sábado, 31 de janeiro de 2026

A HISTÓRIA EM VERSOS DE JOÃO ANTONIO DOS SANTOS, MAIS CONHECIDO COMO "DUÃO".

 



A HISTÓRIA EM VERSOS DE JOÃO ANTONIO DOS SANTOS, MAIS CONHECIDO COMO “DUÃO”.

 

Texto de Pedro Antonio dos Santos

(Um dos filhos de Duão)

 

João Antonio é o seu nome

Sempre soube responder,

Respeitando seus amigos

Em paz sempre quis viver

Enfrentando o clima seco

Sem nunca se maldizer.

 

Vejam bem caros leitores

Que mui grande estimação

Teve nosso patrício

Conhecido por Duão

Conservando com carinho

Esta bela rimação.

 

Homem honesto e

Trabalhador não há quem

Possa contradizer,

Enfrentou muitas batalhas

Fez tudo sem esmorecer

Sabendo que do labor

Os frutos viria colher.

 

No garimpo foi herói,

Pois nunca desanimou

Em busca do cristal

Muito esforço aplicou

Encorajando os colegas

Que muitas vezes bugiou.

 

Preservando a nossa história

Ele sempre se empolgou

Nunca teve preguiça

Nem mesmo se enfadou

De falar em IPUPIARA,

Terra que sempre amou.

 

Aos amigos muita estima

Ele sempre demonstrou:

Quando fala no Souza

Percebe que se empolgou

Acaba por descuidar

E o chama de “doutor”.

 

No Rosalvo sempre fala

Com muita admiração,

Por ser seu irmão mais velho

Filho aqui do Jordão

Que o ajudou no passado

Com muita dedicação.

 

“In memoriam” vamos lembrar

De muitos que nos legaram

Parte do seu tempo e suas vidas

Para construir o Jordão,

Por que não falar no Zequinha,

O cunhado de Duão?

 

Arlindo Almeida, homem forte,

Getúlio Barreto, “o doutor”

José Antônio (Dedé) o político

Que sempre conciliou

Tendo em Oscar, o amigo

E Artur Ribeiro, o Pregador.

 

Emiliano foi o compadre

De quem nunca se esqueceu

Fala sempre em Avelino, que

Tanta saudade nos deu

E Esmeraldo, o motorista

Com quem tanto conviveu.

 

Jeremias Ribeiro, o poeta,

Homem de profunda inspiração

Me estimulou a fazer versos

Com muita dedicação

Levou a poesia desta terra

Aos cantos de nossa Nação.

 

Agradeço caro leitor

Sua atenção e pudor,

Não sou poeta de fama

Nem mesmo sou trovador,

Mas deixo aqui estes versos

Feitos com sincero amor.

 

(LIVRO “A HISTÓRIA EM VERSOS”, PÁGINAS 6/8)

 


TROVA DE ALBA HELENA CORRÊA

 


                  (FOTO DE LALINHA, IPUPIARA, BAHIA)



 TROVA DE ALBA HELENA CORRÊA


Retorno à praça da infância:

é o mesmo antigo jardim!

Só eu mudei, na distância…

Ah! Que saudade de mim!



TROVA DE ALFREDO DE CASTRO

 


               (FOTO DE LALINHA, IPUPIARA, BAHIA)



TROVA DE ALFREDO DE CASTRO 

Ninguém sabe, nesta lida,

onde a surpresa é mais forte:

se nos mistérios da vida

ou nos segredos da morte!


TROVA DE ALMIR PINTO DE AZEVEDO

 


                              (FOTO DE LALINHA, IPUPIARA, BAHIA)



TROVA DE ALMIR PINTO DE AZEVEDO


Não irá jamais embora

quem deixou tanta amizade;

a despedida de agora

é presença na saudade.


TROVAS DO FILEMON

 



TROVAS DO FILEMON

 

Não me sinto satisfeito

nessa paixão incontida.

Um sonho quase desfeito

nos desencontros da vida.

 

Uma lição de humildade

deu-nos outrora Jesus

ao pregar a Liberdade,

morreu pregado na cruz.

