DECISÕES DO MAIOR EMPRESÁRIO BRASILEIRO
A história do Brasil registra e mostra com clareza o nome de um homem com ideias empresariais avançadas, dignas de imitação por homens de negócios de todas as épocas.
O
Brasil precisa de homens assim. Os economistas deste século XXI afirmam que o personagem
da nossa história era um homem que olhava para o tempo presente da sua época e
enxergava o futuro. Era um homem de visão e coragem.
Vejamos
aqui, de forma resumida, a história de um grande empresário brasileiro nascido
na vila de Arroio Grande, no Rio Grande do Sul, oriundo de família simples e de
poucos recursos. Ficou órfão de pai aos nove anos de idade. Um dos seus tios
foi e matriculou o garoto num internato em São Paulo. Desde cedo o adolescente
começou a trabalhar e exerceu a função de vendedor num armazém de propriedade
de um comerciante português por nome Sr. Almeida, cuja situação financeira não
era boa. O expediente do estabelecimento começava antes das oito e
prolongava-se até o início da noite. O garoto percebeu que só o trabalho
realizado com honestidade e dedicação produz experiência, subsistência e
desenvolvimento. Só o trabalho honesto produz riqueza duradoura.
Poucos anos depois da sua admissão o armazém
onde o garoto trabalhava entrou em processo de falência. O principal credor do
estabelecimento era o Sr. Richard Carruthers, natural da Inglaterra. Ao passar
o controle da loja para o novo proprietário, o Sr. Almeida fez boas
recomendações em favor do jovem empregado. A loja continuou funcionando, mas
agora sob nova administração.
Passou pouco tempo e aos 23 anos de idade o
jovem foi promovido. Assumiu as funções de sócio-gerente. Seu comportamento e
habilidades foram preponderantes para a amizade e confiança e admiração de toda
a família dos Carruthers. Em 1841 o jovem casou-se com Maria Joaquina, mulher
inteligente e esposa exemplar.
A firma Carruthers & Cia. progrediu de tal
forma que precisou abrir uma filial na Europa. O jovem percebeu e pensou
consigo mesmo: “chegou o tempo da águia voar sozinha”. Dissolveram a sociedade.
É como disse o professor Waldvogel, o jovem foi desenvolver outros misters.
Eis o nome do jovem, o personagem da
nossa história: Irineu Evangelista de Souza. Um nome comum entre os brasileiros
de todos os tempos. Mas por que foi chamado de Barão de Mauá? Vejamos. Ele
nasceu no Rio Grande do Sul, próximo ao rio chamado na geografia de Rio Mauá.
Esse foi o local de origem desse grande e mui digno brasileiro, que alguns anos
mais tarde, em função dos serviços prestados ao Brasil, o imperador D. Pedro II e os políticos da época
concederam ao ilustre brasileiro o título de nobreza Barão de Mauá.
O Barão de Mauá foi o idealizador e
levou avante suas ideias, desenvolvendo vários projetos pioneiros e de grande
importância para o Brasil. Seus projetos foram desenvolvidos em muitas áreas ou
ramos das atividades econômicas, mas principalmente nas áreas dos transportes,
das finanças e obras de infraestrutura.
Em 1846 Irineu Evangelista de Souza
adquiriu o controle da empresa Fundição e Estaleiros Ponta da Areia, em Niterói
– RJ., com mais de mil empregados diretos. A empresa produzia canos e tubos,
canhões para a Marinha, caldeiras etc.
Esta foi uma das primeiras empresas dedicadas à construção naval no
Brasil.
Em 1851 o Barão de Mauá criou o Banco
Mauá. Foi uma instituição financeira que teve filiais em algumas capitais da
Europa. A primeira foi em Londres.
Em 1852 o Barão de Mauá inovou, criando
algo novo na região Norte do Brasil. Ele criou a empresa de navegação
impulsionada por máquinas, caldeiras a vapor no Rio Amazonas. Transportava
cargas e passageiros.
Em 1854 ele foi o responsável pela
construção e inauguração da 1.a etapa da estrada de ferro ligando o
porto de Mauá, nas proximidades onde hoje está localizada a Praça Mauá, no Rio
de Janeiro indo até Raiz da Serra e Petrópolis. Entre 1853 e 1855 Mauá fundou e
desenvolveu a Cia. de Iluminação e Gás do Rio de Janeiro.
O Barão de Mauá foi um homem de coragem e
muito prestígio. Em 1874 ele provocou uma revolução na área das comunicações.
Projetou, desenvolveu e inaugurou o primeiro cabo submarino que ligou o Rio de
Janeiro a Europa.
No topo da sua carreira como empresário, o
Barão de Mauá chegou a controlar um conglomerado de 25 empresas. Era um grande
grupo de empresas para aquela época. Todas eram empresas de grande interesse
para o Brasil. Mauá foi um grande representante do capitalismo e do liberalismo
econômico no Brasil.
Para concluir, quero informar que a
bíblia é um livro que tem orientações para todas as situações. O apóstolo Paulo
escreveu duas cartas para o jovem Timóteo. Na primeira carta, no capítulo 6 e
versículo 17 ele dá excelentes instruções a Timóteo, no assunto sabedoria e
riquezas. Mais comentários sobre a vida e obras desenvolvidas pelo Barão de
Mauá o leitor vai encontrar no livro Homens que fizeram o Brasil, do professor
e pastor Luiz Waldvogel. (1)
Saul
Ribeiro dos Santos
Contador
e economista aposentado.
Natural
de Ipupiara - BA.
_________
(1)
Homens que fizeram o Brasil, livro escrito pelo professor e pastor Luiz
Waldvogel. Editado e publicado pela Casa
Publicadora Brasileira. 1953.


Muito interessante a história do Barão de Mauá Homemes de coragem e muito caráter que ajudaram a construir a história do nosso país.
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