral. Mas, para quem vive e trabalha nas ruas, enfrentando
ônibus, metrô, trem ou mesmo usando o carro, acreditar neste relatório, é
assinar atestado de burrice.
Temos observado não só nas grandes cidades, como médias e pequenas
que o exército de pessoas em situação de rua só vem aumentando. Quem transita pelas
cidades brasileiras, encontra pedintes em todos os lugares, nas ruas, nos
ônibus, metrô, trem, onde quer que você esteja. O governo vem informando em sua
propaganda oficial, que tirou milhões da pobreza. Às vezes, ironicamente, fico
pensando: esse pessoal deve ser muito “azarado”, porque o governo diz que “fez
e aconteceu” e essas pessoas não foram contempladas. Você, caro leitor, já deve
ter presenciado alguns implorando por comida e dizendo textualmente: “eu estou
com fome, minha família não tem o que comer”. Mas a ONU está distante e nem
sabe que ela existe.
Contudo, o problema do Brasil não é só este. Bom seria que o Brasil
erradicasse o analfabetismo crônico em que vivemos. Que todos os brasileiros
tivessem um teto, educação, segurança, saúde e alimentação. Mas, Educação,
convenhamos, nunca foi prioridade de nenhum governo. Pelo contrário, quanto
mais burro for o cidadão, mais fácil é a manipulação das massas. Alguém com
certeza vai argumentar, mas o Brasil melhorou muito. Melhorou, mas a passos de
tartaruga. Desde que me entendi como gente, ouço falar em erradicação do
analfabetismo e hoje, aos 75 anos, constato que pouco se fez para alcançar tal
objetivo. O que falta, então?
- Mais investimento em Educação Básica, com professores bem
renumerados e qualificados.
- Expansão de Programas educacionais para jovens e adultos com
seriedade e não para aumentar números de diplomados e enfeitar a propaganda
oficial.
- Conscientização da importância do aprendizado.
- É necessário dar prioridade e acesso as crianças para que tenham material
disponível e possam frequentar uma escola de qualidade.
Assim, é preciso mais empenho para reduzir e acabar com o
analfabetismo, antes que ele se perpetue dando mais prejuízos ao Brasil,
eternizando políticos ficha suja no poder, como vem acontecendo eleição após
eleição.
Muito bem. Vemos que o Filemon mostrou com coragem a dura realidade. Os números e informações que passam para a ONU não batem com a realidade nas ruas das cidades e até nalgumas partes da zona rural.
ResponderExcluirOBRIGADO, MESTRE.
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