 

Criança és flor, és bonança

espargindo luz e amor,

porque trazes a esperança

de um futuro promissor.


Já tenho caminho certo,

- sou poeta e sonhador,

porquanto o destino esperto

fez de mim um trovador.

MINHA PAIXÃO - FILEMON MARTINS

 




MINHA PAIXÃO
Filemon Martins
 
Não consigo entender porque partiste,
deixando-me sozinho em terra estranha.
Hoje, não tenho paz e sou mais triste,
porque sem ti, o amor não me acompanha.

Como esquecer a mágoa que me assiste,
- se a saudade chegou cheia de manha?
Teu perfume de flor ainda insiste
em aumentar a minha dor tamanha...

Por que fugiste assim, minha poesia,
eras tu meu querer, minha alegria,
a energia que vibra no meu ser.

Tu és da minha casa, a grande porta,
a inspiração ardente que conforta
para escrever meu verso até morrer.

 

TROVAS DO FILEMON

 




TROVAS DO FILEMON

 

Quanta gente não percebe

e a vida acaba em transtorno:

o que se faz se recebe,

é a sábia Lei do retorno.

 

¨Não há vaga¨. Está escrito

naquele grande portão.

E o trabalhador, aflito,

não tem arroz nem feijão.


O candidato promete,

o povo acredita e vota.

Já eleito pinta o sete,

e acha que o povo é idiota.


Da vida não quero a glória

que tanto engana e seduz.

Prefiro não ter história

a renunciar minha cruz.


(LIVRO "SONETOS & TROVAS" - 2014)


TROVAS DO FILEMON

 




TROVAS DO FILEMON

 

Não me fascina, na vida,

poder ou fama alcançar,

que a vitória merecida

é pelo Amor triunfar! 

Saudade é o cantar tristonho

do canário, no Sertão.

É sentir que o nosso sonho

não passou de uma ilusão.

 

Assim é que vejo a vida:

uma estrada singular,

às vezes erma e cumprida

que a gente tem que trilhar.


Eu trago lá do Nordeste

do povo alegre, a bravura,

da terra boa do agreste

simplicidade e ternura.


(LIVRO "SONETOS & TROVAS" - CÂMARA BRASILEIRA DE JOVENS ESCRITORES - RJ - 2014)

 

TROVAS DO FILEMON

 




TROVAS DO FILEMON



Foi enorme o sofrimento
daqueles rostos tristonhos:
o trator, sem sentimento
pôs no chão todos os sonhos.

Que tempo triste, desnudo,
o pobre nunca tem vez.
Nada tem e perde tudo,
- só fica com a escassez.


Este cigarro, este fumo

que você traga com gosto,

será depois, em resumo,

o seu mais forte desgosto.


Quase sempre fico mudo

quando a razão perde a cor.

Calar, às vezes, diz tudo

para um bom entendedor.


(LIVRO "SONETOS & TROVAS" - 2014)

MEU EVANGELHO - FILEMON MARTINS

 



 MEU EVANGELHO

Filemon Martins

 

Amo tudo que existe de sublime 
No Universo de Deus, o Criador, 
Cujo poder a Natureza exprime 
Quando surge a alvorada multicor. 

Amo de Cristo o sangue que redime 
E a rude cruz, o símbolo da dor, 
Onde deponho a mágoa que me oprime 
Em troca do perdão, consolador... 

Então, eu sinto paz, sinto alegria 
Do Evangelho do Filho de Maria 
Que me traz eviterna inspiração. 

E quando sou, no mundo, desprezado, 
Como outrora foi Jó abandonado, 
Ele vem consolar-me o coração. 

TROVAS DE MATUSALÉM DIAS DE MOURA

 



TROVAS DE MATUSALÉM DIAS DE MOURA


"A vida não vale nada",

ouço sempre alguém dizer.

Mas nada, nesta jornada,

vale mais do que viver.


No sacrifício da cruz,

Jesus, o Mestre Divino,

deu ao mundo a Sua luz

e mudou nosso destino.


