A JANGADA
P. J. Tomaz
De vela solta, ao vento desdobrada,
cortando as ondas, sai deixando a praia,
deixando longe a terra da jandaia,
pequena, afoita, intrépida, a jangada.
Ei-la tão frágil sobre o mar lançada!...
Abrem-se as vagas, ruge o mar e ensaia
cortar-lhe a marcha, quando longe raia
clara, tranquila, fresca, a madrugada...
E a vela avança... Rasgo de bravura
de uma raça de heróis... o mar murmura...
É mais uma epopeia, um feito novo!...
E aberta, panda, cheia de ansiedade,
a vela corta a salsa imensidade,
levando longe a intrepidez de um povo.
(LIVRO "COMPOSIÇÕES ESCOLARES", PÁGINA 17)

Nenhum comentário:
Postar um comentário