Seguindo para o trabalho,

sinto Deus na minha estrada

ao ver os pingos do orvalho

nas flores da madrugada.


Cedo na vida aprendi:

não sou melhor que ninguém.

Mais perto de Deus me vi

sempre que fiz algum bem.


(LIVRO "SELETA DE TROVAS" - EDITORA CACHOEIRO CULT - 2017)

TROVAS DE MATUSALÉM DIAS DE MOURA

 



TROVAS DE MATUSALÉM DIAS DE MOURA


Não me seduz a riqueza,

muito menos o poder.

O que busco, com firmeza,

é a verdade e o saber.


Aquele que é professor,

tal qual o Mestre Jesus,

pelo mundo prega o amor

com seu salário de "cruz".


Há tanto mal disfarçado,

às vezes em um sorriso,

que o viver pede cuidado

e ter cuidado é preciso.


Não maldigo minhas dores

nem as pedras do caminho;

levo a vida dos andores

nas mãos de quem tem carinho.


(LIVRO "SELETA DE TROVAS",  EDITORA CACHOEIRO CULT - 2017)

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

PEGUEI O MEU BONÉ E FUI... - FILEMON MARTINS

 




PEGUEI O MEU BONÉ E FUI...

Filemon Martins



Nossa história começa na campanha eleitoral ao governo do Estado de São Paulo em 1982. Eram candidatos Franco Montoro (PMDB), Reynaldo de Barros (PDS), Jânio Quadros (PTB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na época, eu fazia o curso de Administração, na Faculdade de Administração e Ciências Econômicas Santana, na Rua Voluntários da Pátria e havia um professor de português, cujo nome não citarei, que lecionava nessa Faculdade e também na PUC, campus de Perdizes.
Esse professor nos informou na classe que era candidato a deputado estadual pelo PMDB, legenda de Franco Montoro, pediu voto e se eleito prestaria contas de tudo que acontecesse em seu eventual mandato. Com o resultado das eleições, Montoro foi eleito novo governador de São Paulo. Mas o nosso professor, apesar de receber boa votação não foi eleito. Contudo, foi convidado para assumir uma secretaria de Estado no governo Montoro. Aceitou e assumiu.
Confessava em sala de aula seu descontentamento com o fato de haver no portão da Faculdade um carro oficial com motorista à sua disposição. - Já reclamei, dizia ele, mas dizem que é obrigatório, inerente ao cargo que ocupo. E os meses foram passando. Certo dia, ele nos disse: ¨pedi demissão. Não sou mais secretário de pasta nenhuma¨. Motivo? Ele nos contou. Estavam subordinados ao secretário, no caso ele, quase 200 funcionários espalhados pelo prédio. Num dia estressante, ele pediu a presença de dois funcionários e a secretária se pôs a campo para encontrá-los e nada. Estavam ali, ele, a secretária e mais ninguém. Ele se irritou, resmungou e tomou uma decisão. Naquele mês ele entregaria os holerites pessoalmente a cada funcionário. Queria conhecê-los. E assim o fez. Mas nas semanas que se seguiram a pressão começou e cresceu de todos os lados da secretaria. Diziam: - quem é esse cara, o que ele pensa que é? O professor não encontrou respaldo legal e menos ainda apoio de seu superior e não teve outra saída. Pegou o seu boné e disse eu me demito: - fui.
Não soubemos quem o substituiu, mas deduzimos que quem entrou em seu lugar, deixou exatamente como estava.
É possível fazer uma analogia no episódio envolvendo o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro e o Presidente da República, Jair Bolsonaro. Quem estava no cargo discordou do andar da carruagem e quem entrar, evidentemente, vai atender aos anseios de quem detém o poder. Resta saber se vai dar certo daqui pra frente. Vamos aguardar. Não deu certo nem para o Presidente e nem para o Brasil, que presenciou logo depois os corruptos, ladrões e condenados saindo da prisão e voltando à vida pública, como se nada tivesse acontecido. Um tapa na cara do cidadão de bem.